
Waldiney Passos
A recente entrega da nova sede da Câmara Municipal de Petrolina, um projeto que consumiu R$ 13 milhões, levanta uma série de questionamentos sobre prioridades e responsabilidade pública. A obra, que começou em 2023 sob a gestão de Aero Cruz e foi concluída por Osório Siqueira, teve um custo total bem acima da previsão inicial, que era de R$ 4,5 milhões. É verdade que uma infraestrutura moderna pode motivar, mas a questão é: a população de Petrolina receberá o mesmo tratamento?
A cidade, terceira maior de Pernambuco, enfrenta desafios urgentes em diversas áreas, como infraestrutura, saúde e educação. A população anseia por soluções para problemas crônicos em ruas e bairros. Diante disso, a reforma da Câmara pode parecer um contraste gritante. A expectativa é que, com as novas instalações, os vereadores se sintam ainda mais motivados a trabalhar pela cidade.
No entanto, a população precisa de mais do que a “alta estima” dos vereadores. É fundamental que as comissões permanentes — como as de Saúde, Educação, Meio Ambiente e Direitos Humanos — funcionem de forma mais proativa, com reuniões periódicas e a apresentação de relatórios contínuos sobre os resultados. Os vereadores, que agora estão bem alojados, devem corresponder ao investimento feito com o dinheiro público. A nova sede é um reflexo do status do Poder Legislativo, mas o verdadeiro reflexo do trabalho dos vereadores deve ser visto nas ruas, nos bairros e na qualidade de vida da população.
Chegou a hora de a Câmara de Petrolina demonstrar que os R$ 13 milhões investidos na sua sede não são apenas para o conforto dos vereadores, mas sim um sinal de que o compromisso com a cidade foi renovado e fortalecido. Afinal, a população quer ver a mesma atenção dedicada à nova sede da Câmara nas ruas e bairros da cidade.
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