
Pontífice ouviu o relato de uma jovem vítima da violência familiar e afirmou que o enfrentamento do problema é responsabilidade de toda a humanidade.
O papa Leão XIV fez um forte pronunciamento contra a violência doméstica e os feminicídios durante uma vigília de oração realizada no Estádio Olímpico de Barcelona, na Espanha. Diante de milhares de fiéis, o líder da Igreja Católica classificou como “dramática” a realidade enfrentada por mulheres vítimas de abusos e destacou que o combate a esse tipo de violência é um dever de toda a sociedade.
Em sua mensagem, o pontífice afirmou que a violência contra a mulher não pode ser encarada como uma fatalidade, mas como um problema que exige compromisso coletivo e mudanças culturais.
“Diante dessa realidade dramática, estamos todos convocados a enfrentá-la, seja pessoalmente, seja como sociedade”, afirmou.
Relato emocionou o pontífice
A declaração foi motivada pelo testemunho de uma jovem de 20 anos que contou ter vivido uma infância marcada pela violência doméstica. Segundo ela, quando era criança, o pai tentou matar sua mãe, que só sobreviveu graças à intervenção de um rapaz que acabou perdendo a vida durante o episódio.
Retirada da família pelos serviços sociais aos 10 anos, a jovem atualmente cursa Direito e questionou o papa sobre como poderia perdoar o pai e reencontrar a paz espiritual.
Leão XIV a abraçou e respondeu que o perdão é um caminho de cura interior, mas reconheceu que esse processo é lento e não significa esquecer ou minimizar a violência sofrida.
Responsabilidade da sociedade
Durante o encontro, o papa também destacou que episódios de violência refletem problemas profundos da sociedade, como o egoísmo, o individualismo e a falta de respeito pela dignidade humana.
Segundo ele, é preciso fortalecer a cultura do amor, do respeito e da proteção às pessoas mais vulneráveis, especialmente mulheres e crianças.
Defesa da dignidade humana
Em sua visita à Espanha, Leão XIV tem reforçado mensagens de defesa dos direitos humanos, da valorização da diversidade e do acolhimento aos imigrantes, destacando que a construção de uma sociedade mais justa depende do compromisso coletivo com a paz e a solidariedade.



