Morre escritor Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos

Morreu, na manhã deste sábado (30), o escritor Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos. O romancista estava internado há cerca de três semanas com um quadro de princípio de pneumonia.

A informação sobre a morte foi confirmada pelos familiares de Verissimo. Nos últimos anos, ele havia enfrentado problemas de saúde, como um acidente vascular cerebral (AVC) e a descoberta do Parkinson.

Vida e carreira
Nascido em 26 de setembro de 1936, Verissimo era filho do também escritor Érico Verissimo, autor do livro ‘O Tempo e o Vento’. Viveu sua infância nos Estados Unidos, onde seu pai dava aulas em Berkeley e Oakland. Seu primeiro livro publicado foi ‘O Popular’, em 1973. Veríssimo publicou 70 obras, vendendo 5,6 milhões de cópias. O escritor deixa esposa, três filhos e dois netos.

A Tarde

Luis Fernando Verissimo é internado em estado grave em UTI de Porto Alegre

O escritor Luis Fernando Verissimo foi internado neste domingo (17), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O cronista tem princípio de pneumonia, segundo informação publicada pela Folha de São Paulo, que aponta que o estado é grave.

A saúde de Luis Fernando Verissimo – O escritor apresentou outros problemas de saúde nos últimos anos. Em janeiro de 2021, Verissimo sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Na ocasião, estava em sua casa, em Porto Alegre, e escrevia uma crônica a respeito dos Estados Unidos para o jornal O Globo. Optou por terminá-la no dia seguinte, mas passou mal durante a madrugada e foi levado a um hospital, onde se constatou o problema de saúde. Àquela época, o autor vinha em recuperação de uma cirurgia na mandíbula em novembro de 2020, poucos meses antes.

O AVC afetou uma parte cognitiva de seu cérebro, dificultando a ordenação de seus pensamentos, ainda que compreendesse o que se passava ao redor. Desde então, passou por uma recuperação lenta e gradual e também por alguns fatos inusitados – como a sua maior facilidade para se comunicar em inglês, língua que se tornou fluente por conta da infância nos EUA.

Luís Fernando Verissimo – Filho do escritor Érico Verissimo, seguiu os passos do pai na literatura e se tornou conhecido por seus textos em formato de crônicas, contos e poemas. Na década de 1980, além de seu personagem mais famoso, O Analista de Bagé, publicou também Sexo na Cabeça, A Mesa Voadora, O Jardim do Diabo e Orgias; nos anos 1990, O Santinho, A Eterna Privação do Zagueiro Absoluto, Gula – O Clube dos Anjos e Histórias Brasileiras de Verão; na década de 2000, A Décima Segunda Noite, Banquete Com Os Deuses, Comédias Para Se Ler Na Escola e Os Espiões; e também obras mais recentes como Diálogos Impossíveis e Os Últimos Quartetos de Beethoven e Outros Contos.

Estadão Conteúdo

Morre Ziraldo, aos 91 anos, ‘pai’ do “Menino Maluquinho”

Morreu neste sábado (6), aos 91 anos, o jornalista, cartunista e escritor Ziraldo Alves Pinto, mais conhecido como Ziraldo.Criador de personagens famosos, como Menino Maluquinho e Flicts, ele é autor de alguns dos principais clássicos da literatura infanto-juvenil brasileira, vendendo milhões de cópias.

O jornalista, cartunista e escritor Ziraldo Alves Pinto, mais conhecido como Ziraldo, deve ser velado no domingo (7) na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro. Atendendo a um pedido da família do artista, o velório está sendo organizado pela instituição, que prevê abertura para o público para se despedir de Ziraldo a partir das 10h.

Criador de personagens famosos, como Menino Maluquinho e Flicts, Ziraldo é autor de alguns dos principais clássicos da literatura infanto-juvenil brasileira, vendendo milhões de cópias. A causa da morte, confirmada pelo Instituto Ziraldo, não foi informada.

Ziraldo Alves Pinto nasceu em Caratinga, Minas Gerais, em 24 de outubro de 1932. Começou a desenhar ainda criança, fazendo caricaturas de personalidades como Getúlio Vargas e Adolf Hitler. Com apenas 6 anos, publicou um desenho no jornal “Folha de Minas”. Logo desenvolveu uma fascinação por histórias em quadrinhos como “Flash Gordon” e “O Fantasma”, que iriam inspirá-lo para criar as HQs “Teleco e Tim”, “Capitão Tex” e, em 1960, a “Turma do Pererê”, primeira revista em quadrinhos feita por um só autor — e totalmente em cores — produzida no Brasil. Ziraldo se dizia um filho dos comics americanos. “Eles e o cinema, que têm em comum a narrativa, são as duas grandes artes americanas”, disse, em 2002, ao GLOBO.

No Rio de Janeiro, o artista trabalhou inicialmente para agências de publicidade. Retornou a Minas para servir o Exército e, ao voltar ao Rio, foi trabalhar nas revistas “O Cruzeiro” e “A Cigarra”. O golpe militar de 1964 pôs fim à “Turma do Pererê”, com seus animais falantes, índios e fazendeiros (ela foi reeditada, sem tanto sucesso,

na década de 1970). Outros personagens de quadrinhos, porém, sairiam da prancheta de Ziraldo para o sucesso: Jeremias, o Bom; a Supermãe e Mineirinho, o Comequieto (este, para a “Revista do Homem”).

Agência O Globo