Brasil perde para a Noruega, dá adeus à Copa do Mundo e adia mais uma vez o sonho do hexa

Neymar lamenta a eliminação brasileira após a derrota por 2 a 1 para a Noruega.

O sonho do hexacampeonato chegou ao fim. A Seleção Brasileira de Futebol foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Seleção Norueguesa de Futebol, neste domingo (5), pelas oitavas de final. A partida foi disputada no Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, nos Estados Unidos.

O grande nome da classificação norueguesa foi Erling Haaland. O atacante marcou duas vezes na reta final da partida e transformou um confronto equilibrado em uma das eliminações mais dolorosas da história recente do futebol brasileiro.

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“A Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo”, diz Ancelotti após Brasil empatar

\\O técnico Carlo Ancelotti reconheceu que o Brasil não teve uma boa estreia na Copa do Mundo de 2026, empatando em 1 a 1 com o Marrocos neste sábado (13), mas insistiu que a primeira partida não define o sucesso ou o fracasso no torneio. A Seleção Brasileira começou perdendo no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, após um gol do meio-campista Ismael Saibari aos 21 minutos, mas Vinícius Júnior evitou a derrota com um belo chute de pé direito aos 32 minutos.

O desempenho discreto do Brasil, especialmente no primeiro tempo, marcou negativamente a estreia do técnico italiano em Copas do Mundo e gerou preocupações em torno de uma equipe que chegou aos Estados Unidos em meio a dúvidas e questionamentos devido à sua fase irregular. “Não podemos esperar que o time seja perfeito no primeiro jogo. A Copa do Mundo não se ganha na partida de estreia”, disse Ancelotti, de 67 anos, durante a coletiva de imprensa após o jogo.

“Tenho total confiança [nos jogadores]. No futebol, as coisas nem sempre saem perfeitamente. Quando isso acontece, é preciso fazer críticas construtivas. Este é apenas o começo da jornada”, acrescentou. ‘Carletto’ admitiu que os primeiros 45 minutos foram difíceis, mas destacou uma melhora na segunda etapa. “O time estava ansioso, perdemos a posse de bola e faltou equilíbrio em campo. Foi muito melhor no segundo tempo, e vamos evoluir para o próximo jogo” contra o Haiti, na sexta-feira, na Filadélfia, disse ele com confiança.

“A equipe lutou até o último minuto, esse é o ponto positivo. Está bem claro o que precisamos melhorar”, acrescentou. O treinador italiano avaliou o desempenho da equipe contra um adversário de peso, um time que chegou às semifinais na Copa do Catar em 2022 e conta com jogadores renomados, como o lateral Achraf Hakimi e o atacante Brahim Díaz.

“Quando o time não joga bem, é preciso aceitar as críticas. Acredito que a escalação inicial foi a correta”, afirmou ‘Carletto’, que surpreendeu a todos ao escalar o zagueiro Ibañez na lateral-direita e Igor Thiago como camisa 9, deixando Matheus Cunha e Endrick no banco. “Precisamos nos preparar bem para o próximo jogo. O objetivo é passar da fase de grupos e evoluir com o tempo”, concluiu, observando que sua escalação poderá mudar dependendo das características do Haiti.

AFP

Convocados da Seleção para a Copa do Mundo: veja lista de Ancelotti

Neymar é convocado pela primeira vez pelo técnico italiano e disputará sua quarta Copa. Saiba os 26 jogadores que defenderão o Brasil

O técnico Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira a lista de convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026. Neymar foi chamado e disputará seu quarto Mundial na carreira, depois de ser convocado pela primeira vez pelo técnico italiano.

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A decisão de Ancelotti: lesões e polêmicas deixam convocação de Neymar mais difícil

Entre a eliminação da Seleção Brasileira para a Croácia, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, e o anúncio dos 26 convocados que vão representar o Brasil no Mundial de 2026 — marcado para a próxima segunda-feira (18) — foram 1.256 dias de espera. Desse intervalo, porém, Neymar, a principal estrela da Amarelinha, passou cerca de 65% do tempo fora de combate devido a uma sequência de lesões.

Este é o retrato do momento atual da carreira de Neymar. De incontestável, sua presença nas convocações começou a ser questionada e descartada. A decadência caminhou junto com sua saída do Paris Saint-Germain para o Al-Hilal e, posteriormente, a ida para o Santos — que parecia ser uma luz no fim do túnel, mas também se transformou em decepção. Antes, o argumento na hora de montar a Seleção Brasileira ideal era: “Quem serão os dez que jogam ao lado de Neymar?”. O questionamento atual, por outro lado, foca em quem assume o protagonismo na ausência do camisa 10. A presença de Neymar vira o centro das discussões e torna a escolha de Ancelotti, a ser anunciada nesta segunda, ainda mais esperada.

Mais tempo lesionado que atuando: o ciclo de Neymar na Copa – Após se lesionar no início da Copa e, mesmo assim, retornar para marcar um gol de gênio contra a Croácia — que seria o da classificação do Brasil antes da trágica eliminação nos pênaltis —, a trajetória de Neymar entrou em declínio físico. A mudança de narrativa não aconteceu de uma hora para outra. De acordo com dados da plataforma Transfermarkt, somando os períodos de ausência por PSG, Al-Hilal e Santos durante o ciclo entre as Copas, Neymar acumulou 817 dias no departamento médico.

O casamento com o PSG — que começou como uma grande promessa quando o clube francês pagou o recorde de 222 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão na cotação atual) — chegou ao fim em agosto de 2023, com sua transferência para o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Foi pelo clube saudita que veio a sua contusão mais grave, justamente em uma partida da Seleção pelas Eliminatórias contra o Uruguai, em outubro de 2023: uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco do joelho esquerdo. Neymar precisou de 340 dias para retornar aos gramados.

O episódio selou, precocemente, o fim de sua passagem pelo Al-Hilal. Ele até chegou a atuar sob o comando de Jorge Jesus, mas novas contusões minaram sua minutagem. Em busca de reestruturar a carreira visando o Mundial de 2026, o camisa 10 voltou para o Santos, clube que o revelou, em janeiro de 2025. A chegada mexeu com o país: o Brasil esperava reencontrar o craque que encantou o mundo nos gramados brasileiros entre 2010 e 2014, mas a realidade foi distinta. O Santos, desestruturado, não forneceu a base necessária e, paralelamente, o comprometimento de Neymar era questionado.

Dentro de campo, a dificuldade em ganhar ritmo era evidente. Fora dele, as polêmicas persistiam. Após sentir a coxa em um jogo do Paulistão de 2025, o craque foi visto no Carnaval da Sapucaí enquanto o Peixe se preparava para a fase decisiva do torneio. Era o “déjà vu” de uma história antiga, mas que, desta vez, ficava marcada por mais baixos que altos. No início do campeonato, o Alvinegro era apontado como um dos favoritos ao lado de Palmeiras e Flamengo pelo “fator Neymar”. Na temporada de 2025, entretanto, o Santos lutou contra o rebaixamento até as últimas rodadas.

Para salvar o clube de um segundo descenso seguido, o camisa 10 jogou no sacrifício contra Sport, Juventude e Cruzeiro. O saldo foi positivo — quatro gols e uma assistência em três jogos — e o Peixe se salvou. No entanto, o custo físico foi alto: uma nova operação no joelho o afastou por cerca de dois meses entre o fim de 2025 e o início de 2026. Neste período, o isolamento na Seleção ficou claro. Carlo Ancelotti não convocou o camisa 10 para nenhuma partida, fosse pelas Eliminatórias ou amistosos. Agora, no início deste ano, o craque do Santos voltou a acumular polêmicas, colocando em xeque sua presença na lista final da próxima segunda-feira.

Ao se ver cada vez mais distante da Seleção Brasileira — especialmente após ficar de fora dos amistosos contra França e Croácia, os últimos compromissos antes da Copa — Neymar começou a sentir a pressão. A possibilidade de não ir ao Mundial tornou-se real. O resultado foi visto dentro e fora de campo. O camisa 10 acumulou atuações “comuns” para sua capacidade e novos entreveros: Neymar discutiu com árbitros, torcedores e chegou a agredir o companheiro de equipe Robinho Jr., de 18 anos, durante um treinamento no Santos.

Todos estes fatores criam uma ansiedade inédita para o anúncio de Carlo Ancelotti no dia 18 de maio. Se, por um lado, o treinador italiano tem inúmeros motivos para não chamá-lo, por outro, líderes do elenco como Casemiro, Raphinha e João Pedro defendem publicamente a convocação do craque.

O técnico já deixou claro que a escolha é complexa – “Obviamente, para mim, é uma decisão não tão simples. Tenho que avaliar bem os prós e os contras. Mas isso não me coloca pressão porque, como disse, há um ano avaliamos não só o Neymar, mas todos os jogadores”, concluiu Ancelotti. A realidade é que Carleto tem o respaldo da CBF — especialmente após a renovação de seu contrato até 2030 — e a decisão que tomar, seja ela qual for, dividirá o Brasil.

Diario de Pernambuco

Sem pendências, CBF tenta antecipar vinda de Ancelotti para a seleção brasileira

A CBF tem encaminhada a contratação do técnico Carlo Ancelotti após o fim do contrato dele com o Real Madrid, em junho de 2024, e agora pretende montar uma equipe de transição para esperar a chegada do italiano.

A negociação avançou após encontros na Europa para os amistosos contra Guiné, sábado, e Senegal, amanhã, mas a entidade ainda busca eventual liberação antecipada (para agora ou janeiro), que depende do acordo com o clube espanhol, para que haja também o anúncio oficial.

Não há pendências, nem financeiras, depois de diversos encontros de Ancelotti com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, desde janeiro. A transição passa pelo novo treinador, que poderá indicar um interino, mas a diretoria da CBF não descarta manter Ramon. Tirar um técnico de clube brasileiro está fora de cogitação neste momento. Nomes como Jorge Jesus e Abel Ferreira, também.

Questões posteriores ao acerto ainda não foram conversadas. Por exemplo, se Ancelotti vai trabalhar no Brasil ou desde a Europa, se terá um auxiliar que já iniciaria os trabalhos ou uma comissão formada também por profissionais brasileiros. Fato é que ele será ouvido para a fase de transição que se iniciará assim que se souber quando o técnico começará a trabalhar.

Até a possível chegada de Ancelotti, a seleção vai entrar em campo oito vezes, sem contar com o amistoso contra Senegal amanhã. Do total de jogos, seis serão válidos pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026. Vale lembrar que, a partir desta edição, seis seleções se classificam ao Mundial de foram direta, enquanto a sétima disputa uma vaga na repescagem.

Agência O Globo