Deputado escreve artigo sobre liquidação do patrimônio público em Petrolina

Miguel Coelho 02

O deputado estadual, Miguel Coelho (PSB), que figura como possível pré-candidato dos socialistas para disputar a cadeira do Palácio Guararapes em 2 de outubro desse ano, envio ao nosso Blog artigo em que pontua seu pensamento sobre a realidade de Petrolina no tocante a venda do patrimônio público. Confira o artigo na íntegra nas linhas que se seguem a baixo.

Quase todo gestor público procura deixar uma marca para ser lembrado no futuro: uma grande obra, um projeto transformador ou até um novo modo de governar. Em Petrolina, infelizmente, o rastro que ficará após oito anos de administração do atual prefeito é o do desmonte do patrimônio construído pela população ao longo de décadas.

Prestes a encerrar o mandato, o prefeito decide enviar à Câmara de Vereadores um volume de projetos para alienar terrenos e vender prédios públicos de Petrolina. No pacote estão a cessão do Estádio Paulo Coelho e do Ceape, a venda do matadouro público, além de uma polêmica permuta de lotes públicos por valores questionáveis.

Esse processo desenfreado de comercialização do patrimônio municipal segue uma estranha lógica de irresponsabilidade. Não há planejamento nem projetos concretos para embasar essas transferências. Para ceder o Estádio Paulo Coelho, por exemplo, o prefeito apresenta a construção de uma moderna arena. Mas cadê o projeto, os recursos e garantias?

Procedimento similar foi seguido para iniciar a demolição do Ceape. O prefeito afirma que o imóvel que abrigava centenas de permissionários será um moderno centro administrativo. Mais uma vez sem mostrar um projeto no papel nem qualquer segurança financeira.

O matadouro é outro caso de extrema irresponsabilidade. Após afirmar que não fecharia o estabelecimento, o prefeito muda de ideia ao perceber que não consegue garantir o funcionamento correto do espaço público. A ideia é mais uma vez se desfazer de um equipamento municipal para arrecadar dinheiro e evitar esforço administrativo. O que a população vê, no entanto, é a cidade ficar na dependência do abastecimento de carne via Juazeiro, há semanas, além do aumento do abate clandestino, agravando a situação.

Por fim, o prefeito ainda brinca mais uma vez com o sonho de famílias que desejam ver suas moradias regularizadas. Apresenta uma proposta de permuta de áreas públicas para ressarcimento de imóveis no valor de R$ 18 milhões. Sem este ressarcimento, bancado pela Prefeitura, não seria possível fazer a regularização fundiária. Mas é no mínimo estranho que esse tipo de projeto surja em ano eleitoral. Consta ainda que parte desses lotes não pode ser cedida pela Prefeitura por dois motivos. Primeiro porque alguns são patrimônio da União. Segundo, parte dos lotes está caracterizada como de utilidade pública, impedindo tal manobra.

Mas essa não é a primeira vez que o prefeito toma esse tipo de iniciativa às vésperas de eleição. Em 2012, prometeu doar mais de 1.500 títulos de regularização fundiária e não o fez até agora. O Ministério Público, por sinal, já recomendou que nenhum novo projeto de regularização seja votado na Câmara antes de o prefeito cumprir o que prometeu.

Ainda vale lembrar diversos leilões de bens públicos e a estranha doação do terreno do antigo Colégio Motiva para uma empresa instalar um call center. Mesmo sem qualquer garantia ou projeto, o repasse seria benéfico, pois garantiria a geração de 3.500 empregos e a construção de uma creche. O tempo passou e a empresa já não tem mais interesse em instalar call center muito menos construir uma creche. Mas o terreno continua cedido.

É lamentável assistir a mais uma tentativa de dilapidar o patrimônio da população. Preocupa também não saber o que foi feito com todo o dinheiro arrecadado nessas transações. Petrolina não pode virar um balcão de negócios. O que resta agora é mobilizar a população para pressionar e impedir que esses projetos sejam aprovados na Câmara.

Bloco da oposição ensaia voltar ao comando da prefeitura de Sobradinho (BA)  

 

Oposição Sobradinho 1

O cenário político para as eleições 2016 em Sobradinho (BA) parece ser mesmo inusitado. Enquanto pairam algumas dúvidas quanto a uma eventual impossibilidade do atual prefeito Luiz Vicente concorrer a reeleição, a oposição jura que marcha unida embora com vários nomes despontando como potencial candidato a prefeito na Terra da Barragem.

O bloco oposicionista a Vicente sempre teve o nome do ex-prefeito Genilson Silva, que critica a atual gestão do executivo da terra da Barragem, “nós esperamos três anos e nada aconteceu de bom em nossa cidade, as obras de calçamento em andamento foram deixadas pelo meu governo, ampliação da feira, unidades de saúde, iluminação requalificação da Avenida José Balbino, e tantas outras em andamento, esse governo quê aí estar não conseguiu uma única unidade Habitacional para sobradinho, não conseguiu uma creche”. Afirmou o ex-prefeito de Sobradinho Genilson.

“Gestão de cortes na saúde sempre foi elogiada pela oposição”,  afirma deputado petista

?Lamentando ao que considera como ‘oportunismo’ de alguns deputados da oposição na Bahia, que criticam o Governo e à atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). O deputado federal Jorge Solla (PT/BA) desabafou:

É um oportunismo sem tamanho, já que passaram o ano inteiro elogiando o modelo de gestão de cortes e da desassistência, é o que eles fariam se tivessem vencido as eleições. Quando governaram, passaram mais de 20 anos sem construir um hospital de urgência e emergência na Região Metropolitana e sequer aplicavam o mínimo de 12% na saúde”, destacou.

O deputado considera que “estes parlamentares sempre se calaram porque consentiam. Se furtaram a criticar os cortes na saúde do Estado porque é difícil mesmo falar mal daquilo que se concorda”, completou o petista.

“É tradição da vereadora Cristina faltar com a verdade”, afirma Alvorlande

alvorlande

O vereador Alvorlande Cruz (PRTB) não poupou críticas a sua colega de parlamento na Câmara petrolinense, Cristina Costa (PT), durante entrevista na manhã desta quarta-feira, 6, ao Radialista Francisco José, na Grande Rio AM.

Cristina havia declarado em entrevista recente ao Radialista que Alvorlande votou a favor do Projeto de Lei (PL) que aumenta o valor da passagem no transporte coletivo do município, mas o vereador diz não ter comparecido na referida sessão que votou o PL, “é tradição da vereadora [Cristina Costa] faltar com a verdade”, afirmou Cruz.

O parlamentar disse ainda acreditar que a vereadora está ‘meio enciumada’ e levantou essa polêmica falsa por causa de sua manifestação contraria as emendas feitas por Cristina ao Programa Municipal Nova Semente. “ A vereadora sabe que faltar com a verdade é crime passível de punição da justiça, a senhora merece fazer uma retratação pública ao município”, conclui o vereador Alvorlande Cruz.

Vereadores aliados em Petrolina direcionam críticas ao governador Paulo Câmara

CAMARA DE VEREADORES DE PETROLINA

Na última sessão de 2015 da Câmara Municipal de Petrolina (PE), realizada nesta terça-feira, 29, dois vereadores aliados do governador Paulo Câmara, PSB, não pouparam nenhum pouco o chefe do poder executivo estadual. As mudanças no programa de abastecimento de água através de carros pipa continuam rendendo e a responsável pelos lamentos foi a vereadora do PSB, Maria Elena Alencar. O fogo amigo continuou e quem destinou toda a indignação com o governador foi o vereador Adalberto Bruno Filho Betão, PSL.

Betão lamentou a publicação do decreto de Paulo Câmara isentando de imposto do combustível os veículos que fazem o transporte público na Região Metropolitana do Recife. O parlamentar exigiu o mesmo tratamento para Petrolina. “Ele não governa para o sertão, comando o estado de costas para Petrolina. Desfaz de nossa cidade. Peço essa isenção na alíquota do combustível também para a nossa cidade”, enfatizou Betão.

A situação é de calamidade pública, disse Maria Elena, sobre a falta de água em comunidades da zona rural de Petrolina e o motivo ela colocou a nova forma de abastecimento feito pelo governado estadual através do carro pipa. Aliada de Paulo Câmara, a vereadora não se fez de rogada em tecer severas críticas ao governador no tocante a esse novo modelo que ela frisou, tem deixado o povo com sede na zonar rural de Petrolina. A redução significativa no número de veículos, de pouco mais de 70 para apenas 17 carros pipa, deixou o povo do interior de Petrolina passando sede.

“A muito grave. Está faltando água para o básico. Essa política de 17 carros pipa é errada. Antes era mais caminhões, com a administração do IPA e funcionava. Hoje não tem água, as pessoas têm que comprar água. Quem cria tem sofrido com essa política. Vamos exigir e continuar cobrando mudança nesse novo formato do programa de carros pipa do estado”, concluiu Maria Elena.

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