Covid-19: definição de prioridade da vacinação se dará após testes

A definição de quais públicos serão priorizados na vacinação contra a covid-19 será feita após a conclusão dos testes pelos laboratórios e institutos que estão conduzindo diferentes pesquisas para desenvolver o tratamento. A afirmação foi feita pelo Ministério da Saúde em entrevista coletiva realizada hoje (19), em Brasília.

Representantes da pasta apresentaram o que há até o momento de planejamento para a imunização contra a covid-19. O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, disse que ainda será preciso delimitar como serão destinadas as doses a partir de mais informações sobre vacinas. Também será preciso aguardar a confirmação de registro juntamente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Primeiro lote da Coronavac, a vacina chinesa, é enviado ao Brasil

As primeiras doses da Coronavac estão a caminho do Brasil, segundo a emissora CNN. A farmacêutica chinesa Sinovac Biotech enviou as primeiras 120 mil doses da vacina que a empresa testa no país em parceria com o Instituto Butantan. A Coronavac ainda está em testes no Brasil, mas estudos já indicam que o imunizante é seguro e produz resposta imune ao novo coronavírus.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comprou doses prontas e autorizou a importação de insumos para a produção da Coronavac. De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a expectativa é de que o órgão tenha 46 milhões de doses do imunizante para iniciar a vacinação em janeiro, se a Anvisa autoriza.

Pfizer anuncia que resultados finais de testes clínicos mostram que vacina tem eficácia de 95%

A vacina desenvolvida pela aliança Pfizer/BioNTech tem uma eficácia de 95% na prevenção da covid-19, de acordo com os resultados finais completos de seu teste clínico em larga escala, anunciaram as duas empresas em um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira.

“Os resultados do estudo marcam um passo importante nesta jornada histórica de oito meses para apresentar uma vacina capaz de ajudar a acabar com esta pandemia devastadora”, afirmou Albert Bourla, CEO da Pfizer.

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Fiocruz inicia testes com BCG para combate ao coronavírus

A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), começou ontem (16), no Rio de Janeiro, os testes do Brace Trial Brasil (BTB), um estudo com o uso da vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) com objetivo de reduzir o impacto da covid-19 em profissionais de saúde – enfermeiros, médicos, técnicos, fisioterapeutas, recepcionistas e porteiros, maiores de 18 anos.

O projeto é liderado mundialmente pelo pesquisador australiano Nigel Curtis, do Murdoch Children’s Research Institute, e financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates (Gates Foundation). Com o início dos testes, o Brasil se junta à Austrália, Espanha, Reino Unido e Holanda.

A coordenadora do estudo no Brasil, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo, disse que antes de começarem a fazer parte do estudo os voluntários fazem testes de PCR para verificar se não têm covid no momento da aplicação. Os participantes terão amostras de sangue colhidas para estudos de marcadores imunológicos e serão acompanhados durante um ano.

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Anvisa autoriza retomada de testes da CoronaVac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que os testes da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac para a Covid-19, serão retomados. O Instituto Butantan, responsável pela aplicação das doses no Brasil, disse que os estudos reiniciarão imediatamente, ainda nesta quarta-feira (11).

A ANVISA informa que acaba de autorizar a retomada do estudo clínico relacionado à vacina Coronavac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan“, disse a agência, em nota.

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Anvisa mantém suspensão de testes da CoronaVac no país

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a suspensão dos testes de estudo clínico da vacina CoronaVac. A suspensão ocorreu por causa de um “evento adverso grave” ocorrido.

De acordo com o presidente da agência reguladora, Antonio Barra, a decisão foi tomada pela área técnica da Anvisa a partir de informações encaminhadas ao órgão pelo Instituto Butantan, laboratório que conduz os estudos no Brasil. Ainda não há previsão de retomada dos testes.

As informações foram recebidas e analisadas pela gerência-geral de medicamentos da Anvisa, responsável por acompanhar os testes. Em coletiva de imprensa realizada hoje (10) sobre o assunto, Barra disse que a agência seguiu o que está previsto nos protocolos de Boas Práticas Clínicas para este tipo de procedimento.

IML revela que morte de voluntário da Coronavac não teve relação com a vacina

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a morte de um voluntário dos testes da vacina Coronavac não tem relação com a vacina. A informação foi antecipada pela TV Cultura, nesta terça-feira (10).

Os testes da vacina, produzida em parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, foram interrompidos, nessa segunda-feira (9), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por causa da morte do voluntário. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) celebrou a pausa nos testes, no que chamou de “vitória” pessoal sobre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“O que os médicos não podem dizer em nome da ética médica mas nós, jornalistas, devemos dizer em nome do interesse público e do combate às informações falsas é o seguinte: o evento adverso, que como explicado na coletiva de imprensa [do Instituto Butantan], é uma forma da literatura médica se referir a acontecimentos não relacionados ao que está em testes, não tem necessariamente relação com a vacina, diz respeito a um voluntário que tirou a própria vida”, afirmou o âncora do Jornal da Tarde, Aldo Quiroga.

Segundo a TV Cultura, o laudo do IML deverá ser divulgado às 17h desta terça-feira e irá confirmar a causa da morte do voluntário.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, em entrevista coletiva de imprensa nesta terça, ressaltou novamente que a Coronavac é segura e reiterou que a morte do voluntário não está relacionada ao imunizante.

“Nós estamos tratando aqui de um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Essa informação está disponível à Anvisa desde o dia 6, quando foi notificado o evento adverso grave”, afirmou.

Anvisa interrompe estudos da Coronavac após “evento adverso grave”

(Foto: Divulgação)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, em nota, que suspendeu os estudos clínicos da vacina Coronavac, uma das que estão em estudo contra o novo coronavírus. A suspensão ocorreu por causa de um “evento adverso grave” ocorrido. A Anvisa não informou qual evento seria. Pode ser desde a internação de um voluntário até a sua morte.

De acordo com a agência, esse evento adverso ocorreu em 29 de outubro. Agora, a agência reguladora vai analisar os dados observados até o momento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo. Esse tipo de interrupção nos estudos, segundo a Anvisa, é parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas para estudos desenvolvidos no Brasil.

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Pfizer afirma que vacina preveniu 90% das infecções provocadas pela covid

Vacina pode sair ainda no final deste ano.

A semana começa com uma novidade sobre a pandemia da covid-19. A farmacêutica norte-americana Pfizer, que desenvolve uma vacina contra o novo coronavírus em parceria com o laboratório alemão BioNTech, afirmou que seu imunizante preveniu mais de 90% das infecções.

A eficácia foi alcançada sete dias depois da segunda dose da vacina e 28 dias após a primeira, anunciou o grupo em um comunicado divulgado nessa segunda-feira (9). “Um grande dia para a ciência e para a humanidade”, afirmou o CEO da Pfizer, Albert Bourla.

A vacina está prestes a concluir sua última fase de testes e mais de 43.000 voluntários já a receberam. Entretanto, o Brasil ainda não possui acordo com a farmacêutica para receber doses dessa vacina. A expectativa é que sejam produzidas cerca de 100 milhões de doses ainda nesse ano e uma porcentagem entre 5% a 10% poderia chegar ao país mediante um entendimento.

Anvisa autoriza retomada de estudos da vacina da Johnson & Johnson

A Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira (03) a retomada dos estudos clínicos da vacina contra a covid19 elaborada pelo laboratório Janssen-Cilag, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson.

A decisão garante segurança aos voluntários brasileiros que queiram participar dos testes que estavam suspensos desde 12 de outubro após um voluntário americano apresentar um evento adverso grave.

A Anvisa informou em nota que “concluiu que a relação benefício e risco se mantém favorável e que o estudo poderá ser retomado”. A autorização para a retomada dos estudos teve como base dados do evento adverso envolvendo o voluntário americano e informações do Comitê Independente de Segurança. A agência analisou ainda dados da autoridade regulatória norte-americana (Food and Drugs Administration – FDA).

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Fiocruz espera que vacinação contra covid-19 comece até março de 2021

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, espera que comece até março do ano que vem a imunização contra a Covid-19 com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. A Fiocruz assinou um acordo, em agosto, para transferência de tecnologia e produção dessa vacina no Brasil. Segundo Nísia, a produção deve começar entre janeiro e fevereiro.

A nossa expectativa é que possamos encaminhar todo esse processo da vacina que precisa ter a validação da pesquisa. Entre os meses de janeiro e fevereiro estaremos iniciando a produção. Todo trabalho acompanhado pela agência Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e, assim, temos toda a esperança que possamos, no primeiro trimestre de 2021, iniciar esse processo de imunização, como um dos instrumentos importantes para que nós possamos lidar com essa pandemia e todos os impactos na nossa sociedade”, disse Nísia.

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Covid-19: Anvisa autoriza importação de matéria-prima para vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou hoje (28) a importação, em caráter excepcional, da vacina CoronaVac na forma de produto intermediário, ou seja, não envasado. O insumo é fabricado pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Por meio de nota, a agência informou que a solicitação de importação da matéria-prima para fabricação da vacina foi feita pelo próprio Butantan. A CoronaVac ainda não tem registro no Brasil. “Os estudos ainda estão em andamento e não existe previsão de data para a vacinação”, ressaltou a Anvisa.

Testes clínicos

A CoronaVac está na terceira fase de testes clínicos. Como a Anvisa já havia aprovado a ampliação do estudo para 13 mil voluntários, o governo paulista decidiu ampliar o número de centros de pesquisa. Na fase atual, metade dos participantes recebe a vacina e a outra metade, placebo.

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Oxford anuncia que vacina induziu ‘fortes respostas imunes’ em idosos

Vacina pode sair ainda no final deste ano.

A Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca anunciaram, nessa segunda-feira (26), que a vacina que estão desenvolvendo contra a Covid-19 induziu “uma forte resposta imune” em idosos durante testes de fase 2 feitos no Reino Unido. Os resultados preliminares dos testes serão publicados “nas próximas semanas” em revista científica, segundo a Oxford.

A vacina de Oxford é uma das quatro que passam por testes de fase 3 no Brasil – a última etapa antes que possa ser liberada para uso geral. No Reino Unido, ela foi testada em pessoas com idades de 56 a 69 anos e em um segundo grupo, com idosos com 70 anos ou mais.

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Bolsonaro diz que “não vai correr” para liberar vacina

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa quinta-feira (22) que não há pressão da ala militar do governo para que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vá para a reserva. O general da ativa foi alvo de críticas após anunciar a compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa, contrariando o discurso de Bolsonaro, que depois mandou cancelar o protocolo.

Na live desta quinta, Bolsonaro justificou que a vacina ainda não foi reconhecida pelo Ministério da Saúde e nem certificada pela Anvisa.  “Queriam que comprasse 100 milhões de doses da vacina da China e a vacina não está pronta ainda“.

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Segundo OMS, Brasil não terá vacinação em massa em 2021

A vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, disse, durante entrevista à CNN Brasil, que é possível “ter certeza” que o Brasil não vai ter uma vacinação em massa já em 2021 contra o novo coronavírus.

“Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada”, disse.

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