Modelo de Raquel Lyra na divisão da Compesa reduz repasses e penaliza municípios do Sertão

O modelo definido pelo governo de Raquel Lyra (PSD) para dividir os recursos da concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deve resultar em repasses bem abaixo do que os prefeitos pernambucanos esperavam. Enquanto cidades populosas como Recife e Jaboatão dos Guararapes vão receber menos da metade do valor inicialmente previsto, o impacto será ainda mais duro nos pequenos municípios do Sertão, que perderão quase 70% do montante estimado.

Granito, Terra Nova e Verdejante, por exemplo, são casos preocupantes. Com menos de dez mil habitantes e poucas fontes de receita, essas cidades deveriam receber R$ 21,3 milhões, mas, pelo critério fixado pelo governo estadual, vão ficar com apenas R$ 6,8 milhões — uma queda de 68% em relação ao cálculo anterior. Santa Cruz e Santa Filomena também vão amargar reduções semelhantes: o repasse que seria de R$ 23,2 milhões cairá para R$ 7,8 milhões.

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Compesa justifica falta d’água em alguns bairros de Petrolina nesta sexta-feira

(Foto: Ilustração)

Ouvintes do programa Super Manhã com Waldiney Passos e do Blog relatam que estão sem água nesta manhã de sexta-feira (21), na Vila Marcela. Eles alegam que a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) não comunicou sobre a interrupção do abastecimento, pegando todos de surpresa.

A Compesa emitiu uma nota justificando o motivo.“A suspensão é uma medida necessária para a conclusão de um desvio de tubulação em decorrência da obra de duplicação da BR-428. A Companhia informa que o retorno da distribuição se dará de forma gradual, a partir das 17h de hoje (21)”, diz a nota.

Além da Vila Marcela, foram afetados os bairros Loteamento Recife, Buona Vita, Lot. Santa Barbara, Monsenhor Bernardino, Padre Cícero e Vivendas I e II em Petrolina.

Manoel da Acosap pede fim da cobrança da taxa mínima de água e esgoto da Compesa

Edil afirmou que ficará no pé da Compesa (Foto: Blog Waldiney Passos)

Um dos autores do pedido para realização da Audiência Pública em Rajada no final de semana, o vereador Manoel da Acosap (PTB) afirmou que continuará no pé da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Ontem (11) ele apresentou o Requerimento n°216/2019, no qual pede a extinção da taxa mínima de água e esgoto imposta pela Companhia em Petrolina.

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“Esse Requerimento faz parte dos trâmites da Audiência Pública que nós tivemos em Rajada. A Compesa arrecada por ano em Petrolina R$ 105 milhões e ninguém sabe para onde é que vai esse dinheiro. É uma caixa preta, eu digo isso porque fiz um Requerimento ao Governador [Paulo Câmara] e ao presidente da Compesa, Roberto Tavares pedindo o detalhamento das receitas líquidas e eles não respondem“, afirmou ao Blog.

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