Governo anuncia novo decreto sobre exploração da Amazônia

A área tem potencial para exploração de ouro e outros minerais, entre os quais ferro, manganês e tântalo. (Foto: Reprodução)

Nesta segunda-feira (28) o governo anunciou a edição de um decreto com as regras para a exploração mineração na extinta Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). Esse decreto será revogado, mas a extinção da reserva está mantida.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), a medida anunciada nesta segunda deixará as regras para exploração na região mais claras e preservará as reservas ambientais e indígenas.

“Por decisão do governo, sairá brevemente um novo decreto, colocando ponto a ponto como deverá ser [a exploração] a partir de agora – após a extinção da reserva mineral, preservando as questões ambientais e indígenas, sejam reservas estaduais ou federais – e poder acompanhar mais de perto a atividade na região”, informou Coelho Filho.

A área tem potencial para exploração de ouro e outros minerais, entre os quais ferro, manganês e tântalo. O local, entre os estados do Amapá e do Pará, foi criado em 1984 e tem mais de 4 milhões de hectares. Com a nova medida, ficará proibida, por exemplo, a licença para exploração para quem tiver atuado na exploração mineral ilegal na reserva antes do decreto.

Com informações do G1

Em Caruaru, Fernando Bezerra Coelho reforça racha no PSB e anuncia “novo tempo” para Pernambuco

O senador é visto como um dos pivôs do racha no PSB. (Foto: Reprodução)

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o ministro Fernando Filho (PSB) marcaram presença em evento do Ministério das Cidades, em Caruaru, nesta segunda-feira (28). O senador falou em um “novo tempo” para Pernambuco, reforçando rumores de sua candidatura a governador do estado.

“Em 2016, Caruaru e Petrolina se uniram em uma campanha que parecia impossível, mas formaram uma grande frente política, que se fez vitoriosa e marcou os últimos anos da política pernambucana. Oxalá (tomara) que Caruaru e Petrolina mais uma vez se unam para anunciar que Pernambuco espera um novo tempo de trabalho e projetos”, disse o senador.

O senador é visto como um dos pivôs do racha no PSB e já não esconde sua insatisfação com o partido, reforçando neste domingo (27) com sua ausência no Congresso Estadual do PSB. Em Petrolina, FBC e Fernando Filho não dividiram o palanque com o governador Paulo Câmara (PSB) com a justificativa, segundo Câmara, de compromissos em Brasília.

Paulo Câmara atinge Fernando Filho e cobra diálogo por privatização da Eletrobrás

Declarações de líderes do PSB engrossam coro pela saída de Fernando Filho do partido. (Foto: Arquivo)

Parece que o jogo de compadres realmente acabou entre o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o ministro de Minas e Energias, Fernando Filho. Após não comparecer ao Congresso Estadual do partido e emitir uma nota, junto com seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, afirmando que não havia clima para participar do evento, Fernandinho, como é conhecido, foi alvo do Governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara.

O chefe do Executivo Estadual, assim como outras autoridades do PSB, cobrou diálogo sobre a possível privatização da Eletrobrás. “Estou muito preocupado com a situação do Brasil como um todo, com as soluções que estão sendo dadas e seus encaminhamentos. Temos clareza de que o momento é dificil e de que soluções precisam ser muito bem discutidas. O sistema elétrico brasileiro é estratégico para o futuro do País”, afirmou.

A saída do ministro e do senador Fernando Bezerra Coelho do PSB é iminente. O senador afirmou que daqui a 15 dias deve ter uma posição sobre a sua situação partidária. O parlamentar disse que está aguardando a questão da reforma para tomar uma decisão. No entanto, revelou que terá um encontro como governador Paulo Câmara e com o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira.

Ações da Eletrobras sobem quase 50% após anúncio de desestatização

O Ministério de Minas e Energia havia informado ontem (21) que iria propor a redução da participação da União no capital da Eletrobras. (Foto: Arquivo)

As ações da Eletrobras saltaram quase 50% após o anúncio de que o governo pretende desestatizar a companhia. As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionista) da empresa subiram 49,3%, para R$ 21,20. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) valorizaram-se 32,08%, fechando em R$ 23,55.

A alta impulsionou a bolsa de valores, que fechou no maior nível em mais de seis anos. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta terça-feira (22) com alta de 2,01%, aos 70.011 pontos. O indicador encerrou a sessão no maior valor desde 19 de janeiro de 2011, última vez em que tinha ficado acima dos 70 mil pontos.

Alerta da Moody’s

O otimismo entre os investidores ocorreu mesmo com o alerta da agência de classificação de risco Moody’s de que a privatização pode ser negativa à nota de crédito da Eletrobras. Em comentários na conta oficial no Twitter, a agência informou que o plano introduz incertezas sobre como o governo apoiaria a companhia em caso de dificuldades financeiras.

De acordo com a Moody’s, o plano de privatização cria “distrações” que podem prejudicar a reestruturação da Eletrobras iniciada em novembro do ano passado. A agência, no entanto, informou que o rating (nota que indica a capacidade de a empresa pagar as dívidas) da companhia não mudará no curto prazo e que depende do detalhamento da forma e do cronograma da privatização, assim como do aparecimento de interessados.

Fonte Agência Brasil

Minas e Energia vai propor desestatização da Eletrobras

Fernando Filho, ministro de Minas e Energia

O Ministério de Minas e Energia informou nesta segunda-feira (21) que vai propor a redução da participação da União no capital da Eletrobras, com sua consequente democratização na Bolsa de Valores, a exemplo do que já foi feito com a Embraer e a Vale. Segundo a pasta, a medida vai dar mais competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as amarras impostas às estatais. “Esse movimento permitirá à Eletrobras implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no novo mercado, equiparando todos os acionistas – públicos e privados – com total transparência em sua gestão”, disse o ministério.

A decisão foi adotada após profundo diagnóstico sobre o processo em curso de recuperação da empresa, segundo informou nota assinada pelo ministro Fernando Filho. “Não há espaço para elevação de tarifas nem para aumento de encargos setoriais. Não é mais possível transferir os problemas para a população. A saída está em buscar recursos no mercado de capitais atraindo novos investidores e novos sócios”. A proposta será levada ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).O governo permanecerá como acionista, recebendo dividendos ao longo do tempo, e a União manterá poder de veto na administração da companhia, garantindo que decisões estratégicas no setor sejam preservadas.

Na avaliação do Ministério de Minas e Energia, os problemas da Eletrobras decorrem de ineficiências acumuladas nos últimos 15 anos, que “impactaram a sociedade em cerca de um quarto de trilhão de reais, concorrendo pelo uso de recursos públicos que poderiam ser investidos em segurança, educação e saúde”. Em fato relevante ao mercado, a Eletrobras esclareceu que a efetivação da operação depende de autorizações governamentais, avaliação das autorizações legais e regulatórias que serão necessárias, avaliação do modelo a ser adotado e observância dos procedimentos específicos, por ser tratar de sociedade de economia mista, de capital aberto, A empresa garantiu que irá manter o mercado informado sobre o assunto.

Fernando Filho reforça desconforto no PSB e admite desejo de ser candidato a governador de PE

Fernando Filho é considerado a maior aposta do grupo dos Coelhos para a disputa de 2018, embora sua pretensão inicial seja a reeleição. (Foto: Arquivo)

Em entrevista à Rádio Folha nesta sexta-feira (18), o ministro das Minas e Energia, Fernando Filho (PSB) reforçou o desconforto no Partido Socialista Brasileiro, confirmou a candidatura à reeleição e o desejo em governar Pernambuco.

“Sou muito feliz com meu mandato e, a princípio, sou candidato à reeleição. Não posso ser candidato nem a senador nem a presidente, porque só terei 34 anos na eleição (é preciso 35). Só posso ser candidato a deputado federal e a governador. Quem tá na vida, tem ambições, quem é vereador quer ser prefeito. O deputado estadual quer ser federal. O federal quer ser governador, o governador quer ser presidente, o gerente que ser diretor e por aí vai”, revelou durante entrevista.

Sobre a relação com o PSB, Fernando Filho, mostrou que a relação dentro do partido está esgarçada, a ponto de não lembrar quando teve um encontro de trabalho com o governador Paulo Câmara.

“Faz tempo que não tenho conversado com ele. Recentemente nos encontramos no casamento do prefeito de Petrolina. (Encontro de trabalho) Já tem algum tempo. Estou tentando lembrar aqui, mas não consigo lembrar. Mas eu estou à disposição do governador e da administração para dar a contribuição”, afirmou.

O senador Fernando Bezerra Coelho, recentemente percorreu o Sertão e esteve em contato com aliados do seu grupo e afirmou o desconforto que existe no PSB. O desconforto que teve como principal motor a votação da reforma trabalhista, quando Fernando Filho retornou ao Legislativo para votar à favor da proposta governista, contrariando a orientação da direção partidária que era contra a proposta.

“O que gerou mais desconforto agora foi a forma e a reação em cima desses parlamentares. Na questão estadual se ressaltou alguns pontos aí, nós nunca estivemos representados no Governo do Estado, mas isso não é o mais relevante. A gente sempre buscou ajudar o Governo. Mas é vida que segue”, ponderou.

A atitude levou o ministro, 15 deputados federais e dois senadores ao centro de um pedido de expulsão no Conselho de Ética do PSB. A ofensiva da direção nacional e os desgastes no Estado criaram um ambiente cada vez mais insustentável para o grupo dos Coelhos, que passou a adotar um discurso mais independente.

Fernando Filho é considerado a maior aposta do grupo dos Coelhos para a disputa de 2018, embora sua pretensão inicial seja a reeleição.

Com informações do FolhaPE

Ministro Fernando Filho participa de evento com ministro da educação em Petrolina

(Foto: Divulgação)

Nesta sexta-feira (21) ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho (PSB) acompanhou o evento de assinatura de convênio entre a prefeitura de Petrolina e o ministério da Educação para a construção de dez Centros Municipais de Educação Integral (CMEIs), alojamentos e quadras poliesportivas.

O valor total do investimento é de R$ 13,7 milhões. O ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) esteve na cidade para a assinatura do documento ao lado do prefeito Miguel Coelho (PSB). O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) também participou do evento, realizado no CMEI Irmã Dourado, no bairro do Jardim São Paulo.

Fernando Filho pode ser vice de Paulo Câmara

Fernando Filho, ministro de Minas e Energia

O jornalista político Edmar Lyra, editor de um dos blogs mais bem informados e conceituados de Pernambuco, revela, em sua Coluna, que o governador Paulo Câmara já sente as movimentações de Fernando Bezerra Coelho e de seu filho Fernandinho, na construção de uma candidatura alternativa à do governador, para 2018 (Leia AQUI). A movimentação dos Bezerra foi revelada, em primeira mão, por Edmar Lyra, em seu Blog, que agora nos conta que Paulo oferecerá a vice em sua própria chapa a Fernando Filho, para tentar impedir a chapa alternativa que contaria, ainda com Bruno Araújo, Mendoça Filho, Armando Monteiro e Augusto Coutinho em sua composição. Como costuma perguntar Edmar ao final de cada Coluna, inocente quer saber, acaso o convite seja aceito pelos Bezerra, como ficarão Armando, Bruno e Mendonça?

Fernando Filho se posiciona contra troca do PSB na CCJ para encurralar Temer

(Foto: Arquivo)

Um dos defensores do governo Michel Temer (PMDB), o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), disse que o seu partido não deve alterar a lista de integrantes que possui na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Os socialistas contam com quatro representantes na CCJ e há uma movimentação da Executiva nacional da legenda para que os dois deputados pró-Temer – Danilo Forte (CE) e Fabio Garcia (MT) – abram espaço para parlamentares de oposição ao governo federal.

A medida seria uma forma do PSB garantir que seus quatro representantes na CCJ votem pela aceitação da denúncia contra Temer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou à Câmara Federal. Atualmente, garantem o voto para a denúncia ser acolhida os deputados socialistas Julio Delgado (MG) e Tadeu Alencar (PE). Caso Danilo Forte e Fabio Garcia saiam, entrariam Hugo (RJ) e Danilo Cabral (PE), que querem ver o peemedebista longe da presidência da República. Independente do parecer na CCJ, a denúncia será votada em plenário.

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Democratas não medem esforços. Coelhos fazem gestos

O governador Paulo Câmara foi avisado, na segunda-feira, sobre a presença do presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, em Petrolina, assim que desembarcou no aeroporto daquela cidade. O democrata chegaria ao mesmo local horas depois. O convite original, a Rodrigo, era para que ele prestigiasse a abertura do São João de lá na última sexta-feira, quando se dava a festa que os Coelho promovem na casa da família e o democrata ainda não havia assumido o cargo de presidente da República. No entanto, a agenda dele não permitiu. Mas uma passagem por Salvador, anteontem, foi a ponte que faltava. De lá para Petrolina, são 50 minutos de voo. O almoço na Bahia era com o prefeito ACM Neto, que foi junto. Paulo Câmara cumpria suas agendas administrativas, quando o presidente decolou rumo a Petrolina. O ministro Fernando Filho chegou a pedir licença para discursar antes e justificou que sairia mais cedo porque precisava recepcionar o presidente. Do aeroporto, seguiram até a prefeitura, para onde Paulo Câmara e o prefeito Miguel Coelho também se dirigiram.

Os democratas não estão medindo esforços para arrastar o grupo de deputados federais socialistas para o DEM. Fez uma semana, ontem, que dera-se uma reunião na casa de Maia, em Brasília, sobre o assunto. Havia 16 parlamentares do PSB presentes. Ontem, se Paulo Câmara fez o gesto de ir até os Coelho, o grupo, por sua vez, comandado pelo senador Fernando Bezerra Coelho, fez, de outro lado, o gesto de reunir o governador, que é vice-presidente nacional do PSB, com o presidente da República em exercício. Em política, os gestos contam muito. De outro lado, não inviabilizam movimentações de aproximação de membros do ninho socialista com o DEM. Ontem, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, segundo deputados federais, voltou a almoçar com o presidente Rodrigo Maia. Desta vez, em Brasília.

Na segunda e na terça

O almoço, na casa de Rodrigo Maia, ontem, foi oferecido ao economista Marcos Lisboa. A pauta girou mais em torno da crise pela qual o País passa. Mas o ministro Fernando Filho, segundo parlamentares, estava na lista de convidados e dividiu o menu pelo segundo dia consecutivo com o presidente.

De longe

A afinidade entre Fernando Filho e Rodrigo Maia vem desde a primeira eleição do democrata para a presidência da Câmara. Na época, o PSB tinha a candidatura de Júlio Delgado colocada e ela acabou desmobilizada. PSB, PSDB, DEM e PPS apoiaram Rodrigo num primeiro momento.

Com informações da Folha de Pernambuco.

Fernando Filho reforça permanência no governo Michel Temer

(Foto: Arquivo)

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), afirmou durante entrevista à Rádio Jornal que seguirá no governo Michel Temer (PMDB) apesar do Partido Socialista pedir a renúncia do presidente e defender a eleição direta ainda este ano para escolher um substituto do peemedebista.

“Conversei com o governador Paulo Câmara (PSB) e com o presidente do partido (Carlos Siqueira), disse que entendia o partido, mas esperava a compreensão sobre a minha situação. Me foi confiada uma missão e gostaria de cumprir essa tarefa”, afirmou.

“O governador entendeu que de fato o ambiente necessitava de calma para ajudar o Brasil a atravessar esse momento difícil. Não quero fazer essa divergência um cavalo de batalha. Não quero polemizar com algo e vou continuar tocando a nossa missão, para animar o setor (energético)”, disse.

Fonte JC

Fernando Filho defende privatização de setores da Eletrobras e da Petrobras

Nesta terça-feira (6), o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), participou de uma audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado. O evento buscava discutir alternativas para ampliar o fornecimento de energia na região amazônica.

De acordo com o ministro, para levar energia à Amazônia seria necessário privatizar setores da Petrobras e da Eletrobras.“Como está é muito precário o fornecimento de energia para a população. Estamos tocando um plano de privatização sim, estamos fazendo alguns desinvestimentos na Eletrobras sim. Não se trata de privatizar unicamente por privatizar, mas de melhorar nossos processos e melhorar também o fornecimento dos serviços”, afirmou.

O senador e ex-ministro de Minas e Energia Eduardo Braga (PMDB-AM), presidente da comissão, discordou das privatizações neste momento turbulento que o país vive. Para Braga é necessário que os problemas de infraestrutura e dos contratos já firmados sejam resolvidos primeiramente.

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Presidente do PSB diz que situação de Fernando Filho pode se agravar dentro do partido

Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira

Na manhã de ontem (25), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, comentou, ao participar do programa Super Manhã, da Rádio Jornal Petrolina, que o partido decidiu romper com o governo do presidente Michel Temer (PMDB), por discordar das propostas de reformas trabalhista e previdenciária que dificultam o acesso dos trabalhadores aos seus direitos e pelos fatos que foram revelados na delação do empresário Joesley Batista.

“O partido defendeu a renúncia do presidente Michel Temer por entender que ele perdeu as condições políticas, morais, éticas  e administrativas de governar o país”, salientou.

Carlos Siqueira disse que ter assinado juntamente com todos os presidentes de partidos de oposição, o pedido de impeachment de Temer e que defende novas eleições sejam diretas ou indiretas.

“Todas dentro da Constituição, diretas se o congresso aprovar a medida e se não que encontre uma saída para o país porque esse governo já perdeu as condições de governar”, assegurou.

Divergências com os Coelho

Sobre a posição do Senador Fernando Bezerra Coelho e do seu filho ministro das Minas e Energia, Fernando Filho, de continuar no governo, Siqueira enfatizou que  embora sejam pessoas que dispõem de todo apreço, têm sim uma divergência fundamental deles para com o partido.

“Por que o partido tomou essas decisões graves em favor do país e da sua população e eles adotam uma posição de apoiar abertamente propostas que são repudiadas pelo seu partido”.

Ele disse ainda que no caso de Fernando Filho o fato dele permanecer no governo contrariando a vontade do diretório do PSB, agrava ainda mais sua situação na Comissão de Ética do partido.

“Eu acho que a permanência dele no ministério agrava a situação nesse processo pelo comportamento totalmente contrário a uma decisão unânime da executiva nacional”, ponderou.

Ministro de Minas e Energia decide permanecer no governo

(Foto: Arquivo)

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, informou hoje (23) que não sairá do governo. No último sábado (20), seu partido, o PSB, decidiu deixar a base de apoio ao presidente Michel Temer.

“Mais do que gestos políticos, o momento exige coragem e atitude. Exige lealdade. A saída do ministério, como orienta meu partido, não contribui para a construção de saída para a crise que enfrentamos. A melhor contribuição que devo dar ao país é o meu compromisso com a missão que me foi atribuída. Por isso, permaneço no ministério”, disse Coelho Filho, em nota.

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Caso deixe o PSB Fernando Filho deve se aproximar ainda mais de Armando Monteiro e viabilizar candidatura a vice-governador

Diante dos últimos acontecimentos e o que já vem sendo cogitado nos bastidores da política em Pernambuco, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, deixou o Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, em uma situação bastante privilegiada. Muito antes dos mais recentes escândalos de Brasília envolvendo o nome Michel Temer, aliados do senador Armando Monteiro (PTB), pré-candidato ao governo de Pernambuco em 2018, falavam que o nome ideal para compor chapa com o petebista seria o de Fernando Filho.

Com a noticia de que o presidente do PSB teria aconselhado o ministro a sair do partido, isso o deixa mais confortável para uma eventual decisão de se aproximar do senador petebista. Segundo os defensores da pré-candidatura de Armando, o mesmo teria que buscar alianças com lideranças de peso no interior do estado. Nesse caso entraria em sena o peso político do senador Fernando Bezerra Coelho, pai do ministro e que não disputaria a próxima eleição uma vez que tem mandato até 2022. Se afastarem o ministro Fernando Filho do PSB, automaticamente vão aproximar todo o grupo político de FBC da futura campanha de Armando Monteiro.

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