Ministério Público alerta alguns municípios sobre gastos com São João

MPPEEm Pernambuco o mês  de junho é esperado por todos com muita expectativa dada a realização de grandes festas de São João em vários municípios do interior do Estado.

Para atrair maior público e movimentar a economia local, alguns gestores municipais contratam artistas com recursos públicos, inclusive por aqueles municípios em dificuldades financeiras.

Por conta disso, o Conselho Superior do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou aos promotores de Justiça que expeçam recomendações aos prefeitos, no sentido de que avaliem a pertinência do gasto, perante a situação financeira das cidades.

A recomendação aos promotores de Justiça foi proposta pelo corregedor-geral, Renato da Silva Filho, durante a 17ª reunião ordinária do Conselho Superior e aprovada por unanimidade pelos procuradores de Justiça presentes. De acordo com o corregedor, a ideia de recomendar aos promotores de Justiça que atentem para alertar os gestores sobre os gastos públicos com festas, em detrimento dos serviços como saúde e educação, surgiu após o corregedor ver uma notícia sobre o São João do município de Bom Conselho, com a contratação de um show no valor de R$ 500 mil, sem licitação.

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Prefeitos de Pernambuco se reúnem em Recife

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A capital pernambucana, Recife, sediará a partir de hoje, o – 3º Congresso Pernambucano de Municípios. O evento que acontece no Centro de Convenções até o próximo dia 13, tem o patrocínio da Amupe-  Associação Municipalista de Pernambuco, o apoio do Governo do Estado e de várias outras entidades. As pessoas presentes participarão de palestras e mesas redondas.

O procurador geral do Ministério Público de Contas (MPCO), Cristiano Pimentel, participará de uma mesa redonda, na manhã do dia 12 de abril, sobre “O último ano de mandato e o controle externo” juntamente com o ministro José Múcio Monteiro (TCU) e o promotor de justiça Maviael de Souza Silva, que dará ênfase ao último ano de mandato, quando o gestor público enfrenta restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse é um dos temas mais cogitados e de maior interesse entre os prefeitos pernambucanos.

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Municípios e Estados Pernambucanos protestam por mais recursos do Governo

Amupe reunida em protesto

Um provérbio inglês ressalta que “só há duas certezas na vida: a morte e os impostos”. No Brasil, calcula-se que a soma dos tributos arrecadados pelo Estado represente um terço de tudo o que é produzido no País. A proporção é semelhante em nações desenvolvidas, como Alemanha, Reino Unido, Espanha e Canadá, mas não é preciso muito esforço para perceber que, quando comparada à de países ricos, a qualidade dos serviços públicos oferecidos aqui ainda deixa a desejar. Na opinião de gestores públicos e deputados pernambucanos, um dos passos para resolver essa distorção pode estar em uma melhor distribuição das receitas entre Estados, municípios e União.

O pleito é antigo, mas ganha força nas casas legislativas, dentro das discussões sobre os cortes de despesas públicas, a criação de novos impostos e as formas de atravessar a crise econômica sem prejudicar serviços essenciais. Por força de prefeitos, governadores e parlamentares, a divisão de recursos e de responsabilidades entre os diferentes níveis de governo figura no centro do debate acerca da repartição de competências entre os entes da federação – o chamado Pacto Federativo.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o Governo Federal concentra atualmente 54% de tudo o que é recolhido em tributos, restando 25% para os Estados e 21% para os mais de cinco mil municípios do País. De acordo com prefeitos, o montante não é suficiente para honrar obrigações com servidores, programas de saúde, merenda, mobilidade e infraestrutura das cidades. “A causa da penúria dos municípios é essa repartição injusta e desequilibrada dos recursos”, considera o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota.

A entidade denuncia que, em razão do pouco dinheiro disponível, as prefeituras têm comprometido 23% de seus orçamentos com a saúde pública, quando a exigência constitucional é de apenas 15%. Não à toa, as deficiências do setor são assunto recorrente tanto entre as queixas da população quanto entre as súplicas dos chefes do Executivo por mais fontes de financiamento. “Os programas de saúde custam o triplo do que é repassado pela União”, estima Patriota.

Senador Fernando Bezerra recebe prefeitos pernambucanos e sinaliza apoio parlamentar aos municípios

Deputado Fernando Filho (E); senador Fernando Bezerra; prefeito de Catende, Otacílio Alves; e o vereador Rinaldo Fernandes

Os prefeitos dos municípios pernambucanos de Catende, Paulista e de Serrita se reuniram com o senador Fernando Bezerra, em seu Gabinete em Brasilia, nesta semana, em busca do apoio do parlamentar no sentido de solucionar questões nas áreas da saúde, educação e infraestrutura, e em projetos de melhorias para as regiões.

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Prefeito de Paulista, Júnior Matuto, e o senador Fernando Bezerra

Os representantes municipais discutiram com Fernando Bezerra ações conjuntas para contornar as dificuldades que essas cidades vem passando, devido ao atual momento de limitação na gestão de recursos, e pediram a intervenção do senador, junto ao Governo Federal, no atendimento dessas demandas.

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Prefeito de Serrita, Carlos Cecilio, e o senador Fernando Bezerra

Última assembleia dos prefeitos pernambucanos será no dia 18

O Presidente da Amupe e Prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (foto), anunciou na reunião do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – CIMPAJEÚ, que a última assembleia estadual dos prefeitos pernambucanos, será na próxima sexta-feira (18) pela primeira vez em Afogados da Ingazeira.

A realização da assembleia em Afogados da Ingazeira, foi um pedido dos prefeitos ao Presidente da Amupe, para retribuir o tempo que ele dedica a entidade, e as lutas que tem assumidos a frente da Amupe em defesa dos municípios.

Os prefeitos começarão a chegar na quinta-feira (17), onde será oferecido pela Amupe, um jantar de confraternização.

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