Ebola: especialistas avaliam risco de disseminação da doença e cenário no Brasil

Segundo a OMS, 246 casos suspeitos foram registrados até o dia 16 de maio

No último domingo, 17, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a disseminação de ebola registrada na República Democrática do Congo e em Uganda, na África, como uma emergência de saúde pública de importância internacional.

Segundo a organização, o evento é considerado de alto risco e recebeu a classificação devido ao registro de 246 casos suspeitos até o dia 16 de maio. Ao menos 80 mortes estão sendo investigadas, incluindo quatro óbitos de profissionais de saúde.

Nesta segunda-feira, 18, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou um comunicado em que afirma acompanhar com preocupação a declaração da OMS.

Segundo a SBI, um fator que aumenta a apreensão das autoridades sanitárias é a ausência de vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, causadora do surto atual.

Além disso, a sociedade reitera que o vírus circula em regiões marcadas por conflitos e fragilidade assistencial, com alta mobilidade populacional entre países da região, o que pode favorecer a subnotificação de casos e infecções entre profissionais de saúde.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional. A decisão foi tomada pela agência após o registro de pelo menos 246 casos sob investigação e 80 mortes suspeitas.

O alerta global foi acionado depois que laboratórios confirmaram dois casos da doença, incluindo um óbito, no período de 24 horas em Kampala, capital de Uganda. Os pacientes haviam viajado recentemente a partir do Congo e não apresentavam vínculo epidemiológico aparente entre si. De acordo com os critérios técnicos da organização, a circulação interfronteiriça e a detecção de casos em uma grande área urbana elevam o risco de propagação internacional da doença.

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O papa Francisco denunciou, neste domingo (18), o “ataque brutal” de um grupo rebelde de filiação jihadista contra uma escola de ensino médio em Uganda, que deixou ao menos 41 mortos, a grande maioria estudantes.

“Rezo pelos jovens estudantes vítimas do ataque brutal cometido contra uma escola no oeste de Uganda”, país de maioria cristã, declarado o sumo pontífice argentino diante dos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, após a oração do Ângelus.

“Esta luta, esta guerra em todos os lugares. Rezemos pela paz”, acrescentou o pontífice.

O massacre ocorreu na noite de sexta-feira na escola Lhubiriha, na localidade de Mpondwe, muito perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).

O exército e a polícia acusaram as Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo rebelde ligado ao grupo jihadista Estado Islâmico.

AFP