Ato de filiação do PSB recebe senadora e deputados

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A Senadora Lídice da Mata, o Deputado Federal Bebeto Galvão (ambos do PSB) e o Deputado Luciano Simões (PMDB) confirmaram presença ao ato de filiação que acontece neste sábado (02), promovido pela Direção Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em Casa Nova, Norte da Bahia.

Passam a integrar o PSB o atual vice-prefeito José Amorim Libório (Maninho – PDT), a vereadora Maria Regina (PMDB), o ex-vereador Vadinho (PSD), o ex-prefeito Neco Biato; o atual Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Vagner Lima; o ex-secretário de Obras João Viliney (PMDB); o suplente de vereador Luiz Claudio Braga dos Santos (Cacado – PDT) e o empresário Walison Torres (Tum).

O Ato acontece no Plenário da Câmara de Vereadores, sábado, dia 02 de abril, a partir das 19:30 horas.

Relator na Câmara diz que antecipará parecer sobre impeachment de Dilma

O relator do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial da Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO), confirmou hoje (1º) que vai antecipar a apresentação de seu parecer. Ele pretende entregar o texto até quinta-feira (07) – quatro dias antes do prazo previsto.

“São cinco sessões que tenho pelo Regimento Interno. No primeiro e no segundo dia [após a entrega da defesa de Dilma], vamos avançar. Já apresento na quarta ou quinta, porque até dia 11 quero estar com ele votado”, disse.

Na conta de Arantes, já está incluída a possibilidade de pedido de vista, o que pode atrasar a votação por duas sessões. “Quero o melhor relatório possível. Vou queimar etapa dentro do rito do Supremo Tribunal Federal.”

Arantes confirmou que a defesa de Dilma será entregue às 17h de segunda (4) pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que poderá falar por 30 minutos na comissão.

Tramitação

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), explicou que o plenário tem 96 horas depois da decisão da comissão para votar o parecer. “A tramitação está clara, quando a comissão acabar [o relatório] vai ser lido em sessão ordinária, publicado no dia seguinte e entra na pauta em 48 horas.”

Cunha descartou que já exista data definida para a votação em plenário. Ele garantiu que vai seguir o regimento e disse que haverá uma lista de inscritos para falar, com o tempo de uma hora para cada partido.

“A gente vai balizando o tempo. A ideia é continuar a sessão. Não dá para começar um processo desse e parar”, disse, ao destacar que as discussões podem se prolongar por dias e madrugadas.

Com informações de EBC

Michel Temer nega que esteja negociando cargos

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O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), rompeu o silêncio dos últimos dias e, na primeira manifestação pública pós o rompimento do seu partido com o governo negou, por meio de nota à imprensa, que esteja negociando cargos caso assuma o mandato se houver o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). “Outro registro que quero fazer é que eu já estaria negociando cargos, recebendo parlamentares e partidos para fazer negociação de cargos. Sou muito procurado, mas não trato desse assunto. Não trato sequer do assunto do que possa ou não possa acontecer” disse. O relato do vice-presidente também foi divulgado em uma série com oito posts no Twitter.

Segundo Temer, no País, cada um cumpre a sua função. “Tenho salientado que nós do Executivo, Legislativo e Judiciário somos apenas exercentes do poder; o poder não é nosso, o poder é do povo. Então, registro com muita ênfase que sou muito atento à institucionalidade e, portanto, jamais haveria de influenciar outro poder”, completou.

O vice-presidente está em São Paulo desde terça-feira, quando o PMDB rompeu com Dilma e deve ficar na capital paulista nos próximos dias, segundo assessores. Hoje, Temer se reuniu com empresários em um almoço organizado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

Dirijo-me pessoalmente à imprensa brasileira para, como homem público, prestar esclarecimentos à sociedade.

Faço-o para refutar as insinuações do Senador Delcídio do Amaral em sua colaboração premiada. Disse que, em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso, indiquei o senhor João Henriques para diretor da BR Distribuidora e que lá teria havido ilicitude referente à compra de etanol. Disse mais: que muito tempo depois ,em 2007, “apadrinhei” o seu nome para a Diretoria Internacional da Petrobrás. Que rejeitado o seu nome, “chancelei” depois o nome do senhor Zelada.

Esclareço:

Em 1997, não conhecia o senhor Henriques. Só vim a conhecê-lo anos depois e, mais tarde, em 2007, membros da bancada de Minas Gerais informaram-me, como presidente do partido, que o seu nome seria apresentado pela bancada para aquela diretoria. O nome não foi aprovado. Posteriormente, indicaram o nome do senhor Jorge Zelada que foi encaminhado pela mesma bancada, e foi aprovado. Aliás, esse procedimento era rotineiro, já que muitas e muitas vezes vários nomes indicados pelas bancadas eram-me tão somente comunicados. Estes os fatos.

Note-se: não conhecia Henriques e não o poderia ter indicado. Muito menos, ter participado de suposto esquema do etanol, do qual só tomo ciência agora. Reitero que o conheci anos depois. Mantive com ele alguns poucos contatos. Repito, portanto, que jamais o apadrinhei e ele jamais solicitou esse apadrinhamento.

Não admitirei imputações irresponsáveis que atinjam a minha honra, maculem minha imagem na vida pública e profissional e minha trajetória na defesa dos princípios democráticos da Constituição Federal. Mas isto não me exime da responsabilidade de esclarecer e ao mesmo tempo revelar a minha mais veemente indignação.

 

Michel Temer

Vice-Presidente da República

Com informações JC Onine

Polícia Federal deflagra 27ª fase da Operação Lava Jato

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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (1º) a 27ª fase da Operação Lava Jato para investigar a prática dos crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Nesta fase, denominada Operação Carbono 14, estão sendo cumpridas 12 ordens judiciais: três mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva em São Paulo (SP), um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Carapicuíba (SP), um mandado de busca e apreensão em Osasco (SP) e três mandados de busca e apreensão, além de um de prisão temporária em Santo André (SP).

Cinquenta policiais estão envolvidos nesta operação. Os presos serão encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, enquanto aqueles conduzidos para depoimentos serão ouvidos na cidade de São Paulo.

Esta fase foi chamada de Operação Carbono 14 em referência a procedimentos usados pela ciência para a datação de itens e a investigação de fatos antigos. Às 10h, a PF dará entrevista coletiva em Curitiba para dar detalhes da operação.

Com informações de EBC

Lula procura Bezerra Coelho por apoio socialista

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou, ontem, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) em busca de apoio ao governo de Dilma Rousseff. Na conversa, Lula disse que não se deve “supervalorizar” a saída do PMDB da base governista. Segundo Bezerra, Lula lembrou que, em seu primeiro mandato, chegou a obter mais de 40% dos votos de peemedebistas mesmo quando o PMDB não participava formalmente do governo.

Na expectativa de assumir a Casa Civil na semana que vem, Lula disse a Fernando Bezerra que vai procurar oficialmente o PSB, partido que foi da base aliada de Dilma até 2013 – o próprio senador ocupou a pasta da Integração Nacional no primeiro mandato da presidente. Ele fez a promessa após ouvir a avaliação de que a bancada do partido deverá, em sua maioria, votar pelo impeachment de Dilma.

Lula disse, então, que sua disposição é buscar todas as forças da sociedade com vistas à recuperação da economia. Ainda segundo o senador, o petista afirmou que procurará até o PSDB, hoje o principal partido de oposição a Dilma. Mas só depois da votação do pedido de impeachment no Congresso. A Fernando Bezerra, Lula disse estar confiante das chances de derrota da tese do impeachment no plenário da Câmara e que procurará o PSDB depois dessa vitória no Congresso.

Na conversa com o senador do PSB, Lula também fez um mea culpa. Afirmou que nunca antes na história o país atravessou dois anos consecutivos com PIB negativo e que Dilma deveria ter atuado com maior vigor para a recuperação econômica. Ele também lamentou o afastamento do PT do PSB, seu aliado histórico. “Lula disse que sua tarefa é unir forças da sociedade para a retomada do crescimento e da confiança da população”, contou Fernando Bezerra.

Com informações do Diário de Pernambuco.

Defesa de Dilma será apresentada na segunda-feira, diz vice-líder

O vice-líder do governo na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), anunciou nesta quinta-feira (31) que a defesa da presidente Dilma Rousseff será protocolada na comissão do impeachment nesta segunda-feira (4) às 16h. Os governistas querem que o advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, faça a sustentação oral da defesa às 17h.

De acordo com Teixeira, a intenção é que, no último dia do prazo final dado à petista, Cardozo faça uma exposição de duas horas aos membros do colegiado. A aposta é que a boa oratória do ministro convença os deputados que ainda não têm uma posição fechada sobre o impeachment. A programação só mudará se a presidente da República optar por judicializar o processo.

Frente Brasil Popular leva manifestantes pela democracia e contra o golpe às ruas de Petrolina

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Mais de 1 mil pessoas, segundo os organizadores, estiveram desde 14h até por volta das 19h em praças e avenidas de Petrolina, nas manifestações pela democracia, contra o golpe e contra o impeachment da presidente Dilma Rosseff neste 31 de março. Os manifestantes primeiramente se concentraram na Praça do Bambuzinho, no centro da cidade.

Por volta das 17h seguiram pelas avenidas Souza Filho, Souza Júnior, Guararapes, Rua Joaquim Nabuco e Praça 7 de Setembro, em frente à Sociedade 21 de Setembro.

Manifestação contra golpe 02

No Bambuzinho, em frente à Prefeitura e na Praça 7 de setembro, lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e de sindicatos, falaram reforçando a luta da Frente Brasil Popular, organizadora do ato, pela manutenção da democracia.

Francisco Pascoal, Chicou do Sindicato dos Trabalhadores Rurais; Florisvaldo Araujo, MST Regional; Isabel Cristina, presidente de honra do PT de Petrolina; deputado estadual Odacy Amorim, do PT; e a vereadora Cristina Costa, presidente do PT Municipal, foram alguns dos presentes a usarem a palavra durante a manifestação.

“Estamos mais uma vez comemorando a participação popular no ato aqui em Petrolina e em todo o país. Vamos continuar vigilantes para evitar que a democracia jamais volte a ser desrespeitada. Não vamos deixar o golpe passar”, afirmou o médico Aristoteles Cardona, do movimento Consulta Popular, uma das entidades participantes da Frente Brasil Popular em Petrolina.

Renan diz que rompimento do PMDB com o governo “não foi um bom movimento”

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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (31) que o PMDB foi precipitado na decisão de romper com o governo da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, a atitude de seu partido provocou um efeito cascata negativo. “Evidente que isso precipitou reações em todas as órbitas: no PMDB, no governo, nos partidos da sustentação, nos partidos da oposição, o que significa em outras palavras, em bom português, que não foi um bom movimento.”

Renan tem posição contrária à da maioria do partido, assim como alguns ministros que ainda permanecem no governo. Questionado se, por isso, o partido está desunido, Renan disse que não. “O PMDB demostrou uma férrea unidade na convenção quando elegeu Michel Temer em chapa única. De modo que demostrou que pode sim construir, como sempre construiu, a unidade na diversidade.”

Sobre como ficaria a relação entre o governo e o PMDB caso o processo de impeachment não tenha êxito, Renan Calheiros disse que não acredita em um acirramento maior. “A direção do PMDB fala pelo partido. Não acredito que o PMDB, seja qual for cenário, vá liderar uma corrente de oposição no parlamento. A maioria parlamentar está tão difícil e será muito mais difícil ainda se dela se ausentar o PMDB.”

STF ainda decidirá se fatia investigação de Lula

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Após o julgamento de hoje, que confirmou a liminar de Teori Zavascki, o Supremo se reunirá para discutir a cisão ou não da investigação de Lula e a devolução dos autos para Curitiba.

Até agora, a jurisprudência adotada por Teori tem sido a do desmembramento das investigações. Ou seja, manter no Supremo a parte relacionada a autoridades com foro privilegiado e devolver o restante a Sérgio Moro.

É o caso de Lula.

Por unanimidade, STF confirma liminar de Teori contra vazamento de Moro

Lula cara a cara com o juiz Sérgio Moro pela primeira vez

O Supremo Tribunal Federal acaba de confirmar, por unanimidade, a liminar concedida pelo ministro Teori Zavascki, que retirou das mãos do juiz Sergio Moro a investigação sobre os grampos que atingiram a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula; no dia 17 de março deste mês, a conversa foi vazada para o Jornal Nacional, potencializando a crise política e fazendo com que o Palácio do Planalto fosse cercado por manifestantes; quatro dias depois, Teori determinou o envio das investigações para o STF e passou até a sofrear ameaças a sua integridade física; nesta quinta-feira, no entanto, todos os ministros do STF confirmaram a decisão de Teori e condenaram as tentativas de intimidação dos ministros do STF; segundo Teori, o vazamento teve “irreversíveis resultados práticos” e seria importante também “sustar efeitos futuros”; Teori chegou ainda a falar em responsabilidade civil, administrativa e criminal do responsável pelos vazamentos – no caso, o juiz Moro; investigação sobre o ex-presidente Lula deve ficar, assim, no STF

Paulo Valgueiro deixa cargo na AMMPLA para concorrer nas eleições municipais

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O diretor-presidente da Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina (AMMPLA), Paulo Valgueiro, que é pré-candidato a vereador, deixa o cargo para poder concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de Vereadores de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em 2016.

As pessoas que pretendem se lançar candidatos nas eleições municipais devem observar os prazos e regras para participarem da disputa. Caso contrário, serão considerados inelegíveis, de acordo com a Lei Complementar nº 64/1990 (Lei de Inelegibilidades).

Abril é o prazo limite para deixarem às funções, de acordo com a legislação eleitoral. “Por isto Vou me desincompatibilizar e o trabalho continua para toda equipe e para quem estiver à frente da AMMPLA para dar continuidade ao que a gente planejou e realizou até agora”, disse Paulo.

Nos próximos dias o nome do novo diretor presidente da AMMPLA será comunicado.

PSB realiza mais uma edição da Agenda 40 em Petrolina

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O presidente do diretório do PSB em Petrolina, deputado estadual Miguel Coelho, postou nesta quinta-feira (31), nas redes sociais o convite para realização de mais edição da Agenda 40 na cidade.

“Hoje, o João de Deus será palco do debate das propostas que ajudarão na formação de uma nova Petrolina. A partir das 19h, eu, lideranças e moradores estaremos reunidos na Rua 55, em frente à Escola Eneide Coelho Paixão Cavalcanti, para discutir e ouvir a opinião de todos. Participe você também!”, postou Miguel.

Vereador Alvorlande Cruz se despede da Câmara Municipal de Petrolina

Alvorlande Cruz.

Foto / Waldiney Passos

Após assumir por três anos seguidos o mandato de vereador em Petrolina-PE no lugar do titular Major Enfermeiro, que assumiu neste período um cargo de assessoria do prefeito Júlio Lossio, o suplente Alvorlande Cruz se despediu na sessão desta quinta-feira (31) da Casa Plínio Amorim prometendo voltar em breve.

Em uma fala sucinta Alvorlande agradeceu a todos os colegas vereadores pelo trabalho realizado nestes últimos anos, não somente aos da situação, bancada da qual fez parte, mas também os da oposição com quem travou importantes discussões sempre no campo da argumentação, do diálogo.

Diversos vereadores enalteceram a importância do trabalho realizado e desejaram boa sorte a Alvorlande Cruz nas próximas eleições.

Na sessão da próxima terça-feira (05) o vereador Major Enfermeiro retomará sua cadeira na Casa, resta saber a quem o edil vai servir se ao senador Fernando Bezerra (PSB) ou ao prefeito Júlio Lossio (PMDB).

Câmara: reajuste salarial dos servidores municipais deve ser votado nesta quinta

Câmara Petrolina

A Câmara Municipal de Petrolina vota na manhã desta quinta-feira (31), três projetos, sendo dois do Legislativo e um de Executivo. Entre eles, dois projetos de  Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan, dos vereadores Geraldo da Acerola (PT) e Zenildo Nunes (PSB).

Mas a matéria que deve movimentar a sessão nesta quinta, deve ser o Projeto de Lei do Executivo que entre os pontos principais,  aborda o reajuste salarial dos servidores municipais. Ontem (30) no programa Bom Dia Vale, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp), Walber Lins, informou que que hoje seria parada para os servidores do município, para que eles possam acompanhar a sessão da Câmara e consequentemente, a votação do projeto de interesse da categoria.

O governo Dilma ainda não está morto

Ricardo Noblat1

O primeiro governo da presidente Dilma foi um desastre, e mesmo assim ela se reelegeu. O segundo, mal começou e começou mal. De alguns meses para cá, só existe formalmente, paralisado pelas crises que assolam o país, a investigação da Lava-Jato e o processo de impeachment.

Nem por isso deve ser considerado morto. Até uma cobra, depois de morta, inspira medo, quanto mais um governo que ainda se mexe. O Titanic bateu no iceberg, adernou, a orquestra parou de tocar, a maioria dos passageiros foge em botes salva-vidas, mas ele ainda não foi a pique.

O comandante imagina que pode evitar a tragédia anunciada. E, nesse caso, é bom lhe dar ouvidos. Dilma só tem uma forma de reparar o estrago que ameaça o navio, apostando que em seguida conseguirá leva-lo até o primeiro porto à vista: comprar apoios políticos no varejo.

Ela está certa. E, desde ontem, parece disposta a pagar qualquer preço pelos 172 votos necessários de um total possível de 513 para sepultar o impeachment na Câmara dos Deputados. A gula dos políticos é grande, sempre foi e sempre será. E Dilma acha que tem como saciá-la.

A Fundação Nacional de Saúde, por exemplo, é um órgão do Ministério da Saúde que tem muito dinheiro a ser gasto ou desviado. Seu presidente, indicado pelo vice Michel Temer, foi demitido há poucos dias. O cargo, ontem, foi oferecido ao Partido Trabalhista Nacional (PTN).

Só ouviu falar do PTN, além do seu minúsculo eleitorado, quem lembra da eleição do presidente Jânio Quadros no remoto ano de em 1960. Sim, Jânio, aquele político genial descabelado e demagogo, que vivia de porre e que renunciou a governar o país depois de seis meses de empossado.

Na eleição de 2014, o PTN elegeu apenas quatro deputados federais e 14 estaduais. Pois seus quatro votos na Câmara estão valendo ouro para Dilma. O governo espalha que já conta no momento com cerca de 190 votos contra o impeachment. Chute. Certos mesmo são 100 a 110.

Por isso decidiu correr atrás de quem lhe garanta mais um, mais um, mais um. Na verdade, o dono do voto não precisará, sequer, comparecer à sessão de votação do impeachment. Ou poderá comparecer e abster-se de votar. Caberá à oposição arregimentar 342 votos para derrubar Dilma.

Sem 342 votos, Dilma permanecerá na presidência à espera que a Justiça Eleitoral julgue quatro ações que pedem a impugnação da sua e da eleição de Temer. Não há data para isso. O mais provável é que a Justiça só decida no início de 2017. O país se arrastará até lá.

Há dois partidos nos quais o governo confia sua sorte: o PP e o PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto, em prisão domiciliar. Os dois, juntos, têm 90 deputados. Ao PP está sendo oferecido o Ministério da Saúde, ao PR, o Ministério das Minas e Energia, ambos ainda em mãos do PMDB.

Se o governo obtivesse em troca a certeza de que os dois votariam fechados contra o impeachment, ficaria a um passo da salvação. Aos 90 votos do PP e do PR, se somariam os 58 do PT, e pelo menos mais alguns colhidos no PC do B, PDT, PSB, e demais partidecos.

Não será fácil, mas impossível não é. Há muitos fatores que conspiram contra uma eventual vitória do governo – as ruas, a rejeição a Dilma, a Lava-Jato, a situação das grandes empreiteiras e dos seus donos, e a expectativa de poder que Temer representa.

Fora o juiz Moro, ninguém sabe que novas revelações poderão complicar ainda mais a vida de Dilma. O que Dilma tem para dar a políticos que a detestam, Temer tem em dobro. Não fosse a Lava-Jato, as empreiteiras nem teriam deixado o impeachment chegar ao ponto em que chegou.

O impeachment deverá ser votado na Câmara entre os próximos dias 14 e 21. Daqui até lá, haverá traições à farta – à Dilma e a Temer. É improvável que seja apertada a vitória de um ou de outro. No dia marcado, a maioria dos deputados votará com quem tenha mais chances de vencer.

Ricardo Noblat