Com crescimento nos casos de violência, moradores do município de Sertânia, no Sertão de Pernambuco, vivem amedrontados. E a falta de policiamento tem contribuído para que as pessoas tenham receio até de atravessar a rua durante o dia. Após denúncias, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) encaminhou recomendações à Secretaria de Defesa Social para reforçar a segurança, entre elas a criação e uma força-tarefa composta por delegado, escrivão e agentes de polícia para atuar exclusivamente na conclusão dos inquéritos policiais em aberto referentes a crimes dolosos contra a vida, contra o patrimônio, contra a dignidade sexual e por tráfico de drogas. A SDS tem 30 dias para atender à recomendação.
De acordo com o promotor de Justiça Júlio César Elihimas, a população de Sertânia vem fazendo constantes reclamações sobre a grande quantidade de furtos e assaltos, bem como o recorrente transporte de carga roubada pela cidade. Porém, as polícias Civil e Militar não dispõem de recursos adequados para desempenhar suas funções.
No caso da Polícia Civil, o delegado que atua em Sertânia está acumulando outros dois municípios. “Há grande quantidade de inquéritos com prazo legal expirado e requisições do Ministério Público que não foram atendidas”, afirmou. O MPPE recomendou ao secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e ao chefe da Polícia Civil, Antônio Barros, que providenciem, em até 30 dias, o aumento do efetivo de policiais na delegacia e que a unidade conte sempre com um mínimo de dois agentes, para que não feche em horário de almoço, jantar ou em caso de saída para atender a ocorrências. A delegacia também terá que funcionar 24 horas.






















