Lula “culpa” Haddad por taxa das blusinhas: ‘Achava que era bom’

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta sexta-feira (22), que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad tinha “convicção” de que a chamada “taxa das blusinhas” era “uma coisa boa”. A taxa federal, que consistia na cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras de até 50 dólares em plataformas online no exterior, foi zerada na semana passada, em um recuo do governo após pesquisas mostrarem a alta desaprovação da medida.

– Tinha muita pressão dos varejistas de São Paulo e Rio de Janeiro. Então, quando o Haddad fez, ele acreditava realmente que era uma coisa boa. E ele falou comigo com convicção de que era coisa boa para proteger a indústria nacional – afirmou Lula, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

Lula disse que, apesar de uma resistência inicial, Haddad “se deu conta de que tinha um problema”.

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Quaest mostra melhora na aprovação de Lula e redução da rejeição ao governo

Diferença entre aprovação e desaprovação caiu de nove para três pontos percentuais

Além de apontar empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições de 2026, a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra uma melhora nos índices de aprovação do governo federal.

Segundo o levantamento, a desaprovação do presidente caiu de 52% em abril para 49% em maio. Já a aprovação subiu de 43% para 46%. Com isso, a diferença entre os dois indicadores, que era de nove pontos percentuais, caiu para apenas três.

A avaliação negativa da gestão também apresentou recuo. Em abril, 42% dos entrevistados classificavam o governo como negativo. Agora, esse percentual caiu para 39%. Ao mesmo tempo, a avaliação positiva subiu de 31% para 34%. Os que consideram o governo regular passaram de 26% para 25%.

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Fim da “taxa das blusinhas” preocupa Polo Têxtil do Agreste e acende alerta para empregos em Pernambuco

Setor de confecções do Agreste teme perda de competitividade com a suspensão da taxação sobre compras internacionais de até US$ 50

A decisão do governo federal de zerar o imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como fim da “taxa das blusinhas”, acendeu um sinal de alerta no Polo Têxtil do Agreste de Pernambuco.

Representantes do setor avaliam que a medida pode prejudicar a indústria regional, que reúne milhares de empresas e é responsável por uma das principais cadeias de geração de emprego e renda do estado.

O CEO do Rota do Mar, Arnaldo Xavier, classificou a concorrência com plataformas asiáticas como desleal. Segundo ele, enquanto produtos importados chegam ao consumidor com menor carga tributária, a indústria nacional enfrenta uma estrutura de custos muito mais elevada.

O Polo Têxtil do Agreste, formado por cerca de 17 municípios, com destaque para Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, movimentou R$ 18,6 bilhões em 2025, crescimento de 19,2% em relação ao ano anterior.

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Após defender a cobrança como instrumento para proteger a indústria nacional, Planalto agora extingue o imposto sobre compras de até US$ 50 e adota discurso voltado ao alívio para consumidores de baixa renda

Em ano eleitoral, medidas de forte apelo popular costumam ganhar espaço no discurso e na agenda dos governos. Foi exatamente isso que aconteceu com a chamada “taxa das blusinhas”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (12) uma medida provisória que zera o imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, beneficiando consumidores que utilizam plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

A decisão representa uma mudança significativa em relação ao posicionamento adotado pelo próprio governo quando a cobrança foi criada e defendida como necessária para combater fraudes, reforçar a arrecadação e proteger a indústria nacional.

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