“Não tem por que me condenar”, diz Bolsonaro no STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na tarde desta segunda-feira (9), os interrogatórios dos réus do núcleo 1 investigados por participação na suposta tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições presidenciais de 2022.

O primeiro a ser ouvido foi o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e um dos delatores do caso.

Durante o intervalo da sessão, o ex-presidente conversou com a imprensa e afirmou que não vê motivos para uma eventual condenação. “Eu não tenho preparação para nada, não tem por que me condenar. Estou com a consciência tranquila”, declarou. Segundo Bolsonaro, não houve qualquer tentativa formal de implementar medidas como estado de defesa ou de sítio, pois, para isso, seria necessário convocar os Conselhos da República e de Defesa, o que não ocorreu.

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STF inicia interrogatório de acusados de tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta segunda-feira (9) os interrogatórios dos oito réus acusados de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Entre os investigados está o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados integram o chamado “núcleo crucial” de uma organização criminosa que teria atuado com o objetivo de romper a ordem democrática no país.

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STF decreta prisão de Carla Zambelli e determina bloqueio de bens, redes sociais e passaporte

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) a prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que anunciou recentemente ter deixado o país. A decisão atende a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na terça-feira (3).

Além da ordem de prisão, Moraes impôs uma série de medidas adicionais, entre elas o bloqueio dos passaportes da parlamentar — inclusive o diplomático — e a suspensão do pagamento de salário e de quaisquer verbas de gabinete pela Câmara dos Deputados.

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EDITORIAL: Regulação ou Censura? O perigoso caminho do controle das redes sociais no Brasil

A proposta de regulação das redes sociais no Brasil tem gerado um dos debates mais sensíveis e necessários da atualidade. A intenção declarada é combater a desinformação, os discursos de ódio e proteger a democracia. Mas a linha entre o que se considera regulação e o que pode se configurar como censura é tênue e extremamente perigosa.

Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do ministro Luís Roberto Barroso, retomará o julgamento que pode estabelecer como as plataformas digitais serão responsabilizadas por conteúdos postados por usuários. O ministro afirma que o STF não está legislando, mas apenas cumprindo seu papel diante da omissão do Congresso Nacional, que, segundo ele, não aprovou uma legislação específica. No entanto, essa justificativa levanta sérias preocupações sobre a separação dos poderes e o risco de extrapolação de competências.

O mais inquietante é perceber que esse movimento regulatório tem ecos de regimes autoritários. O próprio presidente Lula, recentemente em visita à China, país notoriamente conhecido por sua censura sistemática nas redes, chegou a discutir com o presidente Xi Jinping modelos de regulação digital. Isso, por si só, já acende o sinal de alerta: estaríamos importando práticas autoritárias para um país que se diz democrático?

A alegação de que se quer “proteger” a sociedade pode esconder um objetivo mais nocivo: silenciar vozes dissonantes. A liberdade de expressão corre sério risco quando se começa a punir cidadãos por críticas a autoridades. O que antes era visto como um exercício legítimo de opinião, pode passar a ser classificado como “agressão” ou “discurso de ódio”, de acordo com interpretações subjetivas e convenientes ao poder.

O cerceamento da liberdade de fala sob o pretexto de moderação é o primeiro passo para um controle ainda maior. Os que hoje defendem a regulação por motivos ideológicos podem, amanhã, tornar-se as vítimas de um sistema que criminaliza opiniões divergentes. A história nos ensina que regimes autoritários não se constroem do dia para a noite. Começam assim: com o controle da palavra.

O Congresso Nacional, que deveria ser a casa do povo, tem sido omisso. Agora tenta correr atrás do prejuízo, prometendo tomar a frente do debate. Mas o tempo perdido favoreceu o avanço de decisões monocráticas e julgamentos com profundos impactos sociais, tomados por uma instância que, por mais respeitável que seja, não foi eleita para legislar.

Regulação, sim, é necessária para proteger crianças, evitar crimes, coibir abusos. Mas ela precisa ser clara, transparente e, acima de tudo, respeitar os fundamentos da democracia. Liberdade de expressão não é um privilégio, é um direito constitucional.

Precisamos de vigilância, de debate amplo e plural, e de leis que reflitam a vontade do povo, não de decisões impostas de cima para baixo. O Brasil não pode flertar com a censura. Porque quem cala hoje os outros, corre o risco de não poder falar amanhã.

Waldiney Passos

Réus da tentativa de golpe, incluindo Bolsonaro, serão interrogados por Moraes na próxima segunda-feira

(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A fase de interrogatórios do núcleo central da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 terá início na próxima segunda-feira (9), no Supremo Tribunal Federal (STF). Pela primeira vez, os oito réus — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro — ficarão frente a frente com o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

Os depoimentos ocorrerão na sala de audiências da Primeira Turma do STF. O primeiro a ser ouvido será o tenente-coronel Mauro Cid, por ser colaborador da Justiça.

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Moraes ouve testemunhas de Bolsonaro na ação do golpe

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ouve nesta sexta-feira (30) os depoimentos das testemunhas de defesa indicadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal sobre a trama golpista. Em março deste ano, Bolsonaro e mais sete acusados se tornaram réus após serem denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O principal depoimento será do governador de São Paulo e ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro Tarcísio de Freitas, previsto para começar às 8h, por videoconferência. Mais cinco testemunhas do ex-presidente devem depor no período da tarde, a partir das 14h.

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Ex-diretor da PRF afirma que recebeu ordens para operação com foco em ônibus que iam ao Nordeste antes do 2º turno de 2022

O ex-diretor de Operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Djairlon Henrique Moura, declarou nesta terça-feira (27), em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), que recebeu ordens para realizar uma operação de fiscalização voltada a ônibus com eleitores que se deslocavam do Centro-Oeste e Sudeste em direção ao Nordeste, dias antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Segundo Moura, a orientação partiu do então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, e do então diretor de Operações, Fernando de Souza Oliveira. Ele ressaltou, no entanto, que a ação ocorreu entre os dias 21 e 27 de outubro, portanto antes do segundo turno, e negou que houvesse motivação política.

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No STF, general diz que barrou PM no 8/1 para “coordenar” prisões

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (22), o general Júlio Cesar de Arruda afirmou que não autorizou a entrada imediata da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na área em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023.

Segundo ele, a decisão visava permitir que a prisão dos manifestantes acampados ocorresse de forma coordenada, e não de maneira abrupta.

Arruda foi ouvido como testemunha de defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e delator na investigação sobre tentativa de golpe de Estado. O general disse conhecer Cid apenas por contatos esporádicos e negou saber de qualquer envolvimento dele com planos golpistas.

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Ex-chefe da FAB confirma que general alertou Bolsonaro sobre prisão

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Carlos de Almeida Baptista Júnior, confirmou nesta quarta-feira (21) que o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, alertou o ex-presidente Jair Bolsonaro de que ele poderia ser preso caso insistisse em manter-se no poder após a derrota nas eleições de 2022.

A declaração foi dada durante depoimento de Baptista Júnior como testemunha na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado no fim do governo Bolsonaro, com base em denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Ex-coordenador da PRF confirma ações para barrar eleitores em 2022

O ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Adiel Pereira Alcântara, confirmou nesta segunda-feira (19) a realização de ações de “policiamento direcionado” durante o segundo turno das eleições de 2022, com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores identificados com o Partido dos Trabalhadores (PT).

A declaração foi dada em depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como testemunha de acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo que investiga o Núcleo 1 da chamada trama golpista, composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus.

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STF inicia depoimentos de testemunhas da trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (19), às 15h, a fase dos depoimentos de testemunhas de acusação e defesa dos réus do núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Entre os dias 19 de maio e 2 de junho serão ouvidas 82 testemunhas indicadas pela procuradoria, que faz a acusação, e pelas defesas dos acusados. Os depoimentos vão ocorrer por videoconferência e serão tomados simultaneamente para evitar a combinação de versões entre os depoentes.

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Por unanimidade, STF condena Zambelli e hacker por invasão aos sistemas do CNJ

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti por envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A decisão foi tomada no plenário virtual da Corte, com os ministros acompanhando o voto do relator, Alexandre de Moraes.

O julgamento teve como base a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que imputou aos réus os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

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Câmara recorre de decisão do STF sobre ação penal contra Ramagem

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta terça-feira (13), por meio da rede social X, que protocolou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação tem como objetivo garantir a validade da votação da Câmara que suspendeu a ação penal contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

“Ingressamos nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal com uma ação para que prevaleça a votação pela suspensão da ação penal contra o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ)”, escreveu Motta.

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Turma do STF tem maioria para condenar Zambelli a 10 anos de prisão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta sexta-feira (9), maioria de votos favorável à condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão, em razão da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023.

Os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela condenação da parlamentar pelos crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. Ainda restam os votos dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia.

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STF marca para esta sexta análise da decisão da Câmara sobre Ramagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta sexta-feira (9), às 11h, o julgamento da decisão da Câmara dos Deputados que determinou a suspensão da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A análise ocorre no plenário virtual da Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. A votação seguirá até terça-feira (13).

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