Lula decreta luto oficial por morte de Luis Fernando Verissimo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou luto oficial de três dias em todo país em sinal de pesar pelo falecimento do escritor Luis Fernando Verissimo. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (30).

A morte de Verissimo, aos 88 anos, foi confirmada no início da manhã, em Porto Alegre, após complicações causadas por um caso grave de pneumonia. Ele era um dos maiores nomes da literatura nacional. Ao todo, teve mais de 80 livros publicados e 5,6 milhões de cópias vendidas, entre crônicas, romances, contos e quadrinhos. O velório está ocorrendo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em nota de pesar, Lula também destacou a relevância do escritor como cronista da vida cotidiana brasileira.

“Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances. Criou personagens inesquecíveis, a exemplo do Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort. Sua descrição bem-humorada da sociedade ganhou espaço nas livrarias e na TV, com A Comédia da Vida Privada. E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo – e a todos os seus familiares”, afirmou o presidente. Políticos e artistas também lamentaram a morte e exaltaram o legado de Verissimo para a cultura do país.

Trajetória – Verissimo deixa a esposa Lúcia Helena Massa e três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana Verissimo. Ele tinha mal de Parkinson, problemas cardíacos e sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2021. Um ano depois, recebeu um marca-passo. Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando publicou mais de 80 obras, entre elas As Mentiras que os Homens Contam, O Popular: Crônicas ou Coisa Parecida, A Grande Mulher Nua e Ed Mort e Outras Histórias.

Foram as crônicas e os contos que o tornaram um dos escritores contemporâneos mais populares no país. O Analista de Bagé, lançado em 1981, teve a primeira edição esgotada em uma semana. O escritor construiu uma trajetória profissional rica, com atuação em diferentes áreas e produção em vários formatos. Trabalhou como cartunista, tradutor, roteirista, publicitário, revisor, dramaturgo e romancista. Sua obra é marcada pelo bom humor, assertividade e crítica. Além das palavras, foi um amante da música, dedicado ao saxofone.

Agência Brasil

Lula reúne PT e pede que partido dê prioridade a alianças competitivas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou maturidade política de ministros do PT para que projetos pessoais sejam deixados de lado em nome da formação de alianças eleitorais competitivas, em 2026. Em reunião realizada na noite desta quinta-feira, 27, no Palácio da Alvorada, Lula disse que o PT e seus aliados precisam eleger maioria no Senado, no ano que vem, se não quiserem que a Casa de Salão Azul seja controlada por discípulos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula convidou ministros, líderes do PT no Congresso e o novo presidente do partido, Edinho Silva, para uma conversa reservada com o objetivo de discutir as estratégias do governo na Câmara e no Senado e as eleições do ano que vem. Em 2026, o Senado vai renovar 54 de suas 81 cadeiras e pesquisas mostram que aliados de Bolsonaro aparecem mais bem posicionados no jogo.

O cenário atormenta o Palácio do Planalto. Ministros que estavam na reunião interpretaram as afirmações de Lula sobre a necessidade de montar chapas competitivas na disputa pelo Senado como um recado para o titular da Fazenda, Fernando Haddad. Candidato a um novo mandato, o presidente precisa de palanques fortes, sobretudo em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os maiores colégios eleitorais

Saída – Até agora, Haddad não planeja deixar o cargo para ser candidato. Pelas contas do governo, aproximadamente 20 dos 38 ministros devem sair em abril do ano que vem para tentar uma vaga no Congresso e até em governos estaduais. Ao falar sobre o momento político, Lula não previu surpresas no julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa na próxima terça-feira, 2. A expectativa é de que ele seja condenado por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do estado democrático de direito.

A reunião com ministros e líderes do PT no Alvorada ocorreu depois de uma rodada de encontros do presidente com representantes de outros partidos que compõem o governo. Nas últimas semanas, Lula recebeu ministros e dirigentes do Republicanos, União Brasil, PSD, MDB e PSB. Na conversa com petistas, Lula avisou que continuará a cobrar fidelidade de seus aliados, como fez na reunião ministerial da última terça-feira, quando mostrou indignação com o fato de ministros do PP e do União Brasil não defenderem o governo das críticas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), engrossou o coro dos que deram estocadas no Planalto naquela ocasião. Tarcísio tem sido apontado pelo Centrão como possível adversário de Lula nas eleições de 2026. Na reunião ministerial desta semana, em clima de campanha, o presidente disse acreditar que o governador será seu oponente no ano que vem.

Operação – Durante o encontro no Alvorada, Lula elogiou a operação da Polícia Federal – batizada de Carbono Oculto – que anteontem desmantelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis, com o uso de fintechs. O governo avalia que o resultado do trabalho conjunto vai impulsionar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, parada no Congresso.

A preocupação de Lula, agora, é com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aberta para investigar os desvios de aposentadorias do INSS. O presidente até hoje não se conforma com o fato de o governo ter perdido a presidência e a relatoria do colegiado. Para Lula, o Planalto só levou essa rasteira porque os articuladores políticos do PT dormiram no ponto.

Estadão

Governo autoriza estudo de viabilidade de nova hidrovia na Bahia

A Companhia de Docas da Bahia (Codeba) recebeu autorização do governo Lula para iniciar os estudos de viabilidade técnica e de potencial econômico para a retomada da exploração da hidrovia do São Francisco. A portaria foi publicada na edição desta terça-feira (26), do Diário Oficial da União (DOU), e assinada pelo ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos.

De acordo com o documento, os referidos estudos subsidiarão as atividades relativas à exploração e operação da hidrovia pela Codeba, bem como serão parte integrante do procedimento administrativo da possível concessão da infraestrutura hidroviária. Em junho, o Governo Federal anunciou que o Rio São Francisco terá uma nova hidrovia para transporte de cargas do Sudeste, a partir de Pirapora-MG, com destino a Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), no Nordeste.

A intenção do projeto é utilizar os 1.371 km de extensão navegáveis com uma projeção de movimentar cinco milhões de toneladas. Entre as cargas previstas, estão insumos agrícolas, gesso, gipsita, calcário, grãos, bebidas, minério e sal. No percurso, o Velho Chico passa pelo Distrito Federal, por Goiás, pela Bahia, por Sergipe, Alagoas e Pernambuco. São 505 municípios e mais de 11,4 milhões de pessoas que, de alguma forma, se relacionam com um dos principais rios brasileiros.

O projeto foi dividido em três etapas:

Na primeira, as ações vão se concentrar em um trecho de 604 quilômetros navegáveis, de Juazeiro a Petrolina, passando por Sobradinho e chegando em Ibotirama. As cargas poderão ser escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias, na Baía de Todos os Santos.

A segunda etapa abrangerá o trecho entre Ibotirama e Bom Jesus da Lapa e Cariacá com 172 quilômetros navegáveis. Nesse trecho, haverá conexão, via malha ferroviária, até os Portos de Ilhéus e Aratu-Candeias.

Já a terceira etapa aumentará a hidrovia em 670 quilômetros e ligará Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora.

A Tarde

Alimentos afetados por tarifaço de Trump poderão ir para merenda escolar no Brasil

O governo Lula autorizou a compra direta de produtos afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos. Os alimentos incluídos nessa lista, segundo planejado pela gestão petista, poderão ser destinados para reforçar a merenda escolar na rede pública de ensino de Estados e municípios que se interessarem pela aquisição.

Os alimentos podem ser destinados também a hospitais e para as Forças Armadas. Nesta segunda-feira, 25, o Ministério de Desenvolvimento Agrário deve anunciar novos detalhes sobre como o sistema de compra especial poderá funcionar. A regulamentação foi publicada em portaria interministerial do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do Ministério da Agricultura, em edição extra no Diário Oficial da União, na sexta-feira (22).

A portaria prevê que poderão ser adquiridos via compras governamentais flexibilizadas: açaí (fruta, purês e preparações), água de coco, castanha de caju (frutas de casca rija ou sem casca, sucos e extratos vegetais), castanha do Brasil (castanha-do-pará, fresca ou seca, sem casca), manga (fresca ou seca), mel, pescados (como corvina, pargo, tilápia e outros) e uva fresca.

A flexibilização das compras governamentais foi autorizada no âmbito da Medida Provisória nº 1.309/2025, que estabelece um plano de contingência para setores afetados pelo tarifaço. A MP autoriza excepcionalmente que poderão ser adquiridos pela União, Estados e municípios gêneros alimentícios que deixaram de ser exportados em virtude da imposição de tarifas adicionais dos Estados Unidos.

A aquisição excepcional dos gêneros alimentícios, prevê a MP, permitirá a contratação direta com dispensa de licitação, admitirá a apresentação simplificada de termo de referência e dispensará a elaboração de estudos técnicos preliminares. A portaria dispõe que os procedimentos são excepcionais e de caráter emergencial referentes às compras públicas de alimentos em atendimento exclusivo a produtores e pessoas jurídicas exportadoras afetadas pelas sobretaxa de importação aplicada pelos EUA.

Para habilitação à venda dos produtos para as compras governamentais flexibilizadas, os exportadores deverão apresentar declaração de perda na exportação do produto e pelo menos uma declaração única de exportação para os Estados Unidos do produto alvo de aquisição excepcional, a partir de janeiro de 2023.

Estadão Conteúdo

Aprovação de Lula cresce e vai a 46%, aponta pesquisa Genial/Quaest

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu pela segunda vez consecutiva e chegou a 46%, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 20. A desaprovação recuou no limite da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e foi a 51%, ainda acima da aprovação. A melhora foi puxada pela região Nordeste, beneficiários do Bolsa Família e eleitores com 60 anos ou mais. Em julho, na última rodada do levantamento, os que aprovavam o trabalho do presidente eram 43% e os que reprovavam, 51%.

O levantamento entrevistou presencialmente 12.150 pessoas com 16 anos ou mais, sendo 2.004 para o cenário nacional e o restante para as análises estaduais, entre os dias 13 a 17 de agosto. O nível de confiança é de 95%. A recuperação de Lula ocorreu principalmente na região Nordeste, a única em que ele é mais aprovado do que desaprovado. O petista ganhou 7 pontos de aprovação, saindo de 53% para 60%, o maior percentual registrado no ano. A desaprovação caiu no mesmo ritmo para 37%.

O presidente também registrou melhora na região Sul, onde a aprovação foi de 35% para 38%, mas o índice ainda é inferior à desaprovação, que permaneceu em 61%; nas regiões Centro-Oeste e Norte, que foram agrupadas pela pesquisa, os que aprovam a gestão petista cresceram de 40% para 44%, e a reprovação caiu de 55% para 53%. A região Sudeste foi a única em que não houve variação fora da margem de erro. A aprovação oscilou positivamente em dois pontos porcentuais, para 42%, e a desaprovação negativamente em um ponto, para 55%.

Lula recuperou a popularidade entre os eleitores que recebem Bolsa Família. Ele começou o ano com 61% de aprovação neste grupo, mas o porcentual caiu sucessivamente até chegar a 50% em julho. Agora, subiu para 60%. Entre aqueles que não recebem o benefício, o presidente é aprovado por 43%.

No recorte por idade, o maior crescimento foi entre os eleitores com 60 anos ou mais. Antes em empate técnico (48% de aprovação contra 46% de desaprovação), o placar agora é de 55% de eleitores que aprovam Lula contra 42% que desaprovam. Também houve melhora na faixa dos 16 a 34 anos, mas a desaprovação ainda é superior à aprovação: 54% a 43%, ante 58% a 38% na última rodada. Para Felipe Nunes, CEO da Quaest, a melhora na aprovação de Lula é fruto da combinação de fatores políticos e econômicos.

“A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”, disse ele. Segundo a Quaest, 48% dos eleitores consideram que Lula e o PT são os dois atores que estão fazendo o que é mais certo na crise desencadeada pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

Bolsonaro e seus aliados foram citados por 28%, enquanto 15% responderam nenhum dos lados; 9% não souberam ou não responderam. A percepção sobre o preço dos alimentos no mercado também melhorou: para 18% (antes eram 8%), os preços caíram, enquanto 60% afirmam que subiram (eram 76%). Outros 20% disseram que ficou igual (14%). Avaliação negativa fica estável e continua maior do que positiva. A pesquisa Genial/Quaest também mediu a avaliação dos eleitores sobre a gestão Lula. A maior parte dos entrevistados, 39%, disse ter uma opinião negativa do governo, 31% consideram que o trabalho é positivo e 27% como regular, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Na rodada anterior em julho, eram 40% de negativo, 28% de positivo, 28% de regular e 4% de indecisos.

Estadão Conteúdo

Lula decide enviar dois projetos de lei para regulação das big techs

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar dois projetos de lei ao Congresso Nacional para regulamentar as plataformas digitais. Um trata da regulação desses serviços digitais, e outro, sob o ponto de vista econômico, propõe regras sobre a concorrência entre empresas de tecnologia, as chamadas big techs.

A expectativa é que os textos sejam encaminhados ao Congresso na próxima semana, após o presidente retornar da viagem que fará à Colômbia. O governo ainda aguarda a Câmara dos Deputados concluir a votação do chamado PL da Adultização. A urgência da matéria será analisada nesta terça-feira (19/8).

O tema da regulamentação das redes ganhou tração após o vídeo do influenciador Felca, que denunciou a exposição de crianças e adolescentes nessas plataformas. Na segunda-feira (18), o presidente Lula voltou a fazer coro pela regulação como forma de combater crimes na esfera digital.

Diario de Pernambuco

Lula recebe presidente do Equador em Brasília em meio a tarifa dos EUA

O presidente do Equador, Daniel Noboa, desembarca no Brasil nesta segunda-feira (18), para uma reunião com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília. O encontro acontece em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos e à ofensiva do governo brasileiro pela abertura de novos mercados. O presidente Lula se reúne com Noboa na manhã desta segunda no Palácio do Planalto e, durante a tarde, os dois almoçam no Palácio do Itamaraty.

Ainda esta semana, o petista terá outro compromisso internacional: a viagem à Colômbia para participar da 5ª Cúpula Presidencial dos Países Amazônicos, em Bogotá – um encontro preparatório para a COP30. Com as tentativas frustradas de negociação com os EUA, o governo do presidente Lula tem apostado na busca de novos mercados e fortalecimento das alianças comerciais do Brasil. A estratégia visa contornar a imposição pelos Estados Unidos de tarifa de 50% a produtos brasileiros.

Conforme apuração da CNN, Lula tem novos telefonemas previstos para o início desta semana. Um dos contatos esperados é com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Lula também citou a intenção de dialogar com França, Alemanha, Reino Unido e União Europeia. Todas as conversas estão em fase de agendamento.

A Tarde

Pesquisa Datafolha: 35% culpam Lula por tarifaço e 22%, Bolsonaro

Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (16) revela que 35% dos entrevistados atribuem a responsabilidade pelo tarifaço ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 22% associam a questão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 17%, ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsoanro (PL-SP).

O outro nome que aparece como possível responsável pelas tarifas impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com 15%. Os que não atribuem o problema a nenhuma das figuras são 3%, os que responsabilizam todos equivalem a 1% e os que não sabem somam 7%.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 113 municípios brasileiros nos dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro considerada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança divulgado equivale a 95%.

Metrópoles

Lula sobe tom contra Trump e o acusa de mentir sobre Brasil

O presidente Lula (PT) subiu o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,contra as “inverdades” proferidas pelo mandatário sobre o Brasil em meio a guerra comercial entre as nações. O petista afirmou que o país deve ser tratado com respeito mesmo não sendo uma super potência.

“Eu não posso admitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa contar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil. O Brasil não é um país rico, o Brasil não tem um PIB que tem os americanos, o Brasil não tem o PIB que tem a China, mas nós temos um povo que merece respeito”, disse Lula.

As declarações de Lula feitas na sexta-feira (15), durante discurso, na inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM, em São Paulo, acontecem um dia após Trump classificar o Brasil como um dos “piores parceiros comerciais” dos Estados Unidos e mentir sobre as tarifas de exportações. “O Brasil tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas, como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito mais do que estávamos cobrando. E não estávamos cobrando nada essencialmente”, disse o americano.

Na ocasião, o presidente também defendeu a relação comercial firmada com a China. “É importante que as pessoas saibam que o comércio do Brasil com a China hoje é de US$ 160 bilhões contra US$ 80 bilhões com os Estados Unidos”. Lula ainda chamou de “turbulência desnecessária” o movimento que os EUA vem protagonizando contra o Brasil, sob a justificativa de que retaliação ao julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós temos democracia, aqui no Brasil nós temos direitos humanos, e o ex-presidente está sendo julgado. Ele não está sendo julgado por nenhuma acusação da oposição, de nenhum deputado, ele está sendo julgado por delação de seus pares em função de uma tentativa de golpe que ele tentou dar em 8 de janeiro de 2023″, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes. E completou: “No plano de golpe dele estava previsto matar a mim, matar ao Alckmin e matar o presidente da Corte eleitoral que está julgando ele”, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes.

Trump ataca Brasil
O Brasil voltou a ser alvo de duras críticas dos Estados Unidos (EUA). Nesta quinta-feira, 14, o presidente Donald Trump criticou a parceria comercial com o país de Lula (PT) e voltou a atacar o sistema Judiciário brasileiro.

“E o Brasil tem algumas leis ruins em vigor onde eles pegaram um presidente e colocaram na prisão ou estão tentando prendê-lo e acontece que eu conheço o homem e vou te dizer: ‘Eu sou muito bom em pessoas, eu acho que isso é uma execução política o que eles estão tentando fazer com Bolsonaro”, afirmou o presidente dos EUA. As declarações do republicano referem-se às sanções econômicas de 50% sobre as exportações brasileiras, que entraram em vigor no último dia 6 deste mês.

Trump planeja mais sanções ao STF após reunião
O presidente americano sentou à mesa hoje com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo, em Washington. Após o encontro, os EUA voltaram a falar em sanções. A Casa Branca estuda sancionar com a Lei Magnitsky, a mesma usada contra Moraes, os ministros que condenarem o ex-presidente por golpe de Estado. Integram o colegiado Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

A Tarde

 

Governo Lula retira Brasil de aliança internacional em memória do holocausto

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês), uma organização internacional criada para o combate ao antissemitismo e memória do massacre dos judeus.

A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel na última quinta-feira (24), e confirmada por fontes do Itamaraty. O entendimento do governo é que a adesão à IHRA em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi feito de modo displicente.Fontes do Itamaraty informaram que entre os motivos da saída, que ainda não foi formalizada (o Brasil aparece no site da IHRA como membro observador), estão obrigações que o País deveria ter com a aliança, que envolveria recursos financeiros.

No dia 23, o governo brasileiro formalizou a entrada na ação movida pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça que acusa Israel de cometer genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza. O Itamaraty nega que a saída da aliança tenha uma relação direta com a adesão à ação.

O Itamaraty criticou Israel pela campanha militar na Faixa de Gaza, que dura quase dois anos apesar da devastação do território palestino e da morte dos principais líderes do Hamas, na nota em que informou a adesão ao processo da África do Sul. As ações na Cisjordânia, território palestino onde Israel também atua militarmente com frequência e que tem ocupação de colonos judeus, também foram criticadas. “O Brasil considera que já não há espaço para ambiguidade moral nem omissão política. A impunidade mina a legalidade internacional e compromete a credibilidade do sistema multilateral”, diz a nota do Itamaraty.

As ações do governo brasileiro foram chamadas por Israel de “uma demonstração de profunda falha moral”. Desde o início da guerra em Gaza em 2023, a relação entre o Estado judaico e o País tem se deteriorado. Em fevereiro do ano passado, Lula afirmou que as ações do Exército israelense em Gaza era comparado ao Holocausto de judeus e foi considerado persona non grata em Israel.

O episódio provocou a retirada do embaixador do Brasil em Israel Frederico Meyer, em maio. O cargo segue vago, e as relações diplomáticas entre os dois países correm o risco de ficarem ainda menores nos próximos meses, já que o Itamaraty segue sem consentir que o diplomata Gali Dagan assuma o cargo de embaixador de Israel em Brasília. O cargo atualmente é ocupado por Daniel Zonshine.

A saída da IHRA e a adesão à ação da África do Sul esta semana, no entanto, coincidem com o aumento da pressão da comunidade internacional sobre Israel, que contou com o anúncio do presidente francês Emmanuel Macron sobre o reconhecimento do Estado da Palestina e com a denúncia de organizações humanitárias sobre fome generalizada entre os palestinos. O Itamaraty saudou na quinta a decisão de Macron de reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro – ato que também foi criticado por Israel.

Estadão Conteúdo

Lula sugere que Trump coma jabuticaba para pôr fim a tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou do bom humor ao “sugerir” uma solução para o impasse envolvendo a taxação de 50% dos produtos brasileiros importados aos Estados Unidos. mandatário disse que iria mandar uma jabuticaba para o presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo Lula, ninguém que coma a fruta fica de mau humor.

“Eu vou levar jabuticaba para você, Trump. E você vai perceber que o cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e de muita relação diplomática”, brincou Lula o petista. Brincadeiras à parte, Lula convocou uma reunião para este domingo, 13, para discutir medidas que o Brasil tomará em relação ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além de Lula também participarão da reunião, o vice-presidente e ministros da Indústria, Geraldo Alckmin, o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não estará presente por incompatibilidade de agenda, já que a reunião foi convocada em caráter de urgência, mas um representante da sua equipe está presente.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, técnicos do Governo esperam a criação de um grupo de trabalho que proponha medidas de retaliação para barreiras comercias que forem impostas ao Brasil.

Entenda tarifa de 50% imposta ao Brasil
A medida, que terá fortes impactos na economia brasileira e também na economia baiana, surge como uma forma de retaliação ao país devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na trama dos atos golpistas, no Supremo Tribunal Federal (STF). “A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional”, inicia o texto de Trump.

Na mensagem, o norte-americano considera a relação comercial entre os país como desequilibrada e “longe de ser recíproco”. Nesse sentido, o presidente diz ser necessário o afastamento com o Brasil. “Entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual”.

A Tarde

Michelle Bolsonaro faz carta pública a Lula: “Hora de baixar as armas”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro leu, neste sábado (12), uma carta pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela participava de um evento no Acre quando, em discurso, pediu que o chefe do Executivo “hasteie a bandeira do diálogo e da paz” depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% para produtos brasileiros.

“Você precisa deixar o seu desejo de vingança de lado. Você precisa parar de se juntar aos movimentos terroristas e aos ditadores. A imagem de um Brasil pacífico e de progresso está destruída porque você está se juntando a essas pessoas e arrastando o Brasil para o buraco!”, afirma Michelle.

Ela argumenta que o tipo de sanção ao qual o Brasil foi alvo “só foi aplicada a países reconhecidos como ditaduras”, e que o presidente se guia “por ideologias doentias e pelo desejo de vingança”.

Diario de Pernambuco

Lula sanciona lei que cria CNH gratuita para população de baixa renda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (27), um projeto de lei que permite que recursos arrecadados com multas de trânsito possam ser aplicados para custear a habilitação de condutores de baixa renda. A norma ainda estabelece regras para transferência de propriedade de veículo por meio eletrônico.

Pela nova lei, agora em vigor, serão beneficiados as pessoas de baixa renda que estejam no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Até então, a legislação de trânsito previa que os recursos provenientes de multas deveriam ser aplicados exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. O custeio, previsto no projeto, abrangerá as taxas e demais despesas relativas ao processo de formação de condutores e do documento de habilitação. O projeto de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE) foi aprovado pelo Congresso Nacional no fim de maio.

Segundo o Palácio do Planalto, a lei aprovada ainda estipula regras para a transferência de propriedade e vistoria por meio eletrônico. No caso de transferência de propriedade, o contrato de compra e venda deve conter assinaturas eletrônicas qualificadas ou avançadas. A vistoria de transferência poderá ser realizada em formato eletrônico a partir de critérios do órgão executivo de trânsito dos estados e do Distrito Federal.

O contrato de compra e venda de veículo em meio digital, devidamente assinado pelo comprador e pelo vendedor perante o órgão de trânsito da União, terá validade em todo o território nacional e deve ser acatado pelos órgãos de trânsito dos estados e do Distrito Federal.

Agência Brasil

Lula presta solidariedade às vítimas da queda do balão em SC e coloca Governo à disposição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou solidariedade às famílias das vítimas da queda do balão em Praia Grande, em Santa Catarina. “Quero expressar minha solidariedade às famílias das vítimas do acidente ocorrido com um balão na manhã deste sábado em Santa Catarina. E colocar o Governo Federal à disposição das vítimas e das forças estaduais e municipais que atuam no resgate e no atendimento aos sobreviventes”, disse Lula em sua conta no X.

Neste sábado, 21, um balão com 21 pessoas pegou fogo e caiu durante o voo. O acidente deixou 8 mortos. Há treze sobreviventes, que se jogaram do equipamento para se salvar. Conforme os bombeiros, o balão se incendiou enquanto voava e caiu em uma área próxima a um posto de saúde (Cachoeira). O piloto viu o início do fogo, conseguiu descer, e pulou junto de 12 passageiros.

Estadão Conteúdo

Presidente Lula embarca para viagens à Rússia e à China

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma a agenda de viagens internacional essa semana. O primeiro compromisso será em Moscou, na Rússia. A convite do presidente Vladimir Putin, Lula participará das celebrações dos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na segunda guerra mundial.

É o feriado mais importante da Rússia, que ocorre no dia 9 de maio, com um grandioso desfile cívico-militar em Moscou. Ambos os presidentes também manterão reunião bilateral durante a visita, entre 8 e 10 de maio. Na sequência, Lula segue para China, onde cumprirá agendas nos dias 12 e 13 de maio. A visita de Lula ao país asiático ocorrerá no contexto da Cúpula entre China e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O encontro bilateral previsto entre Lula e Xi Jinping ocorrerá em meio ao acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do planeta. A imposição de tarifas mútuas, desencadeada por iniciativa do presidente norte-americano Donald Trump, vem causando sucessivas turbulências nos mercados de ações e alimenta o temor de uma recessão global.

A viagem à China será a segunda visita oficial de Lula neste terceiro mandato. A visita anterior ocorreu em abril de 2023, que foi retribuída por Xi Jinping em visita de Estado em novembro do ano passado, após a Cúpula do G20, sediada pelo Brasil. Além disso, eles haviam se encontrado outra vez em 2023 na Cúpula dos Brics, na África do Sul.

Agência Brasil

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