STF dá prazo para Câmara se manifestar sobre PEC que restringe investigações contra parlamentares

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de dez dias para que a Câmara dos Deputados se manifeste sobre a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita a abertura de investigações contra deputados e senadores.

A decisão foi tomada em mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), que pede a suspensão da tramitação da proposta. O despacho de Toffoli prevê que, após a resposta da Câmara, o ministro avaliará o pedido de liminar.

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Moraes determina que mulher que escreveu em estátua cumpra pena em casa

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Débora Rodrigues dos Santos cumpra sua pena em prisão domiciliar.

A cabeleireira foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, sendo conhecida por escrever “Perdeu, mané” com batom na estátua da Justiça, em frente ao STF.

Débora estava em prisão preventiva desde março de 2023, após passar dois anos em presídio comum. Em março deste ano, por solicitação da defesa, passou a cumprir prisão domiciliar, com base no fato de ser mãe de duas crianças menores de 12 anos.

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STF suspende repasses de emendas Pix a municípios com suspeitas de irregularidades

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) a suspensão dos repasses de emendas parlamentares para nove dos dez municípios que mais receberam as chamadas “emendas Pix” entre 2020 e 2024, incluindo capitais como o Rio de Janeiro.

Essas emendas ficaram conhecidas pelo modelo de transferência direta aos cofres de estados e municípios, sem identificação do parlamentar responsável pela indicação, do destino dos recursos ou do beneficiário final.

A decisão ocorre após auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou indícios de irregularidades na execução desses repasses.

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STF retoma nesta quinta (11) julgamento da trama golpista com votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin

Com o quarto dia de julgamento encerrado, restam agora os votos da ministra Cármen Lúcia e do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo que apura a tentativa de golpe de Estado de 2023. A sessão está marcada para as 14h desta quinta-feira (11).

A primeira a votar será Cármen Lúcia, integrante do STF desde 2006. Indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mandato, a ministra é graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), onde também se tornou professora titular. É mestre em Direito Constitucional e tem atuação destacada em julgamentos de grande repercussão nacional.

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Ministro Luiz Fux aponta excesso de provas e limitações de prazo no julgamento da trama golpista

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu divergência no julgamento do núcleo 1 da trama golpista, acolhendo a alegação da defesa de cerceamento devido ao excesso de documentos e pouco tempo para análise.

Fux já havia votado pela anulação do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por incompetência da Primeira Turma.

O magistrado destacou que foram 161 dias entre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o início do julgamento, comparando o caso ao Mensalão de 2005, que permitiu mais tempo para defesa dos acusados.

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Fux vota por anulação do processo no STF por falta de competência

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu divergência nesta quarta-feira (10) ao votar pela anulação do processo envolvendo a trama golpista de 2022.

Para ele, a Corte não tem competência para julgar o caso, uma vez que nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nem os demais sete réus possuem foro por prerrogativa de função.

Segundo Fux, os fatos investigados ocorreram entre 2020 e 2023, período em que a jurisprudência consolidada determinava que, cessado o exercício do cargo, cessava também o foro privilegiado. “Nesse caso, os réus perderam seus cargos muito antes”, afirmou.

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STF retoma julgamento do núcleo 1 da trama golpista nesta quarta-feira com aguardado voto do Ministro Fux

O julgamento do núcleo 1 da chamada trama golpista chega ao quarto dia nesta quarta-feira (10), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação, e Flávio Dino votaram pela condenação dos réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Restam se manifestar Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado.

A sessão, marcada para as 9h, será conduzida por Zanin, que passará a palavra ao ministro Luiz Fux. Durante a análise preliminar, Fux já sinalizou possíveis divergências em relação ao voto de Moraes. Outras sessões estão agendadas para quinta-feira (11), às 9h e às 14h. A decisão será definida por maioria simples de três votos.

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Bolsonaro pede autorização ao STF para realizar procedimento médico em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta segunda-feira (8), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para comparecer a um hospital no próximo domingo (14).

De acordo com a defesa, Bolsonaro passará por um procedimento médico para retirada de lesões na pele, previsto para ocorrer no Hospital DF Star, em Brasília. A intervenção será realizada de forma ambulatorial, com alta no mesmo dia.

O pedido foi apresentado dentro do processo em que o ex-presidente é réu no Supremo, uma vez que qualquer deslocamento precisa de autorização judicial devido às medidas restritivas que ele cumpre.

STF vê projeto da anistia como “inconstitucional”, com ou sem inclusão de Bolsonaro

A discussão sobre uma possível anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 tem ganhado velocidade no Congresso, ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julga os réus do núcleo 1 da trama golpista.

Ministros ouvidos sob condição de anonimato afirmam que a chance de aprovação de um projeto de perdão, mesmo com ou sem o ex-presidente Jair Bolsonaro, é remota.

Caso seja aprovado, a medida dificilmente seria considerada constitucional pela Corte, seguindo precedentes recentes. Em 2023, uma tentativa de anistiar o ex-deputado Daniel Silveira foi barrada pelo STF, que entendeu que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados por decreto presidencial.

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Após 2 dias, julgamento de Bolsonaro é suspenso e será retomado terça-feira

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, no início da tarde desta quarta-feira (3), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus acusados de participação na trama golpista que tentou abalar o Estado Democrático de Direito.

O julgamento será retomado na próxima terça-feira (9), com a apresentação dos votos dos ministros.

Foram reservadas oito sessões para análise do caso, nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A votação sobre condenação ou absolvição deve ocorrer a partir das próximas reuniões. Caso haja condenação, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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STF retoma julgamento de acusados de trama golpista; defesas de Bolsonaro e ex-ministros serão ouvidas

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (3), em Brasília, o julgamento dos réus acusados de participação em uma tentativa de golpe militar no país. A sessão está prevista para começar às 9h.

No segundo dia de análise do caso, apresentarão suas sustentações orais os advogados de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de três ex-ministros: Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Cada um terá cerca de uma hora para expor seus argumentos.

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Moraes afirma que STF julgará ação contra Bolsonaro e aliados com imparcialidade

O ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, destacou nesta terça-feira (2) que o julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado será conduzido com imparcialidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na abertura da sessão, antes da leitura do relatório do processo, Moraes ressaltou que todos os réus tiveram garantido o devido processo legal, com direito à ampla defesa e ao contraditório.

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1º dia de julgamento terá falas de Moraes, acusação e defesas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abre nesta terça-feira (2), às 9h, o julgamento que pode resultar na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participação em uma trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022.

O processo é considerado central dentro da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Estão previstas oito sessões para análise do caso, distribuídas nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

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Bolsonaro é orientado a não ir a julgamento, mas ainda não decidiu

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi orientado por sua defesa a não comparecer ao próprio julgamento, cuja fase final está marcada para esta terça-feira (2/9). Os advogados avaliam que a presença do ex-presidente poderia não ser positiva neste momento.

Apesar da recomendação, aliados afirmam que Bolsonaro ainda não decidiu se irá ou não ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Como cumpre prisão domiciliar desde o último mês, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro precisaria de autorização judicial para deixar sua residência e acompanhar a sessão.

Julgamento de Bolsonaro começa na terça-feira (2) e terá oito sessões

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima terça-feira (2) o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).  Cerca de dois anos e meio após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Corte realizará um julgamento histórico, que pode levar para a prisão um ex-presidente da República e generais do Exército pela acusação de golpe de Estado, medida inédita após a redemocratização do país.

Para garantir a tranquilidade do julgamento, o Supremo preparou um esquema especial de segurança para restringir a circulação de pessoas nos edifícios da Corte, além de varredura com cães farejadores em busca de bombas e uso de drones. As sessões foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Nos dias 2,9 e 12, as sessões serão realizadas no período da manhã e da tarde, com pausa para o almoço. Nos dias 3 e 10, o julgamento ocorrerá somente pela manhã.

Saiba os horários das sessões:
2 de setembro – 9h e 14h;
3 de setembro – 9h;
9 de setembro – 9h e 14h;
10 de setembro –9h;
12 de setembro – 9h e 14h.

Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Rito – O rito que será adotado no julgamento está previsto no Regimento Interno do STF e na Lei 8.038 de 1990, norma que regulamenta as regras processuais do tribunal. No dia 2 de setembro, às 9h, primeiro dia de julgamento, a sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, o ministro chamará o processo para julgamento e dará a palavra a Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório com o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento. Após a leitura do relatório, Zanin passará a palavra para a acusação e as defesas dos réus.

Acusação – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, será responsável pela acusação. Ele terá a palavra pelo prazo de até duas horas para defender a condenação dos réus.

Defesas – Após a sustentação da PGR, os advogados dos réus serão convidados a subir à tribuna para as sustentações orais em favor dos réus. Eles terão prazo de até uma hora para suas considerações.

Crimes – Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.  A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição.

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Votos – O primeiro a votar será Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre a questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito. Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação – Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:

  • Flávio Dino;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia;
  • Cristiano Zanin;

A condenação ou absolvição ocorrerá com o voto da maioria de três dos cinco ministros da turma.

Pedido de vista – Um pedido de vista do processo não está descartado. Pelo regimento interno, qualquer integrante da Corte pode pedir mais tempo para analisar o caso e suspender o julgamento. Contudo, o processo deve ser devolvido para julgamento em 90 dias.

Prisão – A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática após o julgamento e só poderá ser efetivada após julgamento dos recursos contra a condenação. Em caso de condenação, os réus devem ficar em alas especiais de presídios ou nas dependências das Forças Armadas. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição.

Núcleos  – A denúncia da trama golpista foi dividida pela PGR em quatro núcleos. O núcleo crucial ou núcleo 1, formado por Jair Bolsonaro, será o primeiro ser julgado. As demais ações penais estão em fase de alegações finais, última etapa antes do julgamento, que deverá ocorrer ainda neste ano.

Agência Brasil

 

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