
Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, reafirmou nesta quinta-feira (22) o compromisso das Forças Armadas com a democracia e com o restrito cumprimento de sua missão constitucional. Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Villas Bôas asseverou que não há qualquer respaldo nas Forças Armadas para teses que classificou como anacrônicas, como a de uma intervenção militar para que país venha a superar a crise política.
“Já passou da hora de exorcizar esse fantasma, é um gasto de energia com algo que não tem nenhuma pertinência”, disse o general, ressaltando que este é um entendimento unânime no comando das Forças Armadas e entre as tropas.
Villas Bôas declarou ainda que a estabilidade democrática é hoje um “mantra” nas forças armadas altamente profissionalizadas, como é o caso da brasileira. Para exemplificar o anacronismo de tentativas de tomada do poder político pelos militares, o general citou o recente caso na Turquia, em que um golpe fracassado tentou remover do poder o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
A manifestação de Villas Bôas foi apoiada por vários senadores, como Ana Amélia (PP-RS), Cristovam Buarque (PPS-DF), Lindbergh Farias (PT-RJ), José Medeiros (PSD-MT), Jorge Viana (PT-AC) e pelo presidente do CRE, Fernando Collor (PTC-AL). O militar foi aplaudido de pé ao final da audiência.








Após quase um mês reforçando o patrulhamento da Região Metropolitana do Recife (RMR), os militares do Exército brasileiro vão deixar de fazer a segurança na cidade nesta reça-feira (3).
O secretário de Imprensa do governo Paulo Câmara, Ênnio Benning, garante ser fantasiosa a versão que apontava a presença do exército dentro do Palácio das Princesas, depois de emparedado pelos Policiais Militares, no dia da passeata da Polícia Militar.









