
O presidente Michel Temer, ministros e o governador Luiz Fernando Pezão durante pronunciamento após reunião com autoridades no Comando Militar do Leste (CML) sobre a atuação das Forças Armadas na segurança do Estado do Rio de Janeiro, neste domingo (30)
A três dias da votação que pode selar seu destino político, o presidente Michel Temer se reuniu com aliados na noite deste domingo (30) para fazer uma contagem “mais realista” dos votos e definir uma estratégia para a sessão na Câmara que vai analisar a denúncia contra ele.
A reunião no Palácio da Alvorada foi dividida em três etapas e ficou definido que a base do governo apresentará, na sessão de quarta-feira (2), um requerimento para encerrar o debate e iniciar logo a votação.
A estratégia tem o objetivo de evitar mais desgaste do presidente, visto que a oposição deve usar o plenário de palco para fazer ataques ao governo e a Temer, denunciado por corrupção passiva.
Às 17 horas, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) se reuniram com os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE). Pouco antes das 20 horas, o presidente chegou ao Alvorada com o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os dois pediram um relato sobre o que havia sido tratado até aquele momento, além do mapa de votos que foi fechado pelo Planalto na sexta (28).
Auxiliares do presidente afirmam que o retrato mais real dos votos esperados a favor de Temer só poderá ser contabilizado na manhã de quarta.
Para a parte final do encontro, chegaram alguns deputados, como o vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), o líder do PMDB, Baleia Rossi (SP), além do ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social).























