Juazeiro avança na construção do Plano Municipal de Segurança Pública

A Prefeitura de Juazeiro segue avançando na elaboração do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS). Entre os dias 28 e 30 de abril, foram realizadas plenárias com reuniões intersetoriais envolvendo diversas secretarias municipais e conselhos. Nesta fase de construção, foram promovidas escutas com representantes das secretarias e da comunidade, com o objetivo de mapear as ações já desenvolvidas no município, analisar indicadores de criminalidade e violência e compreender os impactos desses fatores no cotidiano da população. O momento reuniu diferentes vozes, ideias e experiências em torno de um objetivo comum: construir uma cidade mais segura para todos.

O PMSPDS conta com a consultoria do Instituto Cidade Segura. De acordo com o coordenador do plano, Alberto Kopittke, especialista em segurança pública, o diagnóstico situacional permitirá aprofundar a coleta de dados e reunir sugestões qualificadas, etapa essencial para a formulação de ações estratégicas a serem implementadas.

“Estamos promovendo um amplo processo de diálogo com secretarias e lideranças comunitárias para conhecer as ações, desafios e indicadores de violência, sobretudo contra as mulheres. A partir disso, vamos estruturar soluções e programas que contribuam para integrar esforços e fortalecer o plano municipal”, destacou.

Para o secretário de Segurança Cidadã, Adegivaldo Mota, o PMSPDS estabelecerá bases sólidas para uma atuação conjunta e coordenada entre instituições e órgãos de segurança, definindo o papel de cada setor da administração pública e da sociedade. “Esse plano reforça o compromisso da gestão com a segurança em nossa cidade. Trata-se de uma iniciativa estratégica para organizar e fortalecer ações com foco na prevenção e na integração entre forças de segurança, instituições públicas e sociedade, porque segurança pública é responsabilidade de todos”, afirmou.

A participação popular também foi destaque durante as plenárias. Moradores, como uma representante do bairro João XXIII, contribuíram com demandas e sugestões. “É muito importante que nós, comunitários, sejamos ouvidos. Tive a oportunidade de apresentar problemas do nosso bairro que, se resolvidos, vão melhorar a segurança da região”, declarou.

A próxima etapa do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Juazeiro dará continuidade à coleta de dados operacionais, além do levantamento de programas e projetos já desenvolvidos no município.

Ascom

Fim da escala 6×1 avança no Congresso e eleva receio de setores produtivo e financeiro

À medida que a discussão sobre a redução da carga horária de trabalho, com o fim gradual da escala 6 por 1, avança no Congresso, cresce o receio, no setor produtivo, de aumento de custos, e, no setor financeiro, de impactos sobre as contas públicas. O que se coloca sobre a mesa de discussão, entre analistas especializados na área fiscal, é que provavelmente será necessária alguma concessão para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o artigo 7.º da Carta Magna, hoje fixado em 44 horas semanais.

No mercado financeiro, a percepção é de que o potencial relator da PEC, Paulo Azi (União Brasil), pode conduzir a proposta de forma mais moderada, mas o avanço das conversas já é visto como negativo. A diretora de Macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, Solange Srour, acompanha as discussões na Câmara, no Senado e em vários setores da economia. Para ela, as conversas caminham para um acordo que envolva a desoneração da folha como compensação a eventual aumento de custos para as empresas – algo que vai contra as intenções da Fazenda.

“Só a diminuição da jornada 6 por 1 não gera impacto fiscal. Isso tem impacto presumido, aumento de custo. Se houver um tipo de desoneração da folha, vai ter impacto fiscal. E no orçamento não tem espaço para nada disso, nem 2026 e nem para a frente, dado que a gente está trabalhando no limite do limite para trazer as metas de primário colocadas pelo governo”, disse Solange.

Ela acrescenta que há uma “discussão grande” sobre se a redução da jornada trará aumento de produtividade, e considera que, no caso do Brasil, a resposta é negativa. “Países que já aumentaram a produtividade deveriam poder discutir isso sem tantas preocupações. Não é o caso do Brasil”.

A economista ressalta que o governo federal não pode abrir mão de arrecadação e lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) – órgão que mediou o acordo entre Executivo e Legislativo para eliminar a desoneração da folha até 2027 – determinou que qualquer gasto ou renúncia de receita precisa vir acompanhado de fonte de compensação.

Por isso, qualquer despesa ou desoneração que surja como contrapartida ao fim da jornada 6 por 1, sem fonte de recursos, configurará novo desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. “Não precisa o STF falar sobre isso. É uma lei que já foi aprovada, mas que não é respeitada. Hoje se cria despesa e desonera sem ter a contrapartida que deveria ocorrer se a lei fosse respeitada”, disse Solange.

Cientista político e analista econômico da Tendências Consultoria Integrada, Rafael Cortez também acredita que a redução da jornada exigirá concessões tributárias, reforçadas pela pressão de grandes grupos econômicos no Congresso. Ele ressalta que a proposta combina dois fatores de alto apelo político e eleitoral: redução da jornada e desoneração. “O problema é encontrar uma contrapartida à renúncia de receitas para manter a legalidade do fim da jornada 6 por 1 tendo em vista o estabelecido pelo STF”, disse Cortez.

O fim da escala 6 por 1 é um dos trunfos do governo para a campanha de reeleição do presidente Lula no pleito de outubro e já pressiona o Congresso. Levantamento feito pela Nexus mostra que quase dois terços da população brasileira aprovam a redução da jornada e que, no Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do País, o apoio é ainda maior.

Segundo Solange Srour, a volta do tema ao centro do debate político traz mais uma conta para o Orçamento, que opera com déficits recorrentes, dívida crescente e baixa credibilidade fiscal. A economista lembra que desonerações raramente são neutras, temporárias ou bem focalizadas.”A política de alívio sobre a folha, renovada sucessivas vezes, gerou perdas bilionárias de arrecadação sem evidências consistentes de ganhos duradouros em emprego ou produtividade. Transformou-se em benefício permanente, capturado por setores organizados, e em obstáculo adicional à consolidação fiscal. Agora, corre-se o risco de repetir o mesmo roteiro: aprova-se uma medida popular, ignora-se seu impacto econômico e, em seguida, tenta-se ‘corrigir’ o problema com mais renúncia tributária”, criticou a economista da UBS Global Wealth Management.

Estadão Conteúdo

“Seca Extrema” avança em Pernambuco e atinge 72 municípios em janeiro, diz a Apac

A chuva de fevereiro no Sertão e Agreste de Pernambuco tem trazido alívio aos moradores do interior e esperança de, ao menos, amenizar os indicadores de “Seca Extrema” que segue avançando no estado. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) publicou, na última quinta-feira (19), uma atualização do Boletim de Acompanhamento da Seca em Pernambuco, relativo a janeiro de 2026.

O número de municípios classificados em situação de “Seca Extrema” aumentou de 58, em dezembro de 2025, para 72, em janeiro deste ano. O avanço indica que 14 localidades, antes na categoria “Seca Grave”, passaram a integrar o grupo de “Extrema”, ampliando a área do Sertão e do Agreste do estado. Também segundo o Mapa Pernambuco de janeiro, houve ampliação do número de municípios em “Seca Moderada”: de 38, em dezembro do ano passado, para 57.

Os dados do Monitor da Seca da Apac mostram o avanço da “Seca Moderada” em boa parte do Agreste, chegando a invadir a Zona da Mata Sul. Somente no Boletim de Acompanhamento da Seca de fevereiro, a ser publicado em meados de março, será possível saber o quanto as chuvas deste mês impactaram nos indicadores.

Diario de Pernambuco

Pernambuco registra avanços no combate à criminalidade em julho

Pernambuco registrou, em julho de 2025, avanços significativos no combate à criminalidade, consolidando o quarto mês consecutivo de retração nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs). O destaque ficou para os roubos a coletivos, que tiveram uma redução de 50,8% em relação ao mesmo período do ano passado, caindo de 59 para 29 ocorrências. No acumulado de janeiro a julho, a queda chegou a 7,3%. Os resultados refletem o esforço integrado das forças de segurança, com ações de inteligência, presença ostensiva e operações especiais. A Força-Tarefa (FT) Coletivos tem aprimorado a precisão no enfrentamento aos grupos criminosos, identificando horários e locais mais vulneráveis.

Nesse esforço, a Polícia Civil atua com inteligência e investigações, além de realizar a prisão de pessoas reincidentes na prática de assaltos a coletivos, garantindo maior efetividade às ações preventivas e repressivas. Já a Operação Transporte Seguro, reforçada pela atuação da Polícia Militar com patrulhamento embarcado, abordagens estratégicas e mapeamento de áreas críticas, tem sido essencial para a proteção de um sistema de transporte que realiza 570 mil viagens de ônibus mensalmente na Região Metropolitana do Recife. Medidas complementares, como a “Operação Medina” em dias de jogos, feriados e finais de semana, contribuem para coibir delitos como depredação de veículos e o perigoso “surf em ônibus”.

Outro indicador positivo foi a redução de 14% no número de celulares subtraídos em julho, somando quatro meses seguidos de queda. Apenas no mês passado, 860 aparelhos foram recuperados, e no acumulado do ano esse número chega a 5.529. No conjunto dos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), a retração foi de 4,3% em julho e de 3,7% no acumulado de 2025, configurando o segundo melhor resultado da série histórica para o mês, com 3.591 casos, atrás apenas de 2023.

Para o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, o momento é de confiança. “Com a entrada dos 2.299 novos policiais militares que já estão nas ruas e o total de 7 mil integrantes às forças de segurança até o próximo ano, os resultados, já obtidos, seguirão em queda. O Governo de Pernambuco está cumprindo a promessa de reaparelhamento e fortalecimento da segurança pública, garantindo mais proteção para a população”, afirmou o gestor.

O balanço também mostra impacto positivo na redução de Mortes Violentas Intencionais (MVIs), que caíram 13,8% em julho, passando de 275 para 237 casos. A produtividade policial reforça esse cenário: nos sete primeiros meses de 2025 foram 18.195 conduções em flagrante delito de todas as modalidades criminosas, entre elas crimes de homicídios, crimes patrimoniais, violência doméstica e tráfico de entorpecentes. Além da apreensão de 3.508 armas. As estatísticas são consolidadas pela Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE) da Secretaria de Defesa Social.

Ascom

Conselhos do IPJ reforçam participação dos servidores e definem avanços para a gestão

A reunião ordinária dos Conselhos Deliberativo e Fiscal do Instituto de Previdência de Juazeiro (IPJ), realizada nesta terça-feira (19), mostrou mais uma vez a força da participação dos servidores ativos, aposentados e pensionistas nas decisões do Instituto. O encontro abriu espaço para debates sobre melhorias na transparência, novos instrumentos de aproximação com os segurados e definiu uma reunião extraordinária para tratar da construção do Código de Ética do IPJ.

A presidente do Conselho Deliberativo, Ianni Almeida, destacou o caráter democrático do processo e a relevância do engajamento dos servidores. “Nós nos reunimos mensalmente para debater aspectos fundamentais do Instituto, sempre pensando nas melhores práticas de gestão. Nosso maior desafio é aproximar cada vez mais os servidores do IPJ, para que entendam a finalidade e a importância dele para o presente e o futuro. Nesta reunião, inclusive, já agendamos uma extraordinária para iniciar a construção do Código de Ética, um instrumento que ainda não temos e que será essencial para fortalecer a atuação da instituição”, destacou.

O diretor-presidente do IPJ, Davi Stallone, também ressaltou que os conselhos são fundamentais para consolidar avanços e fortalecer a previdência municipal. “As decisões do IPJ são fruto de um diálogo permanente com os servidores e seus representantes. Além da construção do Código de Ética, estamos apresentando um plano de trabalho para conter o déficit atuarial e mobilizar os segurados em audiências públicas, fortalecendo a transparência e a credibilidade do Instituto”, enfatizou.

Entre as propostas discutidas estão a realização de um seminário para apresentar o papel do IPJ aos servidores, a criação de ferramentas digitais que facilitem o acesso a informações previdenciárias, como simulação de aposentadoria e contracheques, além de ações para qualificar a gestão e conquistar o selo Pró-Gestão nível 2. A próxima reunião extraordinária dos conselhos já está marcada e será dedicada à elaboração do Código de Ética, refletindo o empenho do IPJ com a ética, a responsabilidade e a participação coletiva.

Ascom

Avanço das obras da Adutora em Campos é acompanhado por gestão municipal e presidente da CERB

As obras da Adutora na Comunidade de Campos, no Distrito de Maniçoba, seguem em andamento e trarão benefícios para diversas comunidades rurais de Juazeiro. Sábado (08), o presidente da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB), Jayme Vieira, esteve no local para acompanhar o progresso da obra, que tem investimento de R$ 900 mil do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Juazeiro.

A adutora beneficiará mais de 300 pessoas nas comunidades de Lagoa do Mandacaru, Martins, Vila de Zé Neide, Lagoa do Bastião e arredores, garantindo acesso à água potável e melhorias na qualidade de vida.

O produtor rural Manoel Ferreira expressou a expectativa da população em relação à conclusão do projeto.”Estamos muito felizes com essa obra, vai melhorar cem por cento para nós, porque não temos água potável para o nosso consumo, e isso é ruim para a nossa saúde. O prefeito já começou a trabalhar para o interior e agradecemos por isso”, disse o produtor.

“A tão esperada adutora está chegando, levando água potável e dignidade para o nosso povo. Quero agradecer ao governador Jerônimo Rodrigues e ao presidente da CERB, Jayme Vieira, que não tem medido esforços para levar água para as comunidades rurais de Juazeiro, com projetos de adutoras para a zona rural”, destacou o prefeito Andrei Gonçalves. Jayme Vieira destacou o compromisso do governo estadual em ampliar o abastecimento de água em Juazeiro. “Esse investimento garantirá mais saúde e qualidade de vida para a população local”, concluiu.

A diretora do SAAE, Fabiana Egashira, informou que a equipe já está mobilizada para realizar as ligações intradomiciliares assim que a adutora for concluída. “As famílias poderão ter água potável direto em suas torneiras”, ressaltou. A visita às obras, que contou com a presença do vice-prefeito, Tiano Félix, do presidente da Câmara de Vereadores, Mitu do Sindicato, vereadores, secretários de governo e lideranças locais e moradores, reafirma o compromisso da Prefeitura de Juazeiro e do Governo do Estado em promover melhorias na infraestrutura hídrica do município, garantindo mais qualidade de vida para a população da zona rural.

Ascom