SINTEPE considera equivocada decisão do Governo de Pernambuco de retomar aulas presenciais em outubro

Nesta segunda-feira (21), o Secretário Estadual de Educação e Esporte de Pernambuco, Fred Amâncio, anunciou durante entrevista coletiva a retomada das aulas presencias, de forma gradativa, em todo o estado a partir do dia 6 de outubro.

Na primeira etapa, apenas os estudantes do último ano do ensino médio retornarão ao ensino presencial. A orientação é tanto para escolas da rede estadual quanto para escolas da rede privada.

Mas ainda no mês de outubro, a previsão é de que todas as turmas do ensino médio possam voltar às aulas presenciais. A decisão não agradou ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, o SINTEPE, que emitiu nota criticando a forma como o Governo está desenvolvendo essa retomada.

Confira a nota na íntegra.

“O Sintepe repudia o pronunciamento do Secretário de Educação de Pernambuco no qual anunciou o retorno dos estudantes do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos às atividades presenciais no próximo mês de outubro.

A posição unilateral do Governo do Estado é, além de contraditória, desrespeitosa. O anúncio feito vai de encontro e atropela documentos do próprio Governo. A Portaria 1340 de 29.7.2020 (publicada no Diário Oficial) instituiu comissões paritárias entre o Governo e os servidores, incluindo os da Educação, que não foram consideradas. As comissões (Central, Setoriais e Regionais) deveriam discutir os encaminhamentos e as condições de retorno de servidores para atividades presenciais, o que não aconteceu. Nesta condição, seriam também contemplados os servidores das gerências regionais de educação e o prédio sede da Secretaria.

A Secretaria de Educação ignorou o canal de negociação que vinha sendo mantido entre a representação da categoria e a própria Secretaria, um importante instrumento de diálogo, apesar das divergências e discordâncias postas na Mesa de Negociação. Outro fato a ser considerado são as estruturas físicas das escolas que deixam muito a desejar diante das condições necessárias ao retorno seguro para estudantes e profissionais.

A categoria, que já conhece a realidade da maioria das escolas públicas estaduais e as condições de trabalho, está receosa do que vai encontrar no retorno aos locais de trabalho, ou melhor, o que não vai encontrar em termos de segurança.

O Sindicato considera que a posição do Governo está equivocada e cobra respeito a professores/as, funcionários/as, analistas educacionais, contratados/as temporariamente, terceirizados/as e aos estudantes.

O Sintepe já solicitou, em caráter de urgência, reunião com o Secretário de Educação e convoca a categoria para Assembleia Virtual na próxima quinta-feira (24), às 14h30. É importante retomar e respeitar o diálogo. Não ficaremos parados diante dessa ameaça à vida.”

“Pernambuco vive momento adequado para retomada de aula presencial”, diz infectologista

(Foto: Inernet)

Com os avanços no plano de convivência com à Covid-19 em Pernambuco e a retomada gradual de alguns setores, o momento ideal para a volta das aulas presenciais vem sendo questionado. Na última terça-feira (15), o Governo do Estado decidiu prorrogar pela sétima vez o decreto que suspendeu as aulas presenciais em março. A proibição foi renovada até o dia 22 de setembro, com exceção da Ilha de Fernando de Noronha que já possui autorização para realizar o retorno gradual a partir da próxima terça-feira (22).

Em julho, o protocolo que deverá ser seguido pelas escolas foi estabelecido. As determinações incluem o distanciamento mínimo de 1,5 m entre os estudantes e trabalhadores em educação, estabelecendo a possibilidade de que, dependendo do espaço físico da instituição de ensino, o número de alunos por turma seja reduzido e o rodízio de alunos implementado. Outras medidas como a limpeza frequente do ambiente e a colocação de itens de higiene como álcool em gel em locais acessíveis para os alunos também deverão ser observadas.

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Rede UniFTC retoma aulas práticas em Petrolina

A Rede UniFTC começa a se preparar para o retorno das atividades presenciais e a primeira unidade a reabrir é a Faculdade UniFTC de Petrolina onde as aulas práticas serão retomadas a partir de 22 de setembro. A unidade é a única da Rede localizada no estado de Pernambuco, que já liberou a realização de aulas práticas presencialmente. As demais faculdades e centros universitários do Grupo Educacional baiano seguem com aulas em ambiente virtual.

Em Petrolina, as equipes estão trabalhando intensamente para que todas as condições sanitárias para o enfrentamento da Covid-19 sejam respeitadas. A UniFTC buscou estabelecer todos os protocolos de biossegurança, que vão desde a dedetização do espaço; limpeza sanitária de toda a instituição, inclusive ar condicionado e caixa de água; compra de equipamentos de proteção individual necessários aos professores, alunos e colaboradores; instalação de câmera térmica para medição da temperatura em grupos e totens para higienização das mãos.

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Rede estadual de ensino da Bahia alcança melhor desempenho no IDEB

(Foto: G1/Reprodução)

A rede estadual de ensino da Bahia alcançou o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na série histórica para o Ensino Médio, ou seja, desde que este indicador foi lançado, no ano de 2005. A rede saltou de 2,7 (2017) para 3,2 (2019). O dado foi divulgado, nesta terça-feira (15), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC). O IDEB demonstrou ainda que a rede estadual teve um aumento de 0,5, ou seja, acima da média nacional, que foi de 0,4.

Em termos percentuais, a Bahia cresceu 18,5%, ficando abaixo apenas do Paraná, que foi de 18,9%. O IDEB também aponta crescimento nos ensinos Fundamental I e Fundamental II na rede estadual. A Bahia saiu de 4,9, em 2017, para 5,0 em 2019, no Fundamental I. Já no Fundamental II, a rede estadual da Bahia foi a que teve o maior crescimento (15,6%) entre todas as redes estaduais do país, passando de 3,2, em 2017, para 3,7, em 2019.

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Governo de Pernambuco decide manter aulas presenciais suspensas

Pela sétima vez, o governo de Pernambuco decidiu prorrogar o decreto que suspende aulas presenciais no Estado para escolas da educação básica. As unidades de ensino, públicas e privadas, permanecerão fechadas por mais uma semana, ou seja, até a terça-feira da próxima semana, dia 22, por causa da covid-19. Havia expectativa que o anúncio fosse feito por meio de uma coletiva de imprensa nesta segunda

Paulo Câmara optou por enviar apenas uma nota, sem espaço, portanto, para perguntas da imprensa.

“O Governo de Pernambuco, após reunião do Gabinete de Enfrentamento à COVID-19, decidiu prorrogar até o dia 22, a suspensão das aulas presenciais na Educação Básica em todo o Estado. Os dados serão avaliados novamente na próxima segunda-feira, para deliberação sobre o cronograma do plano de retorno das redes pública e privada”, afirmou o governo, em nota. A decisão frustra os donos de escolas privadas – são cerca de 2.400 em Pernambuco, onde estudam 400 mil alunos. Eles cobram do governo a liberação das aulas presenciais e o anúncio de datas para esse retorno gradual aos colégios. Garantem que a maioria das unidades de ensino está pronta para a volta dos estudantes, atendendo as normas de segurança colocadas no protocolo elaborado pelo governo dois meses atrás, em 15 de julho.

Em contrapartida, alguns médicos, prefeitos e sindicatos de professores (de escolas públicas e privadas) acham que não é o momento de voltar a ter aulas presenciais por causa dos riscos de contaminação. Argumentam que embora os números da covid-19 estejam caindo em Pernambuco, não há segurança sanitária para esse retorno. Na rede estadual estão matriculados cerca de 575 mil alunos e nas escolas municipais das 184 cidades há cerca de 1,1 milhão de estudantes.

Expectativa para definição sobre retorno das aulas presenciais nesta segunda

(Foto: Internet)

A segunda-feira chega com muita expectativa em Pernambuco. Pais, alunos, professores, funcionários e donos de escolas estão ansiosos para saber qual será a decisão do governo de Pernambuco sobre a retomada gradual das aulas presenciais da educação básica no Estado, tanto da rede privada quanto da pública.

O governo estadual prometeu um posicionamento decisivo nesta segunda, já que o decreto que proíbe as aulas nas unidades devido à pandemia da covid-19 – editado pela primeira vez no dia 18 de março – expira na terça-feira (15).

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Governo de Pernambuco autoriza aulas em Noronha e deixa para dia 14 o anúncio sobre o resto do Estado

(Foto: Reprodução/Internet)

As aulas presenciais no Arquipélago de Fernando de Noronha serão retomadas a partir de 22 de setembro. A ilha tem apenas uma escola e uma creche, ambas vinculadas à rede estadual, somando 619 alunos. Ficou para a próxima segunda-feira (14) o anúncio, por parte do governo estadual, de novidades em relação à suspensão ou manutenção da proibição de aulas presenciais na educação básica no restante de Pernambuco. Decreto que mantem as escolas fechadas, por causa da covid19, expira no dia seguinte à coletiva, a terça-feira (15).

Havia uma expectativa grande, por parte de donos de escolas, professores e pais de alunos, que o governo tratasse do retorno das aulas presenciais no Estado na entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (10). Uma semana atrás, representantes do sindicato dos colégios particulares realizaram um protesto em frente ao Palácio do Campo das Princesas para cobrar um cronograma de volta às aulas na educação básica. Neste mesmo dia, o governador Paulo Câmara fez um pronunciamento dizendo que não era o momento ainda de reabrir as unidades de ensino.

“Vamos aguardar o pronunciamento do governo na próxima segunda-feira. Estamos na firme crença de que será apresentado um cronograma de retorno às atividades presenciais. Continuamos mobilizados e esperamos que prevaleçam o equilíbrio e a razão”, comentou o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Estado, José Ricardo Diniz. Existem no Estado 2.400 escolas privadas, onde estudam cerca de 400 mil estudantes.

Paulo Câmara afirma que ainda não é o momento para a retomada das aulas do ensino básico

De acordo com o governador, o tema está sempre em pauta, em discussões permanentes no Governo.

Os números da Covid-19 permanecem em queda em Pernambuco, mas a retomada das aulas presenciais ainda é um dos maiores desafios entre os impostos pela pandemia. Em praticamente todos os países do mundo, a volta às aulas tem dividido opiniões de especialistas diante das muitas variáveis sobre riscos e controle da circulação do vírus, sobretudo em relação às crianças.

Por conta desse clima de incerteza, o governador Paulo Câmara anunciou, nesta quinta-feira (03), que a suspensão das aulas presenciais do ensino básico continuará mantida no Estado. Embora admita que todos desejem o retorno a uma vida normal, ele reafirma que hoje isso ainda não é possível. “Não é uma decisão simples, que poderia olhar apenas para a questão econômica, por exemplo“, frisou.

As escolas são espaços fundamentais para a sociedade. Mas reabri-las significa colocar de volta em circulação e em convivência direta mais de dois milhões de estudantes no Estado, e o impacto dessa medida ainda não tem, no mundo, parâmetros científicos e precisos de controle“, afirmou Paulo Câmara.

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Mesmo com liberação de aula presenciais, Universidades em Pernambuco mantêm aulas remotas

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O Governo de Pernambuco anunciou no início desta semana a liberação da retomada das aulas do ensino superior a partir da próxima terça-feira (08). No entanto, instituições como a Universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco e Federal do São Francisco (UFPE, UFRPE e UNIVASF) e a Universidade de Pernambuco (UPE) vão manter o ensino remoto.

Em nota, a UPE informou que a nova situação “exige uma análise com a devida cautela para o retorno com a total segurança sanitária para a comunidade acadêmica”. Por isso, o cronograma anteriormente definido pela instituição fica mantido.

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) também decidiu permanecer com as aulas remotas. Porém, vai discutir com a comunidade acadêmica a possibilidade de retorno das aulas presenciais para os cursos de nível superior.

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Depois da Facape, Univasf também decide manter atividades letivas de forma remota

(Foto: Arquivo)

No início da noite desta terça-feira (01), a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), divulgou nota informando que não vai seguir a orientação da secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, que autorizou nesta segunda-feira (31) a retomada das aulas presenciais e vai continuar atendendo seus alunos através de plataformas digitais.

Um pouco mais tarde, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) também enviou nota a imprensa informando que vai seguir o mesmo modelo da Facape. Confira a íntegra da nota.

NOTA OFICIAL

“A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) atenta aos questionamentos ensejados pela publicação do Governo do Estado de Pernambuco sobre a possibilidade da retomada das aulas presenciais no sistema de ensino superior, informa que manterá o cronograma das suas atividades acadêmicas na modalidade de ensino remoto em todos os campi da instituição, cumprindo a deliberação do Conselho Universitário (Resolução nº 14/2020) e Portaria 544, de 16 de junho de 2020, do Ministério da Educação (MEC) que, excepcionalmente, autoriza as instituições federais de ensino superior a substituição da modalidade de ensino presencial por aulas em meios digitais até 31 de dezembro de 2020, em virtude da situação de pandemia do novo coronavírus – Covid-19.”

Paulo César Fagundes Neves

Reitor

Faculdades de Pernambuco já podem retomar as aulas na próxima terça-feira (08/09)

Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio (esq.) durante coletiva.

As Instituições de nível superior de ensino poderão retomar sua atividades a partir da próxima terça-feira, dia 08 de setembro, em 4 etapas. A informação foi confirmada nesta terça-feira (31), pelo Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, durante entrevista coletiva.

Segundo o Secretário, o atendimento vai ser tomado de forma gradual e as instituições terão a liberdade de montar sua própria forma de atendimento seguindo o protocolo da secretaria estadual de educação, inclusive podendo definir se o modelo vai ser totalmente presencial ou híbrido, com atendimento metade presencial e metade de forma remota.

As aulas serão retomadas nas macro regiões 1, 2 e 4 que inclui a cidade de Petrolina. Na primeira etapa que se inicia no próximo dia 8 de setembro, as instituições poderão atender 25% do seu público. A partir do dia 14/09 as faculdades podem ampliar o atendimento para 50% do seu público, dia 21/09 podem atender até 75% e a partir do dia 28 pode atender todos os alunos matriculados.

O Secretário Fred Amâncio informou também, que o comitê de enfrentamento de combate ao coronavírus autorizou fazer a retomada das aulas a partir das universidades por se tratar de um público de estudantes formado, na sua quase totalidade, de pessoas acima de 18 anos. O que se espera que sejam pessoas mais conscientes em relação as medidas restritivas. O Secretário disse ainda que está sugerindo que as instituições comecem o atendimento pelos estudantes que estão em fase de conclusão dos cursos.

O prazo de suspensão das aulas dos ensinos infantil, fundamental e médio foi prorrogado até o dia 15 de setembro.

Decreto que suspende aulas presenciais em Pernambuco acaba nesta segunda

Ainda não há uma confirmação de quando a retomada será autorizada.

O decreto estadual que suspende a realização de aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino expira nesta segunda-feira (31). Em Pernambuco, as aulas estão suspensas desde o dia 18 de março no Estado por causa da pandemia causada pelo coronavírus.

De acordo com a Secretaria de Educação e Esportes do estado, o órgão deve emitir um posicionamento em relação ao fim da vigência do decreto por meio de uma coletiva ao vivo,  que será transmitida a partir das 16h30, no canal do YouTube do Governo do Estado.

Até o momento, estão autorizadas as aulas práticas presenciais e de estágio para estudantes que estão concluindo o primeiro semestre letivo, contemplando cursos de instituições de ensino superior e de Formação Inicial e Continuada (FIC) ou de qualificação profissional em instituições de educação profissional e técnica.

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Secretário diz que volta às aulas presenciais em Pernambuco não deve passar de outubro

 

O secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amancio, afirmou, nesta segunda-feira (24), que a volta às aulas presenciais na rede pública do Estado não deve passar de outubro, o que pode refletir, também, no retorno das unidades privadas. Ao lado dos responsáveis pela pasta em São Paulo e no Espírito Santo, durante o evento online Summit Educação Brasil 2020, realizado pelo Estadão, ele defendeu que o retorno aconteça ainda neste ano para evitar prejuízos sociais, emocionais e de aprendizado para crianças e adolescentes durante a pandemia de coronavírus.

Segundo Amancio, a volta às aulas presenciais nas escolas públicas de Pernambuco “não deve ultrapassar outubro, tendo em vista os prejuízos para os estudantes”. “Nas periferias, a maior parte dos jovens não está mais em casa. Será que não estariam mais protegidos na escola?”, questionou. O secretário pernambucano cobrou ainda uma coordenação nacional no planejamento da retomada. “Em outros países, sabemos que o governo nacional afeta a visão (geral) do país. As mudanças constantes do Ministério da Educação não ajudam. Depois de tanto tempo sem coordenação nacional, ficou difícil resgatar esse processo.”

Retomada gradativa e prioridade para o 3º ano do Ensino Médio

Durante debate na Rádio Jornal, no dia 20 de agosto, Fred Amancio disse que a retomada das aulas presenciais deve ser gradativa e que a prioridade será dos jovens que cursam o terceiro ano do Ensino Médio.

“Terceiro ano do Ensino Médio é quem tem que voltar primeiro. Primeiro porque eles são os mais velhos, então têm mais condições de cumprir protocolos. Segundo, eles não têm o próximo ano. É o último ano deles. Em janeiro têm Enem, SSA, e são esses os que estão mais ansiosos, com mais problemas de depressão”, relatou o secretário. Durante o debate, o secretário também ponderou que existem riscos sociais que devem ser avaliados e que podem ocorrer caso as atividades nas escolas não retornem ainda este ano, como a evasão escolar.

“A discussão é que existem riscos, sim, da retomada e existem riscos também de você não retomar. A gente já tem uma parcela de crianças e jovens que estão sendo infectadas. Temos uma população muito vulnerável, que não necessariamente o ambiente mais seguro é em casa”, completou. Segundo Amâncio, algumas séries poderiam ter o retorno facultativo, com a continuidade das atividades de forma remota, e que o processo deve ser voluntário, podendo as escolas, públicas ou privadas, mostrarem se têm ou não condições de retornar.

“Terceiro ano do Ensino Médio é quem tem que voltar primeiro”, diz secretário de Educação de Pernambuco

O secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, defendeu que a retomada das aulas deve ser gradativa e que a prioridade será dos jovens que cursam atualmente o terceiro ano do Ensino
Médio. A posição foi dada durante debate na Rádio Jornal na manhã desta quinta-feira (20), que contou também com a participação do epidemiologista Jones Albuquerque e do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Pernambuco, José Ricardo Diniz. O secretário, no entanto, não confirmou uma data para o retorno das atividades nas escolas públicas e privadas, que
estão com as aulas suspensas desde março devido à pandemia do novo coronavírus.

“Terceiro ano do Ensino Médio é quem tem que voltar primeiro. Primeiro porque eles são os mais velhos, então têm mais condições de cumprir protocolos. Segundo, eles não têm o próximo ano. É o último ano deles. Em janeiro têm Enem, SSA, e são esses os que estão mais ansiosos, com mais problemas de depressão”, relata o secretário. Durante o debate, o secretário também ponderou que existem riscos sociais que devem ser avaliados e que podem ocorrer caso as atividades nas escolas não retornem ainda este ano, como a evasão escolar.

“A discussão é que existem riscos, sim, da retomada e existem riscos também de você não retomar. A gente já tem uma parcela de crianças e jovens que estão sendo infectadas. Temos uma população muito vulnerável, que não necessariamente o ambiente mais seguro é em casa”, completa. Segundo Amâncio, algumas séries poderiam ter o retorno facultativo, com a continuidade das atividades de forma remota, e que o processo deve ser voluntário, podendo as escolas, públicas ou privadas, mostrarem se têm ou não condições de retornar.

Para o professor Jones Albuquerque, não é o momento de as atividades serem retomadas porque, apesar da redução em alguns números relacionados à covid-19 em Pernambuco, o vírus ainda está circulando e, caso não haja controle, as escolas podem, segundo ele, virar enfermarias de hospital em nível de risco. “Os meninos brincando na rua estão muito mais seguros, infelizmente e epidemiologicamente, do que dentro da escola”, comenta.

Já o professor José Ricardo Diniz diz que é absurdo considerar que o ano letivo está perdido. “O princípio é a prontidão, que é a escola estar dentro dos protocolos exigidos e, com a data de início, ter a progressão no retorno e o oferecimento de duas pontas (presencial e remoto). Isso vai fazer com que a gente consiga estabelecer um ano letivo. Dizer que o ano letivo de 2020 está perdido, eu
acho um crime de responsabilidade social”, acrescentou

Aero Cruz solicita retorno das aulas do curso de formação da Guarda Civil Municipal

Vereador Aero Cruz – PSB. (Foto: Blog Waldiney Passos)

Suspensas desde o mês de março/20, devido as diversas recomendações para prevenção ao coronavírus, as aulas do curso de formação da Guarda Civil Municipal, etapa do concurso público em andamento, devem retornar em breve se depender do desejo do Vereador Aero Cruz (MDB).

Consta da pauta da sessão ordinária desta terça-feira (18), da Câmara Municipal de Petrolina, requerimento de autoria do líder da bancada da situação, solicitando a intercessão do prefeito Miguel Coelho, junto a Secretaria competente, pelo retorno das aulas para o término do curso de formação da Guarda Civil Municipal, aprovados no último concurso público, cumprindo todas as normas de combate ao COVID-19, uma vez que esse contingente irá contribuir muito para a segurança e a manutenção da ordem pública.

A primeira etapa do curso de formação da Guarda Civil Municipal já foi concluída, correspondente a 50% do planejamento. A previsão para a conclusão da segunda etapa é de um mês e meio, contando a partir da data de retorno das aulas.

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