Publicada decisão que condenou Bolsonaro; cabe recurso pela defesa

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou, nesta quarta-feira (22), o acórdão da decisão que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de golpe de Estado, atentado contra o Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Com a publicação do documento, começa a contagem do prazo para apresentação dos recursos pelas defesas. Conforme as regras atuais, o prazo de cinco dias úteis passa a valer a partir desta quinta-feira (23), data seguinte à divulgação no Diário de Justiça Eletrônico (DJe).

LEIA MAIS

Ministro Luiz Fux solicita transferência para a Segunda Turma do STF

(Foto: Reprodução/Internet)

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta terça-feira (21) um pedido de transferência para integrar a Segunda Turma da Corte. Atualmente, o magistrado compõe a Primeira Turma, responsável pelo julgamento de ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

O pedido foi formalizado por meio de um ofício enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, no qual Fux manifesta interesse em mudar de colegiado.

LEIA MAIS

Barroso vota pela descriminalização do aborto até a 12ª semana e se despede do STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso votou, nesta sexta-feira (17), a favor da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Com o voto, o placar do julgamento está em 2 a 0 pela descriminalização.

A análise ocorre no âmbito de uma ação apresentada pelo PSOL em 2017, que defende que a interrupção da gravidez até a 12ª semana deixe de ser considerada crime.

LEIA MAIS

Lula se reúne com ministros do STF para discutir substituição de Barroso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião reservada com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta terça-feira (14), no Palácio da Alvorada, para tratar da escolha do substituto de Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada.

O favorito de Lula é o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. No entanto, alguns ministros da Corte têm outro nome como preferido: o decano Gilmar Mendes defende a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado. Participaram da reunião ainda os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e o titular da Justiça, Ricardo Lewandowski.

LEIA MAIS

STF inicia julgamento do Núcleo 4 da trama golpista ligada a Jair Bolsonaro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira (14) o julgamento da ação penal contra o Núcleo 4 do grupo investigado por ações golpistas durante o governo de Jair Bolsonaro.

O colegiado vai analisar a responsabilidade de sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de disseminar desinformação e promover ataques virtuais a instituições e autoridades em 2022.

LEIA MAIS

STF determina envio diário de informações sobre monitoramento eletrônico de oito acusados da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1°) que sejam encaminhadas diariamente à Corte informações sobre o monitoramento por tornozeleira eletrônica de oito acusados.

O pedido inclui relatórios sobre eventuais violações, falhas de sinal ou descumprimento de medidas impostas aos monitorados.

As secretarias de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Alagoas e Rio de Janeiro são responsáveis pelo envio dos dados ao STF, garantindo acompanhamento contínuo do cumprimento das medidas restritivas.

STF autoriza Daniel Silveira a progressão de pena para regime aberto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (29) a progressão de regime do ex-deputado federal Daniel Silveira, condenado em 2023 a oito anos e nove meses de prisão. Silveira deixa o regime semiaberto e passa a cumprir a pena em regime aberto.

A decisão atende a um pedido da defesa, que argumentou que o ex-parlamentar já cumpriu quatro anos e um mês da condenação, alcançando o tempo necessário para obter o benefício. O parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) também foi favorável à mudança.

LEIA MAIS

Fachin assume presidência do STF nesta segunda-feira

O Supremo Tribunal Federal (STF) pautou para 1º de outubro as primeiras ações a serem analisadas sob a presidência do ministro Edson Fachin, que assume o comando da Corte nesta segunda-feira (29).

Entre os temas em discussão estão a relação de trabalho de motoristas de aplicativo, a construção da ferrovia Ferrogrão e a cobrança diferenciada para idosos em planos de saúde.

LEIA MAIS

Fachin assume presidência do STF nesta segunda (29)

O Supremo Tribunal Federal (STF) pautou as primeiras ações que serão julgadas sob a gestão do ministro Edson Fachin, que toma posse como presidente da Corte na segunda-feira (29). Para o dia 1º de outubro, foram pautadas as ações que discutem o vínculo empregatício de motoristas de aplicativo (a chamada “uberização”), o processo que questiona a construção da Ferrogrão e outro que discute a cobrança de valores diferenciados de idosos em planos de saúde.

A ação que trata da “uberização” é relatada pelo ministro Edson Fachin. O julgamento ocorrerá dias antes da audiência pública no âmbito da ação sob relatoria do ministro Gilmar Mendes que discute a “pejotização” no âmbito de outras relações de trabalho que não são intermediadas por aplicativos.

Já o processo que trata sobre a Ferrogrão é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. O projeto da ferrovia, que quer ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA) para escoar a produção do agronegócio, está travado desde 2021 por liminar de Moraes. Desde então, foi realizada uma tentativa de conciliação, sem sucesso. Agora, os ministros devem analisar o mérito da controvérsia, que gira em torno da necessidade de supressão de área do Parque Nacional do Jamanxim, reserva localizada no Pará.

A outra ação discute a aplicação temporal do Estatuto do Idoso aos planos de saúde. A lei, em vigor desde 2004, proíbe o reajuste das mensalidades devido ao ingresso na faixa etária de 60 anos. A discussão é se essa restrição se aplica aos contratos assinados antes da entrada em vigor da lei, ou somente aos contratos firmados após 2004. O relator é o ministro Flávio Dino.Ainda para o dia 1º, foi marcado o julgamento de ação que questiona uma lei que redefiniu os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Santa Catarina, e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu.

Estadão Conteúdo

STF dá prazo para Câmara se manifestar sobre PEC que restringe investigações contra parlamentares

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de dez dias para que a Câmara dos Deputados se manifeste sobre a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita a abertura de investigações contra deputados e senadores.

A decisão foi tomada em mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), que pede a suspensão da tramitação da proposta. O despacho de Toffoli prevê que, após a resposta da Câmara, o ministro avaliará o pedido de liminar.

LEIA MAIS

Moraes determina que mulher que escreveu em estátua cumpra pena em casa

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Débora Rodrigues dos Santos cumpra sua pena em prisão domiciliar.

A cabeleireira foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, sendo conhecida por escrever “Perdeu, mané” com batom na estátua da Justiça, em frente ao STF.

Débora estava em prisão preventiva desde março de 2023, após passar dois anos em presídio comum. Em março deste ano, por solicitação da defesa, passou a cumprir prisão domiciliar, com base no fato de ser mãe de duas crianças menores de 12 anos.

LEIA MAIS

STF suspende repasses de emendas Pix a municípios com suspeitas de irregularidades

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) a suspensão dos repasses de emendas parlamentares para nove dos dez municípios que mais receberam as chamadas “emendas Pix” entre 2020 e 2024, incluindo capitais como o Rio de Janeiro.

Essas emendas ficaram conhecidas pelo modelo de transferência direta aos cofres de estados e municípios, sem identificação do parlamentar responsável pela indicação, do destino dos recursos ou do beneficiário final.

A decisão ocorre após auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou indícios de irregularidades na execução desses repasses.

LEIA MAIS

STF retoma nesta quinta (11) julgamento da trama golpista com votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin

Com o quarto dia de julgamento encerrado, restam agora os votos da ministra Cármen Lúcia e do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo que apura a tentativa de golpe de Estado de 2023. A sessão está marcada para as 14h desta quinta-feira (11).

A primeira a votar será Cármen Lúcia, integrante do STF desde 2006. Indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mandato, a ministra é graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), onde também se tornou professora titular. É mestre em Direito Constitucional e tem atuação destacada em julgamentos de grande repercussão nacional.

LEIA MAIS

Ministro Luiz Fux aponta excesso de provas e limitações de prazo no julgamento da trama golpista

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu divergência no julgamento do núcleo 1 da trama golpista, acolhendo a alegação da defesa de cerceamento devido ao excesso de documentos e pouco tempo para análise.

Fux já havia votado pela anulação do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por incompetência da Primeira Turma.

O magistrado destacou que foram 161 dias entre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o início do julgamento, comparando o caso ao Mensalão de 2005, que permitiu mais tempo para defesa dos acusados.

LEIA MAIS

Fux vota por anulação do processo no STF por falta de competência

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu divergência nesta quarta-feira (10) ao votar pela anulação do processo envolvendo a trama golpista de 2022.

Para ele, a Corte não tem competência para julgar o caso, uma vez que nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nem os demais sete réus possuem foro por prerrogativa de função.

Segundo Fux, os fatos investigados ocorreram entre 2020 e 2023, período em que a jurisprudência consolidada determinava que, cessado o exercício do cargo, cessava também o foro privilegiado. “Nesse caso, os réus perderam seus cargos muito antes”, afirmou.

LEIA MAIS
12345