
(Foto: Ilustração/Internet)
Passageiros consideram um retrocesso a suspensão da linha de transporte coletivo entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE)
Os usuários da linha de ônibus entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) continuam reclamando que os veículos que faziam o transporte público entre as duas cidades pararam de circular.
Quem estuda ou trabalha em uma cidade e mora na outra relata que está tendo que gastar mais com transporte por aplicativo para cumprir os compromissos.
Com a situação, existe muita incerteza entre os estudantes sobre a permanência nas escolas na volta às aulas.
No início de dezembro de 2023, a empresa Atlântico Transportes anunciou uma parceria com a Joafra, atual detentora da concessão, para operar a linha interestadual entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Com a mudança, também houve um reajuste da tarifa, que passou a custar cinco reais.
Em nota, a ANTT informou que a linha se encontra regularmente autorizada para a operação pela empresa Joafra. E que não existe autorização concedida pela agência para a Atlântico Transportes. A ANTT disse ainda que identificou a ocorrência de uma transferência irregular entre as duas empresas sem a devida comunicação, anuência ou regularização junto à agência, em desacordo com a legislação vigente, e que adotou providências para a apuração das responsabilidades.
As empresas Atlântico e Joafra até agora não se posicionarem sobre a transferência irregular citada pela ANTT.
A gestão municipal de Juazeiro alega que a responsabilidade sobre a linha é da ANTT, mas uma internauta questiona o fato da gestão ser aliada do Estado em do governo federal: “Omissão é a desculpa dos fracos”.
Retrocesso
A Empresa de ônibus Joalina surgiu entre as décadas de 1960 e 1970, linha Interestadual “Petrolina/Juazeiro”, circulando Bairro Areia Branca até o Mercado do Produtor de Juazeiro. Depois, virou Joafra, meio século servindo o Vale do São Francisco. Polo Juazeiro – Petrolina é o maior aglomerado urbano do interior do Nordeste e o maior Polo da fruticultura irrigada do país. A falta dessa linha traz transtornos, prejuízos de tempo e dinheiro ao trabalhador.
Texto: Marcelo Damasceno
Rádio PONTE FM
Petrolina PE