Tentativa de homicídio é registrada no Projeto Bebedouro, em Petrolina

 

5bpm

Segundo informações da Central de Operações do 5º Batalhão da PM, em Petrolina, uma guarnição fazia rondas no Projeto Bebedouro, na tarde deste sábado (14), quando foi acionada por um homem que dizia ter uma pessoa ferida em sua propriedade. Os policiais foram até o local e constataram se tratar da pessoa de Jorge Luiz Júnior,30, residente na Vila Itaparica, na Bahia. A vítima apresentava perfurações à bala na altura do peito e no braço.

 Aos militares ele teria dito que atravessava o Rio são Francisco de barco, quando chegou a Nova Descoberta e seguia a pé para a BR 428, onde pegaria uma lotação para o município de Lagoa Grande. Segundo a vítima, nesse trajeto surgiram três homens e efetuaram os disparos.

Jorge Luiz disse ainda aos policiais que reconheceu os três homens, mas não sabia o motivo da agressão. Ele foi encaminhado para o Hospital Universitário e, de acordo com o 5º BPM, não corre risco de morte. A ocorrência foi registrada na 1ª delegacia da Polícia Civil.

Vereador Ronaldo Souza critica gestão do Hospital de Traumas

Ronaldo Cancão

O vereador Ronaldo Souza criticou a maneira que o HUT está sendo gerido

O vereador Ronaldo Souza (PTB), rebateu as críticas sobre o Hospital Universitário de Traumas (HUT), na manhã desta quarta-feira (27), em um programa de rádio local. De acordo o vereador,  o reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Julianeli Tolentino, sabia da demanda do HUT, mas mesmo assim, assumiu a responsabilidade de prestar o serviço à comunidade.

“Quando o reitor  foi lá para a Câmara de Vereadores forçar a barra para que os vereadores votassem no projeto e disse que iria melhorar a situação da saúde, sabia que atendia a 52 municípios, então vamos parar de ficar enganando a sociedade. Quem não pode com o pote, não deve colocar a rodilha na cabeça” disparou o vereador.

O vereador ainda chamou o reitor de incompetente e questionou a maneira como é administrado o HUT.

Cremepe vai abrir sindicância para apurar omissões do Hospital Universitário

Sílvio Luiz - Cremepe

O absurdo do fechamento dos portões aos pacientes na madrugada do último domingo (13), por falta de médico ortopedista, no centro cirúrgico do Hospital Universitáriao (HU), culminou com a vinda à Petrolina-PE, do presidente do Conselho Regional de Medicina (CREMPE), Sílvio Luiz, que concedeu uma entrevista coletiva logo após a vistoria na unidade.

O presidente destacou a importância do nosocômio para a região por ser o único de referência de traumas que atende cerca de 53 municípios, no total são mais de 2 milhões de pessoas atendidas, reconhecendo, portanto, ser um local que tem um quantitativo de leitos inferior a necessidade que deveria ter na região.

Ele afirmou ter vindo sempre a Petrolina averiguar a situação do HU, já tendo encontrado de tudo desde a falta de insumos, de medicamentos, de motorização, material cirúrgico,  mas uma coisa que segundo Sílvio vem persistindo é a falta de Recursos Humanos.“Principalmente quando se trata de anestesistas, que hoje é o grande problema da unidade, principalmente nos finais de semana tanto na sexta e sábado no horário noturno, onde teve a ocorrência, como domingo e segunda no plantão diurno está funcionando sem nenhum anestesista de plantão”, assegurou Sílvio Luiz, acrescentando que o ideal seria no mínimo dois anestesistas por plantão.

Outra deficiência apontada foi o número reduzido também de clínicos de plantão no total de dois, sendo necessário no mínimo de 3 a 4 clínicos “porque tem que dar suporta a toda sala vermelha e toda sala amarela”, alertou.

Sílvio informou ainda que 95% das pessoas internadas esperando por cirurgia são pacientes de ortopedia e considerou insuficiente o número de ortopedistas e anestesistas cedidos através do convênio que foi confirmado através das prefeituras de Petrolina e Juazeiro, portanto, salientou que o hospital precisa também da colaboração de todos os municípios. “Todos têm que dar o suporte com os leitos de retaguarda, que são os hospitais de pequeno porte, que têm aqueles pacientes que estão estáveis no hospital de traumas,  universitário, eles encaminham para essa cidade para que fiquem por lá, pois passaram da situação crítica dando vaga aos pacientes que vão chegando com mais gravidade”, sugeriu.

Sobre o caso específico dos portões fechados no último domingo, ele disse que a medida foi errada e que vai servir para abertura de uma sindicância. “A partir da abertura de uma sindicância aí ela segue em sigilo, como presidente eu não posso manifestar minha opinião apesar de já ter tido uma avaliação de toda a situação, essa fiscalização nós vamos colocar junto com a denúncia, vai ser escolhido um conselheiro sindicante que vai apurar todos os fatos, vai chamar todas as pessoas envolvidas na situação e aí uma câmara de sindicância é quem vai decidir se vai abrir um processo ou não”, afirmou Sílvio Luiz.

“Falta de gestão e retrato do descaso, marcas do HU de Petrolina, atualmente”, diz Maria Elena

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Na sessão desta terça-feira, 15, na Câmara de Petrolina, a vereadora Maria Elena Alencar, PSB-PE, usou a tribuna da Casa Plínio Amorim para criticar o descaso do Hospital Universitário, mantido pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) que deixou um paciente, um jovem de 17 anos, morrer por falta de atendimento. Ela chamou a atenção do reitor Julianeli Tolentino pelo que chamou de falta de gestão em lidar com situações adversas quando se administra um equipamento da grandeza e importância como é o HU.

“Uma atitude infeliz de quem existe para comandar um serviço para salvar vidas. Como fechar uma emergência de um hospital referência para mais de 50 cidades de estados como PE e BA porque um médico especialista teve que se ausentar e aí a solução é deixar a população sem atendimento e pior, morrer porque não tinha quem atendesse”, questionou a socialista.

Conforme a parlamentar, isso não existe e que se fosse numa unidade de saúde privada, um plano B seria posto em prática para substituir o profissional que não pode atender. “Um plano B tem que existir. Não fechar. Já achei falta de ética profissional se ausentar durante o plantão, mas já que tinha que sair que a direção do hospital providenciasse um substituto imediato. Não fechar. Não se pode optar pelo caminho mais fácil e deixar as pessoas sem atendimento e morrendo. É crime”, atacou a vereadora .

Elena ressalta que falta de gestão, que a decisão foi infeliz e o retrato é de descaso, marcas do HU de Petrolina, atualmente. “Exigimos no alto da tribuna da Casa Plínio Amorim, respeito e providências para que mais pessoas não voltem a morrer à míngua e sim vivam com um serviço digno de saúde. Assim que tem que ser, porque os recursos vêm de impostos que pagamos e não podemos aceitar esse tipo de tratamento com os pacientes que chegam nessa unidade de saúde”, cobrou.

Vereador Pérsio Antunes requer audiência pública para discutir situação caótica do HU

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Vereador Pérsio Antunes / Foto: Waldiney Passos

A situação do Hospital Universitário (antigo Traumas), que a cada dia que passa expõe mais suas deficiências, vai ser discutida mais uma vez pela Câmara Municipal de Petrolina, pelo menos essa foi a proposta apresentada através de requerimento verbal pelo vereador Pérsio Antunes (PV).

A sugestão do edil é que primeiro seja realizada uma audiência pública e caso a Univasf, gestora do hospital, não solucione os problemas apresentados, a unidade seja então revertida para gestão do município conforme estabelece o Art 15 da Lei 1.530.

Para o vereador Ailton Guimarães (PMDB), é inadmissível que a gestão venha causar esses transtornos a população. “Até mesmo por que nós aprovamos a lei e acreditamos que o hospital venha prestar um bom serviço a nossa cidade”, afirmou.

Já o líder da bancada da situação Edinaldo lima (PMDB), disse que a discussão do problema é mais abrangente, que a sugestão simplista apenas de reversão da gestão ao município não seria suficiente, pois se trata de um hospital que atende toda a região.

Ronaldo Souza (PSL) apresentou uma Moção de Repúdio ao reitor da Univasf Julianelli Tollentino a quem disse não ter competência de gerir o hospital.

O vereador Adalberto Bruno Filho, Betão (PSL), lembrou ter apresentado no passado a sugestão de reversão do hospital e que não teve apoio dos colegas, portanto, prefere optar pela coerência e ouvir o outro lado, a reitoria da Univasf, para poder se posicionar melhor sobre o fato.

“O problema não é a gestão e sim a falta de médicos”, disse a vereadora Cristina Costa (PT) ao defender a permanência na região dos médicos formados na Univasf. Ele exemplificou citando o caso de um jovem que sofreu um acidente na estrada do N4 e que estaria sem atendimento adequado em um hospital particular da cidade justamente devido a falta de médicos.

Para a vereadora Maria Elena (PSB) a diretoria do hospital pecou ao optar pela forma mais fácil, porém errada, de fechar as portas ao invés de procurar substituir o cirurgião que alagou problemas familiares para se ausentar do plantão .

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