Questões climáticas e tarifaço afetam safra da cana em Pernambuco

A safra atual da cana-de-açúcar deve sofrer prejuízos em dobro neste ano em Pernambuco. Além do tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com 50% para as exportações do produto, o volume de chuvas concentradas é outro fator que também atrapalha a produção das culturas da cana no estado.

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, explica que as vendas da cota americana da cana é um mecanismo que financia a safra. “Quando o produtor tem contratos firmados para exportar para refinarias dos Estados Unidos, isso faz com que aumente a sua liquidez, pois a empresa vai ter o certificado de isenção da alfândega americana para entrar no país sem pagar taxas nessa exportação”, destaca.

Ele explica que a cota funciona para a isenção de tarifas, que foi impactada diretamente pelo tarifaço. No passado, a taxa para exportação dentro da cota era de 0%, em abril deste ano passou para 10% e agora é de 50%. “Então fica proibitivo. É uma coisa sem sentido porque onera a empresa”, destaca.

O presidente do Sindaçúcar explica que, dentro do mecanismo de cota americana, as embarcações pernambucanas aos EUA ocorrem geralmente entre outubro e novembro, no decorrer do início da safra que começa entre o final de agosto e início de setembro. Normalmente essa é uma época que favorece o acordo de contratos de câmbio para a venda de cotas para compradores internacionais, o que aumentaria a liquidez.

Impactos climáticos

Cunha destaca ainda que, paralelo às barreiras tarifárias, o setor da cana também enfrenta desafios ocasionados por questões climáticas. “Nesse ano, houve muita dificuldade no início do mês de agosto e setembro em função das chuvas que tiveram precipitações bastante frequentes, com muita concentração e pouca distribuição. Com isso, a cana ainda não atingiu seu ponto de maturidade ideal, o que em outros anos isso ocorre”, disse.

Ele explica também que a alternância entre chuvas e sol é importante para a safra da cana. Neste ano, com o clima desfavorável, foi registrada uma diminuição do rendimento industrial, com a menor quantidade de sacarose extraída na cana, que é utilizada na produção de açúcar e etanol.

Em relação aos prejuízos que esses fatores devem trazer para a safra da cana no estado, o presidente do Sindaçúcar destaca que o setor ainda está em fase de avaliação por causa da dificuldade causada pelas condições climáticas. “A moagem não está em uma dinâmica de continuidade. Ocorreram muitas paradas no processamento industrial por causa da dificuldade da cana chegar pronta para essa etapa”, disse.

Apesar de ainda não ter dados concretos, Cunha aponta que esses impactos do tarifaço podem ser compensados por incentivos federais, medidas que estão sendo avaliadas após uma série de reuniões entre o representante da indústria da cana e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e vice-presidente Geraldo Akckmin.

“O governo estabeleceu uma medida provisória, para estudar a possibilidade de dar mais liquidez ou antecipar algum tipo de medida financeira para que vários exportadores do Brasil possam conseguir recursos para darem andamento ao processamento industrial. Mas isso aí ainda está no início”, finaliza.

Diario de Pernambuco

Identificado o corpo encontrado em esgoto de Casa Nova

(Foto: WhatsApp)

O corpo do homem encontrado, por volta das 7h da manhã desta sexta-feira (19), dentro de um canal de esgoto próximo ao clube recreativo de Casa Nova (BA), foi identificado como Cleisson Rodrigues, de 18 anos.

De acordo com informações, o cadáver apresentava vários sinais de violência. De acordo com a polícia, Cleisson é o suposto autor de um latrocínio, onde o mesmo teria assassinado dois homens, a facadas, para roubar uma motocicleta.

Agrovale adquire equipamento para reduzir queima da palha da cana-de-açúcar

(Foto: ASCOM)

Uma máquina com a capacidade de produção diária de 150 fardos e recolhimento nos campos de 18 toneladas de palha de cana-de-açúcar. Este foi o equipamento adquirido pela Agrovale visando a redução da queima da palha e a incidência de fuligem nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

De acordo com o gerente responsável pela mecanização e colheita da empresa, Augusto César, a máquina enfardadora foi testada e aprovada na última terça-feira (14), pelos excelentes resultados obtidos durante o recolhimento da palha em diversas áreas de produção. “Com a aquisição desta máquina e de mais uma outra unidade, que será adquirida até abril de 2018, pretendemos reduzir consideravelmente a queima da palha em nossos canaviais”.

Com o uso das máquinas, além de reduzir a queima, a Agrovale também vai solucionar um problema agronômico, que é o desenvolvimento de pragas e ineficiência de diversos tratos culturais em função da presença de palha no solo.

Augusto Cesar também lembrou que a palha tem um alto potencial energético. “Uma tonelada de palha é capaz de gerar um megawatt de energia, quase o dobro do poder calorífico do bagaço da cana. Com isso também estaremos atendendo nossa produção de bioeletricidade e fornecendo ração animal para melhoramento dos rebanhos da região”, garantiu.

Ação Social

A empresa firmou convênio com a prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB), com o objetivo de doar parte da palha recolhida pela máquina enfardadora para alimentação dos animais apreendidos e levados ao depósito do município. Os pequenos criadores cadastrados em programas sociais da cidade também serão contemplados com esta doação.

Em 2017, a Agrovale doou 600 toneladas de bagaço hidrolisado da cana-de-açúcar para as associações de produtores rurais, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária do município (Adeap). O bagaço vem servindo de suporte alimentar para os animais (caprinos, ovinos e bovinos) da zona rural, nesse período de grande estiagem.

O gerente enfatizou que a aquisição da máquina enfardadora marca uma nova etapa do projeto socioambiental da Agrovale, que teve um momento significativo em 2011 com o início da colheita crua mecanizada.

Parceria garante doação do bagaço da cana da Agrovale para alimentação dos rebanhos de Juazeiro

A ação foi firmada no dia 20 de julho com a doação de 300 toneladas do bagaço. (Foto: ASCOM)

O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária, Tiano Felix, esteve na manhã desta quinta-feira (14), na sede da Agrovale em Juazeiro, reunido com o gerente administrativo da empresa, Marcos Rocha.

O encontro teve como objetivo, buscar dar seguimento ao processo de doação do bagaço hidrolisado da cana-de-açúcar como suporte alimentar para os animais (caprinos e ovinos) da zona rural, nesse período de grande estiagem.

Também participaram da reunião a diretora de Desenvolvimento Econômico, Lilian Koshiyama e o diretor de Pecuária da ADEAP, José Wilson Chaves (Chaveco).

A ação foi firmada no dia 20 de julho, com a doação de 300 toneladas do bagaço da cana-de-açúcar para associações de produtores rurais de Juazeiro pela Agrovale. A ADEAP realizou o cadastramento das associações interessadas e a distribuição do material para as mesmas.

“Com a forte estiagem, a alimentação dos animais ficou escassa e os produtores têm passado por grandes dificuldades nesse sentido. Com a parceria da Agrovale, conseguimos obter esse volumoso que tem contribuído para minimizar o problema, estamos aqui hoje para buscar a continuidade dessa ação”, destacou o secretário Tiano Felix.

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