Tarifaço: plano de contingência deve ser anunciado até terça-feira (12), diz Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo pretende anunciar até terça-feira (12) o plano de contingência para auxiliar os setores impactados pelas tarifas de 50% sobre produtos brasileiros impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Alckmin explicou que o plano de socorro foi apresentado ao presidente Lula na quarta-feira (6) e aguarda o chefe de Estado “bater o martelo” para divulgá-lo. “Ele foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem tarde da noite o trabalho. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, declarou o vice-presidente em entrevista na quinta-feira (7), no estacionamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O plano de contingência
De acordo com Alckmin, o plano de contingência terá como foco o apoio aos segmentos mais afetados pelo tarifaço, com base no volume de transações comerciais com os Estados Unidos. A proposta também prevê uma escala de avaliação para medir a variação das exportações dentro de um mesmo setor.

O economista-chefe da Análise Econômica de São Paulo, André Galhardo, avalia os efeitos das tarifas sobre a indústria da fruticultura. “Alguns produtos cujo remanejamento das exportações é mais difícil, por questões sanitárias ou logísticas — como frutas — podem apresentar uma sobreoferta no mercado interno. Se não exportarmos mais ou reduzirmos significativamente o volume enviado aos Estados Unidos, dificilmente encontraremos outro mercado disposto a comprar esse excedente em tempo hábil, antes que esses produtos estraguem”, explica Galhardo.

O plano pretende diferenciar os produtos conforme o grau de exposição ao mercado norte-americano, a fim de implementar ações direcionadas para mitigar os impactos econômicos e evitar prejuízos aos produtores.

Brasil 61

Donald Trump assina ordem que oficializa tarifaço de 50% ao Brasil

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30/7) uma ordem executiva que oficializa a tarifa de 50% a produtos importados do Brasil. A decisão foi justificada como resposta a ações do governo brasileiro que, segundo a Casa Branca, representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

O tarifaço estava marcado para começar na sexta-feira (1º/8). No entanto, a ordem executiva define para o dia 6 de agosto o início da vigência para mercadorias inseridas para consumo, ou retiradas do depósito para consumo.

Apesar da ordem executiva, Trump deixou quase 700 itens de fora do tarifaço, como produtos aeronáuticos civis (o que interessa à Embraer), suco e derivados de laranja (suco e polpa), minério de ferro, aço e combustíveis, por exemplo.
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Tarifaço de Trump pode aumentar em 30% preço de insumos de saúde no Brasil

A sanção econômica aplicada ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, com a imposição de uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros exportados, pode aumentar drasticamente o valor dos insumos de saúde no país. Caso o Brasil adote a Lei da Reciprocidade, é estimado que o valor dos insumos sofra uma alta de pelo menos 30%, já que o país importa quase US$ 2 bilhões de produtos para o setor de saúde dos Estados Unidos.

Atualmente, o Brasil importa US$ 9 bilhões em insumos de saúde por ano e destina esses produtos principalmente para a rede pública, como hospitais estaduais e Santas Casas, o que deve impactar fortemente no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo reportagem da CNN, uma busca de fornecedores alternativos poderia levar até dois anos, já que o processo de importação precisa de registros junto às autoridades sanitárias, processos de validação, certificação em laboratórios e treinamento de usuários.

Entenda o tarifaço
No dia 9 de julho, Trump anunciou a imposição de uma sobretaxa de 50% nos produtos brasileiros exportados para o país. A medida, segundo o chefe da Casa Branca, que também trava uma guerra comercial com o Brics, bloco econômico do qual o Brasil faz parte, é uma retaliação ao que ele considerada uma perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Conheci e tive contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei profundamente, assim como a maioria dos outros líderes mundiais. A maneira como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato — inclusive pelos Estados Unidos —, é uma desgraça internacional. Este julgamento não deveria estar acontecendo. Trata-se de uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente”, afirmou Trump na carta endereçada ao Brasil.

O Brasil é um dos principais parceiros comerciais o qual se destaca pelas exportações de commodities a países considerados subdesenvolvidos como a China e até mesmo o país norte-americano que implica medidas econômicas reprovadas até mesmo para os seus patriotas. Mas ainda mais prejudicial pode ser a taxação para os exportadores baianos.

A Tarde

Lula sugere que Trump coma jabuticaba para pôr fim a tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou do bom humor ao “sugerir” uma solução para o impasse envolvendo a taxação de 50% dos produtos brasileiros importados aos Estados Unidos. mandatário disse que iria mandar uma jabuticaba para o presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo Lula, ninguém que coma a fruta fica de mau humor.

“Eu vou levar jabuticaba para você, Trump. E você vai perceber que o cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e de muita relação diplomática”, brincou Lula o petista. Brincadeiras à parte, Lula convocou uma reunião para este domingo, 13, para discutir medidas que o Brasil tomará em relação ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além de Lula também participarão da reunião, o vice-presidente e ministros da Indústria, Geraldo Alckmin, o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não estará presente por incompatibilidade de agenda, já que a reunião foi convocada em caráter de urgência, mas um representante da sua equipe está presente.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, técnicos do Governo esperam a criação de um grupo de trabalho que proponha medidas de retaliação para barreiras comercias que forem impostas ao Brasil.

Entenda tarifa de 50% imposta ao Brasil
A medida, que terá fortes impactos na economia brasileira e também na economia baiana, surge como uma forma de retaliação ao país devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na trama dos atos golpistas, no Supremo Tribunal Federal (STF). “A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional”, inicia o texto de Trump.

Na mensagem, o norte-americano considera a relação comercial entre os país como desequilibrada e “longe de ser recíproco”. Nesse sentido, o presidente diz ser necessário o afastamento com o Brasil. “Entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual”.

A Tarde

UE critica ameaça tarifária de Trump e diz que está “pronta” para continuar trabalhando em um acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou as novas tarifas de 30% anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, neste sábado (12), mas afirmou que a UE ainda quer trabalhar em um acordo comercial com Washington. “Impor tarifas de 30% às exportações da UE interromperia cadeias de suprimentos transatlânticas essenciais, em detrimento de empresas, consumidores e pacientes de ambos os lados do Atlântico”, disse Von der Leyen em um comunicado.

“Continuamos prontos para continuar trabalhando em direção a um acordo antes de 1º de agosto. Ao mesmo tempo, tomaremos todas as medidas necessárias para preservar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário”, acrescentou.

AFP

Planalto encomenda pesquisas sobre tarifaço de Trump

Integrantes do Palácio do Planalto solicitaram pesquisas para medir como a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos do Brasil está sendo recebida pela opinião pública. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, o objetivo central do levantamento é entender os efeitos políticos do episódio, com atenção especial para a percepção da população sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das linhas adotadas pelo governo federal é transformar a taxação em um tema político, responsabilizando Bolsonaro e seus aliados pela tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Na noite de quarta-feira, 9, ministros com atuação direta no núcleo político do governo, como Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), usaram as redes sociais para reforçar esse posicionamento.

Ambos destacaram a diferença entre os projetos políticos dos dois líderes: enquanto Lula “luta para taxar os super-ricos”, Bolsonaro, segundo eles, “quer taxar o Brasil”.

A Tarde

 

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