Professor e contador Rinaldo Remígio faz apelo à Compesa e às autoridades diante do caos no abastecimento de água em Petrolina

Professor Rinaldo Remígio

A redação do Blog Waldiney Passos recebeu um apelo contundente do professor e contador Rinaldo Remígio, profissional amplamente conhecido em Petrolina, que manifestou sua indignação com a crise no abastecimento de água que tem atingido praticamente toda a cidade.

No comunicado, Rinaldo relata que a população vive um verdadeiro caos com a falta d’água, situação que tem afetado famílias, escolas, comércios e repartições públicas. Ele pede providências urgentes à Compesa e às autoridades competentes, destacando que o fornecimento de água é um direito básico e essencial à vida.

“É inadmissível que, em pleno século XXI, famílias inteiras fiquem dias sem o fornecimento desse bem essencial. Água é vida, é dignidade! Compesa, senhores dirigentes, pelo amor de Deus, façam alguma coisa! A cidade clama por providências urgentes. A população merece respeito e soluções imediatas”, declarou Rinaldo Remígio.

O professor ainda ressaltou que não acredita que o problema tenha motivações políticas, mas alertou que, se houver interferência desse tipo, seria “uma crueldade sem tamanho”, já que “a população não tem culpa das divergências entre gestores ou instituições”.

Nos últimos dias, a falta d’água em Petrolina provocou transtornos em vários bairros e chegou a interromper atendimentos em unidades básicas de saúde, levando a Prefeitura a utilizar carros-pipa para tentar amenizar os efeitos da crise.
Enquanto isso, moradores continuam cobrando respostas claras e medidas emergenciais por parte da Compesa e do Governo do Estado para restabelecer o serviço.

Valdemar Costa Neto convoca reunião emergencial do PL após prisão domiciliar de Bolsonaro

Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência com líderes da legenda, imediatamente após o ministro do STF Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda‑feira (4).

Costa Neto expressou indignação nas redes sociais: “Estou inconformado!!!!! O que mais posso dizer?”, escreveu o dirigente após chamar a decisão de “perseguição” política. A medida imposta por Moraes inclui restrições severas: Bolsonaro está proibido de usar celular ou redes sociais, exceto por advogados ou familiares autorizados, e teve o aparelho apreendido em operação da Polícia Federal.

Durante a reunião, parlamentares da bancada federal do PL se programaram para viajar imediatamente a Brasília e tomar posição conjunta. Entre os primeiros convocados estava Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada na Câmara, que desembarcou na capital ainda na noite de segunda-feira. Carlos Portinho, líder do partido no Senado, também confirmou que retornará ao plenário na manhã desta terça-feira.

O PL emitiu ainda uma nota oficial afirmando que a prisão domiciliar imposta a Bolsonaro é “ilegítima, nula de origem e sem qualquer valor jurídico real”, e que a decisão teria sido motivada por ações “fabricadas” e autoritárias do ministro Moraes, que teria extrapolado suas funções institucionais.

A mobilização ocorre em meio a intensa polarização institucional, com setores da oposição acusando a Suprema Corte de abusos de poder e pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A crise reforça o desafio entre os poderes e coloca o PL num cenário de articulação para responder ao desdobramento da determinação judicial.

Operando no vermelho, Correios bancam R$4 milhões da turnê de Gilberto Gil

Gilberto Gil, de antigas ligações a Lula e ao PT: direito a selo e faturamento de R$4 milhões -Foto: Agência Gov.

Servidores dos Correios estão indignados com os R$4 milhões que a estatal desembolsou para virar “patrocinador master” da turnê do cantor Gilberto Gil. Os shows começaram no fim de março, quando a empresa já havia admitido prejuízos de R$2,2 bilhões somente este ano e os trabalhadores já passavam sufoco e denunciavam a falta de repasse de valores ao FGTS. Desta vez, a revolta com o patrocínio se soma a outra dor de cabeça dos trabalhadores: o descredenciamento do plano de saúde que, sem receber, suspendeu os atendimentos.

Sob ameaça de greve e com transportadores recebendo em atraso, os Correios figuram ao lado de patrocinadores como a luxuosa Rolex.

Apesar do farto dinheiro público, o pobre vai passar longe. Os ingressos chegam a custar R$1.530; mais do que um salário mínimo (R$1.518).

Os Correios defendem o patrocínio como reposicionamento de marca. E diz que está em tratativas para manter o plano de saúde ativo

Professora adjunta da UPE sai em defesa da vereadora Cristina Costa

A professora adjunta da Universidade de Pernambuco Janaína Guimarães, nos enviou um texto no qual externa sua indignação com o episódio ocorrido na última sexta-feira (6), envolvendo os vereadores Cristina Costa (PT) e Manoel da Acosap (PTB), que discutiram fortemente nos estúdios da Rádio Jornal.

Confira a íntegra do texto:

As definições de violência são muitas, temos violência física, psicológica, institucional e patrimonial, entre outras. Uma mulher é agredida no Brasil a cada 4 minutos, segundo o Mapa da violência de 2015.  Hoje uma dessas mulheres fisicamente agredidas foi a vereadora de Petrolina, Cristina Costa, por um homem violento, ele também vereador em Petrolina, Manoel Acosap.

A notícia que nos indignou causou mais revolta do que surpresa. E por que isso? Porque nossa sociedade misógina (avessa a tudo que é ligado ao feminino ou as mulheres) não esta acostumada a que tenhamos mulheres fortes na política, com voz e atitude para contestar desmandos e posturas autoritárias de homens brancos que em sua maioria dominam o legislativo em Petrolina. Cristina vem desenvolvendo um trabalho sério de contestação sistemática desses poderes, sendo oposição numa câmara legislativa machista e conservadora. A única mulher atualmente na vereança petrolinense.  Importante lembrarmos que essa ausência de mulheres se faz sentir também nacionalmente, pois temos apenas 9% de mulheres no legislativo e 13% no senado Federal.

A violência contra a mulher, no entanto, é uma constante, tão, mais tão cotidiana, que nos acostumamos a escutar falas como a de Manoel para Cristina, “Você é sem moral”, gritou o vereador. E o que é ter moral? Ser de partido golpista e apoiar cortes básicos na educação e saúde? Ou ter moral é agredir uma companheira de legislativo, simplesmente porque ela se coloca criticamente contra as pautas conservadoras que dominam a vereança Petrolinense?

A “falta de moral de Cristina” é fruto das relações de gênero que são eminentemente relações de poder.  Essas relações, construídas historicamente, estão em constante mudança, mas as reações a essas mudanças, quase sempre violentas, se fazem sentir em diversas situações, como a de hoje. Cristina cresce no espaço público, como crescem as mulheres, e foi violentada, como são as mulheres, objetos de repulsa por parte de homens que não compreendem a igualdade de direitos e poderes. A misoginia foi responsável pela agressão a Cristina, pois ela subverte o lugar comum na câmara de Petrolina ao se colocar publicamente, ao se fazer ouvir enquanto oposição num espaço onde as mulheres só são lembradas no dia 8 de março, para receberem flores e medalhas, mas não estão de forma ativa na construção das leis do município. O momento politico do país é de retrocesso, exemplificado pela configuração do ministério do governo golpista de Michel Temer, composto exclusivamente por homens. O papel no qual se quer mulher, nesse governo, é meramente decorativo. E em tempos de Marcela Temer, ser Cristina Costa causa muito incômodo.

Janaína Guimarães
Professora adjunta da Universidade de Pernambuco