Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma. O ministro citou duas ações que questionam o constitucionalidade da lei, que devem ser julgadas pelo plenário da Suprema Corte.

Na prática, os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 terão que aguardar os ministros decidirem se a lei respeita as regras da Constituição Federal para obterem os benefícios da redução da pena.

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Pastor Eurico assume PSDB em Pernambuco após migração de Álvaro Porto para o MDB

Deputado federal Pastor Eurico

O deputado federal Pastor Eurico anunciou sua saída do Partido Liberal e deverá assumir o comando do Partido da Social Democracia Brasileira em Pernambuco. A mudança ocorre após o atual dirigente da sigla no estado, Álvaro Porto, comunicar à direção nacional que deixará o partido para ingressar no Movimento Democrático Brasileiro.

Com a saída de Porto, a direção nacional tucana decidiu reorganizar a estrutura partidária em Pernambuco, abrindo espaço para a chegada de Pastor Eurico à liderança estadual da legenda.

Com quatro mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, o parlamentar é um dos nomes mais conhecidos do segmento evangélico no estado, mantendo forte ligação com a Igreja Assembleia de Deus.

A mudança partidária ocorre em meio a um momento de reorganização política no cenário pernambucano. Nos últimos meses, o PL no estado também registrou a saída de nomes importantes, como o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, além dos deputados Fernando Rodolfo e Renato Antunes.

Nos bastidores, interlocutores apontam que a saída de Pastor Eurico também estaria relacionada a insatisfações internas dentro do PL pernambucano. O deputado teria demonstrado desconforto com a condução do partido no estado, citando falta de diálogo e centralização das decisões no grupo político ligado aos Ferreira.

A expectativa agora é que, sob o comando de Pastor Eurico, o PSDB busque reorganizar sua base política em Pernambuco e ampliar sua presença no debate eleitoral dos próximos anos.

Carlos Bolsonaro reclama de ‘silêncio’ do PL sobre candidatura de Flávio à Presidência

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) reclamou publicamente da falta de engajamento do Partido Liberal com a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em manifestação nas redes sociais nesta terça-feira (24), Carlos pediu que “páginas, redes sociais locais e suas subdivisões do Partido Liberal” trabalhassem para “mostrar o pré-candidato a presidente indicado por Jair Bolsonaro (PL) em suas timelines”.

Para Carlos, os membros do partido estão deixando a desejar na comunicação política nas redes sociais. “Não é acusação. É constatação empírica. E constatação pede alinhamento, não silêncio”, disse. O ex-vereador pede a união do partido na campanha de Flávio à Presidência. “Sendo redundante mas é preciso: não estamos falando de pessoas, mas de estrutura partidária! Vamos lá pessoal, união em torno do projeto da direita!”, escreveu.

Na tarde da segunda-feira (23), Flávio Bolsonaro se manifestou em rede social sobre as recentes trocas de indiretas entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O filho do ex-presidente fez um pedido para que os agentes políticos do campo conservador priorizassem a disputa eleitoral, e não conflitos internos.

“Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição!”, escreveu Flávio. Em seguida, ironizou o uso de linguagem neutra: “Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs!”. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto (PL), negou nesta segunda-feira que o partido esteja dividido já que a ex-primeira-dama “não tem tempo de fazer nada”.

“Não, nunca existiu um racha. Porque existe o seguinte: a Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido nem o pai na situação que o Bolsonaro está. Esse é o grande problema”, afirmou o presidente do PL em entrevista a jornalistas depois do evento do Grupo Esfera, em São Paulo.

Estadão Conteúdo

Lara Cavalcanti assume vice-presidência estadual do PL Mulher durante evento no Sertão

A pré-candidata a deputada estadual e presidente do PL Mulher em Petrolina, Lara Cavalcanti, assumiu oficialmente a vice-presidência estadual do PL Mulher em Pernambuco. O anúncio foi feito durante evento que marcou a filiação de Carlos Britto ao Partido Liberal e o lançamento da dobradinha do Sertão, com ele como pré-candidato a deputado federal e Lara como pré-candidata a deputada estadual.

Após dois anos à frente do diretório municipal do PL e da coordenação do PL Mulher em Petrolina, Lara transmitiu a presidência do partido no município a Carlos Britto, que passa a conduzir a nova fase de expansão da legenda no Sertão. Ela permanece na presidência do PL Mulher em Petrolina e agora passa a atuar também em todo o estado, ao lado da presidente estadual do PL Mulher, Izabel Urquiza.

“O partido não cabe ego. Política se faz com união, dividindo responsabilidades e fortalecendo novas lideranças. Nosso objetivo é fazer o PL crescer no Sertão com a mesma força que já tem na capital e na Região Metropolitana”, afirmou Lara.

Ao assumir a presidência municipal, Carlos Britto destacou o gesto de confiança. “Recebo essa missão com alegria e responsabilidade. Vamos trabalhar para abrir novos diretórios, fortalecer nossas bases e ampliar a presença do PL nas cidades do Sertão.” O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, e Izabel Urquiza ressaltaram a confiança no trabalho que já vinha sendo desenvolvido em Petrolina e reforçaram que a nova etapa consolida a estratégia de crescimento do partido no interior de Pernambuco.

Ascom

Carlos Britto assume presidência do PL em Petrolina e lança oficialmente sua pré-candidatura a deputado federal

Um novo capítulo começa no Sertão: coragem, propósito e compromisso ganham voz rumo a Brasília. O Partido Liberal realizou nesta sexta-feira (20), em Petrolina, o ato oficial de filiação do jornalista Carlos Britto ao partido e o lançamento da “Dobradinha do Sertão”, com Britto como pré-candidato a deputado federal e Lara Cavalcanti como pré-candidata a deputada estadual.

O evento reuniu a imprensa, lideranças estaduais e municipais, entre elas o presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, o deputado federal André Ferreira, o deputado estadual Abimael Santos e a presidente do PL Mulher Pernambuco, Izabel Urquiza. A cerimônia marcou um novo momento de fortalecimento do partido no Sertão.

Durante a solenidade, Anderson Ferreira destacou que a chegada de Carlos Britto amplia a representatividade da legenda na região. “O PL cresce em Pernambuco com organização e estratégia. A filiação e presidência de Britto fortalece o partido no Sertão e consolida um projeto que olha para o interior como prioridade”, afirmou.

Em discurso firme e carregado de emoção, Carlos Britto ressaltou sua trajetória e assumiu o compromisso de representar o Sertão em Brasília. “Hoje eu não falo apenas como jornalista. Falo como sobrevivente, como filho da periferia de Petrolina que venceu obstáculos para estar aqui. Sei o que é a escassez, sei o que é a dor de quem não é ouvido. Mas também sei o que é levantar todos os dias e correr atrás”, declarou.

Britto afirmou que a decisão de se filiar ao PL representa um passo além na sua atuação pública. “Chegou a hora de transformar experiência em ação direta. Estou pronto para ser parte das soluções, lutar pelos jovens que precisam de oportunidade, defender os empreendedores, fortalecer o agronegócio e dar voz firme ao Sertão na Câmara Federal. Esse não é um projeto pessoal, é um projeto pelas pessoas.” O ato também oficializou a presidência de Carlos Britto no PL local.

Ascom

Anderson Ferreira chega á Petrolina para filiação de Carlos Britto ao PL

A Direção Estadual do Partido Liberal (PL) estará em Petrolina no próximo dia 20 de fevereiro, em um evento marcado para às 18h, na Câmara de Vereadores da cidade. A agenda contará com a presença do presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira e de vários deputados e lideranças políticas, e já provoca forte expectativa nos bastidores políticos da região.

O partido irá anunciar a pré-candidatura do jornalista Carlos Britto com forte representatividade e potencial de impacto no cenário eleitoral de outubro. A movimentação indica uma estratégia clara de fortalecimento da sigla no interior do Estado, especialmente no Sertão.

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Professores poderão ter direito à merenda escolar nas escolas públicas

Tramita na Assembleia Legislativa de Pernambuco o Projeto de Lei Ordinária nº 003533/2025 que assegura aos professores e demais profissionais da educação, em efetivo exercício nas escolas públicas estaduais e municipais, o direito à alimentação oferecida aos estudantes durante o período letivo.

De acordo com a proposta, o consumo dos alimentos deverá respeitar a prioridade dos alunos, não gerar custos adicionais para os profissionais e não reduzir direitos como vale-alimentação ou benefícios equivalentes. O texto também determina que o alimento seja consumido no mesmo local e junto aos estudantes, sem distinção de cardápio.

Na justificativa, o autor da proposta, deputado João Paulo (PT), explica que o objetivo é reconhecer o papel essencial dos trabalhadores da educação no processo pedagógico, inclusive durante as refeições, consideradas parte importante da convivência escolar. O documento cita ainda que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já reconheceu o consumo da alimentação escolar pelos profissionais da educação como prática educativa e de integração comunitária.

O projeto deverá ser regulamentado pelo Poder Executivo e entra em vigor na data de sua publicação, caso seja aprovado pelo Legislativo. A proposição foi encaminhada às 1ª, 2ª, 3ª e 5ª comissões da Alepe.

Diario de Pernambuco

Ala do PL aceita trocar anistia por meio-termo e vira alvo do clã Bolsonaro

A discussão sobre a redução de penas como alternativa à anistia acentuou divisões internas no PL. Enquanto uma ala mais próxima ao Centrão tenta convencer Jair Bolsonaro a aceitar a opção negociada, o ex-presidente e seus familiares vêm reiterando que não autorizam o diálogo por um “meio-termo”.

Integrantes do partido mais flexíveis defendem alterar o Código Penal para reduzir as penas dos crimes cometidos por Bolsonaro. Isso poderia resultar, na visão deles, em punição entre quatro e oito anos de prisão. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses pela trama golpista. Com a redução, aliados também veem mais chance de cumprimento de prisão domiciliar, sem o risco de ficar encarcerado na Penitenciária da Papuda, uma das preocupações do ex-presidente.

Interlocutores próximos aos filhos de Bolsonaro, os parlamentares Eduardo e Flávio, reforçam que qualquer articulação por redução de pena acontece à revelia do líder da direita. Para eles, a insistência em soluções alternativas mina a estratégia de denunciar uma suposta “perseguição política”.

Com o avanço das tratativas, o sentimento de bolsonaristas fiéis é de irritação com setores do partido que circulam com propostas pragmáticas no Congresso. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é citado pelo núcleo duro como a principal peça de um jogo duplo. Na quarta-feira, esteve com Bolsonaro e teria tentado convencê-lo a aceitar o projeto de dosimetria. Há meses, Valdemar vem desagradando integrantes da legenda por sua postura tida como “pouco incisiva”.

Filiados ligados a Eduardo vêm fazendo queixas frequentes, e o filho do ex-presidente abriu fogo contra o dirigente, inclusive ameaçando deixar o partido. O deputado tem repetido que é candidato à Presidência, caso seu pai permaneça inelegível, e tem acusado Valdemar de “conluio” com Centrão, por supostamente estar dando anuência ao movimento dos governadores da direita, em especial Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.

Busca por desfecho
Ao Globo, Valdemar disse que o caminho negociado acelera o desfecho do caso: “Redução de penas não é o melhor caminho. Anistia é anistia. Redução de pena é só mudar a lei penal. Se tiver acordo, aprovamos em dois dias”, afirmou. No grupo mais alinhado a Eduardo, a avaliação é que a movimentação do partido em torno da redução soa como traição. O ex-ministro Fabio Wajngarten, braço direito do ex-presidente, tem repetido que tais conversas “acontecem sem autorização do Bolsonaro” e chamou de “malucos” os que insistem nesse tipo de articulação.

A leitura é que há uma tentativa de “plantar desânimo” no partido, quando, na prática, o núcleo bolsonarista segue fechado na defesa da anistia. “Precisamos votar anistia. Com relação à dosimetria, ele tem o mesmo pensamento que eu: não cabe ao Congresso Nacional, cabe ao Poder Judiciário. Poderíamos buscar alteração de pena, mas não é nossa intenção fazer esse debate neste momento. Queremos votar anistia”,  defende o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL.

A sensação de que há “traição” dentro da sigla alimenta ainda mais a resistência do clã em abrir qualquer margem para um acordo que não seja a anistia irrestrita. Um dirigente do partido afirma conversar com deputados todos os dias e que a maioria da bancada estaria de acordo. A ala mais radical tem ecoado o discurso pró-anistia irrestrita, diz o deputado Bibo Nunes (PL-RS):

“Não vejo sentido algum na redução de pena. O crime real cometido por alguns foi depredação ao patrimônio público. Sendo um, sem armas e sangue, a pena é no máximo seis meses. Portanto, todos já pagaram com juros e correção. Só aceitamos anistia total, geral e irrestrita, que pode pacificar o Brasil e soltar os injustiçados, por um tribunal totalmente politizado e parcial”, afirma.

O embate, que até pouco tempo ficava restrito aos bastidores, ganhou corpo na medida em que a proposta de anistia passou a enfrentar obstáculos no Congresso. A rejeição da PEC da Blindagem pelo Senado acendeu o alerta entre caciques do Centrão, que enxergam dificuldades para avançar com um perdão amplo sem um alinhamento prévio nas duas Casas. Setores do PL passaram a compartilhar a mesma visão.

Agência O Globo

Câmara aprova PL da adultização com recuo da oposição

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (20), o Projeto de Lei (PL) nº 2.2628/2022, que cria um Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no âmbito digital. O texto foi aprovado por votação simbólica, com apoio do governo e da oposição, que anteriormente se posicionava contra.

A proposta segue para análise no Senado. O texto começará a valer um ano depois da sanção presidencial. O projeto estava parado na Casa Alta desde 2024, mas ganhou destaque após a veiculação do vídeo do youtuber Felipe Bressanim Pereira, o Felca, em 6 de agosto.

Diario de Pernambuco

Câmara aprova urgência de projeto contra adultização de crianças com rejeição da oposição

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) a aceleração da tramitação do principal projeto de lei na Câmara dos Deputados sobre o tema da adultização. Apenas com a resistência da oposição, o texto passou em votação simbólica e deverá ser novamente votado em plenário nesta quarta-feira (20).

O PL 2628, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) prevê mecanismos para combater conteúdos de exploração sexual infantojuvenil em ambiente digital. E cria regulações para o uso de redes e jogos online para crianças e adolescentes. Essa proposta tem o patrocínio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que definiu a proposta como “Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) virtual”.

Motta anunciou que apoiaria essa proposição após reunião com representantes da sociedade civil. Presentes nesse encontro dizem que o presidente da Câmara ficou especialmente sensibilizado ao conversar com a juíza da Vara da Infância do Rio de Janeiro, Vanessa Cavalieri. Ela expôs a Motta alguns casos que tem de lidar ao tratar de crimes contra crianças e adolescentes.

Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, é crítico desse texto. O principal ponto de divergência dele é em relação a como plataformas lidariam com denúncias. No texto que veio do Senado, as empresas têm como dever proceder à retirada de conteúdo que viola direitos de crianças e adolescentes “assim que forem comunicados do caráter ofensivo da publicação, independentemente de ordem judicial”.

Outros oposicionistas mencionam que o texto indica a criação de uma autoridade nacional, gerida pelo Poder Executivo, que seria responsável por fiscalizar e aplicar sanções a violadores dos direitos das crianças e adolescentes nas redes. “Parece bom, mas não é, quem vai julgar e como? Quais serão os critérios? Quem vai participar? Isso é uma tentativa de regular as redes sociais ‘pela porta dos fundos'”, afirma Giovani Cherini (PL-RS).

Em entrevista ao Estadão, o relator do projeto na Câmara, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), diz que é aberto a sugestões de alterações no texto, qualquer que seja o partido. Ao menos por ora, também contou ele, há um vazio de propostas da direita. “Até agora não recebemos nenhuma sugestão de alteração de algum artigo do texto”, disse. Alencar publicou um novo texto do projeto na semana passada e fez acenos para conquistar o apoio da oposição. No principal deles, ele retirou a expressão “dever de cuidado” das plataformas, vista por oposicionistas como uma forma de estimular a censura nas redes sociais.

Governistas defendem que o texto votado fosse o mesmo aprovado pelo Senado Federal. Caso o projeto de lei votado na Câmara tenha passado por alterações, a proposição volta ao Senado para decidir sobre a versão final, ao invés de ir diretamente à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Senado, até a oposicionista Damares Alves (Republicanos-DF) apoiou a proposta. O governo apoia o projeto nas duas Casas.

Estadão Conteúdo

Comissão aprova projeto de lei sobre translado de brasileiros mortos no exterior

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou projeto de lei que altera a Lei de Migração para delimitar os casos em que o governo federal poderá custear o traslado do corpo ou dos restos mortais de brasileiro carente falecido no exterior. Pelo texto, a União poderá custear, total ou parcialmente, as despesas de traslado para o território brasileiro após relatório do Ministério das Relações Exteriores que ateste:

O fato de a família não ter condições financeiras para arcar com os custos; não existir nenhum tipo de seguro (viagem, vida, funeral) que cubra essas despesas; inexistência de responsabilidade do empregador, no caso de viagem a trabalho; ausência de impedimento de ordem sanitária; a condição de visitante ou residente temporário do falecido.

Ao avaliar a concessão do auxílio financeiro, o governo poderá, com a autorização da família, priorizar a opção pela cremação no exterior e o traslado das cinzas para o território brasileiro, por razões de ordem sanitária, logística ou de economia.

Os critérios e procedimentos para a concessão e execução do translado serão definidos em regulamento pelo Ministério das Relações Exteriores. As despesas serão custeadas pelo orçamento do Itamaraty, por meio do programa de assistência consular a brasileiros no exterior.

Agência Câmara

Moraes atende a pedido e libera contato de Valdemar com Bolsonaro

Valdemar Costa Neto e Bolsonaro — Foto: Reprodução/Youtube/PL

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu nesta terça-feira (11) a um pedido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e derrubou a medida que impedia o contato do dirigente partidário com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Moraes é o relator no STF do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado pelo ex-presidente e aliados. Diferentemente de Bolsonaro, Valdemar não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República nesse caso.

A proibição de contato entre os dois investigados havia sido determinada por Moraes em fevereiro de 2024.

O ex-presidente Jair Bolsonaro comemorou, a decisão:

“Estava morrendo de saudades (do Valdemar)”, declarou Bolsonaro, afirmando que essa era uma “forma carinhosa” de comentar a decisão.

O ex-presidente também disse que pretende conversar com Valdemar nos próximos dias e que o retorno do diálogo direto entre os dois será importante para a condução das atividades do PL.

Deputada quer proibir participação de atletas trans em competições

A deputada federal Missionária Michele Collins (PP-PE) protocolou na segunda-feira (19/8) um Projeto de Lei que proíbe a participação de atletas transexuais em competições esportivas apoiadas pelo Poder Público.

De acordo com o texto da deputada, o pedido envolveria atletas “cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento” e seria em competições com participação direta e indireta do Poder Público.

O PL 3218/2024 prevê ainda multa para organizadoras dos eventos que descumprirem a lei, entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, a depender das circunstâncias da infração e das condições financeiras do infrator. Na justificativa do projeto, a deputada destacou que o objetivo é ” garantir às mulheres a possibilidade de competir em igualdade de condições com outras mulheres nas competições esportivas”.

“Recentemente temos visto as competições sendo realizadas com a participação de pessoas trans, a exemplo de homens que se sentem mulheres em equipes femininas, uma desvantagem quando consideramos o aspecto fisiológico”, argumentou a deputada.

Ao final do texto, Michele Collins salientou que o texto “não tem o objetivo de afrontar os movimentos LGBTI+” e que busca “resguardar as mulheres, visto que todas as atletas biologicamente do sexo feminino devem competir em status de igualdade”.

Diário de Pernambuco

Após PL da Uber, novo projeto pode mudar a forma como se usa táxi no Brasil

Um novo Projeto de Lei (314/24), tem planos alterar a Política Nacional de Mobilidade Urbana no setor que regulamenta a atuação do taxista. O objetivo da proposta é liberar o compartilhamento de viagens de táxi.

Proposta iguala Táxi a sobre vantagens coletivas
O autor da proposta é o deputado Henrique Júnior (PL-MA), que considera que a alteração das viagens particulares ou individuais “deverá trazer inúmeros benefícios econômicos e sociais”.  O deputado afirma que a mudança sobre o compartilhamento de viagens de táxi permitirá o estabelecimento de “uma nova alternativa para o transporte nas cidades”.

A lei prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana só permite a realização de viagens compartilhadas em transporte remunerado privado individual de passageiros em aplicativos de celular, como o Uber. A mudança poderia garantir o mesmo direito para os motoristas de táxi.

O Projeto de Lei será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Caso aprovado, ainda precisará seguir para o Senado.

JC Online

Presidente do PL diz que vai apresentar ao TSE estudo que prova erros nas urnas eletrônicas

Valdemar Costa Neto disse ter registros fotográficos comprovando que cerca de 250 mil urnas possuem o mesmo número de identificação

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou em entrevista que “até terça” (22) apresentará denúncia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre irregularidades nas urnas dos modelos pré-2020 e afirma que os resultados dessas urnas não podem ser considerados por falha grave na identificação dos equipamentos.

“São as urnas antigas. Todas elas têm o mesmo número. Não tem patrimônio, não tem como controlar a urna. Você vai checar a urna antes da eleição e são todas com o mesmo número”, disse.

Segundo Costa Neto, não há proposta de nova eleição, mas o TSE terá que decidir o que fazer sobre essa situação. Questionado sobre se o fato de ter o mesmo número seria um indício de irregularidade, o presidente do PL afirmou que, com o mesmo número, não há como checar as urnas e atribuir as condições de cada equipamento individualmente.

“Se elas têm o mesmo número, como que você vai checar a urna antes da eleição? Eu acredito que sejam umas 250 mil urnas. Todas as urnas antes do ano 2020 têm o mesmo número de patrimônio”, explicou.

Costa Neto explicou que isso é culpa dos funcionários do TSE e não da direção da corte. “A direção do TSE não tem conhecimento disso. Pessoal de cima não sabe que existe isso lá embaixo”, disse.

Segundo ele, o problema só foi identificado devido à insistência do presidente Jair Bolsonaro de verificar todos os equipamentos.

“Eu insisti com o pessoal, eles foram lá e descobriram isso aí. Temos tudo já comprovado, tudo fotografado, tudo colocado em cartório. Nós não queremos nova eleição, não queremos agitar a vida do país, mas eles (TSE) têm que decidir o que vão fazer”, finalizou.

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