Marília Arraes defende candidatura própria o PT ao governo de Pernambuco

“O que não podemos é ser coadjuvantes”, afirma, referindo-se às especulações de que o PT tende a caminhar para um realinhamento ao PSB

Enquanto o PT não decide para onde caminhar em 2018, a vereadora Marilia Arraes, líder da oposição na Câmara do Recife, cuida de ocupar os espaços que ela própria, como uma das alternativas do PT ao Governo do Estado, tem por dever de assim o fazer para ficar mais conhecida além da Região Metropolitana. Neste fim de semana, por exemplo, foi recebida como estrela de maior grandeza no encontro estadual dos vereadores em Petrolina.

Entre selfies, abraços e apertos de mão, conseguiu roubar a cena no evento, mesmo não sendo palestrante oficial. “Sou vereadora e como tal vim atender a um convite da UVP”, disse Marilia, aos jornalistas que o indagavam se já estava ali como pré-candidata a governadora. Para os vereadores petistas, sua presença foi bastante festejada e oportuna.

Marilia saiu de Petrolina para Caruaru, ontem, onde participou de um encontro do PT. Ao partido, ela tem dito que o melhor caminho para a legenda é caminhar com suas próprias pernas em 2018, colocando-se não como única opção, mas como alternativa entre outros nomes, como o ex-prefeito do Recife, João Paulo, e o senador Humberto Costa. “O que não podemos é ser coadjuvantes”, afirma, referindo-se às especulações de que o PT tende a caminhar para um realinhamento ao PSB.

Para ela, se isso viesse a acontecer, o que não está nos seus propósitos, o PT teria que assumir o ônus da gestão, no seu entender mal avaliada, do Governo Paulo Câmara. “Por onde tenho andado, seja no Agreste, Mata ou Sertão, o que constato é a fragilidade de um governo inoperante, sem comando. Não temos governador”, alfineta.

E foi em cima deste discurso que a parlamentar se apresentou aos mais de 300 vereadores presentes ao encontro de Petrolina. Uma semana antes, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, principal liderança do PT no Sertão, já havia reunido um grupo de aliados na região num encontro para firmar compromisso pela candidatura de Marília.

Se depender de Duque, que administra o segundo maior colégio eleitoral do Sertão, o PT não pode cometer o pecado mortal de se realinhar ao PSB, apoiando a reeleição de Câmara em detrimento de uma candidatura própria. “O nome de Marília, vereadora aguerrida, talentosa e competente, é a grande aposta que o PT tem que fazer com Lula candidato ou não à Presidência da República”, afirmou.

Com informações de Magno Martins.

Representação do PT que pedia cassação de Aécio Neves é arquivada

(Foto: Internet)

Nesta terça-feira (24) o presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB) arquivou a representação do PT que pedia a cassação de Aécio Neves (PSDB).

Segundo a assessoria de João Alberto, o presidente do Conselho de Ética consultou a Advocacia Geral do Senado, que recomendou o arquivamento do pedido do PT.

A assessoria do presidente acrescentou, ainda, que cabe recurso da decisão ao plenário do conselho.

“Dilma traiu seu eleitorado”, diz Lula a jornal espanhol

(Foto: Arquivo)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em entrevista ao jornal espanhol “El Mundo”, que a ex-presidente Dilma Rousseff “traiu seu eleitorado” ao promover o ajuste fiscal porque tinha prometido manter as despesas nas eleições de 2014.

Para Lula, Dilma cometeu dois grandes erros: maior, afirmou, foi a política de desoneração às empresas. “Começamos a perder credibilidade. O ano de 2015 foi muito semelhante ao de 1999, quando FHC teve uma popularidade de 8% e o Brasil quebrou três vezes“. O segundo erro, foi o que ele classificou como “traição ao eleitorado”, sobre o ajuste fiscal.

Sobre a possibilidade de disputa da presidência em 2018, Lula afirmou que “ninguém é imprescindível” e completou “existem milhares de Lulas.”

O ex-presidente falou ainda sobre o ex-ministro Antonio Palocci, que negocia acordo de delação premiada com a Lava Jato e afirmou, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que Lula avalizou um “pacto de sangue” com a Odebrecht por supostas propinas ao PT.

Venezuela

Lula afirmou que não dá apoio incondicional ao regime de Nicolás Maduro, mas defende “para a Venezuela o mesmo para o Brasil, que é cuidar de seus assuntos sem interferência externa.”

Reconciliação entre PT e PSB ganha um novo capítulo em encontro

Mesmo com encontro, PSB pondera possível aliança em 2018. (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

Nos próximos dias, um encontro entre a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, e o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, poderá estreitar os laços entre o PT e o PSB. O governador Paulo Câmara (PSB), que ensaia uma aliança com os petistas, será convidado para participar.

O encontro ocorre em meio ao redirecionamento das posições da agremiação, que endureceu o tom contra o Governo Temer, as agendas de privatizações e se aproximou de partidos mais alinhados com a esquerda como o PDT. A mudança expõe as afinidades entre os partidos e pode influenciar na reedição da histórica aliança entre as legendas para o pleito de 2018.

No entanto, Carlos Siqueira pondera que a posição do PSB nas próximas eleições somente será fechada em março do ano que vem, no congresso da sigla. “O PSB conversará com todas as forças políticas até fevereiro do ano que vem. Somente vamos fechar questão em março, em uma ampla discussão com todas as lideranças do partido”, afirmou o comandante.

“Cada diretório estadual discutirá suas alianças, mas é evidente que a posição nacional do partido influenciará nas alianças estaduais”, ponderou. Caso a aproximação nacional com o PT vingue, a retomada da aliança entre as agremiações em Pernambuco reforça suas chances de concretização. O diálogo no Estado já se dá entre interlocutores das duas siglas, mas ainda depende da aliança nacional.
Além de abrir o diálogo com os petistas, o PSB também discute o apoio a candidaturas do PDT, PSDB e Rede.

Com informações do FolhaPE

Para manter coerência, PT muda posição e deve votar pelo afastamento de Aécio

(Foto: Internet)

Após o mal-estar causado pela nota em que o PT criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG)do mandato, o partido deve fechar questão e votar pela manutenção das medidas cautelares aplicadas contra o tucano.

A bancada vai se reunir na próxima terça-feira (17), data em que está marcada a votação sobre o caso em plenário. Segundo o líder da minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a manifestação do PT em relação a Aécio tinha um
caráter institucional, de defesa da autonomia entre os Poderes, e não de apoio ao tucano. Para ele, a bancada do partido, com nove senadores, deve votar unida para manter o senador tucano afastado do cargo.

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“Não existe plano B”, PT não desiste da candidatura de Lula em 2018

(Foto: Internet)

Nas últimas semanas se consolidou no PT a ideia de que o partido vai apostar na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até fim, mesmo que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) mantenha a condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro e o petista seja enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fique inelegível.

A cristalização da tese de que “não existe plano B” no PT tem feito com que os dois principais nomes citados como possíveis substitutos de Lula no pleito de 2018, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, ambos ex-ministros, cujo futuro estava indefinido por causa da situação do ex-presidente, passassem a investir de forma mais efetiva em outros projetos eleitorais. Ambos se colocaram como candidatos ao Senado Federal.

Embora a percepção geral no PT seja a de que o TRF-4 deve confirmar a condenação do petista, lideranças do partido como a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, dizem que a legenda vai insistir na candidatura de Lula.

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Paulo Câmara descarta aproximação com o PT

Em junho o governador afirmou que as portas estavam abertas para o PT. (Foto: Arquivo)

Durante entrevista nesta quinta-feira (5) o governador Paulo Câmara afastou a possibilidade de uma aproximação com o Partido dos Trabalhadores. Porém, o governista não descartou a busca por alianças para 2018.

“Há muita especulação, não há nenhum tipo de aproximação com o PT, nos afastamos ainda com Eduardo Campos. Pensamos diferente apresentamos programa diferente em 2014, temos ideias diferentes. Mas estamos querendo pensar Pernambuco, no campo administrativo e para 2018, quando
esse debate for feito”, afirmou Câmara.

O governador, que é vice-presidente nacional socialista, falou sobre a busca por unidade. “O momento que o Brasil e Pernambuco vivem exige unidade, mesmo que seja com os que pensam diferente. Vamos conversar com todas as forças politicas que queiram ajudar Pernambuco”, disse.

Com informações do JC

PT: Aécio merece o desprezo do povo brasileiro, mas não pode ser afastado

A Executiva Nacional do PT se posicionou, em nota, contra a decisão desta terça-feira 26 do Supremo Tribunal Federal pelo afastamento de Aécio Neves das atividades parlamentares.

Em discurso no plenário, o senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou que não faz defesa de tucano, a quem acusa de ser algoz do governo Dilma, mas lembrou que a Constituição não prevê afastamento sem flagrante ou ocorrência de crime hediondo.

“Volto a repetir que tenho muito respeito pelo Supremo Tribunal Federal, por todo o Judiciário, pelo Ministério Público, mas eles também erram”, ressaltou.

Os senadores petistas e a Executiva Nacional do partido se reuniram por videoconferência nesta quarta-feira 27 para tomarem uma decisão conjunta sobre o tema.

Confira a íntegra da nota:

Aécio Neves é um dos maiores responsáveis pela crise política e econômica do país e pela desestabilização da democracia brasileira.

Derrotado nas urnas, insurgiu-se contra a soberania popular e liderou o PSDB e as forças mais reacionárias da política e da mídia numa campanha de ódio e mentiras, que levou ao golpe do impeachment e à instalação de uma quadrilha no governo.

Para consumar seus objetivos políticos, rasgaram a Constituição e estimularam a ação político-partidária ilegal de setores do Judiciário e do Ministério Público.

Aplaudiram todas as arbitrariedades cometidas contra lideranças do PT e dos setores populares, as violações ao devido processo legal e ao estado de direito democrático.

Compactuaram com o processo de judicialização da política, que visou essencialmente a fragilizar os poderes eleitos pelo povo.

As repetidas violações ao direito criaram um monstro institucional que tem como cérebro a mídia, comandada pela Rede Globo, e tem como braços os setores do MP e do Judiciário que muitas vezes acusam, punem ou perdoam por critérios políticos.

Aécio Neves defronta-se hoje com o monstro que ajudou a criar.

Não tem autoridade moral para colocar-se na posição de vítima.

Vítimas são as brasileiras e brasileiros que sofrem com o desemprego, a recessão, o fim dos programas sociais e a volta fome ao país, sob o governo de que Aécio Neves é fundador e cúmplice.

Por seu comportamento hipócrita, por seu falso moralismo, Aécio Neves merece e recebe o desprezo do povo brasileiro.

Ele terá de responder um dia, perante a Justiça, pelos gravíssimos indícios de corrupção que o cercam. Terá de ser julgado com base em provas, dentro do devido processo penal.

Mas a resposta da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a este anseio de Justiça foi uma condenação esdrúxula, sem previsão constitucional, que não pode ser aceita por um poder soberano como é o Senado Federal.

Não existe a figura do afastamento do mandato por determinação judicial. A decisão de ontem é mais um sintoma da hipertrofia do Judiciário, que vem se estabelecendo como um poder acima dos demais e, em alguns casos, até mesmo acima da Constituição.

O Senado Federal precisa repelir essa violação de sua autonomia, sob pena de fragilizar ainda mais as instituições oriundas do voto popular.

E precisa também levar Aécio Neves ao Conselho de Ética, por ter desonrado o mandato e a instituição.

Não temos nenhuma razão para defender Aécio Neves, mas temos todos os motivos para defender a democracia e a Constituição.

Brasília, 27 de setembro de 2017

Em carta ao PT, Palocci destaca o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política

Palocci depõe para o juiz Sérgio Moro. (Foto: Reprodução)

Preso há quase um ano, o ex-ministro Antonio Palocci oficializou nesta terça-feira sua desfiliação do PT. Palocci enviou uma carta à direção nacional do partido com duras críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de ter sucumbido “ao pior da política no melhor dos momentos de seu governo”. O petista, no entanto, disse que pede a desfiliação sem “ressentimento ou rancores”.

“Sei dos erros e ilegalidades que cometi e assumo minhas responsabilidades. Mas não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política no melhor dos momentos de seu governo”, afirmou Palocci. O ex-ministro disse que Lula “dissociou-se definitivamente do menino retirante para navegar no terreno pantanoso do sucesso sem crítica, do ‘tudo pode’, do poder sem limites, onde a corrupção os desvios, as disfunções que se acumulam são apenas detalhes, notas de rodapé no cenário entorpecido dos petrodólares que pagarão a tudo e a todos”.

Nas quatro páginas da carta encaminhada à presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (SC), o ex-ministro reiterou que o conteúdo de seu depoimento prestado no dia 6 ao juiz federal Sergio Moro é verdadeiro. Disse que as acusações de irregularidades na compra do prédio do Instituto Lula, de doações da Odebrecht ao PT, ao instituto e a Lula, entre outros atos ilícitos apontados, “são fatos absolutamente verdadeiros”. “São situações que presenciei, acompanhei ou coordenei normalmente junto ou a pedido do ex-presidente Lula”, escreveu. “Tenho certeza de que cedo ou tarde o próprio Lula irá confirmar tudo isso, como chegou a fazer no mensalão”.

“Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do instituto são atribuídos a dona Marisa?”, disse, em referência à mulher de Lula, Marisa Letícia, que morreu no início do ano.

Na sexta-feira, o Diretório Nacional do PT decidiu suspender Palocci por 60 dias, depois do pedido de expulsão contra o ex-ministro apresentado pelo diretório de Ribeirão Preto (SP). O partido alega que ele quebrou a ética partidária com o depoimento prestado ao juiz Sergio Moro, no âmbito da Operação Lava-Jato, contra Lula. Ao magistrado, Palocci acusou o ex-presidente de práticas ilícitas e disse que Lula supostamente teria feito um “pacto de sangue” com a Odebrecht para receber propina.

Na carta, o ex-ministro diz estranhar a decisão do partido e afirma que estava se preparando para prestar esclarecimentos sobre a condenação sofrida no âmbito da Operação Lava-Jato, em decisão do juiz Moro.

Além dos ataques a Lula, o ex-ministro critica a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli. “Um dia, Dilma e Gabrielli dirão a perplexidade que tomou conta de nós após a fatídica reunião na biblioteca do Alvorada, onde Lula encomendou as sondas e as propinas no mesmo tom, sem cerimônias, na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda nossa história”, afirmou no documento.

Palocci disse ter decidido colaborar com a Justiça “por acreditar que é o caminho mais correto a seguir”. O ex-ministro afirmou que há pouco mais de um ano conversou com Lula e o então presidente do PT, Rui Falcão, sobre a proposta de o ex-tesoureiro do partido João Vaccari, também preso, “buscasse um processo de leniência na Lava-Jato”.

PT planeja boicotar eleições de 2018 caso Lula não consiga ser candidato

“rachadura na democracia brasileira”. (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

Durante entrevista ao portal BBC, a presidente do Partido dos Trabalhadores, senadora Gleise Hoffmann (PR), disse que a legenda pode boicotar a disputa presidencial de 2018 caso o ex-presidente Lula (PT) for barrado de concorrer o pleito.

“O que estamos denunciando é que o impedimento de Lula seria uma fraude as eleições. (O boicote) é uma coisa que não está sendo oficialmente ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato. É um processo que não tem base jurídica”, disse a petista.

A estratégia do partido é de além não disputar a Presidência da República, o PT também vai boicotar as eleições para o Senado ou da Câmara dos Deputados e se dedicaria a uma corrida internacional para propalar o que considera mais uma “rachadura na democracia brasileira”.

Com informações do Blog do Jamildo

Ciro critica Lula e descarta aliança com PT no primeiro turno em 2018

Pedetista vê ‘república do dedo-duro’, mas diz que narrativa de líder petista ‘não se sustenta’

Pré-candidato a presidente da República pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes avaliou nesta quinta-feira que “só se o eleitor me botar no segundo turno e deixar o PT fora” haverá uma aliança com os petistas em torno do seu nome. O apoio petista a Ciro é um dos cenários especulados para organização da esquerda no caso de o ex-presidente Lula não poder ser candidato no ano que vem. Na visão do pedetista, essa aliança é impossível no primeiro turno até por uma rejeição de setores do PT a seu nome – “tem muito petista que prefere Bolsonaro a mim”, diz o pedetista. “Tem muita gente ali (no PT) que prefere o quanto pior, melhor”.

Ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula (sucedido no cargo por Geddel Vieira Lima) Ciro criticou o ex-presidente por se aliar a nomes do PMDB, partido que ajudou a articular o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele acha que Lula trata o povo como “imbecil” ao se abraçar a Renan Calheiros, como ocorreu na recente passagem do ex-presidente por Alagoas.

“Lula resolveu brincar de Deus: botar Michel Temer na linha de sucessão, impor a Dilma sem experiência num dedaço como presidente, entregar Furnas a Eduardo Cunha… tudo isso Lula sabe que fez. E não dá para você ter uma narrativa, dizendo “sou um perseguido político pelos adversários da direita a serviço dos tucanos”… Essa narrativa não se sustenta. Se você disser “houve um golpe de estado no país”, estou de acordo, houve um golpe. Sucede daí que quem fez esse golpe foi o Senado Federal, cujo presidente era Renan Calheiros. O que faz o PT agora? Vota em Eunício para presidente do Senado, e o Lula chega em Alagoas e se abraça com Renan Calheiros. Está pensando que o povo é imbecil? Se houve um golpe, quem são os golpistas? São os senadores, e senadores do PMDB”, afirmou Ciro Gomes na FGV-RIO, após participar de um debate sobre economia e políticas públicas.

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“Aliança PSB-PT em Pernambuco é um escárnio”, diz deputado Silvio Costa

(Foto: Ailton de Freitas)

As eleições 2018 estão se aproximando e as atitudes de alguns políticos e partidos, que visam o poder, fogem da coerência mínima. É o caso da possível aliança entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) no estado de Pernambuco.

Vale lembrar que o PSB foi decisivo no impeachment da presidente Dilma Rousseff. Caso 25 dos 31 deputados do partido votassem contra o impeachment, o processo não teria avançado. Mas apenas 3 votaram contra. Os 6 deputados do PSB de Pernambuco votaram a favor.

Analisando o que pode acontecer no estado, o deputado federal Silvio Costa (PTdoB-PE) classificou a possível aliança entre PSB e PT como “um escárnio”. ” O PSB traiu, vergonhosamente, a ex-presidente Dilma. O PSB encaminhou o voto a favor do impeachment. O governador Paulo Câmara (PSB) chegou a liberar os deputados federais que eram secretários, e eles foram a Brasília votar a favor do afastamento injusto de Dilma”, disse o deputado.

Confira a íntegra do texto do deputado Silvio Costa

Todo o meio político sabe que existe uma articulação da maioria da executiva nacional do PT para recriar a Frente Brasil Popular, juntando PT, PCdoB, PDT e PSB. Por dever de justiça, é  preciso registrar que o PDT e o PCdoB foram partidos muito corretos na resistência ao processo de impeachment da presidente Dilma (PT). Os dois partidos trabalharam pesado contra o golpe. PCdoB e PDT fecharam questão contra o impeachment.

Entretanto, o PSB foi a grande decepção. O PSB traiu, vergonhosamente, a ex-presidente Dilma. O PSB encaminhou o voto a favor do impeachment. O governador Paulo Câmara (PSB) chegou a liberar os deputados federais que eram secretários, e eles foram a Brasília votar a favor do afastamento injusto de Dilma.

Agora, estamos vendo – o que é capaz de indignar a todos os que lutaram pelo mandato da ex-presidente – a possibilidade do PSB voltar a integrar a Frente Brasil Popular, iniciativa que, de forma indigna, é defendido pelo governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio.

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Fundação oferece curso gratuito de gestão de organizações sociais

(Foto: Divulgação)

A Fundação Perseu Abramo e o PT em Pernambuco, com a regional de Petrolina, estão oferecendo o curso “Gestão e resistência de organizações populares”. O Público envolve gestores, dirigentes e lideranças comunitárias e politicas​,​ mo​vimento​s sociais e populares, militantes da esquerda e do Partido dos Trabalhadores (PT).

Gratuito, o curso acontece tem 110 horas e será ministrado durante 3 meses, sendo 90h on-line e  20h presenciais, com oficinas. Pela internet, são 15 horas, discutindo políticas públicas no Brasil atual. É uma oportunidade para promover o debate do campo progressista.

Os interessados podem fazer suas inscrições pela internet clicando aqui. Mais informações (87) 3861-4996.

Jarbas Vasconcelos não descarta aproximação com o PT

“Politica é politica, pode acontecer”. (Foto: Arquivo)

Em entrevista à Rádio Jornal nesta quinta-feira (31) o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), adotou um discurso brando ao falar da possibilidade de ter o PT como aliado, assinalando que está disposto a ter tolerância.

“Eu posso ser acusado disso ou daquilo, mas eu não sou uma pessoa intolerante. O PT chegando chegou, deixa ele chegar, não faz mal nenhum, eu não vou me incomodar não”, disse o deputado em entrevista.

Ele pondera que a hipótese de aliança entre os dois partidos que vem sendo apontada é “absurda”, mas “politica é politica, pode acontecer”. “Não há possibilidade de eu me abraçar com o PT, nenhuma, zero. Mas eles chegando eu tenho que ter grandeza, espaço, tolerância. Eu não posso virar um intolerante nessa altura da minha vida, da minha idade”, contou o deputado. Ele também garantiu que não tem pretensões de romper com o governador Paulo Câmara.

Com informações do JC

Caravana Lula pelo Brasil chega em Ouricuri nesta quinta-feira

O ato acontece a partir das 15h, do dia 31, na Praça Voluntários da Pátria, no centro de Ouricuri. (Foto: Arquivo)

Nesta quinta-feira (31) a Caravana Lula pelo Brasil chega ao Sertão, desembarcando em Ouricuri, após passar por Recife. A caminho do Piauí, Lula participa do ato “Pelo Semiárido, pelos direitos e por Lula”, coordenado pela Direção Estadual do PT e pelo Prefeito de Granito, João Bosco

De acordo com o prefeito João Bosco, a expectativa na região com a presença do ex-presidente é grande. “Todo sertão Nordestino tem uma grande admiração por Lula, pelo que ele fez durante os anos de governo em prol das pessoas mais carentes”, disse o prefeito João Bosco.

O Presidente do PT de Pernambuco, Bruno Ribeiro, já está em contato com o partido na região para mobilizar a participação dos petistas na atividade que contará com a participação de grupos de artistas e autoridades locais. O ato acontece a partir das 15h, do dia 31, na Praça Voluntários da Pátria, no centro de Ouricuri.