Saída de Moro provoca queda na bolsa brasileira

(Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)

Após a coletiva do agora ex-ministro Sergio Moro, a Ibovespa registrou forte queda nessa sexta-feira (24). Às 12h11, o principal índice brasileiro teve baixa de 8,64% e marcava 72.793,26 pontos.

A saída de Moro do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) já era cogitada desde a tarde de ontem e provocou reações na bolsa. Por um determinado momento cogitou-se o circuit break, para evitar mais perdas na manhã.

De acordo com o economista André Perfeito, o mercado receia uma possível saída de Paulo Guedes, ministro da Economia. Apenas em uma semana o Governo Federal fez trocas na Saúde e agora na Segurança. “O mercado fica com receio de até o Guedes estar fragilizado. O Pró-Brasil [também conhecido como ‘Plano Marshall brasileiro’], que organizaram sem o aval do ministério da Economia, aumenta as incertezas”, disse. (Com informações do Exame).

Moro anuncia saída do governo Bolsonaro após demissão de chefe da PF

Moro concedeu coletiva hoje de manhã (Foto: Internet)

Sergio Moro promoveu uma coletiva de imprensa na manhã dessa sexta-feira (24) para anunciar sua saída do governo Jair Bolsonaro (sem partido). A decisão veio após Bolsonaro exonerar, hoje, o diretor chefe da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

LEIA TAMBÉM

Governo Bolsonaro desmente pedido de demissão de Sérgio Moro

“Queria lamentar a realização desse evento na data de hoje, estamos passando por uma pandemia. Busquei ao máximo evitar que isso acontecesse e peço a compreensão de todos, não foi por minha opção“, explicou Moro que estava visivelmente abalado.

Inteferências

Durante a coletiva, Moro comentou da sua carreira enquanto juiz federal e destacou as ações de combate à corrupção. Em sua fala, ele lembrou ter recebido carta branca de Bolsonaro e deixou claro a insatisfação com a interferência do Poder Executivo. “Desde 2014, sempre tive uma preocupação constante de interferência do Executivo nas investigações da Lava Jato“, afirmou.

LEIA MAIS

Apoiadores de Bolsonaro vão às ruas de Petrolina pedir intervenção militar

Manifestantes querem intervenção militar (Foto: Reprodução/WhatsApp)

O domingo (19) foi marcado por manifestações em várias cidades do Brasil e em Petrolina não foi diferente. Um pequeno grupo de simpatizantes do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) foi às ruas pedir intervenção militar e demonstrar apoio a Bolsonaro.

Mesmo debaixo de chuva, o grupo percorreu um trecho da Orla até a sede do Exército, onde prestou apoio às forças armadas do país. A manifestação aconteceu mesmo com as recomendações de isolamento social, solicitadas pelos governos estadual e municipal.

A seguir confira um vídeo das reivindicações dos manifestantes:

Datafolha: 59% dos eleitores não querem renúncia de Jair Bolsonaro

Pesquisa foi divulgada nesse domingo

O Instituto Datafolha divulgou nesse domingo (5) uma pequisa sobre a renúncia do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com os eleitores ouvidos no levantamento, 59% são contrários a um possível pedido de Bolsonaro para deixar o cargo.

O cenário analisado é o atual, durante a pandemia do coronavírus. Outros 37% desejam que ele renuncie, conforme vem sendo pedido por políticos de oposição, e 4% não sabem dizer. Foram ouvidos 1.511 entrevistados, via telefone entre os dias 1º a 3 de abril. A margem de erro é de três pontos.

Outro ponto questionado foi se Bolsonaro ainda tem condições de governar, em meio a vários desgastes com sua equipe durante a pandemia. 52% avaliam que sim. Para 44%, Bolsonaro perdeu tais condições, e 4% não souberam responder.

A renúncia veio à tona nessa semana, quando alguns políticos e até mesmo membros do governo começaram a cogitar a possibilidade. Bolsonaro tem se desgastado, especialmente com a equipe de saúde, durante a pandemia do covid-19, alegando inicialmente que o caso não passava de uma “gripezinha”, enquanto a atuação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tem sido elogiada.

Bolsonaro sanciona auxílio de R$ 600 para trabalhador informal

O presidente Jair Bolsonaro sanciona neste momento o projeto que prevê auxílio emergencial de R$ 600 mensais durante três meses para trabalhadores informais, autônomos e outros trabalhadores, como os que têm contrato intermitente.

O projeto que prevê auxílio emergencial de R$ 600 mensais durante três meses foi ampliado após votação no Senado nesta segunda-feira (30). Além dos trabalhadores informais, terão direito foram incluídos aqueles que têm contrato intermitente inativo, autônomos e micorempreendedores individuais.

O maior desafio ao pagamento do auxílio, segundo fontes do governo, será o que foi considerado um “colossal desafio logístico” , pois os informais que foram objetivo prioritário do auxílio emergencial não estão registrados no cadastro único.

Apelidada de “coronavoucher”, a ajuda deverá beneficiar 30 milhões de brasileiros, com pagamento mensal de R$ 600 durante três meses. O custo previsto é de R$ 60 bilhões.

Além dos informais, terão direito o trabalhador com contrato intermitente inativo, idosos e pessoas com deficiência que estão na fila do INSS para receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e mães que são chefes de família (família monoparental) – para essa categoria, estão previstas duas cotas, no total de R$ 1,2 mil.

Confira as regras e os requisitos para receber o benefício

LEIA MAIS

Um dia após pronunciamento, Bolsonaro usa redes sociais para criticar governadores

Membros do Consórcio Nordeste estão reunidos hoje

O tom apaziguador adotado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) na noite de terça-feira (31) ficou de lado nas redes sociais. Logo no início dessa quarta-feira (1º) Bolsonaro divulgou um vídeo e criticou governadores pela forma como eles estão tratando a pandemia do novo coronavírus.

O vídeo – que depois foi apagado – supostamente foi gravado no Ceasa de Minas Gerais e mostrava o desabastecimento do local. Contudo, a gestão da unidade rebateu a postagem de Bolsonaro, alegando que a situação estava normalizada e não havia desabastecimento.

“Não é um desentendimento entre o Presidente e ALGUNS governadores e ALGUNS prefeitos.. São fatos e realidades que devem ser mostradas. Depois da destruição não interessa mostrar culpados”, escreveu Bolsonaro em seu Twitter.

A postagem não foi bem recebida pelos governadores, em especial no Nordeste. Os membros do Consórcio local discutirão a publicação em um encontro. Até o momento, no entanto, os integrantes do Consórcio não se pronunciaram oficialmente.

Sanção do “coronavoucher” acontecerá hoje, afirma Bolsonaro

O projeto que garante uma ajuda financeira a trabalhadores informais deve ser sancionado na tarde dessa terça-feira (31). De acordo com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o benefício deve ser pago o mais breve possível durante a pandemia do novo coronavírus.

A ajuda varia entre R$ 600 e R$ 1.200. “Está pronto o decreto [de regulamentação], só dar uma olhada e meter a caneta. Quem vai pagar é a Caixa Econômica Federal. Ouvi ontem [segunda-feira, 30] alguns já reclamando: ‘não sancionou ainda?’ Foi ontem à noite que foi aprovado. Esse pessoal que reclamou, que tinha poder dentro do Congresso, tinha que ter aprovado no mesmo dia quando eu mandei para lá“, disse Bolsonaro.

Popularmente conhecido como “coronavoucher”, o valor será pago em três prestações mensais. Inicialmente o Governo Federal destinaria apenas R$ 200,00, valor aumentado. Mulheres líderes de família receberão R$ 1.200.

Depois de tour por Brasília, Bolsonaro tentar se justificar em vídeo e recomenda que outros políticos também façam o passeio

Presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Internet)

Na contramão do ministro da Saúde, que reforçou ontem a importância de os brasileiros ficarem em casa para barrar o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) anunciou hoje (29) que estuda liberar o retorno às atividades de trabalhadores formais e informais que precisam “levar sustento” para casa.

“Estou com vontade de baixar um decreto amanhã. Toda e qualquer profissão legalmente existente ou aquela que é voltada para a informalidade, se for necessária para levar sustento para seus filhos, para levar um leite para seus filhos, arroz e feijão para sua casa, vai poder trabalhar”, informou Bolsonaro, contrariando o ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde.

LEIA MAIS

Salgueiro: prefeito pede à população que respeite quarentena

O prefeito de Salgueiro, Clebel Cordeiro (MDB) concedeu uma coletiva de imprensa virtual, na noite de sexta-feira (27) e comentou sobre a fala do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). Para Clebel, é necessário que a população siga as orientações do município e do Estado.

“Nesse momento peço a todos vocês que não saíam de casa, continuem em casa. É muito perigoso hoje essa contaminação do coronavírus”, afirmou.

Para Clebel, Bolsonaro não vai na contramão de todos. “O mundo diz tudo, o presidente está indo na contramão do mundo. O mundo está muito mais consciente, acho que o presidente foi muito infeliz na colocação dele, talvez não tenha sabido se expressar”, continuou.

Salgueiro tinha, até a quinta-feira (26), 10 casos notificados do novo coronavírus: três em investigação e outros sete já descartados. Não há nenhum relato de H1N1 ou Síndromes Respiratórias.

Novo coronavírus: Governo anuncia crédito emergencial para pequenas e médias empresas

Os presidentes da República, Jair Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, fazem declaração à imprensa no Planalto. (Foto: Carolina Antunes/PR)

Em parceria com o Banco Central e BNDES, o Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (27) o lançamento de um crédito emergencial de R$ 40 bilhões para pequenas e médias empresas – que variam o faturamento de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano. A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores, segundo expectativas do presidente do Banco Central, Roberto Campos.

Com duração de dois meses, o crédito será exclusivo para o pagamento da folha salarial das empresas e vai contemplar apenas os rendimentos de até dois salários mínimos.“Quem ganha um salário mínimo, vai ganhar um salário mínimo. Quem ganha dois salários mínimos, vai ganhar dois salários mínimos. Quem ganha três, vai ganhar dois. […] Se ganha cinco salários mínimos, vai ganhar dois. Complementar isso é uma decisão da empresa”, disse Campos. Outra exigência é que a empresa inserida no programa não realize demissões durante esse período.

LEIA MAIS

Paulo Câmara volta a defender quarentena: “Mortes não se recuperam”

Câmara pediu a pernambucanos que sigam em quarentena (Foto: Aluísio Moreira /SEI)

Paulo Câmara (PSB) participou de uma entrevista à Rádio Jornal do Recife nessa sexta-feira (27) e pediu aos pernambucanos que respeitem a quarentena. Esse foi mais um posicionamento público do governador, contrário à fala de Jair Bolsonaro (sem partido) o qual pediu fim do isolamento.

“Tenha paciência, não é fácil, mas é um esforço em favor da vida. Para a gente poder se estruturar e cuidar das pessoas contaminadas mais na frente“, pediu Paulo. Em seguida ele ressaltou que se não houvesse precaução, Pernambuco teria mais casos confirmados.

“Estamos totalmente conscientes que esse número tende a crescer em todo mundo. Para a primeira semana de medidas mais severas estamos registrando um crescimento menor do que se nós não tivéssemos tomado outras medidas“, afirmou.

LEIA MAIS

Universidades de Pernambuco continuam paralisadas e aguardarão orientações do Estado

Universidades locais seguem sem aula (Foto: Internet)

As universidades públicas integrantes do Consórcio Pernambuco Universitas e os Institutos Federais do Estado divulgaram uma nota conjunta nessa sexta-feira (27), se manifestando sobre o retorno às atividades acadêmicas, durante a pandemia do coronavírus.

As instituições ratificaram a paralisação por tempo indeterminando, indo ao encontro da fala do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). O Consórcio resolveu seguir as orientações do Governo do Estado e os respectivos municípios, priorizando a saúde dos servidores e alunos.

Ficam suspensas as atividades acadêmicas presenciais por período indeterminado, devendo ser retomadas no momento em que as autoridades sanitárias manifestarem o retorno das condições para o convívio social“, destaca a nota.

A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Universidade de Pernambuco (UPE) e IF-Sertão assinam a nota, juntamente com outras instituições da capital e interior.

Leia a seguir a íntegra da nota:

LEIA MAIS

Bolsonaro inclui lotéricas nos serviços essenciais, mas empresários de Juazeiro ainda não conseguem abrir unidades

O Diário Oficial da União dessa quinta-feira (26) traz o Decreto nº 10.292/2020, no qual o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) altera a lista de serviços essenciais e inclui o funcionamento de casas lotéricas e atividades religiosas. Ou seja, a partir de hoje as unidades de todo país podem retomar as atividades.

Há alguns dias o Blog Waldiney Passos mostrou a queixa de empresários e usuários das lotéricas em Juazeiro (BA), que na terça-feira (24) não poderiam mais funcionar devido a um decreto municipal, tendo como justificativa evitar aglomerações.

LEIA TAMBÉM

Lotéricas de Juazeiro estão fechadas a partir de hoje e proprietário questiona medida

Por ser um decreto, não é necessário aval do Congresso para a medida entrar em validade. Contudo, um empresário tentou retomar o trabalho da unidade na cidade vizinha e foi impedido pela Guarda Civil Municipal. “Estava preparando a abertura e chegou uma equipe da Ronda, disse que não poderia abrir. Não entendo de leis, falaram que o prefeito tem que alterar o decreto dele para valer”, afirmou.

O Blog entrou em contato com a Prefeitura de Juazeiro para questionar o motivo de a Guarda impedir a reabertura das lotéricas. Até a conclusão dessa matéria não tivemos resposta. Reiteramos que o Blog segue aberto aos esclarecimentos.

Secretários de Saúde do Nordeste emitem nota conjunta criticando fala de Bolsonaro

Discurso em rede nacional gerou críticas de vários setores (Foto: Ilustração)

O discurso do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) proferiu em rede nacional na noite de terça-feira (24) repercutiu negativamente no país. Ainda ontem os secretários de Saúde do Nordeste divulgaram uma carta conjunta condenando o posicionamento de Bolsonaro.

LEIA TAMBÉM

Em discurso polêmico, Bolsonaro diz que as pessoas devem voltar à normalidade

No documento os gestores condenam a tentativa do presidente de desfazer os esforços estaduais para conter a pandemia do novo coronavírus. Em um momento do discurso Bolsonaro criticou os governos municipais e estaduais por estarem adotando medidas rígidas durante a pandemia.

“Vamos continuar fazendo nosso trabalho […] Sabemos que iremos enfrentar uma grave recessão econômica, mas o que nos cabe lidar diretamente é a grave crise sanitária”, destacam os secretários.

Leia a íntegra da carta:

LEIA MAIS

Governo Federal publica MP que suspende contrato de trabalho por até quatro meses

A semana começou com uma notícia preocupante aos trabalhadores brasileiros. Em meio a paralisação do comércio durante a quarentena do coronavírus, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) publicou na noite de domingo (22) uma Medida Provisória que autoriza a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses.

A MP já está valendo e poderá receber emenda dos parlamentares até 30 desse mês. Por já estar em vigência, o empregador poderá não pagar o salário do seu funcionário e ofertar cursos de qualificação a ele. Pelo texto, a negociação individual ficará acima de acordos coletivos e da lei trabalhista.

Outra mudança da MP é a suspensão do recolhimento do FGTS. A Medida tem validade de 60 dias e para se tornar lei deve ser aprovada no Congresso Nacional.