Bolsonaro admite ter discutido estado de sítio com chefes da FA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu ter discutido com comandantes das Forças Armadas hipóteses de intervenções federais “dentro das quatro linhas” da constituição.“Se você ler o inquérito, em nenhum momento [Freire Gomes, comandante do Exército] fala em golpe. Quem fala em golpe é a Polícia Federal. O que o comandante do Exército disse é o seguinte, foram conversar hipóteses sobre sítio, defesa e GLO”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Gaúcha, na sexta-feira (6).

“Nas quatro linha está o estado de sítio, está [o estado de] defesa, está a GLO, está a intervenção federal”, disse na entrevista. “Foi conversado sobre possibilidades dentro das quatro linhas”, complementou.

Na entrevista, Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes e repetiu críticas à presidência dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente também negou ciência sobre qualquer plano para matar autoridades.

As investigações apontam que Bolsonaro apresentou, pessoalmente, uma minuta de decreto golpista aos comandantes do Exército e da Aeronáutica, além do Ministro da Defesa, em 7 de dezembro de 2022, no Palácio da Alvorada. Em um relatório da Polícia Federal, Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

A Tarde

PF conclui que narrativas golpistas fomentaram atos antidemocráticos

A Polícia Federal (PF) concluiu que a disseminação de narrativas golpistas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro criou condições para o atentado com um homem-bomba no Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de novembro de 2024, e para os atos de vandalismo e invasão de prédios públicos em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

A conclusão do golpe consta no relatório do inquérito do golpe, no qual Bolsonaro e mais 36 pessoas foram indiciados por tentativa de golpe de Estado e pela abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O documento teve seu sigilo retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso.

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Mourão questiona se é crime ‘escrever bobagem’ e diz que plano de golpe é ‘fanfarronada’

O senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-RS) chamou de “fanfarronada” o plano de golpe de Estado revelado pela Polícia Federal na Operação Contragolpe e disse que não havia apoio das Forças Armadas para que o objetivo fosse concretizado.

Ele criticou o indiciamento de 37 pessoas realizado pela corporação, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado pelos policiais como o líder da organização criminosa, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

“Nós temos um grupo de militares, pequeno, a maioria militares da reserva, que em tese montaram um plano sem pé nem cabeça que eu nem consigo imaginar como uma tentativa de golpe. Tentativa de golpe tem que ter o apoio de parcela expressiva das Forças Armadas”, disse o senador na sexta-feira, 22, em seu podcast Bom dia, Mourão.

Ele ainda minimizou as informações trazidas pela PF de que um grupo de militares tramou os assassinatos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Se meia dúzia, de três ou quatro, resolveu escrever bobagem, tudo bem. É crime escrever bobagem? Vou deixar para os juristas. Eu vejo crime quando você parte para a ação. Se tivesse feito uma emboscada contra o ministro Alexandre de Moraes, o presidente da República, disparado contra ele. Nada disso aconteceu. Ficou tudo no terreno da imaginação”, acrescentou Mourão.

Juristas apontam que os atos descritos no relatório da Polícia Federal são suficientes para caracterizar os atos dos militares como tentativa de golpe, o que pela legislação brasileira é considerado crime. O entendimento, porém, não é unanimidade e há quem avalie que as ações do grupo se enquadram apenas como atos preparatórios e, portanto, não seriam passíveis de punição.

O ministro do STF Gilmar Mendes refutou essa última tese durante um congresso em São Paulo na quinta-feira, 21. “A tentativa de qualquer atentado contra o Estado de Direito, ela já é em si criminalizada, de modo que já é um crime consumado. Até porque, quando se faz o atentado contra o Estado de Direito e ele se consuma, o Estado já não mais existe”, disse.

As investigações mostram que o planejamento da ruptura democrática contou com reuniões com a cúpula das Forças Armadas, rascunhos de minutas golpistas, planilha com detalhes do golpe, minuta de “gabinete de crise” que seria instalado após a ruptura e até o plano de envenenamento de Lula e de eliminar Moraes a bomba.

De acordo com o inquérito que embasou a Operação Contragolpe, deflagrada na terça-feira, 19, dois dias antes da conclusão do inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, o general da reserva Walter Braga Netto, homem forte do governo Bolsonaro, era uma peça-chave no plano de ruptura institucional. O ex-ministro tomou conhecimento sobre um plano para executar autoridades e seria o coordenador-geral de um “Gabinete Institucional de Gestão da Crise” caso o golpe ocorresse.

Segundo a PF, o general Mário Fernandes é o autor do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que continha um detalhamento para executar, em dezembro de 2022, o ministro Alexandre de Moraes e a chapa vencedora das eleições presidenciais daquele ano, formada por Lula e Alckmin.

A ação esperava o apoio operacional de “kids pretos”, como são conhecidos os militares das Forças Especiais do Exército Brasileiro.

Em 12 de novembro, houve uma reunião na casa de Braga Netto na qual o “planejamento operacional para a atuação dos ‘kids pretos’ foi apresentado e aprovado”.

Além do documento com o plano para matar Moraes, Lula e Alckmin, a PF localizou nos arquivos de Mário Fernandes um esboço de um decreto instituindo um “gabinete de crise”, que seria deflagrado após as execuções das autoridades.

Estadão Conteúdo

Militar ‘kid preto’ será ouvido na próxima semana, e PF deve complementar relatório enviado ao STF

Preso preventivamente desde a última terça-feira, o tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo deve prestar depoimento na próxima semana à Polícia Federal.

Segundo a PF, ele fazia parte de um grupo de elite do Exército, os “kids pretos”, suspeito de envolvimento na articulação de um plano para capturar ou matar o ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF) Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin.

Ele é o único alvo de prisão preventiva da Operação Contragolpe que não consta na lista dos 37 indiciados pela PF por suposta participação em um plano de golpe de Estado. Os nomes e a descrição dos crimes atribuídos a cada um estão relacionados em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira. A PF irá ouvir Azevedo na próxima semana e deve fazer complementos ao documento.

As investigações apontam que Azevedo integrava o grupo da rede Signal chamado de “Copa2022”. Nesse chat secreto, militares identificados com codinomes de países, como Gana, Alemanha e Japão, discutiram o itinerário e o monitoramento do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por Brasília. Azevedo seria o integrante “Brasil” do grupo.

“Tais fatos evidenciam que Rodrigo Azevedo associou-se à ação clandestina que tinha a finalidade de prender/executar o ministro Alexandre de Moraes, empregado técnicas de anonimização para se furtarem à responsabilidade criminal, visando consumar o golpe de Estado”, diz o relatório da PF.

A defesa de Azevedo disse que os fatos atribuídos a ele não “condizem com a realidade”. O advogado pediu que ele, que está preso no Rio, seja transferido para Goiânia. O Exército afirmou que não comenta “processos em curso”. Além da prisão preventiva, Moraes determinou o afastamento de Azevedo do cargo. No fim de 2022, ele servia ao Comando de Operações Especiais, em Goiânia.

Segundo a PF, o tenente-coronel Azevedo também fazia parte de um grupo no WhatsApp chamado “Dosssss!!!”, que era administrado pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. No dia 30 de dezembro de 2022, ele postou uma mensagem, lamentando a falta de ação das Forças Armadas.

“Rapaziada esse grupo aqui pra mim perdeu a finalidade…. deixo aqui um abraço pra FE de verdade que fizeram o que podiam pra honrar o próprio nome e as Forças Especiais… qqq coisa estou no privado!! Força!!”, escreveu ele.

O relatório final sobre a trama golpista tem 884 páginas e está sob sigilo de Justiça no Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito na Corte, encaminhe o documento à Procuradoria-Geral da República na próxima segunda-feira.

Agência O Globo

Hospital Regional de Juazeiro orienta população sobre tentativas de golpes via telefone

O Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) adverte sobre tentativas de golpes que são aplicadas em unidades hospitalares vinculadas ao governo estadual. Por meio de aplicativos de mensagens, golpistas têm usado o nome de médicos de instituições para solicitar, aos familiares de pacientes internadas, dinheiro para a compra de medicamentos e realização de outros procedimentos de saúde.

O hospital ressalta que todo atendimento disponibilizado pelo HRJ é gratuito e inteiramente SUS. Dessa forma, quaisquer contatos telefônicos com pacientes e/ou seus responsáveis, solicitando pagamentos de procedimentos hospitalares, exames ou medicamentos através de transações financeiras para crédito em conta de terceiros, são falsos.

A orientação é para que, caso a pessoa receba esse tipo de ligação em nome do Hospital Regional de Juazeiro, procure a delegacia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência. Pode ainda registrar a denúncia através do canal de Ouvidoria do HRJ, pelo e-mail [email protected] ou formalizar a denúncia pessoalmente, no setor de ouvidoria, localizado no 5° andar da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Ascom

Justiça suspende 34 perfis que usavam acidente da Voepass para aplicação de golpes

Após pedido do CyberGaeco, da promotoria do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Justiça paulista solicitou a suspensão de 19 perfis na rede social X, 7 no TikTok, 7 no Instagram e um no Telegram. Os donos dos perfis foram acusados de estelionato, pois se passavam por familiares de vítimas do acidente do voo 2283, que caiu em Vinhedo, interior de São Paulo, em 9 de agosto.

Segundo o MPSP, as plataformas, especialmente X e Tik Tok, resistiram a remover o conteúdo após serem informadas pela promotoria. A decisão judicial estabelece multa diária de R$ 100 mil se o conteúdo permanecer no ar. Desde o acidente outros 59 perfis golpistas foram identificados pelo Ministério Público, em parceria com o Ministério da Justiça, e retirados do ar. Os criminosos ainda não foram identificados.

As causas do acidente do voo 2283 seguem em aberto. Há previsão do Cenipa de uma coletiva de imprensa em 06 de setembro, atualizando a sociedade sobre as investigações.

Agência Brasil

62% dos brasileiros já sofreram tentativa de golpe na internet, diz pesquisa

Um novo levantamento sobre o cenário de golpes e fraudes virtuais, feito pela Koin, fintech especializada em prevenção de crimes em e-commerce, aponta que 62,4% dos brasileiros já sofreram alguma tentativa de golpe virtual. A maioria delas, 41,8%, ocorre em sites de compra.

Fraudes via WhatsApp também são alvo de preocupação, e representam 20,6% das tentativas. O golpe do Pix foi mencionado por 18,6% dos respondentes do estudo. Roubo de dados (o chamado “phishing”) foi a ameaça citada por 13,9% dos entrevistados, enquanto 5,2% dos consumidores afirmaram terem sofrido tentativa de roubo de senha.

A maioria das vítimas relatou ter sofrido prejuízo entre R$ 500 e R$ 1 mil (47,6%), com um segundo grupo significativo perdendo valores na casa de R$ 50 e 100 (19%); 15,5% dos respondentes disseran terem sido fraudados em valores acima de R$ 2 mil; 10,7% perderam entre R$ 1 mil e R$ 1.500. Apenas 7,1% dos consumidores afirmaram não ter sofrido prejuízo financeiro.

Celular como arma

O levantamento mostrou também que a maioria absoluta (92,3%) das tentativas de golpe ocorreu por meio de dispositivos móveis, principalmente celulares. Outro aspecto relevante é que 64,3% das pessoas não registraram boletim de ocorrência após sofrerem a ameaça, indicando uma possível falta de confiança na resolução do problema ou desconhecimento sobre a importância desse registro.

Segundo Juana Angelim, chefe de aperações da Koin, os dados mostram que esse tipo de fraude pode causar prejuízo tanto para o consumidor quanto para o lojista. “Por isso, cada vez mais, é preciso que as empresas reforcem suas vendas on-line com sistemas antifraudes robustos”, diz a executiva.

O levantamento considerou a experiência de 350 consumidores de todas as regiões do Brasil, em agosto, com grande parte dos respondentes do Sudeste (43,1%), seguido pelo Nordeste (18,6%). A faixa etária dos participantes também mostrou uma distribuição homogênea: de 35 a 44 anos (27,3%), 45 a 54 anos (23,5%) e 55 a 64 anos (22,5%).

Correio Braziliense

PRODECON de Petrolina mantém alerta sobre golpes do consórcio com contemplação imediata

Nas últimas semanas, o Programa Municipal de Defesa do Consumidor (PRODECON) vem registrando um novo aumento no número de denúncias relacionadas a venda de consórcios em Petrolina. Segundo os clientes, as empresas estão prometendo contemplação imediata. No entanto, de acordo com as normas legais de um consórcio, somente há contemplação por meio de sorteio ou lance.

A prática geralmente é realizada por vendedores de consórcio de automóveis e, para atrair os clientes, eles aplicam o golpe da falsa promessa de que o automóvel ou dinheiro serão liberados no primeiro mês. Mas, na prática, isso não acontece. O PRODECON está notificando as empresas por propaganda enganosa e alerta a população para que fique atenta e leia o contrato, todos os termos e condições antes de assinar.

Para denúncias e dúvidas, as pessoas podem ir até o PRODECON Petrolina, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, no Núcleo Administrativo Municipal, localizado na Avenida Coronel Clementino Coelho, n° 174, no bairro Parque Bandeirantes (Atrás da Banca). O telefone de contato e Whatssap é o (87) 3983- 6435.

Ascom

Militares que tentaram golpe na Bolívia estão em prisão de segurança máxima

O general boliviano Juan José Zúñiga e dois outros oficiais militares de alto escalão acusados de liderar o golpe fracassado contra o presidente Luis Arce foram mantidos em uma prisão de segurança máxima neste sábado (29) por um juiz que ordenou que eles cumprissem seis meses de prisão preventiva.

Zúñiga, ex-comandante do Exército; o vice-almirante Juan Arnez, ex-chefe da Marinha; e Alejandro Irahola, ex-chefe da brigada mecanizada do Exército, entraram na prisão de Chonchocoro, nos arredores de El Alto, um município próximo a La Paz, informou a AFP.

Na sexta-feira, os tribunais ordenaram que eles fossem mantidos na prisão de segurança máxima enquanto continuam as investigações sobre o levante armado de quarta-feira, quando tropas com tanques cercaram a sede do governo por várias horas antes de se retirarem.

A polícia montou uma intensa operação de segurança para transferi-los de uma prisão em La Paz. “Em algum momento a verdade será conhecida”, disse Zúñiga, algemado e sem colete à prova de balas, ao ser conduzido a uma viatura policial. No momento de sua captura na última quarta-feira, o ex-chefe militar afirmou que foi Arce quem lhe pediu para preparar algo “para aumentar sua popularidade”, o que foi negado pelo presidente boliviano.

Zúñiga e os outros dois oficiais enfrentam acusações de terrorismo e levante armado, pelos quais podem ser condenados a até 20 anos de prisão, de acordo com os promotores. Junto com eles, outros 18 militares da ativa, da reserva e civis foram presos em conexão com o golpe fracassado.

Neste sábado, o governo disse ter encontrado provas do plano dos militares de transportar forças especiais do departamento de Tarija, no sul do país, para La Paz, com a intenção de realizar o golpe contra Arce. O general Zúñiga foi identificado desde o início como o principal responsável pela conspiração contra o presidente de esquerda da Bolívia, que assumiu o cargo em 2020 para um mandato de cinco anos.

O ex-comandante do Exército foi preso depois que tropas e veículos blindados foram retirados sem confrontos com as forças leais ao governo. Durante a rebelião militar, 14 civis foram feridos por balas disparadas por soldados quando entravam na praça onde está localizado o palácio presidencial no centro de La Paz, de acordo com o governo.

AFP

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