República Democrática do Congo tem mais de 900 casos suspeitos de ebola

Socorristas com roupas de proteção cuidam de paciente com ebola na Guiné, em 2014 — Foto: Arquivo/AFP

Mais de 900 casos suspeitos de ebola foram identificados na República Democrática do Congo (RDC), um país assolado por um grande conflito, segundo informou no domingo (24) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“À medida que intensificamos os esforços de vigilância na resposta ao ebola na RDC, mais de 900 casos suspeitos foram identificados até o momento, incluindo 101 casos confirmados”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma publicação nas redes sociais. O diretor, no entanto, não apresentou números atualizados de mortes provocadas pela doença.

O ebola é uma doença viral letal que se propaga por contato direto com fluidos corporais. A enfermidade pode provocar hemorragias graves e falência de múltiplos órgãos. O país declarou um surto em 15 de maio provocado pela cepa Bundibugyo, para a qual não existem vacinas nem tratamentos aprovados. Em uma atualização anterior publicada no sábado, o Ministério da Saúde da RDC informou que 204 mortes foram registradas em três províncias do país da África Central, a partir de 867 casos suspeitos.

O ebola matou mais de 15.000 pessoas no continente africano nos últimos 50 anos.

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Segundo a OMS, 246 casos suspeitos foram registrados até o dia 16 de maio

No último domingo, 17, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a disseminação de ebola registrada na República Democrática do Congo e em Uganda, na África, como uma emergência de saúde pública de importância internacional.

Segundo a organização, o evento é considerado de alto risco e recebeu a classificação devido ao registro de 246 casos suspeitos até o dia 16 de maio. Ao menos 80 mortes estão sendo investigadas, incluindo quatro óbitos de profissionais de saúde.

Nesta segunda-feira, 18, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou um comunicado em que afirma acompanhar com preocupação a declaração da OMS.

Segundo a SBI, um fator que aumenta a apreensão das autoridades sanitárias é a ausência de vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, causadora do surto atual.

Além disso, a sociedade reitera que o vírus circula em regiões marcadas por conflitos e fragilidade assistencial, com alta mobilidade populacional entre países da região, o que pode favorecer a subnotificação de casos e infecções entre profissionais de saúde.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional. A decisão foi tomada pela agência após o registro de pelo menos 246 casos sob investigação e 80 mortes suspeitas.

O alerta global foi acionado depois que laboratórios confirmaram dois casos da doença, incluindo um óbito, no período de 24 horas em Kampala, capital de Uganda. Os pacientes haviam viajado recentemente a partir do Congo e não apresentavam vínculo epidemiológico aparente entre si. De acordo com os critérios técnicos da organização, a circulação interfronteiriça e a detecção de casos em uma grande área urbana elevam o risco de propagação internacional da doença.

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