No Chile, ‘Ainda Estou Aqui’ é premiado como o Melhor Filme Ibero-americano

Neste sábado (27), Ainda Estou Aqui recebeu seu mais uma honraria em sua jornada que já soma mais de 60 troféus. Desta vez, o filme de Walter Salles levou a primeira edição do Prêmio Lihuén de Melhor Filme Ibero-americano daa Academia de Artes Cinematográficas do Chile, recebido pela produtora Maria Carlota Bruno.

“O reconhecimento é ainda mais especial por se tratar da primeira edição de um prêmio que celebra o cinema falado em português e espanhol. Descobri que ‘lihuén’ significa ‘luz’ em mapuche. Que bonito que Ainda Estou Aqui receba um prêmio com esse nome, pois o filme busca iluminar a história de Eunice Paiva e sua família e, através dela, a de tantas famílias que sofreram na ditadura”, falou em seu discurso.

Protagonizado por Fernanda Torres, o filme adaptado do livro homônimo de Rubens Paiva segue um dos mais premiados da história do cinema brasileiro.

Diario de Pernambuco

Gilmar Mendes diz que Oscar de ‘Ainda Estou Aqui’ ‘vem em boa hora para o Brasil’

Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes comemorou o Oscar de Ainda Estou Aqui em seu perfil no X, antigo Twitter. “Uma vitória que destaca a força e a resiliência de nossa cultura no mundo”, escreveu ele nesta segunda-feira, 3. “O filme, de maneira sensível, retrata os horrores do regime e suas consequências para a vida dos brasileiros. Eunice Paiva, interpretada com brilhantismo pela Fernanda Torres, é símbolo de resiliência e serve para nos lembrar que a luta pela democracia tem que ser constante”, afirmou o ministro.

Ainda na plataforma, Gilmar Mendes disse que o prêmio vem em boa hora para o País: “Celebramos, neste mês, 40 anos de nossa redemocratização. Em 15 de março de 1985, o então vice-presidente José Sarney tomava posse, encerrando duas décadas de ditadura no País”.

Ainda Estou Aqui levou a estatueta de Melhor Filme Internacional no domingo (02). O longa-metragem, que também tinha sido indicado nas categorias Melhor Filme e Melhor Atriz, mostra a transformação da família do ex-deputado Rubens Paiva depois de seu desaparecimento, com foco em sua mulher, Eunice Paiva. Rubens Paiva foi preso, torturado e morto pela ditadura militar.O filme já foi comentado por outros membros da Corte e foi inclusive citado em decisões sobre crimes ocorridos durante o período. Para o ministro Flávio Dino, o longa atualizou o debate sobre a Lei da Anistia.

Recentemente, o STF reconheceu a repercussão geral de dois casos ocorridos na época – um deles o do desaparecimento de Rubens Paiva. Em um próximo momento, será julgado o mérito das ações. Os ministros decidirão se a Lei da Anistia se aplica aos crimes cometidos ou se os acusados podem ser punidos por eles. Um dos processos trata do desaparecimento de Rubens Paiva e de Mário Alves de Souza Vieira, cujos corpos nunca foram encontrados, e da morte de Helber José Gomes Goulart.

Já o segundo consiste na acusação, por parte do Ministério Público Federal no Pará, dos militares Lício Augusto Ribeiro Maciel e Sebastião Curió Rodrigues de Moura. Maciel é acusado de matar e ocultar os restos mortais de três membros da Guerrilha do Araguaia. Contra Moura, consta a acusação de atuar na ocultação de cadáveres entre 1974 e 1976.

Estadão

Histórico! Ainda Estou Aqui vence Oscar de Melhor Filme Internacional

Sucesso de crítica e de bilheteria, o filme brasileiro Ainda Estou Aqui fez história neste domingo (2/3) ao ser a primeira produção 100% brasileira a vencer a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. Dirigido por Walter Salles, o filme é estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello e desbancou o favorito à premiação, Emilia Pérez.

Além de Emilia Pérez (França), os outros filmes que concorreram na categoria foram A Garota da Agulha (Dinamarca), A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha) e Flow (Letônia).

Por fim, o cineasta comentou sobre as atrizes que deram vida à Eunice Paiva no filme. “E vai, também, para as mulheres extraordinárias que deram vida à ela, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, acrescentou.

Com a vitória na categoria, Ainda Estou Aqui tornou-se o filme brasileiro de maior destaque na história do Oscar, ultrapassando Central do Brasil (1999), que foi indicado ao prêmio, mas acabou derrotado pelo longa italiano A Vida é Bela.

Oscar 2025: O Brasil mais próximo da estatueta do que nunca

O momento tão esperado por todos os brasileiros finalmente chegou, e o clima de copa do mundo não poderia ser diferente. Neste domingo (2), na cerimônia que começa às 21h e será exibida pela Rede Globo, TNT e Max, serão revelados os vencedores da 97ª edição do Oscar, com três indicações históricas de Ainda Estou Aqui colocando as oportunidades de uma sonhada vitória para o país cada vez mais próximas. E as chances de Fernanda Torres fechar o ciclo iniciado por sua mãe, Fernanda Montenegro, indicada a Melhor Atriz 26 anos atrás, estarão em disputa até o último segundo antes da leitura do envelope.

A última vez que o Brasil concorreu a Melhor Filme Internacional foi com o próprio Central do Brasil, também dirigido por Salles e, após a onda de sucesso de Ainda Estou Aqui, que o levou à almejada e inédita nomeação brasileira na categoria de Melhor Filme, as possibilidades de ele sobressair contra o então favorito Emilia Pérez, representante da França que desidratou com polêmicas envolvendo a atriz Karla Sofía Gascón, aumentaram substancialmente. E resta aos brasileiros manter a torcida que provocou comoção em todas as camadas da sociedade e parou as rodas de conversa.

Apesar das vitórias expressivas de Demi Moore, por A Substância, no Sindicato dos Atores, no Globo de Ouro e no Critics’ Choice, muitos especialistas de veículos internacionais apostam na possível rejeição ao gênero terror, o que pode favorecer o estilo clássico e emocionalmente impactante da interpretação de Fernanda Torres como Eunice Paiva. A atriz brasileira, que se tornou um ícone mundial, pediu lá atrás para que não se criasse um clima de copa do mundo. Não teve jeito. O Brasil vem galvanizando a torcida desde a exibição do longa de Salles no Festival de Veneza e, em pleno domingo de carnaval, todos estarão acompanhando a premiação totalmente vidrados.

Demorou meses nessa temporada para aparecer o líder da corrida pela estatueta principal, mas, após a divulgação dos prêmios do Sindicato dos Produtores, dos Diretores e dos Roteiristas, a comédia dramática vencedora Anora passou na frente e é considerado o favorito a Melhor Filme, assim como o seu diretor Sean Baker nas categorias de Direção e Roteiro Original, além das chances reais de uma virada da protagonista Mikey Madison em Melhor Atriz. O sucesso e popularidade do suspense papal Conclave, de Edward Berger, porém, representa uma segunda possibilidade, sobretudo após o filme ganhar o BAFTA e o prêmio de Melhor Elenco do Sindicato dos Atores, também excelentes termômetros.

Mesmo que estatisticamente pouco provável, existe para alguns especialistas na indústria a possibilidade de a aclamação absoluta de Ainda Estou Aqui ter atingido uma proporção maior do que qualquer um poderia prever e o longa brasileiro acabar prevalecendo até na categoria máxima do Oscar 2025. Entre confetes e serpentinas, os sonhos já estão virando realidade.

Nessa edição do Oscar, blockbusters que ficaram entre as maiores bilheterias do ano, como Duna: Parte 2 e Wicked, devem sair da cerimônia com prêmios técnicos pontuais, disputando Melhor Design de Produção, Figurino, Som e Efeitos Visuais. Já o terror extremo A Substância se tornou apenas o 7° longa do gênero a concorrer a Melhor Filme (o último foi Corra!, em 2018) e chega com chances fortes em pelo menos três categorias, incluindo Melhor Atriz, Maquiagem e, talvez Roteiro Original.

O drama ambicioso O Brutalista é a maior ameaça ao ligeiro favoritismo de Sean Baker na categoria de Melhor Direção, já que o diretor Brady Corbet foi reconhecido no Globo de Ouro e no BAFTA e traz consigo um trabalho de realização cheia de virtuosismos técnicos. Adrien Brody, que protagoniza o longa, também vem com força para levar o prêmio de Melhor Ator, mas a vitória de Timothée Chalamet no Sindicato dos Atores por Um Completo Desconhecido levantou uma nova possibilidade.

Na disputa de Melhor Animação, tudo indica que o favorito é Robô Selvagem, que saiu na frente no Annie Awards (o ‘Oscar’ da animação) e concorre ainda a Melhor Som e Trilha Sonora Original, mas não se pode descartar a possibilidade de uma vitória do aclamado Flow, que concorre ainda na categoria de Melhor Filme Internacional, representando a Letônia.

Diario de Pernmbuco

“Ainda estou aqui” conquista prêmio Goya, o mais importante da Espanha

O longa metragem “Ainda estou aqui” dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello levou o prêmio Goya de Melhor Filme íbero-americano, na noite deste sábado (8). Realizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, o Goya é a principal cerimônia de celebração do cinema espanhol.

Na categoria de Melhor Filme Latino-Americano, a obra brasileira concorria com os longas:

“Agarra-me Forte”, do Uruguai;
“O Jóquei”, da Argentina;
“No Lugar da Outra”, do Chile;
“Memórias de Um Corpo que Arde”, coprodução entre Costa Rica e Espanha.

O filme brasileiro, que concorre a três estatuetas do Oscar, já ganhou outros prêmios e indicações ao longo de 2024. No festival de veneza, tido como um dos mais importantes do mundo do cinema, Festival de Veneza 2024, o longa levou “Melhor Roteiro”, o Green Drop Award (dado ao filme que “melhor representa os valores da ecologia e do desenvolvimento sustentável, com foco na conservação do planeta e de seus ecossistemas para as gerações futuras, promovendo estilos de vida sustentáveis e a cooperação entre os povos”); SIGNIS Award (prêmio que reconhe os projeto que exploram a dignidade humana, a justiça e a paz).

“Ainda estou aqui” também foi premiado no Critics Choice Association, outra premiação dentre as mais importantes do cinema, com Fernanda Torres levando o Celebration of Latino Cinema & Television como Melhor Atriz Estrangeira. No Vancouver International Film Festival com o prêmio do público Gala & Special Presentations Audience Award. Levou o Audience Favorite World Cinema, também decidido pelo público, no Mill Valley Film Festival. Em outra votação popular, o filme levou o Audience Award no Miami Film Festival e em um dos principais eventos de cinema do Brasil, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o longa foi eleito como melhor filme nacional de ficção.

Sinopse

O longa brasilero conta a história da família Paiva durante o período da ditadura brasileira, onde Eunice Paiva (Fernanda Torres), advogada e ativista, passou 40 anos buscando a verdadeira história sobre o desaparecimeto de seu marido, Rubens Paiva (Selton Mello). Rubens Paiva, ex-deputado federal, foi torturado e assassinado durante a ditadura, seu corpo nunca foi encontrado.

Correio Braziliense

A defesa de Bruno Aiub sustenta que o inquérito aberto contra o influenciador é ilegal por tratar a suposta conduta de divulgar fake news como crime. Para os advogados, a conduta de desinformação ou fake news tem natureza cível e não autoriza a decretação das graves medidas contra o influenciador. Atualmente, Monark vive nos Estados Unidos.

Após derrota no Critics Choice Awards, o longa ‘Ainda Estou Aqui’ segue na disputa por mais dois prêmios importantes neste fim de semana. A produção dirigida por Walter Salles concorre ao Goya 2025, principal premiação do cinema espanhol, e ao ICS Award, concedido pela Sociedade Internacional de Cinéfilos.

A partir das 18h (horário de Brasília) deste sábado, 10, a Academia de Cinema da Espanha anuncia os vencedores do Goya, na premiação, o filme brasileiro está disputando na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano.

Já no ICS Awards, os resultados serão revelados no dia 9 de fevereiro, com Fernanda Torres concorrendo como Melhor Atriz e Heitor Lorega e Murilo Hauser indicados a Melhor Roteiro Adaptado.

‘Ainda Estou Aqui’ narra a história de Eunice Paiva, que lidera a família após o desaparecimento do marido, o deputado cassado Rubens Paiva, no início da década de 1970. Durante a ditadura militar, o ex-político foi levado por militares para prestar um depoimento e nunca mais foi visto. Seu óbito foi reconhecido somente em 1996.

Veja a lista de prêmios que o longa ainda pode conquistar:

• GOYA: Indicado a Melhor Filme Ibero-americano. A premiação é considerada a maior do cinema espanhol e está marcada para acontecer no dia 8/2;

• ICS Award: Indicado a Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz. O prêmio é concedido pela Sociedade Internacional de Cinéfilos (ICS) e os vencedores serão anunciados no dia 9/2.

• BAFTA: Indicado a Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. Marcada para 16/2, a premiação é considerada o Oscar britânico;

• Latino Entertainment Film Awards: Indicado nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Filme em Língua Não Inglesa, Melhor Fotografia e Melhor Montagem. Anúncio dos vencedores da premiação concedida pela Associação de Jornalistas Latinos de Entretenimento será no dia 17/2;

• OFTA Film Awards: Indicado nas categorias Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz. Os vencedores serão revelados no dia 23/2;

• Oscar: Indicado nas categorias Melhor Atriz, Melhor Filme Internacional e Melhor Filme (indicação inédita para o Brasil). A cerimônia acontece em 2/3.

Confira os prêmios internacionais que o longa já conquistou:

• Melhor Roteiro no Festival de Veneza, na Itália, onde o filme teve seu lançamento mundial;

• Melhor Filme do Júri Popular no Festival Internacional de Cinema de Vancouver, no Canadá;

• Melhor Filme do Júri Popular no Festival de Cinema de Mill Valley, nos Estados Unidos;

• Melhor Filme do Júri Popular no Festival de Cinema de Miami, nos Estados Unidos;

• Melhor Filme do Júri Popular no Festival de Pessac, na França, onde também recebeu o Prêmio Danielle Le Roy, dado pelo júri jovem;

• Melhor Filme Estrangeiro no New Mexico Critics Awards;

• Melhor Filme em Língua Estrangeira no North Carolina Film Critics Association Awards;

• Melhor Filme Internacional pelo júri do Festival de Cinema de Palm Springs, nos Estados Unidos;

• Melhor Filme Internacional pela Associação de Críticos de Porto Rico.

• Melhor atriz de drama para Fernanda Torres no Globo de Ouro;

• Melhor atriz em filme de drama para Fernanda Torres no Satellite Awards.

A Tarde