
Diferença entre aprovação e desaprovação caiu de nove para três pontos percentuais
Além de apontar empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições de 2026, a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra uma melhora nos índices de aprovação do governo federal.
Segundo o levantamento, a desaprovação do presidente caiu de 52% em abril para 49% em maio. Já a aprovação subiu de 43% para 46%. Com isso, a diferença entre os dois indicadores, que era de nove pontos percentuais, caiu para apenas três.
A avaliação negativa da gestão também apresentou recuo. Em abril, 42% dos entrevistados classificavam o governo como negativo. Agora, esse percentual caiu para 39%. Ao mesmo tempo, a avaliação positiva subiu de 31% para 34%. Os que consideram o governo regular passaram de 26% para 25%.
A pesquisa mostra ainda uma mudança na percepção do noticiário sobre o governo. Para 43% dos entrevistados, predominam notícias negativas sobre a administração federal, contra 48% no levantamento anterior. Já o percentual dos que afirmam ver mais notícias positivas subiu de 23% para 32%. Outros 21% disseram não acompanhar notícias sobre o governo.
Nas últimas semanas, o Palácio do Planalto anunciou uma série de medidas com forte apelo popular, como a nova edição do programa Desenrola Brasil, voltada à renegociação de dívidas de famílias endividadas, o plano nacional de enfrentamento ao crime organizado e a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50.
De acordo com a Quaest, 50% dos entrevistados consideram o Desenrola 2.0 uma boa iniciativa para ajudar pessoas endividadas, enquanto 48% acreditam que o programa terá grande impacto na vida das famílias.
Quando questionados sobre a possibilidade de um novo mandato de Lula, 55% afirmaram que o presidente não deveria concorrer à reeleição, índice inferior aos 59% registrados em abril. Já 41% disseram que ele merece continuar no cargo, ante 38% no mês anterior.
Os números indicam uma recuperação gradual da imagem do governo, embora a maioria dos entrevistados ainda se mostre contrária à continuidade de Lula por mais quatro anos.



