Fim da “taxa das blusinhas” preocupa Polo Têxtil do Agreste e acende alerta para empregos em Pernambuco

Setor de confecções do Agreste teme perda de competitividade com a suspensão da taxação sobre compras internacionais de até US$ 50

A decisão do governo federal de zerar o imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como fim da “taxa das blusinhas”, acendeu um sinal de alerta no Polo Têxtil do Agreste de Pernambuco.

Representantes do setor avaliam que a medida pode prejudicar a indústria regional, que reúne milhares de empresas e é responsável por uma das principais cadeias de geração de emprego e renda do estado.

O CEO do Rota do Mar, Arnaldo Xavier, classificou a concorrência com plataformas asiáticas como desleal. Segundo ele, enquanto produtos importados chegam ao consumidor com menor carga tributária, a indústria nacional enfrenta uma estrutura de custos muito mais elevada.

O Polo Têxtil do Agreste, formado por cerca de 17 municípios, com destaque para Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, movimentou R$ 18,6 bilhões em 2025, crescimento de 19,2% em relação ao ano anterior.

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