Integrantes de organizadas de Sport e Náutico brigam nos Aflitos após clássico

Na noite deste sábado (30), após o fim do Clássico dos Clássicos na Ilha do Retiro, membros de torcidas organizadas de Sport e Náutico protagonizaram cenas de violência na sede do clube alvirrubro, na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, nos Aflitos. Imagens que circulam nas redes sociais registram o momento exato em que as uniformizadas entram em confronto. Os vídeos ainda mostram objetos sendo arremessados em direção ao patrimônio do Náutico enquanto motoristas trafegavam pelo local.

Presidente do Náutico, Bruno Becker, agride torcedor do Sport nos camarotes

O clássico entre Sport e Náutico  teve muitas polêmicas fora de campo e a principal envolveu o presidente do Náutico, Bruno Becker.  Em vídeo que viralizou nas redes sociais, o mandatário alvirrubro agride um torcedor do Sport nos camarotes da Ilha do Retiro. Pelas imagens, o rubro-negro começou a provocar, quando Becker, no camarote ao lado, abre a janela e desfere um tapa, que acerta o boné do torcedor. A partir deste momento, tem início um grande bate-boca entre as pessoas que estavam no camarote cedido aos alvirrubros e o dos rubro-negros. O caso foi levado à Delegacia do Torcedor no estádio.

Ainda fora de campo, o Náutico demorou mais a chegar à Ilha do Retiro devido uma a mudança de rota. Segundo o técnico Hélio dos Anjos, na coletiva pós-jogo, a alegação foi por conta de segurança. Já antes do jogo, os alvirrubros reclamaram das fumaças amarela e preta soltadas perto dos torcedores na arquibancada.

Diario de Pernambuco

 

Governo de Pernambuco entra com petição para que Justiça determine extinção das Torcidas Organizadas

(Foto: Ilustração)

O Governo de Pernambuco, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE) protocolou nesta sexta (14), junto à 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca do Recife, um requerimento solicitando o julgamento imediato e simultâneo de duas ações que pedem a dissolução definitiva da personalidade jurídica das chamadas “torcidas organizadas” em todo o território do Estado de Pernambuco. As ações têm como réus a Torcida Jovem, a Fanáutico e a Inferno Coral, e objetivam, em definitivo, a proibição do acesso, permanência ou reuniões das “torcidas organizadas” dentro e fora dos estádios.

O documento, assinado pelo Procurador-Geral do Estado, Ernani Medicis, toma como referência os últimos incidentes envolvendo as organizações. O requerimento mostra que o Estado de Pernambuco é parte interessada das Ações Ordinária n. 0018056-45.2014.8.17.0001 e Civil Pública (ACP) Nº 0118424-33.2012.8.17.0001.

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O Estado de Pernambuco ajuizou Ação Civil Pública de Responsabilidade por Danos Materiais, Morais Coletivos e Sociais contra as torcidas Inferno Coral, Fanáutico e Terror Bicolor (Paysandu), que entraram em confronto na noite de 8 de setembro de 2015, após jogo entre o Paysandu e o Santa Cruz, no Estádio do Arruda, pela Série B do Campeonato Brasileiro. A briga entre os torcedores aconteceu nas imediações da sede do Clube Náutico Capibaribe, na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, no bairro dos Aflitos, no Recife, levando pânico à população dos bairros da Zona Norte da capital.

Além da violência perpetrada pelos integrantes das torcidas organizadas, houve intensas ações de vandalismo no local, com depredação do patrimônio público e privado, incluindo-se a própria sede do Náutico, estabelecimentos comerciais e veículos estacionados no pátio interno do clube de futebol e nas ruas próximas a ele. A briga transformou o local numa praça de guerra por cerca de meia hora – com vândalos arremessando pedras, pedaços de madeira, concreto e rojões – e só terminou com a intervenção da polícia.

A presença das torcidas organizadas dos times pernambucanos nos estádios de futebol é proibida desde 2004, porém a medida não tem sido suficiente para coibir a prática de atos de vandalismo e selvageria fora dos espaços desportivos. Na petição da Ação Civil Pública, a Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) salienta que “é necessário que, quando tais atos ocorram, as torcidas organizadas sejam responsabilizadas em todas as esferas cabíveis, inclusive nessa esfera civil, seja para fins de reparação pelas perdas e danos causados, seja com o intuito de se ter mais um mecanismo com real eficácia de desestímulo à prática de novas transgressões”.

A proposição da ação faz parte de uma série de medidas que o Governo do Estado vem tomando contra as organizadas, desde o confronto de setembro. Com a medida judicial, objetiva-se atingir o coração financeiro dessas entidades. “É um mecanismo muito bom para obter sanção efetiva, atingindo a questão patrimonial”, avalia o procurador-geral do Estado, César Caúla. Na ação, o Estado pede o arbitramento judicial dos valores das indenizações.

A petição inicial foi assinada pelo procurador do Estado Carlos Alberto Carvalho e pelos procuradores-chefes-adjuntos do Contencioso, Luciana Roffé e Fernando Farias.