Urgente: Alexandre de Moraes suspende nomeação do novo chefe da PF

Ramagem tomaria posse hoje, às 15h (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu nessa quarta-feira (29) a nomeação de Alexandre Ramagem ao posto de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ramagem deveria tomar posse às 15h de hoje.

A decisão de Moraes tem caráter liminar e atende a um pedido protocolado pelo PDT, partido de Ciro Gomes. Ramagem substituiria Maurício Valeixo, exonerado na última sexta-feira (24). A saída de Valeixo foi o estopim para a demissão de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça.

Antes de sua saída, Moro criticou as frequentes interferências de Jair Bolsonaro (sem partido) na PF. Moro havia dito na semana passada que o presidente da República queria um chefe da PF que fosse próximo a ele. Ramagem tem carreira na própria PF, mas é próximo aos Bolsonaro e inclusive trabalhou na segurança pessoal do presidente durante a campanha de 2018.

Bolsonaro nomeia substituto de Moro e novo chefe da PF

André Mendonça assume ministério que era de Moro (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O Diário Oficial da União dessa terça-feira (28) traz a confirmação do que já era especulado desde a última sexta-feira (24). André Luiz de Almeida Mendonça e Alexandre Ramagem Rodrigues foram nomeados, respectivamente, ministro da Justiça e Segurança Pública e diretor-geral da Polícia Federal (PF).

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Eles substituem Sergio Moro e Maurício Valeixo que deixaram o Governo Federal na última semana. A saída resultou em uma nova crise política envolvendo o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O novo ministro é advogado da União desde 2000.

Já Ramagem atualmente exercia a função de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e é delegado da Polícia Federal. A nomeação de Ramagem foi um dos elementos para a saída de Moro do ministério, já que além de não querer a troca de Valeixo, o novo chefe da PF é amigo da família Bolsonaro. Para o ex-juiz da Operação Lava-Jato, a troca significou interferência política.

Deputada federal critica Moro por vazar mensagens 

Deputada se disse magoada com Moro (Foto: Reprodução)

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) criticou o ex-ministro Sergio Moro por vazar mensagens de WhatsApp trocadas entre os dois. Um dia após a demissão de Moro, Zambelli afirmou que o print mostrado pelo também ex-juiz da Lava Jato foi “tirado de contexto”.

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No print é Zambelli que sugere a ida de Moro ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas no pronunciamento feito na tarde de ontem (24), Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ter sido o ex-ministro a cobrar sua indicação em troca da saída de Maurício Valeixo da Polícia Federal.

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Chefe da Abin é o nome mais forte para assumir PF

Ramagem deve ser o substituto de Valeixo (Foto: Carolina Antunes/PR)

Alexandre Ramagem, atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deve ser o substituto de Maurício Valeixo na Polícia Federal. Ele é delegado e tem 15 anos de atuação na própria PF. Ramagem conhece o presidente da República, Jair Bolsonaro desde 2018 e é alinhado politicamente com ele.

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A saída de Valeixo do posto de diretor-chefe da PF resultou também na demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Moro denunciou a constante interferência de Bolsonaro no órgão. Ramagem é o nome mais forte, por ter inclusive, atuado na segurança pessoal de Bolsonaro.

Outro nome ventilado, mas dessa vez para substituir Moro, é o atual Secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres. Até o momento o Governo Federal não bateu o martelo sobre os substitutos. (Com informações do Correio Braziliense).

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Moro expôs conversa no JN (Foto: Reprodução/TV Globo)

A sexta-feira (24) foi um dia quente na política brasileira. O ex-juiz federal Sergio Moro anunciou sua saída do Governo Federal e fez graves acusações ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). No final da tarde, Bolsonaro rebateu as falas de Moro.

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À noite, Moro divulgou ao Jornal Nacional mensagens supostamente trocadas entre ele e Bolsonaro. Na conversa, o presidente indicava os motivos para a troca na Polícia Federal por apertar o cerco contra deputados bolsonaristas. O ex-ministro também desmentiu Bolsonaro em outro ponto.

Na mensagem divulgada, é a deputada federal Carla Zambelli que sugere a Moro uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro havia dito que Moro seria o autor do pedido, para que a saída de Maurício Valeixo da PF pudesse acontecer.

O Governo Federal ainda não oficializou, mas o nome de Alexandre Ramagem, atual chefe da Agência Brasileira de Informação (Abin) é o favorito para substituir Valeixo na chefia da PF. De acordo com o Correio Braziliense, ele tem alinhamento com Bolsonaro.

Saída de Moro provoca queda na bolsa brasileira

(Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)

Após a coletiva do agora ex-ministro Sergio Moro, a Ibovespa registrou forte queda nessa sexta-feira (24). Às 12h11, o principal índice brasileiro teve baixa de 8,64% e marcava 72.793,26 pontos.

A saída de Moro do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) já era cogitada desde a tarde de ontem e provocou reações na bolsa. Por um determinado momento cogitou-se o circuit break, para evitar mais perdas na manhã.

De acordo com o economista André Perfeito, o mercado receia uma possível saída de Paulo Guedes, ministro da Economia. Apenas em uma semana o Governo Federal fez trocas na Saúde e agora na Segurança. “O mercado fica com receio de até o Guedes estar fragilizado. O Pró-Brasil [também conhecido como ‘Plano Marshall brasileiro’], que organizaram sem o aval do ministério da Economia, aumenta as incertezas”, disse. (Com informações do Exame).

Moro anuncia saída do governo Bolsonaro após demissão de chefe da PF

Moro concedeu coletiva hoje de manhã (Foto: Internet)

Sergio Moro promoveu uma coletiva de imprensa na manhã dessa sexta-feira (24) para anunciar sua saída do governo Jair Bolsonaro (sem partido). A decisão veio após Bolsonaro exonerar, hoje, o diretor chefe da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

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“Queria lamentar a realização desse evento na data de hoje, estamos passando por uma pandemia. Busquei ao máximo evitar que isso acontecesse e peço a compreensão de todos, não foi por minha opção“, explicou Moro que estava visivelmente abalado.

Inteferências

Durante a coletiva, Moro comentou da sua carreira enquanto juiz federal e destacou as ações de combate à corrupção. Em sua fala, ele lembrou ter recebido carta branca de Bolsonaro e deixou claro a insatisfação com a interferência do Poder Executivo. “Desde 2014, sempre tive uma preocupação constante de interferência do Executivo nas investigações da Lava Jato“, afirmou.

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Apoiadores de Bolsonaro vão às ruas de Petrolina pedir intervenção militar

Manifestantes querem intervenção militar (Foto: Reprodução/WhatsApp)

O domingo (19) foi marcado por manifestações em várias cidades do Brasil e em Petrolina não foi diferente. Um pequeno grupo de simpatizantes do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) foi às ruas pedir intervenção militar e demonstrar apoio a Bolsonaro.

Mesmo debaixo de chuva, o grupo percorreu um trecho da Orla até a sede do Exército, onde prestou apoio às forças armadas do país. A manifestação aconteceu mesmo com as recomendações de isolamento social, solicitadas pelos governos estadual e municipal.

A seguir confira um vídeo das reivindicações dos manifestantes:

Datafolha: 59% dos eleitores não querem renúncia de Jair Bolsonaro

Pesquisa foi divulgada nesse domingo

O Instituto Datafolha divulgou nesse domingo (5) uma pequisa sobre a renúncia do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com os eleitores ouvidos no levantamento, 59% são contrários a um possível pedido de Bolsonaro para deixar o cargo.

O cenário analisado é o atual, durante a pandemia do coronavírus. Outros 37% desejam que ele renuncie, conforme vem sendo pedido por políticos de oposição, e 4% não sabem dizer. Foram ouvidos 1.511 entrevistados, via telefone entre os dias 1º a 3 de abril. A margem de erro é de três pontos.

Outro ponto questionado foi se Bolsonaro ainda tem condições de governar, em meio a vários desgastes com sua equipe durante a pandemia. 52% avaliam que sim. Para 44%, Bolsonaro perdeu tais condições, e 4% não souberam responder.

A renúncia veio à tona nessa semana, quando alguns políticos e até mesmo membros do governo começaram a cogitar a possibilidade. Bolsonaro tem se desgastado, especialmente com a equipe de saúde, durante a pandemia do covid-19, alegando inicialmente que o caso não passava de uma “gripezinha”, enquanto a atuação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tem sido elogiada.

Bolsonaro sanciona auxílio de R$ 600 para trabalhador informal

O presidente Jair Bolsonaro sanciona neste momento o projeto que prevê auxílio emergencial de R$ 600 mensais durante três meses para trabalhadores informais, autônomos e outros trabalhadores, como os que têm contrato intermitente.

O projeto que prevê auxílio emergencial de R$ 600 mensais durante três meses foi ampliado após votação no Senado nesta segunda-feira (30). Além dos trabalhadores informais, terão direito foram incluídos aqueles que têm contrato intermitente inativo, autônomos e micorempreendedores individuais.

O maior desafio ao pagamento do auxílio, segundo fontes do governo, será o que foi considerado um “colossal desafio logístico” , pois os informais que foram objetivo prioritário do auxílio emergencial não estão registrados no cadastro único.

Apelidada de “coronavoucher”, a ajuda deverá beneficiar 30 milhões de brasileiros, com pagamento mensal de R$ 600 durante três meses. O custo previsto é de R$ 60 bilhões.

Além dos informais, terão direito o trabalhador com contrato intermitente inativo, idosos e pessoas com deficiência que estão na fila do INSS para receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e mães que são chefes de família (família monoparental) – para essa categoria, estão previstas duas cotas, no total de R$ 1,2 mil.

Confira as regras e os requisitos para receber o benefício

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Um dia após pronunciamento, Bolsonaro usa redes sociais para criticar governadores

Membros do Consórcio Nordeste estão reunidos hoje

O tom apaziguador adotado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) na noite de terça-feira (31) ficou de lado nas redes sociais. Logo no início dessa quarta-feira (1º) Bolsonaro divulgou um vídeo e criticou governadores pela forma como eles estão tratando a pandemia do novo coronavírus.

O vídeo – que depois foi apagado – supostamente foi gravado no Ceasa de Minas Gerais e mostrava o desabastecimento do local. Contudo, a gestão da unidade rebateu a postagem de Bolsonaro, alegando que a situação estava normalizada e não havia desabastecimento.

“Não é um desentendimento entre o Presidente e ALGUNS governadores e ALGUNS prefeitos.. São fatos e realidades que devem ser mostradas. Depois da destruição não interessa mostrar culpados”, escreveu Bolsonaro em seu Twitter.

A postagem não foi bem recebida pelos governadores, em especial no Nordeste. Os membros do Consórcio local discutirão a publicação em um encontro. Até o momento, no entanto, os integrantes do Consórcio não se pronunciaram oficialmente.

Sanção do “coronavoucher” acontecerá hoje, afirma Bolsonaro

O projeto que garante uma ajuda financeira a trabalhadores informais deve ser sancionado na tarde dessa terça-feira (31). De acordo com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o benefício deve ser pago o mais breve possível durante a pandemia do novo coronavírus.

A ajuda varia entre R$ 600 e R$ 1.200. “Está pronto o decreto [de regulamentação], só dar uma olhada e meter a caneta. Quem vai pagar é a Caixa Econômica Federal. Ouvi ontem [segunda-feira, 30] alguns já reclamando: ‘não sancionou ainda?’ Foi ontem à noite que foi aprovado. Esse pessoal que reclamou, que tinha poder dentro do Congresso, tinha que ter aprovado no mesmo dia quando eu mandei para lá“, disse Bolsonaro.

Popularmente conhecido como “coronavoucher”, o valor será pago em três prestações mensais. Inicialmente o Governo Federal destinaria apenas R$ 200,00, valor aumentado. Mulheres líderes de família receberão R$ 1.200.

Depois de tour por Brasília, Bolsonaro tentar se justificar em vídeo e recomenda que outros políticos também façam o passeio

Presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Internet)

Na contramão do ministro da Saúde, que reforçou ontem a importância de os brasileiros ficarem em casa para barrar o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) anunciou hoje (29) que estuda liberar o retorno às atividades de trabalhadores formais e informais que precisam “levar sustento” para casa.

“Estou com vontade de baixar um decreto amanhã. Toda e qualquer profissão legalmente existente ou aquela que é voltada para a informalidade, se for necessária para levar sustento para seus filhos, para levar um leite para seus filhos, arroz e feijão para sua casa, vai poder trabalhar”, informou Bolsonaro, contrariando o ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde.

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Salgueiro: prefeito pede à população que respeite quarentena

O prefeito de Salgueiro, Clebel Cordeiro (MDB) concedeu uma coletiva de imprensa virtual, na noite de sexta-feira (27) e comentou sobre a fala do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). Para Clebel, é necessário que a população siga as orientações do município e do Estado.

“Nesse momento peço a todos vocês que não saíam de casa, continuem em casa. É muito perigoso hoje essa contaminação do coronavírus”, afirmou.

Para Clebel, Bolsonaro não vai na contramão de todos. “O mundo diz tudo, o presidente está indo na contramão do mundo. O mundo está muito mais consciente, acho que o presidente foi muito infeliz na colocação dele, talvez não tenha sabido se expressar”, continuou.

Salgueiro tinha, até a quinta-feira (26), 10 casos notificados do novo coronavírus: três em investigação e outros sete já descartados. Não há nenhum relato de H1N1 ou Síndromes Respiratórias.

Novo coronavírus: Governo anuncia crédito emergencial para pequenas e médias empresas

Os presidentes da República, Jair Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, fazem declaração à imprensa no Planalto. (Foto: Carolina Antunes/PR)

Em parceria com o Banco Central e BNDES, o Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (27) o lançamento de um crédito emergencial de R$ 40 bilhões para pequenas e médias empresas – que variam o faturamento de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano. A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores, segundo expectativas do presidente do Banco Central, Roberto Campos.

Com duração de dois meses, o crédito será exclusivo para o pagamento da folha salarial das empresas e vai contemplar apenas os rendimentos de até dois salários mínimos.“Quem ganha um salário mínimo, vai ganhar um salário mínimo. Quem ganha dois salários mínimos, vai ganhar dois salários mínimos. Quem ganha três, vai ganhar dois. […] Se ganha cinco salários mínimos, vai ganhar dois. Complementar isso é uma decisão da empresa”, disse Campos. Outra exigência é que a empresa inserida no programa não realize demissões durante esse período.

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