STJD aplica suspensão máxima a Bruno Henrique por manipulação de jogo

Jogador foi enquadrado pela 1ª Comissão Disciplinar do STJD no artigo 243-A. Ele foi suspenso de 12 jogos e pagará multa de R$ 60 mil

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi condenado pela 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a 12 jogos de suspensão e ao pagamento de multa de R$ 60 mil por manipulação de resultado. A decisão, proferida nesta quinta-feira (4/9), aplicou a punição máxima prevista no artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

No tocante à suspensão dos gramados, Bruno Henrique poderia ser condenado de seis a 12 partidas, conforme a pena prevista no artigo. Com placar de 4 a 1, a Comissão do STJD entendeu pela suspensão máxima. Já em relação à multa aplicada, o valor de R$ 60 mil foi intermediário, pois poderia chegar até R$ 100 mil.

O que diz o artigo 243-A:

Artigo 243-A: Atuar de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente. Pena: multa de R$ 100 a R$ 100 mil, e suspensão de seis a 12 partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, ou pelo prazo de 180 a 360 dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código; no caso de reincidência, a pena será de eliminação.

Bruno Henrique, do Flamengo, vira réu por fraudar resultado de jogo

A Justiça do Distrito Federal decidiu nesta sexta-feira (25), tornar réu o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, pela acusação de fraudar o resultado de competição esportiva. A decisão foi proferida pelo juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal de Brasília. O magistrado aceitou parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o atleta pelo suposto envolvimento em esquema de manipulação de apostas na internet (bets).

Apesar de tornar o atacante réu, o juiz rejeitou a parte da denúncia que acusava Bruno Henrique de estelionato e o pedido dos promotores para que o jogador fosse obrigado a pagar R$ 2 milhões de fiança. O jogador foi investigado por ter forçado um cartão amarelo no jogo contra o Santos, no Campeonato Brasileiro de 2023, em Brasília, para beneficiar parentes dele que faziam apostas. Além do atleta, amigos e familiares também foram investigados.

No ano passado, Bruno foi alvo de uma operação realizada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o MPDFT. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.

A Agência Brasil busca contato com a defesa de Bruno Henrique. O espaço está aberto para manifestação. Anteriomente, a defesa posicionou que o atleta não atuou de forma dolosa, ou seja, não tinha a intenção de interferir no resultado visando lucro em apostas.Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido dos advogados do jogador para anular a investigação. A defesa alegou que o caso deveria ser conduzido pela Justiça Federal, e não pela Justiça do Distrito Federal.

Agência Brasil