Canudo que detecta metanol: universidade brasileira desenvolve tecnologia

Pesquisadores do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) trabalham no desenvolvimento de um canudo que identifica a presença de metanol e outras substâncias usadas para adulterar bebidas.

A criação do dispositivo ocorre a partir de outra tecnologia produzida pelo mesmo departamento, capaz de identificar destilados fraudados mesmo com as garrafas ainda lacradas.

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Datafolha: anistia de Bolsonaro é rejeitada por 54% dos brasileiros; 39% apoiam

De acordo com pesquisa do Datafolha, divulgada sábado (13), a maioria dos brasileiros é contra o Congresso Nacional aprovar a anistia para livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ideia foi rejeitada por 54% dos entrevistados, enquanto 39% deles a defendem.

O estudo foi feito nos dias 8 e 9 deste mês, ainda antes do político receber a sentença, na quinta-feira (11), de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A pesquisa teve a participação de 2.005 eleitores, de 113 cidades do país. Entre eles, 2% disseram ser indiferentes ao tema e 4% não souberam opinar. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos.

A pesquisa também aponta que 61% dos entrevistados são contra qualquer tipo de perdão aos condenados pela invasão e depredação dos prédios do Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional e Palácio do Planalto nos ataques do 8 de janeiro de 2023. Nesse caso, 33% se disseram a favor da anistia.

O Nordeste foi a região que registrou menor apoio à anistia. A medida é rejeitada por 63% dos nordestinos, com margem de erro de quatro pontos.

Segundo o material, a anistia ganha força entre os mais ricos (50% a favor, 46% contra, com margem de dez pontos), sulistas (46% a 44%, margem de seis pontos), moradores do Norte/Centro-Oeste (48% a 45%, margem de seis pontos) e entre evangélicos (52% a 40%, margem de quatro pontos).

O apoio à prisão de Bolsonaro também foi medido. O levantamento mostra que 50% dos entrevistados são favoráveis à apreensão do ex-presidente, enquanto 43% são contra.

Diario de Pernambuco

Datafolha: prisão de Bolsonaro tem apoio de 50% dos brasileiros e oposição de 43%

Pesquisa Datafolha divulgada há pouco revela que 50% dos brasileiros defendem a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e crimes correlatos, enquanto 43% são contra a medida.

O levantamento ouviu 2.005 eleitores na segunda (8) e na terça-feira (9), em meio ao julgamento de Bolsonaro, em 113 cidades do País. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

Em abril, primeira ocasião da pergunta aos participantes, 52% eram a favor da prisão do ex-presidente e 42%, contra. Já em julho, houve um empate técnico: 48% a 46%, respectivamente. A distância voltou a ser retomada na pesquisa atual.Sobre a crença na execução da pena, em abril, 52% responderam que Bolsonaro escaparia de ser preso, contra 41%, o que ficou estável na pesquisa de julho (51% a 40%). Já na semana passada, em meio ao julgamento, 50% acreditavam que o ex-presidente iria para a cadeia, ante 40%.

Estadão Conteúdo

Quaest: julgamento de trama golpista é criticado por 64% nas redes

Julgamento do ex-presidente e aliados começou nesta terça-feira (2/9) no STF

Monitoramento realizado pela Quaest nas redes sociais a respeito do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus nesta terça-feira (2/9). A apuração verificou que a hashtag #BolsonaroFree gerou o maior volume de menções contrárias ao julgamento, com 64%.

O monitoramento apurou que dentro da narrativa pela liberdade de Bolsonaro, uma publicação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), na rede social, X foi a que teve o maior alcance (2.254.218). A senadora publicou um texto no qual aponta o que ela considera fraudes no processo e pede a suspensão do julgamento.

Uma publicação do Metrópoles no Instagram, com sentimentou neutro, foi a terceira em número de alcance nas redes, com 214.768. Na rede social X, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) foi o autor da segunda maior publicação em número de alcance: 920.972.

As publicações que comemoram a realização do julgamento representam 19% do total, conforme a Quaest. O baixo volume é atribuído, pelo instituto, à uma ausência de coordenação na mobilização.

Contra o julgamento de Bolsonaro, destaca-se a tag “#Bolsonarofree”. Já as menções que comemoram o julgamento são pulverizadas. As principais delas são: “#Bolsonarocondenado”, “soberania é justiça” e “BolsonaroNaCadeia”.
A Quaest destaca ainda que houve um pico de buscas sobre o julgamento no Google, principal buscador da internet. A procura pelo assunto teve como foco o interesse em assistir à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF).

IBGE: Pernambuco está em 21º lugar em fornecimento de água e 11º em saneamento básico

Com 75,1% dos domicílios atendidos por rede geral de abastecimento, Pernambuco ocupa a 21ª colocação nacional em fornecimento de água e segue entre os estados com maiores fragilidades em saneamento básico. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (22).

O estudo, referente a 2024, revela que o acesso à água tratada ainda não é universal no estado, especialmente nas áreas rurais, onde 39,7% dos lares dependem de fontes alternativas, como rios, açudes e caminhões-pipa. No ranking nacional, Pernambuco aparece atrás de 20 unidades da federação no quesito fornecimento de água, um dos indicadores mais críticos da pesquisa.

O esgotamento sanitário também preocupa. Apenas 51,4% dos domicílios pernambucanos possuem ligação à rede ou fossa séptica conectada à rede geral. Esse percentual coloca o estado na 11ª posição do país, empatado com Sergipe. No campo, a situação é ainda mais desafiadora: só 1,46% das moradias contam com escoamento adequado, enquanto 51,6% utilizam soluções precárias, como fossas rudimentares, valas ou lançamento em corpos d’água.

A coleta de lixo apresentou avanço nos últimos anos, mas ainda enfrenta desigualdades. Em 2024, 87,5% dos domicílios pernambucanos foram atendidos, sendo 82,8% por coleta direta e 4,8% por caçamba. Apesar do índice, que garante ao estado a 18ª colocação nacional, cerca de 10% das residências ainda queimam resíduos no próprio terreno, prática comum em áreas rurais, onde mais da metade das propriedades adota essa alternativa.

Para Fernanda Estelita, Gerente de Planejamento e Administração do IBGE em Pernambuco, os dados expõem desafios persistentes de infraestrutura e desigualdade territorial. “Os resultados mostram que, embora haja avanços na coleta de resíduos, o acesso a serviços essenciais como água e esgoto ainda é insuficiente, principalmente fora dos centros urbanos. Isso impacta diretamente a qualidade de vida e a saúde da população”, avalia.

O levantamento também aponta que o abastecimento de água via rede geral no estado manteve-se relativamente estável em relação a anos anteriores, mas distante da universalização. Em 2016, 90,2% dos domicílios urbanos tinham acesso; em 2024, esse índice recuou para 84,7%. Já na zona rural, o percentual caiu de 22,1% para 17,4% no mesmo período.

O Diario de Pernambuco entrou em contato com a Compesa, mas não obteve retorno.

Diario de Pernambuco

Quaest: 51% aprovam governo Raquel Lyra em Pernambuco, e 45% desaprovam

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (22) aponta que o governo Raquel Lyra (PSD) é aprovado por 51% dos eleitores pernambucanos, enquanto 45% desaprovam sua gestão. O resultado aponta que os indicadores estão em empate técnico dentro do limite da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou menos.O levantamento aponta uma estabilidade da aprovação do governo entre fevereiro deste ano e agora. Na pesquisa anterior, Raquel Lyra tinha os mesmos 51% de aprovação. Já a desaprovação era de 44%.
A porcentagem de pessoas que não souberam ou não responderam foi de 4%. Na pesquisa anterior, eles eram 5%.

Aprovação do governo Raquel Lyra em PE
Pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de agosto. Margem de erro é de 3 pontos percentuais:

  • Aprova: 51% (eram 51% em fevereiro);
  • Desaprova: 45% (eram 44%);
  • Não sabe/não respondeu: 4% (eram 5%).

O levantamento foi contratado pela Genial Investimentos e feito entre os dias 13 e 17 de agosto. Foram ouvidos 1.104 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%.

Avaliação do governo de Pernambuco
A pesquisa aponta também que 36% avaliam o governo Raquel Lyra como regular. Em fevereiro, eram 37%:

  • Regular: 36% (eram 37% em fevereiro de 2025);
  • Positivo: 32% (eram 32%);
  • Negativo: 28% (eram 26%);
  • Não sabem/não responderam: 4% (eram 5%).

Recorte por faixa etária
De 16 a 30 anos: 36% analisam o governo Raquel como regular, 33% como positivo, 23% negativo e 8% não sabem/não responderam;
De 31 a 50 anos: 39% avaliam como regular, 33% como negativo, 27% positivo e 1% não sabe/não respondeu;
51 anos ou mais: 37% avaliam como positivo, 32% como regular, 27% negativo e 4% não sabem/não responderam.

Avaliação do governo por renda domiciliar
Até 2 salários mínimos: 34% avaliam como regular, 31% negativo, 30% positivo e 5% não sabem/não responderam;
Mais de 2 salários mínimos a 5 salários mínimos: 42% avaliam como regular, 32% positivo, 22% negativo e 4% não sabem/não responderam;
Mais de 5 salários mínimos: 40% avaliam como positivo, 30% negativo, 26% regular e 4% não sabem/não responderam.

Intenção de voto para governador em 2026

A pesquisa Quaest também perguntou em quem o eleitor votaria para governador em 2026 se as eleições fossem hoje (veja vídeo acima).
João Campos (PSB): 55%;
Raquel Lyra (PSD): 24%;
Gilson Machado (PL): 6%;
Eduardo Moura (Novo): 4%;
Indecisos: 4%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 7%.

Reeleição
O levantamento também questionou se Raquel Lyra merece ser reeleita.
Não: 54% (eram 52% em fevereiro);
Sim: 43% (eram 44%);
Não sabem/não responderam: 3% (eram 4%).

G1Petrolina

Aprovação de Lula cresce e vai a 46%, aponta pesquisa Genial/Quaest

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu pela segunda vez consecutiva e chegou a 46%, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 20. A desaprovação recuou no limite da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e foi a 51%, ainda acima da aprovação. A melhora foi puxada pela região Nordeste, beneficiários do Bolsa Família e eleitores com 60 anos ou mais. Em julho, na última rodada do levantamento, os que aprovavam o trabalho do presidente eram 43% e os que reprovavam, 51%.

O levantamento entrevistou presencialmente 12.150 pessoas com 16 anos ou mais, sendo 2.004 para o cenário nacional e o restante para as análises estaduais, entre os dias 13 a 17 de agosto. O nível de confiança é de 95%. A recuperação de Lula ocorreu principalmente na região Nordeste, a única em que ele é mais aprovado do que desaprovado. O petista ganhou 7 pontos de aprovação, saindo de 53% para 60%, o maior percentual registrado no ano. A desaprovação caiu no mesmo ritmo para 37%.

O presidente também registrou melhora na região Sul, onde a aprovação foi de 35% para 38%, mas o índice ainda é inferior à desaprovação, que permaneceu em 61%; nas regiões Centro-Oeste e Norte, que foram agrupadas pela pesquisa, os que aprovam a gestão petista cresceram de 40% para 44%, e a reprovação caiu de 55% para 53%. A região Sudeste foi a única em que não houve variação fora da margem de erro. A aprovação oscilou positivamente em dois pontos porcentuais, para 42%, e a desaprovação negativamente em um ponto, para 55%.

Lula recuperou a popularidade entre os eleitores que recebem Bolsa Família. Ele começou o ano com 61% de aprovação neste grupo, mas o porcentual caiu sucessivamente até chegar a 50% em julho. Agora, subiu para 60%. Entre aqueles que não recebem o benefício, o presidente é aprovado por 43%.

No recorte por idade, o maior crescimento foi entre os eleitores com 60 anos ou mais. Antes em empate técnico (48% de aprovação contra 46% de desaprovação), o placar agora é de 55% de eleitores que aprovam Lula contra 42% que desaprovam. Também houve melhora na faixa dos 16 a 34 anos, mas a desaprovação ainda é superior à aprovação: 54% a 43%, ante 58% a 38% na última rodada. Para Felipe Nunes, CEO da Quaest, a melhora na aprovação de Lula é fruto da combinação de fatores políticos e econômicos.

“A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”, disse ele. Segundo a Quaest, 48% dos eleitores consideram que Lula e o PT são os dois atores que estão fazendo o que é mais certo na crise desencadeada pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

Bolsonaro e seus aliados foram citados por 28%, enquanto 15% responderam nenhum dos lados; 9% não souberam ou não responderam. A percepção sobre o preço dos alimentos no mercado também melhorou: para 18% (antes eram 8%), os preços caíram, enquanto 60% afirmam que subiram (eram 76%). Outros 20% disseram que ficou igual (14%). Avaliação negativa fica estável e continua maior do que positiva. A pesquisa Genial/Quaest também mediu a avaliação dos eleitores sobre a gestão Lula. A maior parte dos entrevistados, 39%, disse ter uma opinião negativa do governo, 31% consideram que o trabalho é positivo e 27% como regular, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Na rodada anterior em julho, eram 40% de negativo, 28% de positivo, 28% de regular e 4% de indecisos.

Estadão Conteúdo

Quaest: percepção sobre melhora na economia sobe pela 3ª vez seguida

Para 22% dos entrevistados da Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (20), a economia brasileira melhorou nos últimos 12 meses. O índice foi atingido após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter o pior resultado em março deste ano, desde o início da série histórica do levantamento, iniciado em agosto de 2023.

Após os 16% em março que viam melhoria, o indicador passou para 18% em maio, 21% em julho e agora chega aos 22%. Ainda assim, há 46% que consideram que houve piora na economia nos últimos 12 meses. Outros 30% avaliam que ficou do mesmo jeito e houve 2% que não souberam opinar ou não responderam.

Os entrevistados também foram perguntados a respeito do preço dos alimentos. Para essa questão, 60% têm a percepção de que os produtos subiram no último mês contra 76% que pensavam assim no mês anterior. O percentual dos que consideram que os preços reduziram passou de 8% para 18%, entre julho e agosto.

Diario de Pernambuco

Ipsos-Ipec: 38% dos brasileiros aprovam início do pontificado de Leão XIV; 5% reprovam e 29% ainda não opinam

 

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada neste domingo, 17, aponta que 38% dos brasileiros avaliam que os dois primeiros meses do pontificado do papa Leão XIV foram positivos: 14% o consideram ótimo e 24%, bom.

Quase um terço, 29%, ainda não formaram uma opinião sobre Leão XIV e disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta. Outros 28% avaliam o Papa como regular e 5% como ruim (1%) ou péssimo (4%).

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Pesquisa Datafolha: 35% culpam Lula por tarifaço e 22%, Bolsonaro

Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (16) revela que 35% dos entrevistados atribuem a responsabilidade pelo tarifaço ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 22% associam a questão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 17%, ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsoanro (PL-SP).

O outro nome que aparece como possível responsável pelas tarifas impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com 15%. Os que não atribuem o problema a nenhuma das figuras são 3%, os que responsabilizam todos equivalem a 1% e os que não sabem somam 7%.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 113 municípios brasileiros nos dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro considerada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança divulgado equivale a 95%.

Metrópoles

Planalto encomenda pesquisas sobre tarifaço de Trump

Integrantes do Palácio do Planalto solicitaram pesquisas para medir como a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos do Brasil está sendo recebida pela opinião pública. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, o objetivo central do levantamento é entender os efeitos políticos do episódio, com atenção especial para a percepção da população sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das linhas adotadas pelo governo federal é transformar a taxação em um tema político, responsabilizando Bolsonaro e seus aliados pela tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Na noite de quarta-feira, 9, ministros com atuação direta no núcleo político do governo, como Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), usaram as redes sociais para reforçar esse posicionamento.

Ambos destacaram a diferença entre os projetos políticos dos dois líderes: enquanto Lula “luta para taxar os super-ricos”, Bolsonaro, segundo eles, “quer taxar o Brasil”.

A Tarde

 

Pesquisa Datafolha mostra que 57% se dizem a favor de permitir reeleição

Pesquisa Datafolha mostra que 57% dos brasileiros são a favor de permitir que presidentes, governadores e prefeitos disputem a reeleição, enquanto 41% são contrários à possibilidade. Os outros 2% disseram não saber responder.

O resultado vai na contramão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com a reeleição no Executivo e unificar a duração dos mandatos e as datas das eleições. O texto, que foi aprovado em maio pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (PEC 12/2022), agora está em tramitação no Senado.

O levantamento Datafolha indica, contudo, que 59% da população apoia a ampliação de todos os mandatos eletivos de quatro para cinco anos, conforme prevê a PEC. Já 37% são contrários. O restante se diz indiferente ou que não sabe responder. Caso a PEC em questão seja aprovada, mudanças seriam feitas de forma gradual e não afetariam as eleições de 2026.

A pesquisa Datafolha mostra maior apoio à reeleição presidencial entre os jovens de 16 a 24 anos, os menos escolarizados e os mais pobres. O índice também é superior entre os eleitores que aprovam o atual governo Luiz Inácio Lula da Silva (74%) e os mais identificados com o PT (71%), em comparação aos que preferem o PL (48%), partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O número não varia tanto considerando a cor ou religião dos entrevistados. O Datafolha entrevistou presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 10 e 11 de junho, em 136 municípios em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Estadão Conteúdo

PoderData – Desgaste do governo Lula se aprofunda: desaprovação avança e aprovação recua

Maioria dos brasileiros desaprova governo Lula, mostra nova pesquisa

Um levantamento do instituto PoderData, divulgado nesta terça-feira (3), revela que a desaprovação ao governo Lula (PT) segue em alta, enquanto a aprovação mantém tendência de queda — mesmo que, neste último caso, a oscilação esteja dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais.

Segundo os dados, 56% dos eleitores desaprovam a gestão do presidente, enquanto apenas 39% a aprovam. As entrevistas foram realizadas por telefone com 2.500 pessoas em 218 municípios, abrangendo as 27 unidades da federação, entre os dias 31 de maio e 2 de junho.

Nos últimos dois meses, a desaprovação cresceu três pontos, ao passo que a aprovação recuou de 41% para 39%. O contraste é ainda mais evidente quando se observa a evolução desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023, quando ele contava com 52% de aprovação e 39% de desaprovação — uma diferença de 13 pontos a seu favor.

Hoje, o cenário se inverteu: a avaliação negativa supera a positiva em 17 pontos percentuais, indicando um desgaste crescente na imagem do presidente junto ao eleitorado.

EDITORIAL: Os números da pobreza em Pernambuco: Menos propaganda, mais ação

Nesta segunda-feira (2), o governo do Estado de Pernambuco divulgou, com tom de celebração, os números da Pnad Contínua do IBGE sobre pobreza e extrema pobreza no estado. Os dados indicam que, em 2024, 40,3% da população pernambucana ainda vive em situação de pobreza e 6,3% está na extrema pobreza.

Apesar da narrativa oficial apontar para avanços – como a saída de 698 mil pessoas da pobreza e de 288 mil da extrema pobreza –, é impossível ignorar a gravidade do cenário atual: quase metade da população do estado ainda enfrenta privações severas, muitas vezes sem acesso adequado à alimentação, moradia digna, saúde e educação.

A gestão estadual associa a suposta melhoria ao crescimento econômico dos últimos 15 anos, ao aumento do emprego e à elevação da renda. Mas é preciso ir além da propaganda. O que vemos nas ruas, nas periferias, na zona rural e nos sinais de trânsito é um povo passando dificuldades enquanto a classe política vive cercada de privilégios, assessores, carros oficiais e discursos prontos.

Pernambuco, que em 2022 tinha 50,8% da população pobre e 12,2% na extrema pobreza, conseguiu uma redução importante em termos percentuais. Mas isso não pode servir de escudo para esconder o que salta aos olhos: a fome ainda ronda os lares mais humildes, crianças vão à escola com fome, famílias sobrevivem com auxílio insuficiente e muitos trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas para garantir o básico.

Enquanto isso, milhões são gastos com publicidade institucional para “vender” um estado que só existe nos comerciais. É hora de menos marketing e mais políticas públicas reais, estruturadas, contínuas e transparentes. A população não quer números bonitos em relatórios; quer dignidade no prato, no bolso e na vida.

Pernambuco precisa, sim, reconhecer os avanços, mas precisa principalmente encarar a dura realidade social com seriedade, coragem e prioridade. Não basta criar programas para estatísticas — é necessário mudar realidades. E isso só acontece com planejamento, fiscalização, descentralização de recursos e, acima de tudo, compromisso com os que mais precisam.

A sociedade quer mais do que manchetes otimistas: quer ações concretas, imediatas e sustentáveis, que respeitem a dignidade do povo e combatam as desigualdades com responsabilidade, e não com promessas vazias ou propaganda disfarçada de informação.

Waldiney Passos

Lula lidera pesquisa para eleições de 2026 em todos os cenários, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (05), mostra que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sairia na frente numa disputa com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se as eleições presidenciais de 2026 fossem hoje. Bolsonaro está inelegível após condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nos cinco cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha, Lula aparece na vantagem.

Numa disputa com Lula e Bolsonaro, o primeiro teria 36% e o ex-presidente, 30%. Ciro Gomes (PDT) teria 12%, Pablo Marçal (PRTB), 7%, o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), 5%, e 9% votariam em branco/nulo ou nenhum, além de 2% afirmarem não saber.

Sem Bolsonaro e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa, Lula teria 35%, contra 15% do ex-ministro de Bolsonaro, 11% de Ciro, 11% de Marçal, 5% de Ratinho Junior (PSD), que é governador do Paraná, 3% de Leite, 3% do governador mineiro, Romeu Zema (Novo), 2% de Ronaldo Caiado (União Brasil), que comanda Goiás, 11% em branco/nulo/nenhum e 3% que não saberiam.

Com Eduardo Bolsonaro (PL) na corrida, Lula também teria 35%, e em segundo lugar ficaria Ciro Gomes, com 12%. Já o filho de Bolsonaro teria 11% na terceira posição. Depois viriam Marçal (10%), Ratinho (6%), Zema (4%), Leite (4%) e Caiado (3%).

Se Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama, entrasse na eleição, ficaria em segundo lugar com 15%, e Lula na vantagem, com 35%. Nesse cenário o Datafolha ainda colocou Ciro Gomes (12%), Pablo Marçal (10%), Ratinho Junior (5%), Romeu Zema (4%), Leite (3%) e Caiado (3%). Por fim, num cenário apenas com Lula, Tarcísio e Marçal, o petista teria 43%, o governador de SP, 24%, e Marçal, 15%.

Sem Lula ou Bolsonaro

O Datafolha também simulou cenário sem Bolsonaro nem Lula, mas com nomes como de Ciro, Tarcísio, Marçal e Fernando Haddad, ministro da Fazenda de Lula. Nesse eventual pleito, Haddad teria 15%, em terceiro lugar, contra 16% de Tarcísio na segunda posição e 19% de Ciro Gomes, na liderança.

Num cenário sem Lula mas com Bolsonaro, Ciro, Haddad, Marçal e Leite, o ex-presidente lideraria com 32%, seguido por Ciro com 20% e Haddad com 17%. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa foi realizada com 3.054 pessoas de 16 anos ou mais em 172 municípios pelo Brasil nos dias 1º a 3 de abril. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Estadão

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