Aeroporto de Petrolina amplia impacto social com novo projeto esportivo para crianças e adolescentes

O Aeroporto de Petrolina, administrado pela Motiva Aeroportos, segue fortalecendo sua atuação social no município com a chegada de mais um projeto voltado à comunidade. Em parceria com o Instituto Brasileiro de Excelência no Esporte e Cultura (IBEEC), crianças e adolescentes de 7 a 15 anos terão acesso a aulas gratuitas de futsal, vôlei e basquete, no contraturno escolar, em dois núcleos da cidade.

As atividades serão realizadas no Parque Municipal Josepha Coelho (Maria Auxiliadora) e no Ginásio da Praça da Juventude (João de Deus). Além de estimular a prática esportiva, o projeto busca promover valores como disciplina, respeito, inclusão e trabalho em equipe, contribuindo para a formação cidadã dos participantes.

A chegada do IBEEC a Petrolina soma-se a outras iniciativas já apoiadas pelo aeroporto. Em maio deste ano a cidade recebeu o projeto Cultivar Esportes com aulas graatuitas de judô e voleibol para 140 crianças da rede pública de ensino. No início de agosto, foi a vez do programa Caminhos para a Saúde, que levou para a comunidade beneficiada mais uma edição de atendimentos gratuitos de saúde e bem-estar.

Agora, com o apoio ao Centro de Excelência no Esporte XIII (CEE XIII), idealizado pelo IBEEC, o Aeroporto de Petrolina reforça ainda mais o compromisso em ir além da gestão aeroportuária, investindo no desenvolvimento social das comunidades do entorno. O projeto é viabilizado por meio do Ministério do Esporte e da Lei de Incentivo ao Esporte, além do patrocínio da Motiva Aeroportos, do Instituto Motiva e da Meta.

Para o gerente do Aeroporto de Petrolina, Jamerson Vasconcelos, cada nova ação amplia o impacto do aeroporto na vida das pessoas. “Nos últimos meses, tivemos a oportunidade de levar saúde, lazer e esporte para centenas de pessoas da nossa cidade. Agora, com a chegada do IBEEC, ampliamos esse alcance e mostramos que nosso compromisso vai muito além das operações aéreas. Queremos estar próximos da comunidade, oferecendo oportunidades que transformam vidas e contribuem para um futuro mais inclusivo e cidadão”, destaca.

Locais de aulas em Petrolina:
1. Parque Municipal Josepha Coelho – Rua Adelina Santana, 2, Maria Auxiliadora, Petrolina
2. Ginásio da Praça da Juventude – Av. Maria Aila da Silva, s/n, João de Deus, Petrolina
Inscrições: diretamente nos locais de aula ou pelos contatos dos professores

Ascom

Lula critica interrupção de programas sociais em governos anteriores

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou neste domingo (30) a interrupção de programas sociais e obras públicas em governos anteriores. Ao participar da cerimônia de entrega de moradias populares de um programa habitacional da prefeitura do Rio de Janeiro, Lula lembrou que criou o Minha Casa, Minha Vida em 2009 e terminou o segundo mandato (2010) com 1 milhão de pessoas inscritas.

“Nós já conseguimos fazer 7,8 milhões de casas”, disse o presidente, para em seguida criticar a condução do programa em governos passados.

“Lamentavelmente houve um período conturbado neste país, e gente teve um governo que esqueceu de fazer as coisas do povo e passou a contar mentira para esse povo. Encontrei, quando voltei, 87 mil casas que tinham sido começadas em 2011, 2012 e 2013, totalmente abandonadas”, lamentou, sem citar nomes de ex-presidentes.

Lula contou que, há poucos dias, fez a entrega de moradias populares em Fortaleza, que deveriam ter sido entregues em 2018. “Não teve um governo com a decência de respeitar o povo e entregar aquelas casas”, disse. O presidente afirmou ainda que, ao assumir o terceiro mandado, retomou uma série de obras públicas interrompidas. “Só de escola, eram quase 6 mil obras paralisadas nesse país. Na saúde, quase 3 mil. Esse país foi abandonado porque governar não é mentir, não é falar, governar é fazer.”

Ele também criticou a queda pela metade no número de profissionais do programa Mais Médicos. “Nós chegamos a ter 23 mil médicos. Quando voltei para a Presidência da República, a gente só tinha 12,5 mil médicos. Hoje nós temos 26,5 mil”, contextualizou.

“O povo mais humilde, o povo trabalhador, só é lembrado na época da eleição. Na época da eleição, o povo pobre é muito falado no palanque, todo mundo gosta de pobre, elogia pobre e fala mal de banqueiro e empresário, porque a maioria é pobre e a maioria tem voto. Depois da eleição, nunca mais essas pessoas se lembram do pobre”, criticou.

Apartamentos populares
Lula participou da entrega de unidades populares do programa Morar Carioca. Neste domingo, foram entregues os primeiros 16 dos 704 apartamentos de um conjunto habitacional. Ao todo, serão 44 prédios, cada um com 16 apartamentos. Outros quatro estão em fase de fundação. A previsão é concluir as entregas até 2026, quando cerca de 4 mil pessoas terão sido beneficiadas.

O condomínio fica na comunidade do Aço, em Santa Cruz, zona oeste do Rio, a cerca de uma hora e meia de carro do centro da cidade. A favela foi criada no fim da década de 1960, quando moradores afetados por enchentes foram realocados em moradias improvisadas que deveriam ter sido temporárias.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, explicou que, à medida que as famílias forem sendo transferidas para os novos imóveis, as casas antigas serão demolidas e darão espaço a prédios novos. O investimento da prefeitura é de R$ 243 milhões, sendo R$ 45 milhões financiados pelo Banco do Brasil.

O presidente Lula criticou alguns projetos de moradia popular em que os apartamentos não têm características como varanda e espaço para mesa para refeição. “Vamos parar de preconceito contra as pessoas mais humildes. O cara que levanta às 5h da manhã para trabalhar, anda duas horas de ônibus e depois volta para casa para chegar às 8h da noite, esse cara precisa ter respeito, [tem que] tratar esse cara com decência”, disse o presidente.

À plateia de moradores da região, Lula relembrou a época em que vivia em moradias precárias, com apenas um banheiro para muitas pessoas. “Quando saí de Pernambuco para São Paulo, a primeira casa em que eu fui morar era um quarto e cozinha no fundo de um bar, em que o banheiro que a minha família usava – minha mãe e oito filhos – era o banheiro que as pessoas que bebiam no bar iam utilizar”, lembrou, para depois contar que morou em uma casa de 33 metros quadrados.

“Eu conto isso para vocês saberem que vocês não têm como presidente da República um estranho no ninho”, declarou.

Roda da economia
O presidente afirmou que o governo ser voltado para os pobres não é ameaça aos ricos. “Nós não queremos tirar nada de ninguém, [que] ninguém que seja rico tenha medo de nós. A gente quer que os empresários produzam, que os empresários ganhem dinheiro, porque, se eles estiverem produzindo e ganharem dinheiro, vão contratar trabalhador, vão pagar salário, o trabalhador vai virar consumidor. Quando o trabalhador virar consumidor, ele vai na loja, vai comprar uma coisa, a loja vai contratar mais um comerciário, a loja vai contratar coisa da empresa e assim a roda da economia começa a girar e todos participam”, destacou.

“Muito dinheiro na mão de poucas pessoas significa pobreza, analfabetismo, mortalidade infantil, fome, miséria, porque é muito dinheiro na mão de poucos, é concentração de riqueza. Mas pouco dinheiro na mão de muitos muda o jogo, todo mundo vai poder comprar um pouquinho, poder comer melhor, todo mundo vai na padaria, vai tomar um café, e a economia gira”, avaliou.

No evento em que elogiou o prefeito Eduardo Paes, “possível melhor gerente de prefeitura que este país já teve”, Lula disse que a chave para os municípios terem acesso a recursos do governo federal é apresentar bons projetos. “Quem quiser dinheiro do governo federal, não faça discurso. Apresenta projeto, porque se o projeto for bem apresentado e uma coisa possível de ser feita, não tem por que o presidente da República deixar de passar dinheiro.”

Agência Brasil