Paraguaios resgatados de fábrica clandestina de cigarros no Cabo de Santo Agostinho retornam ao país

O retorno ocorreu neste sábado (6) e foi custeado pelo Governo de Pernambuco. Trabalhadores não recebiam salários e viviam sob vigilância permanente. (Foto: Divulgação/Auditoria-Fiscal do Trabalho)

Um grupo de 17 trabalhadores paraguaios resgatados em condições análogas à escravidão em uma fábrica clandestina de cigarros no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, retornou ao Paraguai neste sábado (6). A informação foi confirmada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). O translado de retorno foi custeado pelo Governo de Pernambuco.

No total, 18 cidadãos paraguaios atuavam no local, mas um deles realizou o deslocamento de volta por meios próprios na sexta-feira (5).

De acordo com o relatório da AFT, os trabalhadores foram aliciados no Paraguai sob a promessa de emprego formal no setor de costura, com remuneração mensal estimada entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil, além de moradia e alimentação fornecidas pelos contratantes. O transporte até a fábrica clandestina envolveu uma rota que combinou trechos terrestres e aéreos.

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