EDITORIAL: A Armadilha da Centralização: Por que a PEC da Segurança encontra tanta resistência no Congresso?

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reformular o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) levanta um debate crucial e urgente para o futuro do Brasil: a delicada balança do federalismo na gestão de um tema tão sensível quanto a segurança. Embora a necessidade de integrar e aprimorar a atuação das forças policiais seja inegável diante do avanço do crime organizado, o texto original da PEC, ao propor conceder à União competência exclusiva para elaborar o Plano Nacional de Segurança Pública, acendeu um alerta para juristas, advogados e políticos.

O receio principal reside na excessiva centralização em Brasília de decisões que impactam diretamente a realidade dos estados e municípios, que, na prática, arcam com a maior parte dos custos e da execução da segurança pública.

Estados e municípios gerenciam suas polícias militares e civis, além das guardas municipais e possuem o conhecimento mais apurado das nuances regionais da criminalidade. A atribuição exclusiva à União para elaborar o Plano Nacional de Segurança Pública, embora possa buscar uma uniformidade necessária, arrisca impor uma visão “de cima para baixo” que desconsidera as peculiaridades locais, podendo levar à ineficácia das políticas.

As críticas a essa centralização ecoam no Congresso Nacional. O próprio relator da PEC na Comissão Especial, o deputado Mendonça Filho, reconheceu publicamente a fragilidade do texto original nesse ponto.

Em entrevista, ele ressaltou a desproporção e a necessidade de cooperação, e não de centralização: “Os estados respondem por cerca de 80% dos investimentos em segurança pública, enquanto a União participa com 12%. O caminho é a cooperação, não a centralização”. Essa fala resume a principal crítica: não se pode exigir que a maioria da execução se submeta a um planejamento que ignora a expertise e a capacidade de investimento dos entes federados.

De fato, o relator agiu para mitigar o problema, sugerindo alterações que buscam afastar a ideia de uma competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de segurança, um ponto que gerou forte resistência, especialmente entre governadores.

A resistência no Congresso à PEC não é, portanto, uma mera “politicagem”, como alguns tentam rotular, mas sim um reflexo legítimo do debate sobre o modelo federativo brasileiro. Parlamentares da oposição e até mesmo da base aliada têm manifestado preocupação com o risco de esvaziar a autonomia dos estados, levando a um sistema mais burocrático e menos ágil.

Juristas e advogados especializados em direito constitucional e segurança pública alertam que, ao tentar solucionar a falta de coordenação nacional, o texto original criava um novo problema: o conflito de competências e a potencial judicialização das políticas de segurança. O modelo de sucesso em outras áreas, como o Sistema Único de Saúde (SUS), é a legislação concorrente ou o estabelecimento de diretrizes gerais pela União com competência suplementar aos estados, e não a exclusividade.

O desafio do relator Mendonça Filho e da Comissão Especial é justamente encontrar um ponto de equilíbrio que promova a tão necessária integração e coordenação nacional, essenciais para o combate ao crime organizado, que é interestadual e transnacional, sem ferir a autonomia dos estados, que estão na linha de frente do policiamento e da investigação criminal.

A segurança pública é uma pauta de Estado, não de governo. O Brasil clama por um sistema mais articulado e eficiente, mas essa eficiência deve ser construída sobre as bases sólidas da cooperação federativa, e não da centralização autoritária. O sucesso da PEC dependerá de sua capacidade de ouvir as vozes dos estados e garantir que o Plano Nacional seja um instrumento de articulação, e não de intervenção.

Waldiney Passos

Moraes manda Cid tirar tornozeleira e cumprir pena em regime aberto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (30) que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, comece a cumprir a pena de dois anos em regime aberto.

Cid foi condenado por sua participação na tentativa de golpe de Estado que buscava manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.

Delator no caso, Cid recebeu a menor pena entre os oito condenados, após a Primeira Turma do STF reconhecer a utilidade de sua colaboração para o esclarecimento da trama.

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Guerra no Rio expõe aliança do Comando Vermelho com criminosos de outros estados

A onda de violência no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos, revelou a atuação conjunta do Comando Vermelho (CV), principal facção do estado, com criminosos de outras regiões do país.

Segundo um levantamento da Polícia Civil do Rio, divulgado pelo jornal O Globo, bandidos de diversos estados têm buscado abrigo em favelas cariocas, reforçando o “exército” do tráfico, principalmente em áreas de mata usadas como pontos de resistência armada.

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Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Magna Fraus contra fraudes bancárias de R$ 813 milhões

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Magna Fraus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias. A ação conta com o apoio do Cyber GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

De acordo com a PF, o esquema criminoso desviou mais de R$ 813 milhões de contas utilizadas por bancos e instituições de pagamento responsáveis por gerenciar transferências via PIX de clientes em todo o país.

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HU-Univasf celebra marca de 425 neurocirurgias realizadas no Vale do São Francisco

(Foto: Ascom)

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) alcançou a marca de 425 neurocirurgias realizadas em um ano de funcionamento do serviço de neurocirurgia 24 horas, estruturado com apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

O projeto tem como principal objetivo oferecer atendimento contínuo e especializado à população de mais de 2 milhões de habitantes da Macrorregião de Saúde do Vale do Médio São Francisco, evitando o deslocamento de pacientes para capitais como Recife (PE) e Salvador (BA).

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Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 7 milhões

As seis dezenas do concurso 2.934 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 7 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

Lula sanciona lei que endurece combate ao crime organizado e amplia proteção a autoridades

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que reforça o enfrentamento ao crime organizado e amplia a proteção de autoridades e servidores públicos que atuam na área da segurança e da Justiça. A medida foi assinada na quarta-feira (29) e publicada no Diário Oficial da União nesta quinta (30).

A nova legislação, aprovada anteriormente pelo Congresso Nacional, cria novos tipos penais e aumenta as penas para crimes relacionados à obstrução de investigações e ao apoio a facções criminosas.

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Moraes determina que governador do Rio preste esclarecimentos sobre operação contra Comando Vermelho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (29) que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, apresente esclarecimentos sobre a Operação Contenção, ação policial que resultou em pelo menos 119 mortes nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense.

Moraes também marcou uma audiência para o dia 3 de novembro, no Rio de Janeiro, para tratar do caso. A decisão foi tomada no âmbito da ADPF das Favelas, processo em que o STF estabelece diretrizes para reduzir a letalidade policial no estado.

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Castro e Lewandowski anunciam criação de escritório emergencial após megaoperação contra o CV

A medida foi anunciada em coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (29/10), no Palácio Guanabara

Em coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (29/19), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório emergencial para o combate do crime organizado. A medida é implemetada após o Rio de Janeiro (RJ) registrar a operação mais letal da história do estado. A ação policial terminou com 119 mortos, dos quais quatro eram policiais

O acordo foi feito durante uma reunião, realizada antes da coletiva, que contou com a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Fernando Oliveira.

“Independente de erros ou acertos, saímos daqui hoje com uma grande oportunidade”, declarou o governador Cláudio Castro.

O ministro da Justiça detalhou que o escritório funcionará como um fórum de diálogo, no qual decisões serão pensadas rapidamente. Lewandowski informou que o efetivo federal no estado também será ampliado.

Governo oferecerá cursos gratuitos para obtenção de CNH

(Foto: Ilustração)

O governo federal estuda mudanças para simplificar e baratear o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com medidas que incluem redução de aulas práticas obrigatórias, cursos gratuitos e a possibilidade de ensino em escolas públicas ou pela internet.

As propostas foram apresentadas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta quarta-feira (29), durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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Câmara aprova lei para combater o assoreamento de rios no Brasil

Governo poderá oferecer incentivos financeiros e fiscais para práticas de conservação em áreas rurais e urbanas.

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece uma política nacional de prevenção ao assoreamento de rios. A proposta, que também determina a criação de um cadastro nacional de áreas degradadas, segue agora para o Senado.

O Projeto de Lei 4488/23, de autoria da deputada Maria do Rosário e outros, foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Túlio Gadêlha. O objetivo do cadastro é otimizar o monitoramento e o planejamento de ações voltadas à recomposição de matas ciliares e ao controle da erosão, abrangendo áreas como ravinas e voçorocas.

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Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 7 milhões no próximo sorteio

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.933 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (28). Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 7 milhões para o próximo sorteio.

As dezenas sorteadas foram: 01 – 18 – 22 – 42 – 48 – 50. De acordo com a Caixa Econômica Federal, 12 apostas acertaram cinco números e cada uma receberá R$ 85.025,66. Já 1.231 apostas acertaram quatro dezenas, com prêmio individual de R$ 1.366,22.

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quinta-feira (30). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas de todo o país ou pela internet, no site e aplicativo oficiais da Caixa.

Vinhos do Vale do São Francisco se destacam na China e recebem quatro premiações

Os frisantes da marca Rio Valley, produzidos no Vale do São Francisco, conquistaram quatro importantes premiações internacionais durante a 2ª Exposição Econômica e Comercial China–Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX), realizada entre os dias 23 e 25 de outubro em Macau.

O evento ocorreu junto à 30ª Feira Internacional de Macau (MIF) e à Exposição de Franquia de Macau 2025, reunindo representantes de quase 30 países.

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MP da Bahia deflagra segunda fase da Operação ‘Fauna Protegida’ contra tráfico de aves silvestres

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta quarta-feira (29), a segunda fase da Operação Fauna Protegida, que cumpre 21 mandados de busca, apreensão e prisão preventiva em três estados: Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ação mira integrantes da maior organização criminosa de tráfico de aves silvestres do país.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA, em parceria com as Promotorias de Justiça Regional Ambiental de Itabuna e Ilhéus.

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64 corpos são levados por moradores para praça na Penha; total de mortos após megaoperação chega a 128

Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 64 corpos à Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, durante a madrugada desta quarta-feira (29). A ação ocorreu um dia após a operação policial considerada a mais letal da história do estado.

Desde terça (28), o número de mortes chega a 128. Segundo o balanço oficial do governo, 60 dos mortos seriam suspeitos de envolvimento com o tráfico e quatro, policiais civis e militares.

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