AGU entra com novo recurso no Supremo para garantir posse de Lula na Casa Civil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou novo recurso contra a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro da Casa Civil. No recurso, a AGU pede que Mendes reveja sua decisão ou remeta o caso ao plenário do Supremo.

Na petição, protocolada ontem (23) à noite, a AGU rebate as afirmações de Gilmar Mendes sobre suposta intenção do governo de nomear Lula para beneficiá-lo com o foro privilegiado em função das investigações da Operação Lava Jato. Para a Advocacia-Geral da União, o entendimento do ministro é equivocado e parte da premissa de que o Supremo é um lugar para proteção contra impunidade, o que não é verdade, segundo o órgão.

A AGU também ressaltou que não há nenhum impedimento legal para que Lula assuma o ministério. “A jurisprudência dessa Suprema Corte vem sendo alicerçada no sentido de que a mera existência de investigação ou ação penal em curso não configura causa a obstar o ingresso. Isto, firme no princípio constitucional da presunção de inocência”, sustenta o órgão.

Na sexta-feira (18), Gilmar Mendes suspendeu a posse de Lula no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. O ministro do STF atendeu a um pedido liminar do PPS e do PSDB. Em seu despacho, Mendes disse que a nomeação de Lula para o cargo de ministro teve o objetivo de retirar a competência do juiz federal Sérgio Moro (responsável pelas investigações da Lava Jato em primeira instância) para investigá-lo.

“É muito claro o tumulto causado ao progresso das investigações, pela mudança de foro. E autoevidente que o deslocamento da competência é forma de obstrução ao progresso das medidas judiciais. Só por esses dados objetivos, seria possível concluir que a posse em cargo público, nas narradas circunstâncias, poderia configurar fraude à Constituição”, argumentou o ministro.

Presos da Operação Xepa fazem exame de corpo de delito no IML de Curitiba

Operação Lava Jato

Dez dos 12 presos da 26ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Xepa, fizeram na manhã desta quinta-feira (24) exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. De acordo com a superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, dois dos presos, que chegaram apenas ontem (23) à capital paranaense, realizaram os exames nas cidades de onde foram transferidos no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais.

Após o exame, todos retornaram à superintendência da PF, onde permanecerão presos. Entre os 12, nove cumprem prisão temporária, com duração de cinco dias, podendo ser prorrogados por mais cinco. Outras três pessoas cumprem prisão preventiva, que não tem prazo para terminar.

A PF informou ainda que, durante a Operação Xepa, foram autorizados quatro mandados de prisão preventiva, mas uma das pessoas, Luiz Eduardo da Rocha, ainda não foi localizado.

Nas investigações, Rocha e Hilberto Mascarenhas Alves são apontadoss como chefes do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. A divisão operava o pagamento de propinas por meio de contas offshores abertas pelo próprio grupo, sob ordens de outros executivos do gupo. A Operação Xepa tem foco no grupo Odebrecht e é um desdobramento da 23ª fase da Lava Jato.

Sindicalistas vão cobrar Moro por ‘prejuízos’ da Lava Jato, a mando de Lula

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que as centrais sindicais cobrem do juiz Sérgio Moro a “estimativa” do suposto prejuízo econômico causado pela Operação Lava Jato. “É possível combater a corrupção sem fechar empresa?”, questionou Lula no final do seu discurso durante Plenária Nacional de Sindicalistas em Defesa da Democracia, do Estado de Direito e Contra o Golpe, ocorrida na tarde desta quarta-feira (23), na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo.

“A operação de combate a corrupção é uma necessidade para esse país. Mas é bom vocês se reunirem, fazerem uma pesquisa, por que quando tudo isso terminar pode ter muita gente presa, mas pode ter muito desempregado nesse país”, disse o ex-presidente.

De acordo com reportagem da Uol, sindicalistas já haviam expressado que a Operação Lava Jato estaria inibindo investimentos em toda a economia por conta da incerteza jurídica, e que, com a economia devagar há demissões.

Durante o evento, convocado por seis das principais centrais sindicais do país, Lula criticou o impacto da política econômica do governo sobre a criação de empregos e os salários, afirmando que na época da sua gestão os trabalhadores tiveram ganhos reais nos salários.

“Empresários falavam que o trabalhador aqui estava muito caro, muito valorizado, mas agora está ficando barato outra vez porque quando tem desemprego, é a primeira coisa que eles fazem: diminuir o salário do trabalhador. Por isso, é preciso mudar a política econômica”, disse. Lula afirmou ainda que “toda vez que se fala em corte, falamos em diminuir a capacidade de investimento do Estado”.

Ele voltou a atacar os meios de comunicação e relembrou o caso Escola Base, quando denúncias de pedofilia em uma escola de São Paulo no começo dos anos 1990 se mostraram falsas. “Eu sei que estão fazendo comigo. Mas, eles não sabem que sou um nordestino que não morreu até os 5 anos de idade, escapei da fome, cheguei na presidência. Não vou desistir por meia dúzia de acusações. Continuem acusando.

As centrais sindicais do país assinaram um manifesto em apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula. No documento, eles citaram o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e a deposição de João Goulart, em 1964. Diz o manifesto: “O momento requer unidade e demanda repúdio a atitudes antidemocráticas que, a pretexto do combate à corrupção, resultaram no suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e na deposição de João Goulart, em 1964”.

Lava Jato: em nota FBC afirma que contas foram aprovadas pela Justiça Federal

Fernando Bezerra

Em apenas uma linha, o Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) se pronunciou sobre documento da Lava Jato em que o  nome dele estava listado em possível repasse da Odebrecht. O documento costa o nome de mais de 200 políticos. O parlamentar foi sucinto ao afirmar através de nota que “a doação foi feita via Diretório Nacional do PSB, cujas prestações de contas das campanhas municipais de 2012 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

Entenda o caso:

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 24 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada nesta semana, pela força-tarefa da Operação Lava Jato. As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Da região do Vale do São Francisco estão na lista os seguintes políticos: o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PC do B).

Foram relacionados nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

Vice-presidente do STF diz que Operação Lava Jato respeita as leis

Operação Lava Jato

A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou nesta quarta-feira, 23, que não há abuso do Poder Judiciário na Operação Lava Jato e que as leis estão sendo respeitadas. A ministra disse ainda que o impeachment não é golpe, desde que o processo respeite a Constituição. Questionada se há politização da Lava Jato Cármen Lúcia respondeu: “Não. Estão sendo observadas rigorosamente a Constituição e as leis”.

Para Cármen Lúcia, não há sinais do chamado ativismo judicial na Lava Jato, apontado por críticos do juiz Sérgio Moro, da primeira instância da Justiça Federal do Paraná. “A atividade do Judiciário é acionada pelos interessados, pelo cidadão. O Poder Judiciário não atua isoladamente, não atua de ofício, como nós dizemos. Atua por provocação. Então, quando se fala em ativismo judicial, é que o Judiciário ultrapassaria (suas atribuições) e não há demonstração nenhuma de que isso esteja acontecendo”, afirmou Cármen Lúcia. A ministra esteve no Rio para receber o prêmio “Faz Diferença”, do jornal O Globo, na categoria Personalidade do Ano 2015.

Ao comentar discursos recentes da presidente Dilma Rousseff apontando como golpe a tentativa de impeachment, Cármen Lúcia afirmou que entendeu como um “alerta” de que a Constituição tem que ser respeitada. “Acredito que ela esteja exercendo, primeiro, a liberdade de expressão. Segundo, apenas um alerta no sentido de que é preciso que se observem as leis da República e isso com certeza, em um estado democrático, está sendo observado”, afirmou. “Não acredito que a presidente tenha falado que impeachment é golpe. Impeachment é um instituto previsto constitucionalmente. O que não pode acontecer de jeito nenhum é impeachment nem ou qualquer tipo de processo político-penal ou penal sem observar as regras constitucionais. Não há impeachment em andamento ainda, não tenho nenhuma dúvida que teremos que observar todas as regras constitucionais”, disse a ministra.

Com informações do Correio Braziliense.

Júlio Lossio desafia Adalberto Cavalcanti e afirma que candidato do PMDB vai vencer as eleições em Afrânio-PE

Julio Lossio PMDB

Durante o encontro do PMDB na última terça-feira (22), em Petrolina-PE, o prefeito Júlio Lossio, ao cumprimentar os novos filiados e pré-candidatos a prefeito em Santa Cruz da Venerada, Padre Paulo Sérgio; em Dormentes, Roniere Reis, candidato à reeleição; e em Afrânio, Dr. Rafael de Peron, provocou o deputado Adalberto Cavalcanti (PTB), que comanda politicamente aquele município há mais de uma década, tendo hoje sua esposa Lúcia Mariano como prefeita.

“Já tem vereador vindo de lá pra cá, quando um vereador começa a mudar de lado, ele que tem o cheiro dos votos, é sinal que o barco lá tá afundando e o daqui tá decolando. Então Rafael (Peron) se Deus quiser, e Deus quer porque Deus pode, você vai ser prefeito de Afrânio. Eu particularmente estou extremamente animado com a eleição de Afrânio, porque eu acho que as pessoas lá precisam desse empurrãozinho para se libertarem, o poder não pode ser exercido daquela forma, não pode, o poder tem que ser exercido com diálogo, com amor, com carinho, com fraternidade, o poder não pode ser exercito da forma que vem sendo exercido em Afrânio hoje”, disse.

Moro impõe sigilo à lista de políticos que receberam dinheiro da Odebrecht

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O juiz federal Sérgio Moro decidiu hoje (23) colocar em segredo de Justiça uma lista de pagamentos a cerca de 200 políticos, apreendida em uma busca da Polícia Federal na casa de um dos executivos da Odebrecht. A medida foi tomada pelo juiz após a relação ter sido anexada no processo sobre as investigações da 23ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Acarajé, e divulgada pela imprensa.

A lista cita políticos da oposição e do governo que receberam repasses da empreiteira. Nos documentos, não há juízo sobre a legalidade dos pagamentos. A construtora é uma das maiores doadoras a políticos.

“Prematura conclusão quanto à natureza desses pagamentos. Não se trata de apreensão no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht e o referido Grupo Odebrecht realizou, notoriamente, diversas doações eleitorais registradas nos últimos anos”, argumenta o juiz.

Moro decidiu colocar a planilha, apreendida na residência de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, executivo da empreiteira, por citar políticos que tem foro por prerrogativa de função e só podem ser processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“De todo modo, considerando o ocorrido, restabeleço sigilo neste feito e determino a intimação do MPF para se manifestar, com urgência, quanto à eventual remessa ao Egrégio Supremo Tribunal Federal para continuidade da apuração em relação às autoridades com foro privilegiado”, decidiu Moro.

Entrega do relatório final contra Cunha deverá ocorrer até 2 de junho

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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados vai solicitar informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para analisar o processo de quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Entre os requerimentos feitos pelo relator do colegiado, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), constam pedidos de documentos, delações e inquéritos policiais.
O roteiro de trabalho preliminar do relator foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares presentes. Já o requerimento ao STF foi submetido à votação por uma sugestão do deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) com o objetivo de evitar eventual questionamento da defesa de Cunha. A solicitação recebeu oito votos a favor e teve quatro abstenções, mas ainda não atingiu o quórum mínimo, de 11 deputados, para ser aprovado.
Como Marcos Rogério está em viagem oficial e não esteve no plenário, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), leu os pedidos de diligência. Na quarta-feira da próxima semana, dia 30, o relator apresentará o seu plano de trabalho e poderá convocar novas testemunhas. Com a entrega da defesa de Cunha, ontem, começou o prazo de 40 dias úteis para coleta de provas e marcação de depoimentos. A entrega do relatório final deverá ocorrer, no máximo, até 2 de junho.
Depois, Rogério apresentará seu parecer sugerindo uma punição a Cunha, que poderá ser o pedido de cassação do parlamentar. Caso o Conselho de Ética aprove, o relatório seguirá para votação no plenário da Casa. Cunha é alvo de processo por quebra de decoro, sob acusação de ter mentido à CPI da Petrobras que não possuía contas secretas no exterior.
Ivan Valente, líder do Psol, um dos partidos responsáveis pela representação, afirmou que “Cunha é célere para tocar o impeachment (contra a presidente Dilma Rousseff)”; contudo, utiliza o processo para “desviar a atenção” e “atrasar” os trabalhos do Conselho. “Cunha precisa sair imediatamente da presidência da Casa”, declarou o líder. Ele disse ainda que “não é possível trabalhar desse jeito”, mencionando que o Conselho levou quase seis meses para chegar às deliberações.
Com informações Correio Braziliense

Comissão aprova abertura de crédito para agricultores atingidos pela seca

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A Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou hoje (23) a Medida Provisória (MP) 715/16, que abre crédito extraordinário de R$ 316 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Com a aprovação, a MP segue agora para análise nos plenários da Câmara e do Senado.

A MP tem por objetivo beneficiar agricultores afetados pela seca. Os R$ 316 milhões terão como destino o pagamento de parcelas do programa Garantia-Safra referentes ao período 2014-2015, de forma a minimizar os efeitos da estiagem para 440 mil famílias de agricultores.

Na justificativa da MP, o governo argumentou que boa parte dos municípios atendidos pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentou prejuízos em suas culturas. Segundo o governo, cerca de 80% dos agricultores familiares que aderiram ao programa tiveram perdas comprovadas superiores a 50% da produção.

Ministro do Esporte deixa o cargo a menos de cinco meses dos Jogos Olímpicos

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O ministro do Esporte, George Hilton, deixou o cargo a menos de cinco meses das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em meio a uma disputa envolvendo seu antigo partido, o PRB.

Hilton deve ser substituído pelo secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, do PCdoB, afirmou nesta quarta-feira o ministro Jaques Wagner, chefe de gabinete da presidenta Dilma Rousseff.

A saída do ministro do Esporte foi uma decisão “técnica” para evitar confronto com o PRB, partido que anunciou na semana passada que estava deixando a base do governo, segundo Wagner.

“A questão do ministro George Hilton, que aliás a presidente tem grande apreço por ele, foi muito mais uma indisposição dele dentro do PRB. Ele foi para o Pros e não tinha negociação com o Pros para ter ministério” disse Wagner em entrevista a mídia internacional no Rio de Janeiro.

“O Leyser é o cara que mais acompanhou o processo da Olimpíada, porque está lá desde o tempo do Aldo ” acrescentou, em referência ao ex-ministro do Esporte e atual ministro da Defesa, Aldo Rebelo, que também é do PCdoB.

A saída de Hilton neste momento é uma tentativa do governo de reaproximação com o PRB, de acordo com uma fonte do Palácio do Planalto. O movimento é mais uma aposta do Planalto para tentar barrar o avanço do processo de impeachment contra Dilma no Congresso.

Senadores entram com reclamação disciplinar contra juiz Moro no CNJ

Lula cara a cara com o juiz Sérgio Moro pela primeira vez

Catorze senadores entraram nesta terça-feira (22) com uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância. Na petição, os parlamentares pedem abertura do processo disciplinar pelo fato de Moro ter autorizado a divulgação de gravações entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff.

Assinam a reclamação disciplinar os senadores Ângela Portela (PT-RR), Donizeti Nogueira (PT-TO), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffman (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Lídice Da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Rocha (PT-PA), Humberto Costa (PT-PE), Roberto Requião (PMDB-PR), Telmário Mota (PDT-RR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Arbitrariedade

Os senadores pedem que o CNJ aplique ao juiz as medidas disciplinares previstas na Lei Orgânica da Magistratura (Lomam), como advertência, censura, remoção compulsória, aposentadoria compulsória ou demissão.

De acordo com os senadores, Moro agiu com arbitrariedade e expôs a presidente Dilma a uma “situação absurda”. “Ao levantar o sigilo de conversas telefônicas do ex-presidente Lula no momento em que se preparava para assumir o cargo de ministro da Casa Civil, o juiz Federal Sérgio Moro sabia que cometia um crime. Tomou, nada obstante, uma atitude política, em nome de um desejo de realizar o fim pretendido de evitar que o ato administrativo de posse do indicado ao cargo se efetivasse”, afirmou a petição.

No pedido, os senadores consideram a importância da Operação Lava Jato na investigação da corrupção, mas afirmam que a apuração passou a ser conduzida de forma “midiática e espetacularizada”.

“O juiz que a conduz mostra-se seduzido pela fama e faz um diálogo com o segmento social insatisfeito com o governo federal não no sentido de esclarecê-lo e acalmar os ânimos, mas ao oposto. Seus atos tendem a incitar a população à subversão da ordem política e social. E o grave é que não encontra mais os limites das leis e da Constituição Federal como parâmetros”.

Com informações do Congresso em foco

Senador defende reforma do ICMS como socorro a estados e municípios

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Na noite desta terça-feira (22), no Plenário do Senado,o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) discursou sobre a defesa  da unificação das alíquotas do ICMS como a saída mais célere para o enfrentamento da crise econômica pelos estados e municípios. Ao referir-se às principais demandas apresentadas hoje por governadores ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Fernando Bezerra conclamou as bancadas do Nordeste, Norte e Centro-Oeste na Casa para atuarem de forma que a unificação das alíquotas do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços seja tratada como prioridade pelo Congresso Nacional.

“É evidente que não vamos faltar ao apelo dos governadores”, afirmou. “Mas, a matéria mais importante para os estados consumidores da federação brasileira, que estão concentrados nestas três regiões, é a transformação do ICMS de um imposto de produção para um tributo de consumo”, destacou Bezerra Coelho. Duas das principais demandas dos governadores foram a redução, em até 40%, do pagamento de empréstimos contraídos pelos estados e a autorização para uso de recursos de depósitos judiciais envolvendo o pagamento de precatórios entre entidades privadas.

Segundo observou Fernando Bezerra, no Plenário do Senado, o governo federal sempre argumentou que “não dispunha de espaço fiscal para a unificação das alíquotas do ICMS”. Porém, conforme afirmou o senador, a eventual redução da amortização das dívidas levará maior alívio aos estados mais ricos e implicará em um gasto fiscal de R$ 30 bilhões, nos próximos três anos.

“Então, é inconcebível que o governo tenha encontrado ‘espaço fiscal’ para atender, sobremaneira, os estados ricos da federação e diga, a este Congresso Nacional, que não tem recursos para viabilizar uma Política Nacional de Desenvolvimento Regional e a racionalização do ICMS, o que contribuiria para o desejado equilíbrio federativo”, argumentou o senador.

O socialista observou ainda que a pendência para que o Congresso Nacional possa acelerar a votação da chamada “Reforma do ICMS” é o governo federal definir os recursos que vão compor os Fundos de Compensação. Os fundos serão direcionados aos estados consumidores que, a partir da unificação das alíquotas do imposto, terão de abrir mão dos instrumentos de incentivos fiscais.

“Quem coordena a sucessão do prefeito Júlio Lossio é ele próprio”, afirma vice-governador Raul Henry

O Vice-governado Raul Henry, presidente estadual do PMDB, participou nesta terça-feira (22), do encontro do partido em Petrolina e afirmou que a decisão pela candidatura a prefeito desta cidade passa diretamente pelas mãos do prefeito Julio Lossio, inclusive, um provável apoio a pré-candidatura do deputado Lucas Ramos (PSB).

Debate sobre Arena ganha é ampliado pela Oposição na Alepe

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Um amplo debate sobre a Arena Pernambuco, é a pauta principal solicitada pela Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), parlamentares cobram da base governista na Casa que levem adiante a promessa de promover o debate conforme prometido no início do mês, por ocasião da rescisão do contrato entre o Estado e a Odebrecht.

Na sessão plenária desta terça (22), o deputado Silvio Costa Filho (PRB), em nome da Oposição na Alepe, fez um apelo ao líder do Governo, Waldemar Borges (PSB), cobrando a realização de uma audiência pública sobre o futuro da Arena Pernambuco. “Na noite do último dia 4, uma sexta-feira, o Governo do Estado anunciou, por nota, a decisão de rescindir o contrato da Arena. Aqui nesta Casa, os representantes do Governo prometeram realizar um debate sobre o tema, mas já se passaram quase 20 dias e esse encontro sequer foi agendado”, lembrou.

Para o líder da Oposição, é preciso ouvir todas as partes envolvidas nesse processo. “Queremos convidar o vice-governador Raul Henry, o procurador-geral do Estado, Antônio César Caúla, os representantes da Odebrecht, o prefeito Geraldo Júlio – na época secretário de Planejamento que, em nome do Governo, coordenou todo o processo de licitação – além do Tribunal de Contas do Estado e do secretário de Turismo, Felipe Carreras, que passou a responder pelo empreendimento”, destacou.

Na Alepe Miguel Coelho Pede Investimentos contra o desperdício de água

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O discurso do deputado estadual Miguel Coelho (PSB/PE), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) nesta terça-feira (22), pautou os prejuízos causados pelo desperdício de água no Brasil, ele fez apelo pela aplicação de mais recursos em ações de segurança hídrica no Estado. “Precisamos de investimentos robustos, para entregar uma água melhor às localidades mais distantes”, defendeu.

O parlamentar citou dados de uma Pesquisa do Instituto Trata Brasil, ressaltando que o País perde R$ 8 bilhões por ano com o desperdício de água tratada. Em Pernambuco, segundo o mesmo estudo, a cidade que melhor aproveita os recursos hídricos é Petrolina, no Sertão do São Francisco, que ainda assim perde 35% de todo o volume tratado. “Não podemos nos animar com essa realidade. Temos muito o que avançar”, analisou Coelho.