Paredões de som voltam ao debate na Câmara de Petrolina após reclamações da população

Vereador Capitão Alencar é autor da indicação que cobra reforço na fiscalização contra paredões e poluição sonora em Petrolina

Consta para votação na sessão desta quinta-feira da Câmara Municipal de Petrolina a Indicação nº 0902/2026, de autoria do vereador Capitão Alencar, solicitando ao prefeito Simão Durando o reforço das ações de fiscalização e combate à poluição sonora provocada pela utilização irregular de equipamentos de som automotivo de alta potência, conhecidos popularmente como “paredões”.

Na indicação, o parlamentar pede que o município interceda junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade (SEDURBHS), comandada pela secretária Ana Carolina Cabral, além da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), sob responsabilidade de Marcelo Gama, e da Secretaria de Segurança Pública, conduzida por José Silvestre, para intensificar as fiscalizações em diversos pontos da cidade.

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“Paredões” são apreendidos durante final de semana em Juazeiro (BA) durante ação de combate à poluição sonora

Os aparelhos de som apreendidos pela Policia Militar foram encaminhados para a SEMAOP. (Foto: Divulgação)

Durante o final de semana em Juazeiro (BA), a Secretaria de Meio Ambiente e Ordem Pública (SEMAOP) e a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) fecharam diversos bares em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), os lugares que estavam realizando festas sem licença tiveram equipamentos, os “paredões”, apreendidos.

A assessoria de comunicação da prefeitura de Juazeiro (BA) divulgou os locais que não se adequaram aos termos do TAC: os bares Bora Bora e Cê que Sabe (não possuem alvará para funcionamento); Cais do Porto Restaurante (possui alvará, mas não tinha licença para festa). A equipe apreendeu um paredão no Parque de Vaquejada Marvale. No interior, o bar Point do Carcará no distrito de Carnaíba do Sertão, a festa foi encerrada e os proprietários foram autuados em 20 VRF’s – em espécie os Valores de Referencias Fiscais correspondem a R$ 2.255,40.

Os aparelhos de som apreendidos pela Policia Militar foram encaminhados para a SEMAOP, que tem fiscais de plantão 24h para recebimento de sons a fim de que seja lavrado o auto de apreensão. Nesta segunda-feira (19) será encaminhado para o Ministério Público, ficando sob responsabilidade jurídica a liberação ou destruição dos sons.

Ministério Público, Polícia Militar e Prefeitura de Juazeiro firmam parceria no combate à poluição sonora

O TAC tem como objetivo coibir a poluição sonora em Juazeiro e resultará em diversas ações articuladas e intensivas/Foto:PMJ

O TAC tem como objetivo coibir a poluição sonora em Juazeiro e resultará em diversas ações articuladas e intensivas/Foto:PMJ

 Juazeiro resolveu combater de maneira mais sistemática um problema que tem afligido e causado vários transtornos para a população: a poluição sonora. Para tanto, órgãos como prefeitura Municipal, Ministério Público e Polícia Militar deverão nortear várias ações para coibir este problema. O marco inicial acontecerá na próxima terça-feira, 3, às 15 h, na sede da 12ª Promotoria de Justiça da Comarca de Juazeiro/BA, quando na oportunidade acontecerá o ato de assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo promotor Alexandre Lamas da Costa; pelo comandante do Policialmente Regional Norte, Coronel PM Alfredo Nascimento; pelo prefeito Isaac Carvalho e pelo secretário de Meio Ambiente e Ordem Pública, Agenor de Souza.

O projeto foi idealizado a partir de um intenso diálogo entre os entes públicos visando dar uma resposta eficaz e eficiente para a sociedade, considerando que a poluição sonora acarreta o desequilíbrio ambiental, além de inegáveis riscos à saúde humana e perturbação da ordem.

 O TAC tem como objetivo coibir a poluição sonora em Juazeiro e resultará em diversas ações articuladas e intensivas com as participações dos fiscais de postura da Semaop, dos agentes de Trânsito da CSTT, da Guarda Municipal e da Polícia Militar no sentido de combater os ruídos sonoros produzidos por estabelecimentos comerciais, pelos equipamentos de alta potência e pelos denominados “paredões” instalados em veículos automotores em níveis superiores aos permitidos pela legislação em vigor estabelecida pelo CONAMA.

AMMA destaca importância do alvará sonoro para o sossego e descanso urbano

Som-de-paredão

Som alto em estabelecimentos comerciais e residenciais, além de automotivos (os conhecidos paredões) ainda tiram o sono e a paciência de muita gente. Por isso mesmo, órgãos como a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) têm sido cada vez mais atuantes no combate a esse tipo de crime ambiental, tipificado nas legislações Federal, Estadual e Municipal. Para ter uma idéia da situação, das denúncias que chegaram ano passado no setor de Monitoramento e Fiscalização da AMMA – seja através da Ouvidoria Municipal, Ministérios Públicos e dos próprios cidadãos – a poluição sonora representou, de longe, a maior demanda: 43%.

Uma das maiores ações da Agência Ambiental tem sido junto aos proprietários de estabelecimentos que utilizam som. “Realizamos vistorias em empreendimentos que requerem o alvará sonoro como forma de averiguar a viabilidade do funcionamento na realização de atividades de emissão sonora, assim como suas possiveis adequações. Em 2015, 28 empreendimentos solicitaram regularização, vinte conseguiram o alvará sonoro e o restante passa por um processo de adequação”, destaca o diretor de Monitoramento e Fiscalização da AMMA, Igor Lopes.

 De acordo com a Lei 2.556/2013, em seu artigo 2º, “os níveis máximos de sons e ruídos, de qualquer fonte emissora e natureza, em empreendimentos ou atividades residenciais, comerciais, de serviços, institucionais, industriais ou especiais, públicas ou privadas, assim como veículos automotores  são de 80 decibéis das 7h às 18h; 75 das 18h às 22h; 70 das 22h às 7h”. Se durante uma fiscalização for constatada qualquer irregularidade, várias sanções podem ser adotadas, e elas passam desde a notificação, auto de infração, embargo, apreensão de equipamentos sonoros, até mesmo a cassação do alvará de localização e funcionamento.

 Esse trabalho de fiscalização da AMMA no combate a poluição sonora conta com parcerias importantes, a exemplo do Ministério Público de Pernambuco, Policias Militar e Civil, secretaria Executiva de Ordem Pública.

 “Temos buscado dar orientações ao cidadão, aos donos de empreendimentos, aos produtores de eventos, no que diz respeito à poluição sonora. Nosso trabalho não é o de proibir ninguem de utilizar som, mas sim, fazer com que cumpram com as regras estipuladas na legislação ambiental. Esta ainda é uma das principais demandas da AMMA”, enfatiza a gestora da AMMA, Denise Lima.

 Passo a passo – Todo estabelecimento que utiliza emissão sonora precisa de um alvará, que é emitido pela AMMA. O processo consta de três etapas: a vistoria, elaboração de um parecer técnico e a liberação do alvará sonoro.

 Vistoria: Nessa etapa são analisados itens como distribuição do som, fontes de emissão sonora, é feita uma pesquisa entre os moradores para avaliar os impactos do empreendimento, estrutura do empreendimento, localização, dentre outros. Na vistoria é feito ainda um estudo de medição dos níveis de pressão sonora emitidos, usando o decibelímetro.

 Parecer técnico – elaborado com base em todas as informações coletadas durante a vistoria, além das informações dadas pelo empreendedor quando da entrada do processo no protocolo.

 Emissão do Alvará- esse documento atesta a regularidade do empreendimento. É emitido com base no parecer técnico e determina as condicionantes para que o estabelecimento funcione de acordo com os parâmetros da lei.

 É importante destacar que o alvará está sujeito a modificações ou até mesmo suspensão, caso seja constatado o descumprimento de todas as exigências.

(Com informações da Ascom/foto:divulgação)