SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia – Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

LEIA MAIS

Amigas com leucemia morrem no mesmo dia com 1 hora de diferença

Lara Gabriela Noé Diniz Vláxio e Maria Eduarda Ramos, conhecida como Duda, morreram na última segunda-feira (11), com cerca de uma hora de diferença, após anos de tratamento contra a leucemia. As duas adolescentes tinham 17 anos, eram naturais de Rondônia e se conheceram durante o tratamento oncológico, onde construíram uma amizade marcada pela rotina de internações, exames e sessões de quimioterapia.

Ao longo da luta contra o câncer, Lara e Duda compartilharam medos, dores e também planos para o futuro. Nas redes sociais, uma das homenagens mais repercutidas após as mortes dizia: “Os planos de Deus eram que elas caminhassem juntas, mas de outra forma.” Lara Gabriela estudava no 3º ano da Escola Estadual Major Guapindaia, em Porto Velho. Em 2021, aos 12 anos, ela recebeu o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda (LLA), um tipo de câncer que afeta a medula óssea. Desde então, passou por anos de tratamento, entre sessões de quimioterapia, exames constantes e períodos de internação.

Em maio de 2024, Lara comemorou o encerramento da última etapa da quimioterapia. No entanto, em abril deste ano, revelou nas redes sociais que exames apontaram alterações preocupantes. Após realizar um mielograma, recebeu a confirmação da recaída. “O câncer voltou”, escreveu. Mesmo diante do novo diagnóstico, a adolescente afirmou que iniciaria um protocolo mais agressivo de tratamento e se preparava para um transplante de medula óssea. “Estou bem, sendo acompanhada e sigo confiante. Mais uma vez, vou vencer”, publicou.

Moradora de Cacoal, Maria Eduarda enfrentava a leucemia havia cerca de três anos e meio. Conhecida pelos apelidos “Duda da praça”, “Duda dos carrinhos” e “Duda do berê bordados”, ela era descrita pela família como uma jovem dedicada, trabalhadora e sempre sorridente. Parte do tratamento foi realizada no Hospital de Amor, em Porto Velho. Em 10 de abril deste ano, Duda celebrou a última sessão de quimioterapia ao lado de amigos e familiares, que acreditavam no início de uma nova fase.

A melhora, porém, durou pouco. Pouco tempo depois, a doença voltou de forma agressiva e atingiu o cérebro da adolescente, agravando rapidamente o quadro clínico. Segundo a família, Duda passou por uma semana intensa de tratamento antes de ser entubada. Depois, os médicos iniciaram os protocolos para confirmação de morte encefálica.

Comoção – As mortes das adolescentes provocaram comoção em Rondônia. Durante o tratamento, familiares e amigos mobilizaram campanhas de oração, doação de sangue e correntes de apoio para ajudar as duas jovens. Profissionais da saúde também prestaram homenagens nas redes sociais. Uma técnica de enfermagem descreveu Lara como “uma pequena estrela que transformava dias difíceis com sua presença”. Sobre Duda, afirmou que a adolescente deixou lições de “força, fé e amor”. Em uma das despedidas mais compartilhadas, uma amiga de Maria Eduarda escreveu: “Me espera na próxima vida, careca preferida.”

A Tarde

Leucemia é o câncer mais comum em crianças; alerta Hospital Dom Malan durante o “Fevereiro Laranja”

No mês de alerta para a Leucemia, conhecido como “Fevereiro Laranja”, o Hospital Dom Malan/IMIP de Petrolina (PE) lembra que esse é o tipo de câncer mais comum em crianças, chegando a doença a ser conhecida como Leucemia Infantil.

Cerca de 12 mil novos casos de câncer infantil são registrados no Brasil a cada ano, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). No mundo, 3% do total de casos de neoplasias malignas acometem jovens de 0 a 15 anos e a maioria deles acontece na primeira infância.

A boa notícia é que a taxa média de cura do câncer pediátrico no Brasil é de cerca de 80% – alguns tipos da doença chegam a ter índices ainda mais elevados. No entanto, para obter esses números, é essencial que o diagnóstico seja feito precocemente, com um tratamento realizado em centros especializados.

Para facilitar esse diagnóstico é preciso que os pais e equipes de saúde estejam atentos aos sintomas e sinais que, geralmente, se confundem com outros males na infância e não desaparecem uma semana após a visita ao pediatra. Podem ser sintomas da Leucemia: febre acima de 38º; dor nos ossos ou articulações; manchas roxas ou pontinhos vermelhos na pele; cansaço frequente e perda de peso sem razão aparente; ínguas no pescoço, axilas ou virilha; infecções frequentes, como candidíase ou infecção urinária.

Após o diagnóstico da doença, o médico discute com a família as opções de tratamento. O fator mais importante nessa escolha é o tipo de leucemia, mas outros também desempenham papel importante. O principal tratamento para a leucemia em crianças é a quimioterapia.

Para algumas crianças com leucemias de alto risco, a quimioterapia em altas doses pode ser administrada junto com o transplante de medula óssea. Outros tipos de tratamentos, como terapia alvo, cirurgia e radioterapia são utilizados em circunstâncias especiais. Quanto o tratamento termina, os médicos acompanham de perto a criança por alguns anos.

Em Petrolina a APAMI é a referência na assistência à saúde dos pacientes com câncer, e o Hospital Dom Malan/IMIP a referência hospitalar para mulheres e crianças em tratamento de alguns tipos de câncer. Informe-se. APAMI (87) 3862-8650/8654. HDM/IMIP (87) 3202-7000.

Ex-jogador do Salgueiro morre após luta contra leucemia

(Foto: Reprodução/Facebook)

Paulo Junior perdeu a batalha contra a leucemia. Internado no Recife desde a semana passada, a morte do jogador foi confirmada pela família nessa sexta-feira (2).

Paulo Júnior chegou ao Salgueiro em 2015, ano em que descobriu a doença. Após tratamento, se recuperou e voltou aos campos. No ano passado a leucemia voltou, ele conseguiu um transplante de medula óssea e continuou os tratamentos.

Paulo Júnior estava no Instituto de Medicina Professor Fernando Figueira (Imip) no Recife continuando o tratamento, mas morreu ao fim da manhã. O Salgueiro chegou a pedir doações de sangue para o atleta, que precisava de 18 bolsas por dia.

Paulo Júnior tinha 33 anos, era natural de Mossoró (RN) e atuou pelo ABC e América de Natal. Com carreira no exterior, o atleta voltou ao Brasil para defender as cores do Carcará do Sertão em 2015.

Ex-jogador do Salgueiro luta para vencer leucemia

O ex-jogador do Salgueiro, Paulo Júnior, está precisando de doações de sangue, devido a uma leucemia que ele enfrenta desde 2015. O ex-atacante do Carcará precisa de 18 bolsas de sangue por dia. Paulo vivia grande fase no Salgueiro quando descobriu a doença.

O ex-atleta do clube sertanejo necessita de doações de sangue de qualquer tipo, que podem ser feitas no Hemope, em Recife, no nome de Paulo Roberto Morais Júnior, que está internado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP).

Paulo está em um quadro clínico complicado, em uma rotina que se divide entre a quimioterapia e a UTI.

Jovem de Ouricuri que lutava contra Leucemia morre em Recife

Diagnosticada há 11 meses com Leucemia, a jovem ouricuriense Thais Alencar, 32 anos, morreu nesta quarta-feira (27) no Hospital do IMIP (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira), em Recife.

Familiares de Thais disseram que ela já havia encontrado uma medula óssea compatível – de uma criança dos Estados Unidos -, no entanto, o estado de saúde dela se agravou nas últimas horas e não houve tempo para o transplante.

Thais era casada e deixa um filho de apenas 5 anos. Filha da professora Marcilene Alencar, a jovem faria aniversário no próximo dia 31, véspera de ano novo.

Tabela do SUS conta com dois novos exames para detecção da leucemia

(Foto: ilustração)

O vírus pode ser transmitido pela relação sexual. (Foto: Ilustração)

Foi publicada ontem (27) no Diário Oficial da União (DOU) uma portaria que incorpora dois novos exames à tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para a detecção do vírus HTLV-1.

De acordo com a publicação, o SUS incorpora procedimentos laboratoriais para o diagnóstico da leucemia/linfoma de células T do adulto associado ao HTLV-1. O vírus pode ser transmitido pela relação sexual com uma pessoa infectada, pelo uso em comum de seringas e agulhas durante o uso de droga e da mãe infectada para a o recém-nascido, principalmente pelo aleitamento materno.

Juazeirense usa Facebook para falar da luta contra leucemia

blogueira

Edeilde Lopes tinha 15 anos quando acordou sentindo-se diferente. Os ossos do corpo inteiro doiam. As dificuldades para levantar da cama eram imensas. O apetite aos poucos sumiu, enquanto manchas tomaram conta de sua pele. Um cenário bem diferente da noite anterior, quando ela conversava com pessoas da mesma idade animadamente. Edeilde sempre foi uma adolescente disposta, com saúde. Não entendia os últimos acontecimentos com o próprio organismo. Os meses seguintes foram de dúvida, de um sofrimento compreensível.

O diagnóstico veio tão rápido quanto surpreendente. Edeilde tinha leucemia linfóide aguda, a neoplasia mais comum em crianças e ao mesmo tempo a que tem os maiores percentuais de cura, chegando até a 80%. A adolescente era muito jovem para compreender previsões médicas. Tudo aquilo não fazia parte de seus planos. Nascida em Juazeiro, na Bahia, deixou para trás a possibilidade de cursar direito na Universidade Federal da Bahia e mudou-se com a família para a pernambucana Petrolina por conta da oferta do serviço de Tratamento Fora de Domicílio.

Uma vez por semana, às segundas-feiras, a estudante, hoje com 22 anos, ainda vem ao Recife para acompanhamento médico. Viaja em um ônibus da empresa Progresso, cuja passagem é paga pelo governo federal. Os cuidados ainda precisam ser tomados porque em 2014 ela viveu a volta da doença, dois anos depois do fim do tratamento. Segundo os médicos, isso acontece com cerca de 20% dos pacientes. Hoje ela reage bem à quimioterapia. Não precisa de um transplante de medula óssea, como chegou a ser cogitado pela equipe médica. Espera nunca mais escutar de um médico despreparado que “daquele dia não passará”.

LEIA MAIS