
A Câmara Municipal de Petrolina deve analisar nesta quinta-feira (5) o Projeto de Lei nº 002/2026, enviado pelo Poder Executivo municipal, que institui o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Municipal). A proposta, encaminhada pelo prefeito Simão Durando, busca fortalecer a agricultura familiar e ampliar as políticas de segurança alimentar no município.
O projeto foi encaminhado à Câmara no dia 2 de março de 2026, acompanhado de mensagem do Executivo justificando a importância da iniciativa para o desenvolvimento socioeconômico da cidade e para o combate à insegurança alimentar.
Objetivo do programa
De acordo com o texto do projeto, o PAA Municipal de Petrolina tem como principal finalidade promover o acesso à alimentação adequada e saudável e incentivar a produção da agricultura familiar local.
A proposta também prevê a aquisição de alimentos produzidos por agricultores familiares, pescadores artesanais, aquicultores, piscicultores e outras categorias produtivas do município.
Entre os produtos que poderão ser adquiridos pelo programa estão:
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alimentos agropecuários
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produtos extrativistas
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pescados e derivados da aquicultura
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sementes e mudas
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produtos processados e beneficiados
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alimentos orgânicos e agroecológicos.
Esses produtos deverão ser destinados principalmente à rede socioassistencial, escolas, unidades de saúde e equipamentos públicos de alimentação e nutrição.
Fortalecimento da agricultura familiar
Na mensagem enviada à Câmara, o prefeito Simão Durando destaca que o programa representa um importante instrumento de política pública para fortalecer os pequenos produtores.
Segundo ele:
“A presente propositura tem por objetivo institucionalizar, no âmbito do Município de Petrolina, o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, instrumento de política pública que articula a promoção do acesso à alimentação adequada e saudável com o fortalecimento da agricultura familiar local.”
O gestor também ressalta que a iniciativa permitirá maior integração entre as políticas públicas municipais, estaduais e federais voltadas à segurança alimentar.
Integração com programas nacionais e estaduais
O projeto estabelece que o PAA Municipal será executado pelo Poder Executivo em articulação com diversas políticas públicas, entre elas:
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Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)
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Sistema Único de Assistência Social (SUAS)
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Programa Estadual de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PEAAF)
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Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN)
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ações municipais de assistência técnica e extensão rural.
Segundo a justificativa do prefeito, a criação de um marco legal próprio permitirá ao município executar o programa com recursos municipais e também aderir a programas federais e estaduais.
“A matéria se justifica pela necessidade de o Município dispor de marco legal próprio que permita a execução do PAA com recursos municipais, além de viabilizar a adesão aos termos do Governo Federal e a articulação com o programa estadual.”
Compra direta de agricultores
Outro ponto importante do projeto prevê que a Prefeitura poderá adquirir alimentos diretamente da agricultura familiar, com dispensa de licitação, desde que os preços sejam compatíveis com o mercado e que os produtos atendam às exigências sanitárias.
O texto também prevê prioridade para produtos orgânicos e agroecológicos, que poderão ter acréscimo de até 30% no valor de referência, incentivando práticas sustentáveis.
Inclusão social e geração de renda
Entre os objetivos do programa estão:
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geração de renda para agricultores familiares
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incentivo ao cooperativismo e associativismo
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fortalecimento das cadeias produtivas do Vale do São Francisco
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apoio à produção de mulheres e jovens rurais
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estímulo à produção sustentável e agroecológica.
A proposta também busca ampliar o acesso a alimentos de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social, atendidas por programas assistenciais.
Votação na Câmara
O projeto deve ser apreciado pelos vereadores na sessão desta quinta-feira, 5 de março, na Câmara Municipal de Petrolina.
Caso seja aprovado, o Poder Executivo terá prazo de até 180 dias para regulamentar a nova lei, definindo os procedimentos operacionais do programa.
Na mensagem enviada ao Legislativo, o prefeito destacou a importância da aprovação da matéria.
“Certo da relevância da matéria para o desenvolvimento socioeconômico do município e para o combate à insegurança alimentar, submeto a propositura à apreciação desta Casa Legislativa.”



