Oscar 2026: Brasil sai sem prêmios e “Uma Batalha Após a Outra” domina a premiação

A cerimônia do Oscar 2026, realizada neste domingo (15), revelou os principais destaques do cinema mundial e consagrou produções que marcaram a temporada de premiações. A 98ª edição da premiação da Academia aconteceu em Hollywood, nos Estados Unidos, reunindo artistas, diretores e produtores de todo o mundo.

O grande vencedor da noite foi o filme “Uma Batalha Após a Outra”, dirigido por Paul Thomas Anderson, que conquistou seis estatuetas, incluindo as categorias mais importantes da premiação: Melhor Filme e Melhor Diretor.

O longa, estrelado por Leonardo DiCaprio, recebeu amplo reconhecimento da crítica e já vinha sendo apontado como um dos favoritos ao prêmio ao longo da temporada.

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“O Agente Secreto” leva o Recife ao Oscar e atrai interesse para mais produções pernambucanas

Após uma intensa trajetória, chega a tão aguardada noite em que o cinema pernambucano finaliza a mais prestigiosa temporada de sua história. Vença ou não o Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco, “O Agente Secreto” levou a música, as lendas, o imaginário e as ruas do Recife a uma participação histórica na festa mais assistida do cinema mundial. Entretanto, a coragem e a autoralidade da produção pernambucana já são respeitadas no mundo afora há muito tempo.

É o que aponta o pesquisador e crítico de cinema Paulo Cunha ao destacar a pluralidade do audiovisual do estado em conversa com o Diario. “Todo o interesse na possibilidade de um filme rodado no Recife ganhar o Oscar em uma ou mais categorias me leva a desejar que o nosso cinema continue heterogêneo, praticado por homens e mulheres de origens diversas”, projeta, refletindo ainda sobre o impacto do longa nas políticas públicas. “Desejo que toda essa visibilidade internacional permita que o nosso modelo de produção, baseado no Funcultura Audiovisual, receba mais recursos para ampliar sua capacidade de gerar filmes originais pelos próximos anos”, torce.

A singularidade do cinema pernambucano também foi destacada pelo próprio Kleber Mendonça Filho, diretor de “O Agente Secreto”, em entrevista ao Diario em janeiro deste ano. “O cinema pernambucano é o mais autoral do Brasil”, disse na ocasião, ao lembrar de títulos que ajudaram a construir esse legado, como “Amarelo Manga”, de Cláudio Assis, e “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes, além de seus próprios filmes, como “O Som ao Redor” e “Aquarius”. “São obras tão profundamente honestas sobre o seu lugar, que conseguem criar uma comunicação enorme”, comenta.

O diálogo com outros cineastas que o antecederam fica ainda mais claro no documentário “Retratos Fantasmas”, em que resgata a memória do Centro do Recife, muitas vezes parafraseando filmes pernambucanos emblemáticos, como o curta “Recife de dentro pra fora”, de Katia Mesel. “Recife é uma cidade como qualquer outra. Fazer um filme aqui é torná-lo uma estrela, como Nova York para os americanos ou Paris para os franceses”, defendeu Kleber.

Mesel também colaborou com parte da trilha sonora de “O Agente Secreto”, resgatando músicas do disco “Paêbirú”, de Lula Côrtes e Zé Ramalho, uma delas ouvidas nos créditos iniciais do filme. Ela explica que Kleber Mendonça e Emilie Lesclaux, produtora (única indicada solo na categoria de Melhor Filme desta edição do Oscar), influenciam positivamente vários nomes da produção pernambucana ao levá-lo à maior festa de Hollywood.

“Eles estão levantando a bola de todo mundo. Essas indicações podem ajudar ainda mais a consolidar a credibilidade de público e a potencialidade de distribuição de filmes fora do eixo do Sudeste. Precisamos muito aqui no Nordeste desse investimento na exibição desse tão múltiplo e poderoso cinema que fazemos aqui há um século”, afirma a cineasta. “Todas as pessoas que frequentam ou não o cinema estão se interessando por esse resultado. Ele representa algo extremamente importante que pode, inclusive, desencadear várias coisas positivas para a nossa cultura cinematográfica”, avalia.

O professor e crítico Alexandre Figueirôa aponta que ver o Recife chegar ao Oscar demonstra como o cinema pernambucano reflete a pujança e a criatividade dos autores brasileiros de modo geral, lembrando a importância da expansão dos investimentos públicos. “O apoio governamental é fundamental para a manutenção do cinema e quando você tem governantes que não olham para a cultura como algo central na economia”, reforça. “É preciso que haja, qualquer que seja o resultado dessa premiação, um cuidado com a descentralização das produções, para estimular cada vez mais os jovens cineastas, inclusive, a manterem essa alta como uma constante também em produções menores”, aponta.

Forte candidato

No páreo com o norueguês “Valor Sentimental”, que concorre em nove categorias, “O Agente Secreto” segue forte na disputa de Melhor Filme Internacional. Esta é a maior chance do longa entre as quatro indicações ao Oscar, podendo se tornar a segunda vitória consecutiva para o Brasil na categoria, após o prêmio de “Ainda Estou Aqui” em 2025. Wagner Moura, na disputa por Melhor Ator, pode se beneficiar da queda vertiginosa da campanha do outrora favorito Timothée Chalamet, de “Marty Supreme”, mas a concorrência com Michael B. Jordan, de “Pecadores”, parece ser a maior pedra no sapato do astro brasileiro.

Pouco é possível prever sobre Melhor Casting, ou Seleção de Elenco, já que se trata da edição inaugural da categoria. Gabriel Domingues, indicado por seu trabalho reunindo o vasto número de atores de “O Agente Secreto”, é o único candidato estrangeiro da lista, o que já reforça a força do filme entre os votantes, mas quem deve prevalecer na disputa é o trabalho feito por Francine Maisler em “Pecadores” ou Cassandra Kulukundis, por “Uma Batalha Após a Outra”, os mesmos trabalhos que estão na briga final pelo maior Oscar da noite, o de Melhor Filme.

Diario de Pernambuco

“O Agente Secreto” festeja carnaval com mais um prêmio antes do Oscar

Em pleno domingo de carnaval, o filme pernambucano “O Agente Secreto” conquistou mais um prêmio para o Brasil antes do Oscar 2026, marcado para 15 de março. Na 41ª edição do Film Independent Spirit Awards, realizada na noite deste domingo (15), a produção dirigida por Kleber Mendonça Filho venceu na categoria de Melhor Filme Internacional.

O Brasil também levou o prêmio de Melhor Fotografia com Adolpho Veloso, por seu trabalho em “Sonhos de Trem”, longa da Netflix também indicado ao Oscar. A coincidência é que foi o ator Wagner Moura, protagonista de “O Agente Secreto”, quem entregou o prêmio a Adolpho.

Diario de Pernambuco

Sean Baker, de “Anora”, se torna a primeira pessoa a ganhar quatro estatuetas por um mesmo filme

Sean Baker, de “Anora”, se tornou a primeira pessoa a ganhar quatro estatuetas do Oscar por um mesmo filme. O diretor recebeu estatuetas de melhor filme, melhor direção, melhor montagem e melhor roteiro original na 97ª edição do Academy Awards, que aconteceu no domingo (2). Apenas Walt Disney tinha conseguido quatro estatuetas numa única premiação, mas por filmes diferentes, em 1954.

“Eu quero agradecer a Academia por reconhecer um verdadeiro filme independente”, disse Sean Baker, quando agradeceu ao principal prêmio da noite.”Anora” é a história de uma profissional do sexo de mesmo nome, que atende um jovem magnata russo e acaba encantada por ele e por todas as possibilidades que lhe apresenta. Quando os pais do jovem resolvem vir da Rússia, enfurecidos com o casamento, ela percebe no que se meteu. O filme foi indicado a seis prêmios e ganhou cinco.

A protagonista, Mikey Madison, foi a grande vencedora do Oscar de melhor atriz, tirando dos brasileiros o sonho de ver Fernanda Torres premiada por “Ainda estou aqui”. O filme brasileiro, no entanto, venceu a categoria de melhor filme internacional, trazendo para casa o primeiro Oscar da história do país.

Agência O Globo

Histórico! Ainda Estou Aqui vence Oscar de Melhor Filme Internacional

Sucesso de crítica e de bilheteria, o filme brasileiro Ainda Estou Aqui fez história neste domingo (2/3) ao ser a primeira produção 100% brasileira a vencer a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. Dirigido por Walter Salles, o filme é estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello e desbancou o favorito à premiação, Emilia Pérez.

Além de Emilia Pérez (França), os outros filmes que concorreram na categoria foram A Garota da Agulha (Dinamarca), A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha) e Flow (Letônia).

Por fim, o cineasta comentou sobre as atrizes que deram vida à Eunice Paiva no filme. “E vai, também, para as mulheres extraordinárias que deram vida à ela, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, acrescentou.

Com a vitória na categoria, Ainda Estou Aqui tornou-se o filme brasileiro de maior destaque na história do Oscar, ultrapassando Central do Brasil (1999), que foi indicado ao prêmio, mas acabou derrotado pelo longa italiano A Vida é Bela.

Comunidade indígena faz ”Ritual da Vitória” para ajudar ”Ainda Estou Aqui” no Oscar

Às vésperas do Oscar 2025, membros de uma comunidade indígena do Amazonas realizaram um ritual na sexta-feira (28), em apoio ao filme ”Ainda Estou Aqui”. A intenção é atrair boas vibrações e ajudar a impulsionar as chances de triunfo do longa-metragem, que concorre a três estatuetas no prêmio da Academia.

O Ritual da Vitória, como é chamada a cerimônia, é precedido pelo Ritual da Guerra, composto por dança e música, e foi realizado na Aldeia Inhaã-bé, localizada nas proximidades do rio Tarumã-Açú, zona rural de Manaus.

A produtora indígena Thaís Kokama, organizadora do evento, destaca que se trata de uma forma de lembrar a história de Eunice Paiva, que tornou-se advogada e lutou pela causa dos povos originários após viver a ditadura militar. “Nossa iniciativa também honra a memória de Eunice Paiva, advogada e ativista indígena que lutou por nossas causas e direitos até o fim de sua vida”, escreveu em seu perfil no Instagram.

Estadão

Em Olinda, o Oscar de Melhor Atriz é de Fernanda Torres e ponto final

E o Oscar de Melhor Atriz vai para… Fernanda Torres. Um dia antes da cerimônia do Oscar 2025, um boneco gigante da atriz brasileira se destacou pelas ladeiras de Olinda, segurando a sonhada estatueta, na manhã deste sábado (1º).

Por onde passava, em Olinda, Fernanda Torres era saudada, numa mostra do quanto os foliões estão na torcida pela brasileira. A apoteose do seu desfile foi em frente ao Palácio dos Governadores, sede da Prefeitura.

Na pequena praça, ponto de encontro de diversas agremiações, Fernanda “cumprimentou” a multidão que começa a se aglomerar a espera dos blocos, sorriu, sempre exibindo a estatueta. Que a presença de Fernanda Torres em Olinda seja um prenúncio do que acontecerá na noite deste domingo (2), em Los Angeles.

Diario de Pernambuco

O filme “Bingo – O rei das Manhãs” vai representar o Brasil no Oscar 2018

Competiam pela vaga outros 22 filmes brasileiros. (Foto: Reprodução)

Segundo anúncio feito na manhã de hoje (15), o filme “Bingo – O rei das Manhãs” foi indicado pelo Brasil para disputar uma vaga e tentar faturar a estatueta do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

“Bingo” é um filme inspirado na vida de Arlindo Barreto, ex-intérprete do palhaço Bozo e estreou nos cinemas em 24 de agosto. Vladimir Brichta é o responsável por dar vida ao protagonista.

Quase todos os acontecimentos do filme têm paralelo com a realidade – embora algumas cenas tenham sido apimentadas no roteiro. “A gente fundiu personagens, inverteu coisas, suprimiu o tempo, porque o filme pede isso”, explica o diretor Daniel Rezende, conhecido pelos trabalhos de edição em “Tropa de elite” (2007), “Diários de motocicleta” (2004) e “Cidade de Deus” (2002). Confira crítica sobre o filme.

Com informações do G1

Oscar: Di Caprio recebe prêmio de melhor ator e Spotlight é escolhido melhor filme

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As atenções se voltaram nesse domingo (28), na cerimônia de entrega do Oscar, realizada no Teatro Dolby, em Los Angeles, nos Estados Unidos, para o prêmio de melhor ator, que finalmente fez justiça a Leonardo Di Caprio, após quatro indicações frustradas. O ator foi laureado por seu trabalho em O Regresso, em que incorpora o explorador vingativo Hugh Glass.

O filme brasileiro O Menino e o Mundo, do diretor Alê Abreu, perdeu, na categoria animação, para Divertida mente, produzido pela Pixar Animation Studios e dirigido por Pete Docter.

A entrega do Oscar aos melhores atores, técnicos e filmes de 2015 foi transmitida para todo o mundo, ao vivo, pela emissora de televisão norte-americana ABC.

Ao receber a premiação, Di Caprio deu um tom ambientalista ao seu discurso. “A mudança climática é real. Isso está acontecendo agora. Esta é a ameaça mais urgente para toda a nossa espécie”, disse. “Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que falam para os povos indígenas, para a humanidade, as vozes que foram abafadas pela política de ganância”,

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Animação brasileira O Menino e o Mundo concorre ao Oscar 2016

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O filme de animação brasileiro O Menino e o Mundo, do diretor paulista Alê Abreu, vai representar o Brasil no Oscar 2016. Em cerimônia realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o longa-metragem foi anunciado entre os indicados, ao lado das animaçõesAnomalisa, Divertida Mente (Inside Out), Shaun, O Carneiro (Shaun the Sheep Movie) e Quando Marnie estava lá (When Marnie was there).

O Menino e o Mundo conta a história de um garoto que mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. O pai abandona o lar e parte para a cidade grande em busca de trabalho e o menino, triste e desnorteado, faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. O filme mostra, pelos olhos da criança, uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas.

O diretor Alê Abreu tem 44 anos e estreou no cinema com a animação Garoto Cósmico, lançada em 2007. O filme O Menino e o Mundo venceu, em 2014, o Festival Inernacional de Animação de Annecy, na França, um dos mais tradicionais festivais dedicados ao gênero. Ao ser indicado ao Oscar 2016, o longa desbancou filmes como O Bom Dinossauro, Home e Minions.

Indicados 2016

A cerimônia do Oscar 2016 será realizada no dia 28 de fevereiro, no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia, e terá como apresentador o comediante Chris Rock. O drama O Regresso,protagonizado por Leonardo DiCaprio (indicado na categoria de Melhor ator), é o líder de indicações, concorrendo a 12 estatuetas. O filme foi o grande vencedor do prêmio Globo de Ouro, realizado no último domingo (10), e é dirigido por Alejandro G. Iñárritu, que na edição de 2015 do Oscar venceu com o filme Birdman.

São destaque também os filmes Mad Max: Estrada da fúria, que concorre em 10 categorias, ePerdido em Marte que conseguiu sete indicações. A cerimônia premia poduções em 24 categorias. Confira as principais:

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