PF faz buscas em gabinete de magistrado que absolveu estuprador

Agentes da Polícia Federal (PF) fizeram buscas e apreenderam objetos no gabinete do desembargador Magid Nauef Láuar, na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta sexta-feira (27). Os policiais federais estiveram no prédio do tribunal, em Belo Horizonte, no começo da tarde, junto com integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que acompanharam a coleta de objetos, equipamentos e documentos pertencentes ao desembargador.

A diligência foi autorizada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que também determinou o imediato afastamento do desembargador das funções que ele desempenha na 9ª Câmara Criminal. Segundo o TJMG, durante o afastamento cautelar, Láuar será substituído por um(a) magistrado(a) de primeiro grau, inclusive em futuros julgamentos. Por força de uma resolução do CNJ (135/2011), o desembargador continuará recebendo seu subsídio integral pelo tempo em que estiver afastado.

Decisão – No início do mês, Láuar absolveu um homem de 35 anos de idade a quem, em novembro de 2025, a 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari tinha condenado a nove anos e quatro meses de prisão por viver maritalmente e manter relações sexuais com uma garota de 12 anos, na cidade de Indianópolis, no Triângulo Mineiro.

Ao absolver o réu, Láuar concluiu que o homem e a menina viviam juntos, como um casal, com a autorização da mãe da garota, que também tinha sido condenada à prisão, por conivência, e a quem o desembargador absolveu. “O relacionamento entre o acusado e a menor não decorreu de ato de violência, coação, fraude ou constrangimento, mas sim de um vínculo afetivo consensual, com prévia aquiescência dos genitores da vítima e vivenciado aos olhos de todos”, anotou o magistrado em sua decisão.

A sentença fere o Código Penal, que estabelece que a conjunção carnal ou a prática de atos libidinosos com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável. Contraria também a Súmula 593, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou em 2017, estabelecendo que a prática de atos sexuais com menores de 14 anos é crime, sendo irrelevante o eventual consentimento da vítima, o fato dela ter algum tipo de relacionamento amoroso com o estuprador ou ter sido abusada anteriormente.

Ao se tornar pública, a decisão de Láuar causou forte reação da opinião pública, de defensores dos direitos humanos e de órgãos como o Ministério das Mulheres. O Ministério Público (MP) recorreu da absolvição, buscando restabelecer a condenação de primeira instância tanto para o homem acusado de estupro, quanto para a mãe da menina. E a Corregedoria Nacional de Justiça instaurou um pedido de providências iniciais, cobrando informações do TJMG e do próprio desembargador sobre o caso. Na quarta-feira (25), Láuar acatou o recurso do MP e reformulou sua decisão, mantendo a condenação do homem e da mãe da menina, determinando que os dois fossem presos – o que a Polícia Militar de Minas Gerais fez no mesmo dia.

Denúncias – A repercussão do caso teve ainda um outro efeito: após anos em silêncio, pessoas que afirmam ter sido molestadas sexualmente pelo desembargador decidiram denunciá-lo. A primeira a falar publicamente sobre o caso, esta semana, foi uma advogada que preferiu não se identificar. Em entrevista ao jornalismo do Grupo Bandeirantes, ela afirmou que, no fim dos anos 1990, estagiou com Láuar quando ele era juiz na comarca de Ouro Preto (MG), onde ele a assediou e a beijou à força.

Na sequência, Saulo Láuar, um parente em segundo grau do desembargador, usou as redes sociais para relatar que o magistrado tentou violentá-lo quando ele tinha 14 anos de idade.

Segundo o CNJ, ao menos cinco pessoas que acusam Láuar foram ouvidas no âmbito da investigação inicial que, agora, também apura “desdobramentos que apontaram para a prática de delitos contra a dignidade sexual por parte do magistrado, durante o período em que este atuou como juiz de direito nas comarcas de Ouro Preto e Betim, em Minas Gerais”. Uma destas pessoas, cujos nomes estão sendo mantidos em sigilo, vive no exterior.

“Embora parte dos eventos narrados, em razão do longo lapso temporal, já tenha sido alcançada pela prescrição da pretensão persecutória em âmbito criminal, também foram identificados fatos mais recentes, ainda não abarcados pela prescrição, a determinar o prosseguimento das apurações”, explicou o CNJ, classificando como graves e verossímeis os fatos já apurados.

O TJMG informou que também recebeu representações contra o desembargador e instaurou um novo procedimento administrativo para apurar eventuais faltas funcionais. “O tribunal enfatiza o seu compromisso com a legalidade e contribuirá com a apuração devida dos fatos, cumprindo todas as determinações do Conselho Nacional de Justiça.” De acordo com o tribunal, o desembargador não vai se pronunciar.

Agência Brasil

Monstro do Lago Ness: começa a maior operação de busca pela criatura

Na maior operação do tipo em meio século, pesquisadores e curiosos foram em busca, neste sábado (26/8), do “monstro do lago Ness”, criatura escocesa que, para muitas pessoas, não é apenas um mito. Drones, scanners térmicos, barcos com câmeras infravermelhas e um hidrofone foram usados para tentar desvendar o mistério que começou na Idade Antiga. Segundo o Loch Ness Center, que registra as “aparições” da besta aquática, a lenda adiciona US$ 54 milhões (cerca de R$ 262 milhões) aos cofres escoceses, todos os anos, pelas mãos de turistas de todo o mundo.

Os pesquisadores acreditam que os scanners térmicos poderão ajudar a identificar eventuais anomalias no lago, enquanto o hidrofone detectará sons incomuns nas águas do Ness, que tem 56km2 e 240m de profundidade. “Nosso objetivo sempre foi gravar, estudar e analisar todos os tipos de comportamentos e fenômenos naturais difíceis de explicar”, afirmou à agência France Presse Alan McKenna, da equipe de buscas da Loch Ness Exploration, instituição formada por voluntários, que organizou a “caçada” de ontem à criatura, também conhecida por Nessie.

“Não sei o que é. Só sei que há algo grande no Lago Ness. Vi imagens de sonar de objetos do tamanho de vans se movendo debaixo d’água”, garantiu Paul Nixon, diretor-geral do Loch Ness Centre. “Pode ser um mito, pode ser real… Gosto de pensar que é algo intermediário”, palpitou Tatiana Yeboah, turista francesa de 21 anos cuja visita ao lago coincidiu com as buscas.

Celtas

A lenda do monstro remonta à Idade Antiga. Há esculturas líticas feitas pelos pictos — tribos celtas — que viviam na região naquela época, representando uma criatura com nadadeiras. O primeiro relato escrito data de 565 d.C., e foi encontrado na biografia do monge irlandês São Columba, evangelizador da Escócia no século 6. O clérigo teria ordenado ao monstro que fosse embora daquelas águas. Já a observação moderna mais antiga é de maio de 1933, quando um jornal local publicou que um casal de comerciantes da região avistou “uma enorme onda” enquanto caminhava às margens do lago.

Em dezembro do mesmo ano, o jornal britânico The Daily Mail contratou um caçador sul-africano, Marmaduke Wetherell, para rastrear a criatura. O homem afirmou ter encontrado algumas pegadas grandes, mas foi comprovado que elas eram falsas. Em 1934, o médico inglês Robert Wilson tirou o que mais tarde ficaria conhecido como a “foto do cirurgião”, uma imagem que mostrava um aparente pescoço longo e a cabeça do monstro emergindo da água. Embora a fotografia seja uma montagem, ela impulsionou a popularidade do Lago Ness em todo o mundo.

De acordo com o Loch Ness Centre, até o momento foram registrados mais de 1,1 mil relatos de observações de Nessie. Ao longo dos anos, cientistas e entusiastas do assunto têm tentado obter provas da existência desse grande ser nas profundezas do lago, e alguns sugerem que ele poderia ser um réptil marinho, como um plesiossauro.

Em 1972, o Loch Ness Investigation Bureau realizou uma das maiores buscas no local até hoje, sem sucesso. Quinze anos depois, durante a Operação Deepscan, um sonar foi implantado em todo o lago. Os organizadores afirmam ter encontrado um “objeto não identificado de tamanho e força incomuns” no fundo.

Finalmente, há cinco anos, um grupo de investigadores realizou um estudo de material genético do Lago Ness para determinar quais organismos vivem em suas águas, mas não encontraram muito mais do que inúmeras enguias. “Este fim de semana nos dá a oportunidade de explorar as águas de uma nova forma e mal podemos esperar para ver o que encontraremos”, disse Nixon.

Correio Brasiliense

Moradora de Petrolina procura pai desconhecido que possivelmente mora em Juazeiro

Lucineide da Costa mora em Petrolina e procura seu pai que possivelmente mora em Juazeiro. (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Lucineide da Costa, de 46 anos, é filha de Januária Maria da Conceição. Desde a juventude, a empregada doméstica, natural de Petrolina (PE), procura pelo pai. Segundo ela, sua família materna sempre colocou empecilhos e nunca revelou a verdade sobre sua paternidade. As informações sobre seu genitor são poucas, mas o sentimento de que seu pai está perto é cada vez maior.

De acordo com Lucineide, o possível nome de seu pai é “Jonas Andrade”, morador do bairro Alto do Cruzeiro, em Juazeiro (BA). Outra informação, é que seu pai era borracheiro e trabalhava em uma borracharia, localizada na Avenida Adolfo Viana, também na cidade baiana. Sua avó paterna pode se chamar Edite, e ela pode ter um irmão chamado “Jailson” e uma irmã chamada “Mirtisvone”.

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Polícia faz busca na casa de filho de Lula em Paulínia (SP)

A Polícia Civil de São Paulo fez nesta terça-feira (10) uma operação de busca e apreensão na casa de Marcos Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele mora na cidade de Paulínia, vizinha a Campinas, a 117 km da capital.

A operação se baseou em uma denúncia anônima feita por telefone. A pessoa dizia que drogas poderiam estar sendo consumidas na residência. A reportagem apurou que nada foi encontrado. Os policiais teriam, então, se retirado da casa.

Ministro do TCU e ex-presidente da Câmara são alvos da Lava Jato

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Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira 5 nas casas do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo e do ex-presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS) no âmbito da Operação Lava Jato.

Os dois são suspeitos de terem cobrado propina para proteger fornecedores da Petrobras na CPI que investigou a estatal em 2014. A coleta de provas foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato na corte.

Vital atuava como senador e presidia duas CPIs que investigavam a Petrobras, uma composta apenas por senadores e outra mista – com senadores e deputados. Nesta, o relator era Marco Maia.

Com base na delação do ex-senador Delcídio Amaral, Teori autorizou, em maio, a abertura de um inquérito para investigar os dois, atendendo a um pedido da Procuradoria Geral da República, que apontou indicação de crimes de concussão ou corrupção passiva

Com informações do Blog do Jamildo.

Maior radiotelescópio do mundo começa a funcionar na China em busca de ETs

(Foto: Internet)

A instalação, que começou em março de 2011, custou 1,2 bilhão de iuanes (165 milhões de euros). (Foto: Internet)

O maior radiotelescópio do mundo começou a funcionar neste domingo no sudoeste da China, dentro de um grande projeto cujo objetivo é, segundo Pequim, detectar vida inteligente extraterrestre.

Chamado pelos cientistas de “Five-hundred-metre Aperture Spherical Radio Telescope” (FAST), o telescópio, que apresenta uma abertura esférica de 500 metros de diâmetro, cobre uma superfície equivalente a 30 campos de futebol, e está instalado em uma zona rural da província de Guizhou (sudoeste).

A instalação, que começou em março de 2011, custou 1,2 bilhão de iuanes (165 milhões de euros) e supera em tamanho o radiotelescópio de Arecibo, situado em Porto Rico, que tem um diâmetro de 305 metros.

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Senado pede ao STF anulação de busca em apartamento funcional de Gleisi Hoffmann

Senado federal

O questionamento foi motivado pela prisão do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, marido da senadora./ Foto: arquivo

O Senado Federal recorreu ontem (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular os mandados de busca e apreensão cumpridos no apartamento funcional da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), durante Operação Custo Brasil.

O questionamento foi motivado pela prisão do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, marido da senadora. Pela manhã, Bernardo foi preso no apartamento funcional da parlamentar, em Brasília.

Na petição, a advocacia do Senado sustentou que o juízo da 6ª Vara Federal de São Paulo, responsável pela operação, não poderia ter determinado o cumprimento dos mandados na residência funcional da senadora, por se tratar de uma extensão das dependências do Senado, cuja atribuição seria da Corte Suprema. Para a Casa, Gleisi foi vítima de uma atuação ilegal.