
Líderes dos partidos e candidatos ao posto hoje ocupado por Waldir Maranhão chegaram a um acordo neste domingo
Após disputas dentro da base do presidente interino Michel Temer, deputados chegaram a um acordo neste domingo para a eleição para presidente da Câmara ocorrer na quarta-feira, às 19h, meio termo entre o que defendia o “centrão” e o que queriam a antiga e a nova oposição.
A data tem, pelo menos por enquanto, o aval do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), conhecido por mudar de opinião rapidamente. Ele deve anunciar o acordo nesta segunda-feira, mas os partidos e candidatos querem reforçar a decisão na reunião da Mesa Diretora, às 15h, e do colégio de líderes, às 17h, marcados justamente para resolver o impasse sobre o dia da eleição.
O interino marcou incialmente a eleição para quinta-feira, mas adversários suspeitavam que se tratava de manobra para cancelar a disputa em cima da hora, sair de recesso e assim permanecer na presidência por mais três semanas. Ele chegou a procurar o presidente interino Michel Temer em busca de respaldo para manter o comando da Câmara até fevereiro.
O centrão, grupo de Cunha, tentava marcar a eleição o quanto antes — chegou a defender segunda-feira e convocou, via colégio de líderes, sessão para terça-feira com esse objetivo. A antiga e a nova oposição, porém, afirmavam que a data visava coincidir a eleição com a votação do recurso do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Comissão de Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O colegiado se reunirá na terça-feira para analisar o recurso contra a cassação do pemedebista, cujo sucesso depende de o centrão e o PMDB trocarem parte de seus representantes na comissão — o que provocaria desgaste as vésperas da eleição para o comando da Câmara, onde alguns partidos e parlamentares visam eleger alguém não ligado ao pemedebista.
















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