Ibovespa renova recorde aos 198 mil pontos e dólar cai abaixo de R$ 5,00

Acompanhando o otimismo externo após sinalizações de distensão entre EUA e Irã, moeda americana atinge menor patamar em dois anos; bolsa brasileira é impulsionada por commodities e fluxo estrangeiro.

O mercado financeiro brasileiro registrou um pregão histórico nesta segunda-feira (13). O Ibovespa, principal índice da B3, renovou sua máxima histórica ao fechar acima dos 198 mil pontos, enquanto o dólar rompeu a barreira psicológica dos R$ 5,00 pela primeira vez em mais de dois anos. O alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e o forte fluxo de capital estrangeiro ditaram o ritmo dos negócios.

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Cautela com cenário eleitoral brasileiro faz dólar superar os R$ 4,10

(Foto: ADEK BERRY/AFP)

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo, perdia o fôlego no começo da tarde desta segunda-feira (10), tendo o declínio das ações da Suzano entre as maiores pressões negativas, enquanto a cena eleitoral segue adicionando volatilidade ao pregão, com agentes financeiros à espera da divulgação da pesquisa Datafolha.

Mais cedo, o índice chegou a subir mais de 1%, oscilando brevemente acima dos 77 mil pontos. No início da tarde, no entanto, a Bolsa oscilava entre os campos positivo e negativo. Às 13h17, apresentava leve alta de 0,17%, aos 76.545,98 pontos.

Já o dólar, às 13h30, ultrapassava o patamar dos R$ 4,10 em alta de 0,69%, cotado a R$ 4,1134. Depois de cair firme e rapidamente na quinta-feira (06), após o ataque sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), a moeda devolve parte da queda enquanto os agentes do mercado aguardam por pesquisas de intenção de voto e em meio a ajustes aos preços globais da sexta-feira, quando foi feriado no Brasil.

Além do cenário eleitoral, há ainda preocupação sobre os efeitos da guerra comercial depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que está pronto para seguir adiante e aplicar tarifas sobre mais US$ 267 bilhões em produtos importados da China, além dos US$ 200 bilhões sobre bens do país asiático que já devem ser taxados nos próximos dias.

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