Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5%

 

O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

LEIA MAIS

Lula vai aos EUA encontrar Trump após críticas e tenta reaproximação

Viagem acontece após derrotas políticas recentes no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta quarta-feira (6) para Washington, onde terá uma reunião oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para quinta-feira (7). O encontro é tratado pelo governo brasileiro como um passo importante para tentar normalizar as relações entre os dois países, que vêm sendo marcadas por divergências comerciais e episódios de tensão diplomática.

A agenda internacional ocorre em um momento sensível para Lula no cenário interno. Na última semana, o governo enfrentou derrotas no Congresso, incluindo a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada de veto presidencial. Nesse contexto, a viagem aos Estados Unidos também é vista como uma tentativa de reforçar a imagem do presidente no cenário internacional.

LEIA MAIS