Anastácia Rocha, da equipe APA Petrolina, conquista título brasileiro de Corrida em Trilha e Montanha

 A atleta Anastácia Rocha, da Associação Petrolinense de Atletismo (APA), foi a grande campeã do Campeonato Brasileiro de Atletismo de Corrida em Trilha e Montanha 2026, na prova Uphill (Vertical). A competição, que chegou à sua terceira edição, foi realizada no domingo (1º), no Parque Estadual da Serra da Baitaca, em Quatro Barras, no Paraná.

Anastácia venceu a prova de 7 km, com 700 metros de ganho de elevação, ao completar o percurso em 56min05s, superando por 52 segundos a segunda colocada, Rozelene Rodrigues Padilha, que registrou 56min57s. O terceiro lugar ficou com Suzany Perardt, com o tempo de 58min47s. Estreante na competição, Anastácia destacou que não esperava o título logo na primeira participação, mas entrou na prova focada em buscar o melhor resultado e que, durante o percurso, sentiu que podia chegar ao lugar mais alto do pódio.

“Não tinha a expectativa de já estrear sendo campeã brasileira. Larguei junto com atletas que são referência na trilha e montanha, que já têm resultados expressivos e convocações para a Seleção Brasileira. Em determinado momento, resolvi colocar meu físico à prova. Usei a experiência que tenho na parte de orientação e, principalmente, no trecho mais difícil, nos lajedos de pedra, lembrei muito dos treinos que fiz recentemente na Serra dos Morgados com a minha equipe da APA. Isso me deu força, consegui manter o ritmo até o final e cheguei forte para a vitória”, contou a atleta.

Além do título brasileiro, Anastácia também conseguiu uma vaga na Seleção Brasileira de Atletismo, que disputará o Campeonato Sul-Americano de Trilha e Montanha entre os dias 16 e 19 de abril, em Samaipata, na Bolívia. Natural de Campina Grande (PB), Anastácia integra a APA há dois anos, período em que vem sendo orientada pelo treinador Marciano Barros. A atleta também é 3º sargento do Exército Brasileiro, por meio do Programa Atleta de Alto Rendimento.

A APA – Localizada em Petrolina (PE), no coração do Vale do São Francisco, a APA é reconhecida como um case de sucesso e referência de impacto social e esportivo no Nordeste. O clube de atletismo do Sertão de Pernambuco é considerado nacionalmente como modelo de inclusão social e alto rendimento. Com 22 anos de atuação, já impactou mais de 2.500 pessoas, promovendo o atletismo desde a formação de base até o alto rendimento. A associação vem transformando o cenário esportivo e social da região, revelando grandes talentos, o que fez o nome da instituição ser colocado no hall das principais equipes do atletismo olímpico e paralímpico brasileiro.

Único clube de atletismo no Nordeste certificado pela Lei Pelé, a APA também se destaca na implementação de projetos financiados pela Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) do Governo Federal. Atualmente, a associação lidera quatro projetos: as Escolinhas de Atletismo Inclusivo e Escolinhas Sem Fronteiras, Canoagem Paralímpica e o Projeto Olímpico e Paralímpico do Sertão. As Escolinhas atendem 800 crianças, com e sem deficiência, em nove núcleos nas cidades de Petrolina, Bodocó, Lagoa Grande, Ouricuri, todas em Pernambuco, e Juazeiro e Remanso, na Bahia.

Ascom

Atleta da APA Petrolina conquista dois ouros no Pan-Americano de Paraciclismo e celebra nova fase na carreira

O atleta José Cleber Silva, da Associação Petrolinense de Atletismo (APA Petrolina), conquistou duas medalhas de ouro no Pan-Americano de Paraciclismo 2026, realizado em Indaiatuba (SP). Clebinho competiu nas provas de estrada no sábado (28) e no domingo, dia 1º de março, garantindo o lugar mais alto do pódio nas duas disputas.

No sábado, na prova contra o relógio, modalidade em que cada competidor larga individualmente e vence quem completa o percurso no menor tempo, Clebinho competiu na categoria Tricycle MT1 (destinada a atletas que utilizam triciclo adaptado e possuem comprometimento severo de coordenação e equilíbrio). O petrolinense completou os 15 quilômetros com o tempo de 28min11s643, garantindo o título com vantagem expressiva de 3min34s863 sobre o segundo colocado, o mexicano Gilberto Anguiano Valenzuela, que registrou 31min46s506.

Já neste domingo (1º), Clebinho voltou a brilhar na prova de resistência (Road Race). Ele percorreu sete voltas, totalizando 29,680 km, com o tempo de 1h11min29s496. O brasileiro abriu 6min51s514 de vantagem sobre o mesmo adversário mexicano, confirmando o segundo ouro no campeonato.

Emocionado com a conquista, o atleta destacou que as vitórias marcam um momento especial em sua carreira, já que está em processo de transição do atletismo para o paraciclismo. “Esses ouros representam muito para mim. Estou vivendo uma fase de transição, aprendendo a cada treino e a cada prova. Ganhar um Pan-Americano logo no início dessa caminhada no paraciclismo me dá ainda mais confiança para seguir evoluindo”, afirmou Clebinho.

Ele também fez questão de ressaltar o apoio recebido pela APA durante todo esse processo. “A APA Petrolina sempre acreditou no meu potencial. Essa medalha é fruto de muito trabalho, dedicação e do suporte que tenho recebido por todos da equipe. Só tenho a agradecer.”

As conquistas representam ainda um feito importante para a APA Petrolina, que segue ampliando sua atuação no esporte paralímpico e investindo no desenvolvimento de atletas em diferentes modalidades. Recentemente, a equipe firmou termo de cooperação com a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), tornando-se referência do paraciclismo na região ao sediar um núcleo da Escola de Paraciclismo Brasil.

A APA – Localizada em Petrolina (PE), no coração do Vale do São Francisco, a APA é reconhecida como um case de sucesso e referência de impacto social e esportivo no Nordeste. O clube de atletismo do Sertão de Pernambuco é considerado nacionalmente como modelo de inclusão social e alto rendimento. Com 22 anos de atuação, já impactou mais de 2.500 pessoas, promovendo o atletismo desde a formação de base até o alto rendimento. A associação vem transformando o cenário esportivo e social da região, revelando grandes talentos, o que fez o nome da instituição ser colocado no hall das principais equipes do atletismo olímpico e paralímpico brasileiro.

Único clube de atletismo no Nordeste certificado pela Lei Pelé, a APA também se destaca na implementação de projetos financiados pela Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) do Governo Federal. Atualmente, a associação lidera quatro projetos: as Escolinhas de Atletismo Inclusivo e Escolinhas Sem Fronteiras, Canoagem Paralímpica e o Projeto Olímpico e Paralímpico do Sertão. As Escolinhas atendem 800 crianças, com e sem deficiência, em nove núcleos nas cidades de Petrolina, Bodocó, Lagoa Grande, Ouricuri, todas em Pernambuco, e Juazeiro e Remanso, na Bahia.

Ascom

Estudantes do Recife conquistam ouro e vão representar Pernambuco na Olimpíada Brasileira de Robótica

A equipe Futurebot, da Escola Municipal Padre Antônio Henrique, conquistou o primeiro lugar na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada durante o Festival de Programação e Robótica do Recife (FPR) 2025. A vitória, alcançada na sexta-feira (29), garantiu aos estudantes Heitor Arantes e Adrielisson Lucas a classificação para a fase nacional, marcada para o segundo semestre, no Espírito Santo.

O festival foi sediado no Recife Expo Center e reuniu, ao longo de quatro dias, competições, oficinas e atividades voltadas para tecnologia e inovação. Na disputa da OBR, os estudantes da Futurebot venceram na categoria Resgate – Nível 1, resultado de meses de preparação.

Além da Futurebot, outras escolas da Rede Municipal também se destacaram. A equipe MMC3PO, da Escola Municipal Mário Melo, recebeu o troféu de Melhor Escola Pública. Já a equipe Robots, da Escola Municipal Antônio Farias Filho, foi premiada na categoria Robustez.De acordo com Marcelo Dantas, gerente geral de Inovação na Educação do Recife, o festival buscou estimular o aprendizado em tecnologia e programação, além de promover o trabalho em equipe entre os estudantes.

Diario de Pernambuco

Petrolina é destaque nacional e conquista recursos do Programa Estação Juventude

Petrolina alcançou reconhecimento nacional ao conquistar uma, das 37 vagas para todo o país, no Chamamento Público do Programa Estação Juventude, com resultado divulgado esta semana no Diário Oficial da União. O município garantiu recursos de R$ 500 mil para fortalecer políticas públicas voltadas à juventude, reafirmando seu compromisso em oferecer oportunidades reais de desenvolvimento e inclusão para jovens de 15 a 29 anos.

O Programa Estação Juventude é uma política pública do Governo Federal, coordenada pela Secretaria Nacional de Juventude, que tem como objetivo criar espaços e equipamentos públicos para promover o acesso de jovens a informações, serviços e ações que garantam seus direitos, contribuindo para sua inclusão, autonomia e participação social. Voltado principalmente para jovens de 15 a 29 anos, especialmente em áreas vulneráveis, o programa articula políticas interministeriais e interfederativas para fomentar o desenvolvimento local.

O investimento soma-se às ações já promovidas pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria Executiva de Juventude, vinculada à Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome. Essas iniciativas contemplam áreas como cultura, arte, empreendedorismo, incentivo ao primeiro emprego e capacitação profissional, e têm transformado vidas, oferecendo caminhos de autonomia, aprendizado e inserção social para os jovens da cidade.

Com os recursos do Programa Estação Juventude, Petrolina poderá ampliar projetos que estimulam criatividade, formação técnica e espírito empreendedor, garantindo que cada jovem tenha acesso a experiências que transformem seu futuro. Para a cidade, essa conquista é mais do que investimento: é a consolidação de iniciativas que já promovem inclusão e protagonismo juvenil, reafirmando Petrolina como referência em políticas de juventude no Sertão do São Francisco e mostrando que investir nos jovens é investir no futuro, criando oportunidades e impactando positivamente toda a comunidade.

Ascom

Da vida simples na roça ao sucesso nas redes sociais: influenciadora Gabi Macoff conquista milhões de seguidores

O vídeo era despretensioso. Um celular quebrado, um cabritinho chamado Sebastião e uma jovem do Sertão de Pernambuco que só queria se divertir. No dia seguinte, o TikTok travado, milhões de visualizações, centenas de comentários. E, sem entender muito bem o que estava acontecendo, nascia ali a influenciadora Gabi Macoff, uma menina de 18 anos, natural de Dormentes , que hoje é seguida por milhões nas redes sociais, mas ainda corre para a roça sempre que pode.

“Eu nunca pensei que um dia isso poderia ser uma ferramenta de trabalho, que poderia me ajudar ou ajudar minha família. Nunca”, conta Gabi. “Hoje eu entendo como os planos de Deus pra minha vida.” Filha de dois agricultores, Gabi nasceu em Juazeiro , na Bahia, porque estava “dando trabalho pra nascer”, como ela mesma brinca. Mas cresceu mesmo no sítio, no interior de Dormentes. De lá, construiu uma relação com a natureza e a simplicidade, valores que se tornaram a marca registrada dos seus vídeos.

“Sou essa menina aí dos vídeos”

Quem vê Gabi na internet logo entende: o carisma dela não vem de edição ou roteiro. Vem da naturalidade. E essa naturalidade ela sempre fez questão de manter, dentro e fora das redes. “Eu não diria que são pessoas diferentes. Sempre tentei transparecer quem eu sou. Ser transparente, sem querer enfeitar muito nada”, explica.

A jovem que aparece sorrindo com os animais, gravando vídeos no mato e fazendo piada com o dia a dia rural é exatamente a mesma que, aos 15 anos, decidiu sair da casa dos pais para estudar em Petrolina.

“Eu sempre gostei muito de estudar, sou curiosa. Vim fazer o ensino médio aqui, mas todo final de semana corria pra roça. Qualquer oportunidade, me mandava.” Ela terminou o ensino médio técnico em Química, no IFSertãoPE, em março deste ano e voltou a viver no sítio, de onde produz a maior parte de seus conteúdos.

Do sítio para o mundo (digital)

A jovem que aparece sorrindo com os animais, gravando vídeos no mato e fazendo piada com o dia a dia rural é exatamente a mesma que, aos 15 anos, decidiu sair da casa dos pais para estudar em Petrolina. “Eu sempre gostei muito de estudar, sou curiosa. Vim fazer o ensino médio aqui, mas todo final de semana corria pra roça. Qualquer oportunidade, me mandava.” Ela terminou o ensino médio técnico em Química, no IFSertãoPE, em março deste ano e voltou a viver no sítio, de onde produz a maior parte de seus conteúdos.

Durante a pandemia, sem grandes expectativas, Gabi postou seu primeiro vídeo no TikTok. Estava com o celular quebrado, sem saber direito como funcionava a plataforma. “Gravei com meu cabritinho, Sebastião, e postei. Nem sabia que outras pessoas podiam ver. No outro dia, meu celular travado, um milhão de visualizações.”

O susto virou rotina. Em pouco tempo, bateu 200 mil seguidores. O Instagram, que era fechado, explodiu em pedidos para seguir. “Meu irmão falou: ‘Abre tua conta, tu não tem nada a perder’. E eu abri. Chegou a 50 mil, 100 mil… e foi.” Até a publicação desta matéria, a influenciadora tinha quase 850 mil seguidores só no Instagram. As marcas começaram a aparecer, as mensagens também.

“Muita gente dizia que se sentia feliz vendo meus vídeos, que lembrava da infância, que se inspirava por eu ser tão nova e mostrar a vida do sítio com orgulho.” Gabi afirma que seu conteúdo foge da maioria das tendências das redes sociais. “Sempre gostei de mostrar meu jeito. Gosto da minha vidinha no sítio, do mato, dos bichos. Nunca fui de seguir modinha. Se todo mundo pinta o cabelo de azul, eu pergunto: por quê? Eu sou muito de pensar antes de ir junto.”

Ela admite que já recebeu sugestões para mudar o conteúdo, fazer algo mais “instagramável”. Mas segue firme: “Nunca me senti pressionada. Já me questionei, claro. Mas não me vejo sendo outra pessoa.” Quem a vê falando com tanta desenvoltura nas redes talvez nem imagine que Gabi foi uma criança extremamente tímida. “Quando ouvia uma moto chegando, eu corria pra dentro de casa.” Mas ela sentia que tinha muito a dizer. Escrevia cordéis, queria se expressar. E a internet foi o caminho.

Hoje, entende a dimensão do que faz. “Eu sei que há uma influência. Tento sempre postar o que é leve, que faça as pessoas se divertirem, se identificarem.” A responsabilidade de estar nas redes chegou junto com os desafios, principalmente os comentários maldosos. “No começo me fazia muito mal. Pensava: ‘Essa pessoa nem me conhece’. Mas fui aprendendo a filtrar. Nunca respondi, mas aquilo ficava na minha cabeça. Hoje, quando vem alguma crítica, eu lembro: quem é que tu é? Tu conhece teu coração.”

Fama com os pés no chão

Se os vídeos se tornaram virais, Gabi se manteve firme em quem é. A vida dela, como gosta de repetir, não mudou tanto assim. “Nunca deixei subir pra cabeça. Sempre fui a mesma. Nunca quis tirar foto me achando, nada disso. Continuo tratando todo mundo igual.”

Na escola, viu olhares e cochichos, mas seguiu tranquila. Em casa, recebeu apoio incondicional. “Meu pai não entendia nada no começo. Nem celular tinha. Minha mãe entendia um pouco, mas sempre me apoiaram. Quando dei um relógio de presente pro meu pai, ele disse: ‘Tu comprou como?’ E eu expliquei que tava trabalhando com a internet. Aí ele começou a entender.”

Hoje, os pais até aparecem nos vídeos. “Minha mãe brinca que os seguidores gostam mais dela. E meu pai adora ler os comentários depois.”

Apesar de todo o crescimento digital, Gabi também tem planos fora das redes. Quer fazer faculdade, ainda que não saiba exatamente em que. “Quero me formar. Não por status, mas porque gosto de estudar. E também quero ter uma base fora da internet, que é muito instável.” Mas deixar de criar conteúdo? Nem pensar. “Eu gosto demais disso. Me encontrei aqui. E quero crescer, alcançar mais gente, aprender mais.”

Quando perguntada sobre a mensagem que gostaria de deixar para quem a acompanha, Gabi não pensa duas vezes. “Sou muito grata. Saber que tem gente que me acompanha, que gosta do meu trabalho, me deixa muito feliz. Eu tento levar sempre o melhor que eu tenho.”  E sobre o impacto que seus vídeos têm nas pessoas, ela responde com o mesmo tom que atravessa tudo o que diz: leveza. “Eu só queria que todo mundo sentisse essa paz que eu sinto no sítio. É uma coisa que não dá pra explicar. Só vivendo mesmo.”

G1 Petrolin

 

Laboratório de solos e plantas de Petrolina conquista importantes selos e certificações nacionais

O LASP – Laboratório de Solos e Plantas de Petrolina – PE, conquistou o Certificado de Excelência/ Selo de Qualidade do Programa de Análise de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade – PAQLF e o Selo PIATV, certificação do Programa Interlaboratorial de Análise de Tecido Vegetal. Figurando entre os melhores laboratórios do país, o LASP conquistou a certificação PAQLF após participar de uma avaliação nacional, coordenada pela Embrapa Solos (RJ).

Segundo o pesquisador da Embrapa Solos (RJ), e coordenador do PAQLF, Marcelo Saldanha, a avaliação considerou a qualidade analítica de 180 laboratórios de todos estados brasileiros. “O LASP atendeu com excelência aos critérios de qualidade das análises de fertilidade, micronutrientes e granulometria, tendo efetuado com confiabilidade as determinações constantes no Manual de Métodos de Análise de Solos da Embrapa durante o exercício interlaboratorial 2024/2025”, ressaltou.

A certificação para o Selo PIATV, coordenada pela ESALQ/USP, também obedeceu a uma rigorosa avaliação, envolvendo 168 laboratórios do Brasil e de países, a exemplo do Paraguai, Uruguai e Angola. Uma avaliação do estado nutricional das plantas de fundamental importância para recomendação e aplicação de nutrientes.

De acordo com a engenheira agrônoma, com PHD em Ciências do Solo, e coordenadora do LASP, Mayame Brito, essas conquistas ampliam, mais ainda, o compromisso do laboratório com os produtores agrícolas do Vale do São Francisco e de várias outras regiões do país. “Nosso laboratório dispõe de equipamentos de última geração e uma equipe formada por profissionais em química, técnicos agrícolas, biólogas e área administrativa. Profissionais altamente qualificados nas áreas de análises de fertilidade do solo, tecido vegetal, composto orgânico, esterco e avaliação de fertilidade de gemas”, destacou.

O LASP – Laboratório de Solos e Plantas de Petrolina – PE, existe há 27 anos e é fruto de uma parceria entre a Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), o IPA – Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária e a Embrapa Semiárido. Para o presidente da Valexport, José Gualberto de Almeida, as conquistas representam uma garantia da confiabilidade dos produtores agrícolas, visando a recomendação de adubação com rapidez, segurança e eficiência. “O LASP oferece ainda ao produtor rural e também a instituições financeiras a validação de análise, que é uma ferramenta indispensável para aprovação de programas de financiamento e custeio de lavouras”, concluiu.

Ascom

Hugo Calderano vence chinês nº 1 e leva título inédito na Copa do

Hugo Calderano viveu um momento histórico neste domingo (20) ao se tornar o primeiro brasileiro campeão da Copa do Mundo do tênis de mesa. O feito memorável foi conquistado com vitória sobre o chinês número 1 do planeta, Lin Shidong, em Macau, na China. O brasileiro ganhou a decisão com ótimo nível, dominando quase toda a partida, e fechando em 4 sets a 1, parciais de 6/11, 11/7, 11/9, 11/4 e 11/5.

Calderano deixa a China orgulhoso de seu desempenho e com uma campanha memorável. O brasileiro se tornou o primeiro campeão masculino não asiático ou europeu a disputar e ganhar uma final do Mundial na história. Foi também a primeira final da carreira do chinês, que assumiu a primeira posição do ranking em fevereiro, aos 20 anos.

O número 5 do mundo no ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) tinha como melhor colocação as quartas de final em 2019. Neste ano, depois de cinco vitórias consecutivas – sobre o canadense Eugene Wang (65º), os japoneses Yukiya Uda (30º), Hiroto Shinozuka (29º) e Tomokazu Harimoto (3º) e o chinês Wang Chuqin (2º), encarou o maior desafio de sua carreira diante de Shidong, líder do ranking mundial, e não se intimidou

Calderano derrubou todos os favoritos e não foi diferente com o jovem chinês. Frio, técnico e agressivo, o carioca de 28 anos atropelou o rival líder do ranking com uma apresentação magistral e fez Shidong parecer uma mesatenista comum. “Não imagina ganhar do número 3, do número 2, do número 1. É muito louco para mim colocar meu nome na história do tênis de mesa mundial”, afirmou o brasileiro, ainda espantado com a conquista. “Mas trabalhei muito, sempre acreditei em mim”, completou, antes de dar uma pausa para chorar.

Calderano disse que viu todas as mensagens de apoio e se emocionou ao lembrar que há poucos meses ainda estava mal e tentando se reerguer por não ter conquistado uma medalha na Olimpíada de Paris, na qual parou nas semifinais.

Como habitual, Calderano reagiu dentro da partida. Não começou bem o primeiro set e foi dominado pelo chinês, que deu o ritmo das trocas, e fechou em 11/6. Se reergueu na segunda parcial e deixou o número 1 do mundo desconfortável. Seus saques começaram a encaixar e o brasileiro passou a controlar os pontos até fechar a parcial com certa tranquilidade, por 11/7, e empatar a partida.

Seguiu melhor o carioca no duelo, tanto que abriu 3 a 0 no terceiro set. Mas o rival subiu de nível, se aproximou e liderou o placar. No entanto, Calderano, em um jogo de alternâncias, encontrou forças para virar e fechar o set mais equilibrado da partida em 11/9.

Na quarta parcial, Calderano se soltou, foi dominante desde o início e atropelou o chinês, deixando o oponente acuado e perdido. A exibição magistral do brasileiro garantiu que fechasse o set com bastante tranquilidade, em 11/4.A ansiedade fez o brasileiro baixar o nível no quinto set e ver o chinês dominar o início da parcial. O pedido de tempo, porém, fez bem a Calderano, que se recompôs, voltou a liderar o placar, abriu vantagem e confirmou a vitória e o título histórico na China que pôs o Brasil no topo do tênis de mesa.

Diario de Pernambuco